Quatro séculos passaram desde que São Vicente de Paulo intuiu a Congregação da Missão. A história continua a escrever-se e é tão bela como nos primórdios. Duas coisas são urgentes, porém: novos agentes para continuar a escrita desta “história” e mudança de mentalidade para entender e ser entendido por esta sociedade no meio da qual vivemos e a quem somos continuamente enviados.
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Missão Orgens - Testemunho das Missionárias
EVANGELIZAR É NOSSA MISSÃO
Desde o nosso baptismo que,
embora pela voz dos nossos padrinhos, assumimos a missão de evangelizar. Fomos
crescendo na fé aprendendo a abrir o coração àqueles que fazem parte do mundo
que nos rodeia e sentem necessidade de partilhar as suas dificuldades. Nem sempre temos consciência da grandeza da nossa
missão de evangelizadores. “Ide e ensinai”! É um mandato do Senhor! Nem sempre
anunciamos com aquela perfeição que exige despojamento e alegria de servir, dando
a todos generosamente o nosso tempo, o nosso entusiasmo, a nossa atenção e a
nossa presença, particularmente às crianças, aos pobres, aos idosos e doentes.
Ser missionário é ser instrumento
nas mãos do Mestre Jesus Cristo! Confiar na força do Espírito Santo! Mais uma vez aceitei o convite,
deixei casa e familiares e parti para colaborar na Missão Vicentina em Orgens.
A Missão teve início no dia 25 de
Novembro com a chegada da equipa missionária. Padre Fernando, irmã Agostinha e missionária
Teresa Matos. No dia 26 foi a missa do envio e entrega da cruz a todos os que
de qualquer forma iam colaborar na Missão. Também nesse dia na presença da
Imaculada Conceição, tivemos uma serenata animada pelos coros da paróquia com
cânticos marianos no Monte Salvado, Casa dos Padres Vicentinos.
Esta Missão teve carácter
particular. Inserida na novena da Imaculada Conceição festejamos os 25 anos da
última Missão em Orgens. Muitas pessoas ainda descreveram os factos de então.
Na primeira semana a imagem da
Mãe visitou os seus filhos em cada aldeia da paróquia. Os habitantes
esmeraram-se na preparação dos lugares, das celebrações e sobretudo no ambiente
fraterno que criaram. Apesar do frio que gelava, um grande número de pessoas
manifestou o seu entusiasmo provado pela sua presença em cada celebração.
Descobrimos nesta paróquia uma
comunidade viva, composta por famílias felizes que revelam um amor amadurecido.
Casais que se olham com olhar transparente, que sorriem com ternura. Uma
paróquia com gente generosa, simpática e respeitadora que colabora com os
Padres vicentinos seus párocos, Padre Albertino e Padre Bruno, com o Padre
Álvaro e o elemento mais jovem, o nosso seminarista João sempre pronto a
colaborar quando e onde for preciso. Todo este ambiente é sinal de que se vive em Orgens,
como viviam as primeiras comunidades cristãs. Partilha Fé e Amor! “Olhem como
eles se amam”!
A equipa missionária calcorreou
os caminhos da paróquia. Visitou infantários e escolas proporcionando às
crianças momentos agradáveis. Visitou também os lares, levando aos abatidos
pelo peso da doença, da idade ou dificuldade da vida o conforto, o alívio e a
serenidade ajudando a transformar o seu sofrimento em caminho de libertação e
santidade.
Na segunda semana, todos os dias
rezamos na igreja a oração de Laudes às oito horas e às vinte horas celebramos na
igreja as várias dinâmicas escolhidas para cada dia. Houve muita participação. Quinta-feira,
no ato penitencial, muitas pessoas receberam o sacramento da reconciliação.
Dia oito, festa da Imaculada
Conceição e encerramento da Missão. Toda a paróquia se congregou na Igreja mãe
para viver festivamente a celebração da Sagrada Eucaristia. Foi muito participada,
prova de que as pessoas viveram de verdade a Missão. No final da Eucaristia
distribuímos a medalha Milagrosa a todas as pessoas.
Podemos concluir que a Missão
Popular Vicentina de Orgens foi uma Bênção!
Terminou com um almoço convívio.
Missionária Teresa Matos
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
MISSÃO POPULAR EM ORGENS - VISEU
Na
Paróquia de Orgens, desde o dia 26 de novembro até ao dia 08 de dezembro, viveu-se
a Missão Popular.
A
última Missão foi há 25 anos, sendo o Padre Manuel Martins o pároco da nossa
paróquia. Foram momentos marcantes na vida da nossa comunidade, que agora voltamos
a reviver.
Demos
graças a Deus pela presença dos padres da Congregação da Missão na paróquia de
Orgens.
Nas celebrações jubilares dos 400 anos do
carisma Vicentino e 300 anos da sua presença em Portugal, os nossos párocos,
Bruno e Albertino presentearam-nos com esta Novena Missionária orientada pelo
Padre Fernando, a Ir. Agostinha, FC e pela leiga Teresa Matos.
À semelhança dos anos anteriores, em que se celebra
a novena à Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal e também da nossa
comunidade paroquial, este ano fomos convidados refletir e a olhar para a Família, acompanhando as temáticas
emanadas da Exortação Apostólica do Papa Francisco ‘Amoris Laetitia’ (Alegria do Amor).
Sob o lema proposto
pela nossa diocese de Viseu para o biénio 2017/2019 - “Família: Berço
de Deus para a Humanidade!” a nossa comunidade foi desafiada a fortalecer o sentido da família, que é “a instituição fundamental e a
base na construção da humanidade e da Igreja”. Com
o seu testemunho e também com a palavra, as famílias falam de Jesus, transmitem
a fé, despertam o desejo de Deus e transmitem os valores do Evangelho.
A
Novena teve início na Eucaristia Dominical do dia 26 de novembro, com a apresentação
da Equipa Missionária. À tarde, toda a comunidade rumou até ao Monte Salvado,
Casa dos Padres Vicentinos, para louvar a Virgem Imaculada e escutar os grupos
corais da paróquia, que a todos deliciaram com belos cânticos marianos. Foi
momento também para ouvir alguns poemas do saudoso Padre Sevivas.
Durante a 1.ª semana a imagem da Senhora da Conceição visitou
os 5 lugares da Paróquia – Orgens, Quintela, S. Martinho, Travassós e
Tondelinha – para congregar e convidar à reflexão dos temas das catequeses para
a Missão: A Igreja, familia com pai e mãe; Em Igreja, todos somos filhos e
irmãos; Os mais frágeis da familia: idosos e crianças; Três palavras mágicas
para o matrimónio cristão.
As catequeses decorriam nas Capelas de cada um dos
lugares da paróquia, pelas 20h30m. Apesar do frio, o número dos participantes
ia aumentando dia após dia. O interesse dos temas e a partilha de opiniões ajudaram-nos
a descobrir a FAMILIA como lugar de transmissão da fé, o ensinamento e a vivência de valores, do respeito pela vida
humana, bem como do respeito mútuo entre os seus membros. Do mesmo modo, a
FAMILIA CRISTÃ deve ser o lugar onde se fortalece a fé, a esperança e o amor e
onde se cria um espaço para a oração e partilha.
No Sábado, dia 02 de dezembro, foi o encontro com a
catequese. Os pais também quiseram marcar presença para escutar a mensagem dos
missionários.
Para que a catequese pudesse envolver-se nesta
dinâmica da Diocese, foi entregue a cada um dos catequistas o oratório da
Sagrada Família que, em cada semana, vai passar por casa de cada um dos catequisandos
e convidar toda a família à oração e à partilha. Bem-haja senhores padres por
esta iniciativa.
O encontro com a Celebração das Famílias foi muito
participado. Os casais presentes renovaram as promessas matrimoniais. Também para
a Celebração da Reconciliação, na quinta-feira à noite, a Igreja encheu-se para
as confissões, preparando-se assim para a chegada do Deus-Menino.
Na Eucaristia da Solenidade da Imaculada Conceição
da Virgem Santa Maria foi o encerramento da Novena Missionária. A Igreja estava
a repleta e, na Homilia, o Padre Fernando desafiou cada um dos presentes a
olhar para o “SIM” de Maria ao projeto de Deus.
Maria, na sua humildade, simplicidade e
disponibilidade, convida-nos a escutar a Palavra de seu Filho – Fazei o que Ele
vos disser”.
Que a Nossa Senhora da
Conceição abençoe e proteja todas as famílias e faça regressar todas as
famílias que estão afastadas. Para a nossa comunidade paroquial pedimos as
maiores bênçãos do Deus Menino que vem para ficar entre nós.
Célia Rodrigues
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Dia Mundial dos Pobres
No dia 19 de novembro deste ano, a Igreja Católica convida a
refletir sobre o primeiro “Dia Mundial dos Pobres”. O tema da reflexão é “Não
amemos com palavras, mas com obras”. O “Dia Mundial dos Pobres” foi instituído
pelo Papa Francisco, por ocasião da conclusão do Ano Santo Extraordinário da
Misericórdia, por meio da Carta Apostólica intitulada “Misericordia et Misera”.
A celebração da data e as ações concretas sempre acontecerão no dia 19 de
novembro de cada ano.
Para nós
Vicentinos, a instituição do “Dia Mundial dos Pobres” ecoa profeticamente sobre
o cuidado que devemos ter pelo ser humano empobrecido. A pobreza de muitos dos
nossos semelhantes não é um assunto teórico, mas sim uma realidade gritante e
palpável. Não podemos ter uma visão simplista desta realidade; a nossa visão
deve ser holística, pois consiste na visão do ser humano feito à imagem e
semelhança de Deus. Este dia sinaliza, fortemente, para que cuidemos
concretamente com mais amor das nossas atividades vicentinas a favor dos menos
afortunados, pois uma das maiores pobrezas existentes é justamente a falta de
amor.
Para o Papa, a
expectativa é que este dia sirva de estímulo para reagir à cultura da
indiferença, do descarte, do desperdício e da exclusão, e a assumir a “cultura
do encontro”, com gestos concretos de oração e de caridade. Para nós cristãos e
para o mundo, é necessária uma maior evangelização dos pobres. Os pobres – diz
Francisco – “não são um problema, mas um recurso para acolher e viver a
essência do Evangelho”.
Segundo o
Banco Mundial, a pobreza extrema chega a 766 milhões de pessoas. Para as
organizações humanitárias, as questões sobre a desigualdade na distribuição da
riqueza no mundo são conhecidas, mas a frieza dos números dá-nos uma perspetiva
mais real e dramática deste tema: as 85 pessoas mais ricas do planeta acumulam
a mesma riqueza que as 3,5 bilhões mais pobres; 46% da riqueza do mundo é
detida por 1% das famílias mais ricas; 7 em cada 10 pessoas vivem em países
onde a desigualdade na distribuição da riqueza se tem agravado nos últimos 30
anos (dados do Fórum Económico Mundial).
Além do aspeto
material, não podemos deixar de mencionar o grande desafio que é a pobreza
espiritual. Dos 7 bilhões de habitantes da Terra, somente 2 bilhões se declaram
como cristãos. Talvez essa seja a razão de o mundo estar passando por tantas
dificuldades, entre guerras, fome, perseguições, doenças e outros males
modernos. “A maior das pobrezas é a falta de Cristo”, já nos ensinou o Papa
Francisco.
A Igreja
Católica sempre lutou, desde as suas origens, contra as formas geradoras de
pobreza. O Papa Francisco aponta ainda, que a luta contra a miséria “material,
moral e espiritual” deve ser a prioridade da Igreja. “Quando o poder, o luxo e
o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência de uma
distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as
consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha”.
A mensagem do Papa sublinha que a miséria “não coincide com a
pobreza”, mas é “a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança”.
“Quantas pessoas se veem constrangidas a tal miséria por condições sociais
injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o
pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde”,
lamenta o Papa.
Nas relações
humanas e sociais, a defesa dos direitos individuais pode deixar os pobres
ainda mais distantes do reconhecimento dos seus direitos básicos e da sua
dignidade humana. A pobreza é, em grande parte, consequência da falta de
verdadeira solidariedade, justiça social e espírito cristão. O mesmo pode
acontecer entre os povos. O Papa Paulo VI, na Encíclica “Populorum Progressio”
(1966), sobre o desenvolvimento dos povos, já recomendava aos países “mais
privilegiados” a renúncia a algumas de suas vantagens para porem, com mais
liberalidade, os seus bens ao serviço dos “povos mais pobres”. Em vez de
insistirem na afirmação dos seus próprios direitos, as economias mais abastadas
deveriam estar atentas ao clamor das populações mais pobres (cf. nº 289).
Seria bom aproveitar
a data do “Dia Mundial dos Pobres” para convidar todos os Vicentinos do mundo a
refletirem sobre a situação da exclusão, vulnerabilidade e miséria – espiritual
e material – em que estamos inseridos. Desde a origem do nosso carisma, os
nossos fundadores deram-nos este fim e ação: rezar e trabalhar pela eliminação
das diversas formas de pobreza, numa linha promocional e de dignidade dos
pobres, para a integração da vida destes em comunidade, levando-lhes a alegria
do Evangelho. Já nos dizia São Vicente de Paulo: “Dá-me uma pessoa de oração, e
ela será capaz de tudo”.
Que o “Dia
Mundial dos Pobres” não seja apenas um dia, mas uma ação de ajuda fraterna e
solidária diária, constante, pelo bem da humanidade e pela honra e glória de
Cristo.
Encerro esta mensagem citando um trecho muito interessante da
mensagem do Papa Francisco sobre a celebração do “Dia Mundial dos Pobres” em
2017: “Não pensemos nos pobres apenas como destinatários de uma boa obra de
voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos
improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências,
embora válidas e úteis (a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos
irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa), deveriam
abrir-nos a um verdadeiro encontro com
os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne um estilo de vida”.
Autor:
Renato Lima de Oliveira
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
JMV partilha a sua experiência no Simpósio em Roma
Decorreu em Roma
nos dias 12 e 15 de outubro de 2017 o Simpósio Internacional da Família
Vicentina.
Durante estes dias cerca de 9000 membros dos
vários ramos da Família Vicentina reuniram-se para debater o tema “Acolher o
Estrangeiro”.
O encontro iniciou-se, no dia 12, com a oração
da Medalha Milagrosa que se realizou na belíssima Basílica de São João de
Latrão. Este foi o primeiro momento onde os participantes deste Simpósio
estiveram juntos em comunhão.
Na sexta-feira dia 13 os participantes foram
convidados a participar nas catequeses divididos pelas línguas de Português,
Inglês, Espanhol, Italiano e Polaco.
No que toca às catequeses de língua portuguesa o
dia foi dividido em três partes:
Espiritualidade Vicentina e o seu desafio
profético; Formação Vicentina e a comunicação na era da informação e Os
serviços vicentinos: a partir daqui…para onde?
Estes temas incidiram muito na questão da
preparação do vicentino enquanto servente dos pobres. Devemos estar
espiritualmente, catequeticamente e pessoalmente preparados para ajudar. E
depois saber como agir perante situações de pobreza.
No fim da formação a Juventude Mariana Vicentina
ficou encarregue da animação litúrgica da Celebração da Palavra.
À noite, os jovens vicentinos do Simpósio
reuniram-se em festa e cada país presente apresentou-se das mais diversas
formas consoante o tema proposto pela organização.
Talvez o momento mais aguardado deu-se no sábado
dia 14. Logo bem cedo com vários testemunhos vicentinos. Possivelmente o mais
marcante terá sido da Aida Baladi, presidente da JMV da Síria que falou sobre
os problemas de ser jovem católico vicentino num país mergulhado numa profunda
guerra. Um testemunho muito pessoal e emotivo que mostrou a todos os presentes
o verdadeiro significado da devoção a Deus em plena guerra. Aida disse ainda
que a JMV na Síria vive sobre o slogan “Viver, contemplar e Servir” e é com
estas palavras que os jovens católicos na Síria “unem forças em favor do
objetivo de uma caridade guiada pelo espirito de São Vicente de Paulo”.
De uma forma mais pessoal é gratificante e um
orgulho muito grande poder ser recebido pelo Papa num encontro da Família
Vicentina. Com este gesto o Papa mostra a importância deste grande grupo
vicentino no mundo junto dos pobres.
Na sua mensagem o Papa Francisco propôs três
verbos simples que ele acredita serem muito importantes para o espirito
vicentino, mas também para a vida cristã em geral: adorar, acolher e ir.
No que toca ao verbo adorar, o Papa Francisco
recordou que são imensos os convites de São Vicente a cultivar a vida interior
e a dedicar-se à oração que purifica, abre o coração e permite chegar ao amor
de Deus para depois o derramar sobre o mundo. Adorar – resumiu o Papa - é
“pôr-se perante Deus, com respeito, com calma e no silêncio, dando-lhe o
primeiro lugar, abandonando-se com confiança”.
Acolher, não necessariamente no sentido de
fazer, mas do “redimensionar-se a si próprio, endireitar o próprio modo de
pensar, compreender que a vida não é a minha propriedade privada e que o tempo
não me pertence” – disse o Papa Francisco. “Quem acolhe renuncia ao eu e faz
entrar na vida o tu e o nós”. “O cristão acolhedor é um verdadeiro dom para a
Igreja, porque a Igreja é Mãe e uma mãe acolhe a vida e a acompanha” -
acrescentou.
Depois Francisco recordou que o amor é dinâmico,
daí o verbo ir. São Vicente dizia: “a nossa vocação é, portanto, ir não a uma
paróquia, a uma diocese, mas por toda a terra”. E lançou a pergunta: “vou ao
encontro dos outros como que quer o Senhor, levo este fogo da caridade ou fico
fechado a aquecer-me em frente da lareira?”.
O Papa Francisco terminou agradecendo aos
vicentinos por serem um movimento pelos caminhos do mundo e encorajando-os mais
uma vez nessa caminhada, na adoração quotidiana do amor de Deus e a difundir
esse amor pelo mundo através da caridade, disponibilidade e concórdia. O Papa
abençoou a todos eles e aos pobres que encontram e pediu orações para ele.
Mais tarde e com o coração cheio das palavras do
Santo Padre, os vicentinos congregados em Roma reuniram-se de novo, desta vez
na Basílica de São Paulo Extramuros para viver uma vigília de oração. A JMV de
Portugal participou ativamente nesta celebração com a presença de um jovem a
transportar o andor com a relíquia do coração de São Vicente de Paulo e de uma
jovem na liturgia.
No dia seguinte e na mesma Basílica deu-se o
encerramento do Simpósio no dia 15 de outubro através de uma Eucaristia presidida
pelo Superior Geral da Congregação da Missão, Padre Tomaz Mavric. Foi o
terminar de um encontro de junta 400 anos de história do Carisma, mas também
deixa presente o futuro de uma vocação de serviço que está muito viva e que tem
a mensagem das bem-aventuranças no seu interior.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Milhares de pessoas na festa dos 400 anos da Família Vicentina, na Praça de São Pedro
O Papa Francisco celebrou no passado sábado, na Praça de São Pedro,
o jubileu dos 400 anos da Família Vicentina, com cerca de 11 mil pessoas,
elogiando o carisma de São Vicente de Paulo, na atenção aos mais
desfavorecidos.
“Que São Vicente nos ajude a valorizar o
ADN eclesial do acolhimento, da disponibilidade, da comunhão”, disse, durante o
encontro que começou com momentos musicais e de testemunho.
A audiência realizou-se por ocasião do Ano
Jubilar dos 400 anos de fundação da Congregação da Missão (Vicentinos), com o
tema ‘Era estrangeiro e acolhestes-me’.
“São Vicente gerou um impulso de caridade
que perdura nos séculos. Por isso, hoje, quero encorajar-vos a prosseguir este
caminho, nas pegadas do vosso fundador”, declarou Francisco, que apresentou uma
reflexão sobre três verbos, “adorar, acolher, ir”.
O discurso sublinhou a importância da
oração e de sair de si mesmo.
“Agradeço-vos por estardes em movimento
pelas estradas do mundo, como São Vicente vos pediria também hoje. Faço votos
de que não pareis: continuai, através da adoração, a atingir o amor de Deus e a
difundi-lo ao mundo, contagiando-o com a caridade, a disponibilidade e a
concórdia”, desejou Francisco.
O Papa despediu-se dos membros da Família
Vicentina concedendo a todos a sua Bênção Apostólica, que estendeu aos pobres
que encontrarem.
Portugal esteve representado pelos 7 ramos
da Família Vicentina (Congregação da Missão, Filhas da Caridade, Associação
internacional de Caridade, Sociedade de São Vicente de Paulo, Associação da
Medalha Milagrosa, Colaboradores da Missão Vicentina e Juventude Mariana
Vicentina), num total de uma centena de peregrinos.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, o
provincial dos padres vicentinos em Portugal, padre José Alves, destacou a
oportunidade deste evento numa altura em que importa olhar para o futuro da
congregação e toda a sua ação pastoral, junto dos pobres, dos mais necessitados
e também dos migrantes e refugiados, que estão no centro deste simpósio.
A peregrinação quis também assinalar os
300 anos da presença dos vicentinos em Portugal.
No Vaticano, foi anunciado o lançamento de
uma campanha global para ajudar os sem-abrigo, envolvendo toda a Família
Vicentina.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Família Vicentina peregrina a Fátima
É já amanhã, dia 5 de outubro, a Peregrinação a Fátima da Família Vicentina. Neste Ano Jubilar dos 400 anos do Carisma Vicentino e da«os 300 anos da presença da Congregação da Missão em Portugal, vamos todos participar, para agradecer ao Senhor este dom.
PROGRAMA:
09h30 | Acolhimento | Cruz Alta
10h30 | Eucaristia | Capelinha das Aparições
11h30 | Tempo livre para oração, devoções pessoais e almoço
14h00 | Acolhimento no Centro Paulo VI | Salão do Bom Pastor
14h15 | Celebração comemorativa "Com São Vicente, na Caridade e na Missão"
16h00 | Momento Musical | Coral Vicentino de Chaves
17h00 | Porto de Honra
17h30 | Envio
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