quinta-feira, 26 de abril de 2018

MISSÃO EM CAMBRA E CARVALHAL VERMILHAS

No domingo 22 de abril iniciamos mais uma Missão Popular Vicentina, nas Paróquias de Cambra e Carvalhal de Vermilhas, no Concelho de Vouzela. 
Nestas terras, que foram fustigadas pelos incêndios do passado mês de outubro, esta ação de evangelização pretende ser também um tempo propício para a dinamização da fé e anúncio da esperança. Estas duas paróquias estão ao cuidado pastoral do Pe Ricardo Oliveira, e a Missão começou a ser preparada no passado mês de outubro. 

A equipa missionária é constituída pelo Pe Álvaro, seminarista João, irmã Cecília e Teresa Matos. Foram constituídas 11 Assembleias Familiares, quase todas com 2 Animadores. Ao longo desta primeira semana cerca de 150 pessoas estiveram reunidas para aprofundar os temas propostos das catequeses  da Missão. 

Visitas aos doentes, celebrações nas várias capelas, refeições nas famílias, encontro no Centro Social, reuniões com a Junta e Câmara... foram também momentos desta semana que está a decorrer.       

sábado, 21 de abril de 2018

SÃO SALVADOR (VISEU) - MISSÃO POPULAR VICENTINA


TEMA da MISSÃO: RENOVAÇÃO DA FAMÍLIA

Objectivo: Revitalização Paroquial com a criação das Comunidades da Missão

Esta Missão decorreu no período de 7 a 21 de Abril de 2018, sendo a equipa missionária constituída pelo Padre Fernando Soares, a Filha da Caridade Agostinha Ramos e a leiga, Colaboradora da Missão Arlete Vieira.

São Salvador tem cerca de 3.800 habitantes e uma área de 5,07 km2. Está subdividida em 5 Lugares: Paradinha, Vildemoinhos, Póvoa da Medronhosa, Santatrinho e São Salvador.

A Igreja de São Salvador é a Igreja Matriz, atendendo a que há Capelas nos Lugares de Paradinha, (dedicada à Senhora da Saúde) Vil de Moinhos, (dedicada a S. João Baptista), Póvoa da Medronhosa, (dedicada à Senhora da Esperança), Santarinho tem um pequeno oratório público dedicado a Nossa Senhora de Fátima e a Santo António, não tem Capela, a Eucaristia é celebrada no salão  da Associação recreativa e Cultural.

Foram criadas Comunidades da Missão com suas dinâmicas: Comunidades dos Lugares e por sectores de evangelização: famílias acompanhadas pelos vicentinos, famílias dos escuteiros, famílias da catequese, Centro Social e Bairro social, comunidade cigana.
Na primeira semana celebrou-se a Eucaristia em todos os Lugares. As cateques decorreram nas Capelas já mencionadas.
No decorrer da primeira semana os missionários percorreram os 5 Lugares visitando: doentes, Instituições, Escolas, Jardins de Infância, Lares e o Bairro Social.
No Bairro social da comunidade cigana a irrequietude é notória, mas conseguiu-se que prestassem alguma atenção aos apelos lançados à participação. De realçar a presença diária e a organização da Cáritas ali inserida. Realiza um trabalho relevante, na medida em que os utentes não necessitam de se deslocar para tratar de assuntos relativos à comunidade cigana. Revelaram grande abertura as iniciativas da Igreja no sentido da integração dos membros desta comunidade nas escolas, locais de trabalho, aquisição de hábitos de boa convivência social.
Na Associação de Paralisia Cerebral de Viseu, APCV encanta-mo-nos com a  alegria com que fomos recebidos e a compostura daquelas pessoas com as mais diversas diferenças, mas de uma ternura imensa e muito participativas.

Na segunda semana, seguimos o esquema das Missões Populares: Celebrações temáticas. Inicialmente os fiéis não eram muitos, mas com decorrer da semana sentiram o apelo e quase encheram a Igreja de São Salvador, onde foram realizadas as celebrações: da Palavra, da Luz, das Famílias, de Maria; tendo a celebração de sexta feira sido substituída por uma celebração Vicentina, para dar a conhecer o nosso carisma e os seus fundadores: São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac.
Não há união entre o povo dos Lugares já enunciados, pois vivem muito para si e não frequentam a Igreja Matriz, dando preferência aos lugares de culto das suas povoações.
Na noite em que se celebrou o tema da luz – Jesus, Luz do Mundo –  realizou-se uma procissão pelas ruas de São Salvador; houve quem ‘se fechasse’ mas, com a graça de Deus, houve quem integrasse a procissão e passasse a participar nas Eucaristias seguintes.

Na celebração das Famílias o Sr. Serafim e a Srª Rosa festejaram os 54º aniversário de casamento e, apesar das suas dificuldades fizeram questão de estarem presentes. No final cantaram-se os parabéns que alegrou os seus corações, ainda que um pouco emocionados.
O tempo forte da Missão Popular terminou no dia 21 com a Celebração de Nossa Senhora, também com procissão, que, pela previsão de chuva o percurso não foi tão alargado.

Peçamos a Nossa Senhora da Saúde, padroeira de Paradinha, a São João, padroeiro de Vil de Moinhos, a Santo António padroeiro de Santarinho, à Senhora da Esperança, padroeira de Póvoa de Medronhosa e ao Senhor da Salvação, padroeiro de São Salvador, que intercedam por este povo, afável e acolhedor para que a Missão possa germinar de uma forma mais completa no coração de cada um.

As Missionárias, Ir. Agostinha Ramos, FC e Arlete Vieira, CMV


quarta-feira, 11 de abril de 2018

MISSÃO POPULAR EM SÃO SALVADOR


Foi no passado sábado, 7 de abril, que teve início  a Missão Popular na Paróquia de São Salvador, Diocese de Viseu. 

A equipa missionária é constituída pelo Pe Manuel Fernando, da Congregação da Missão, Irmã Agostinha, das Filhas da Caridade, e pela leiga missionária Arlete Vieira.  

A Missão decorrerá até dia 22 de Abril. Esta é uma oportunidade para ajudar na renovação da fé desta comunidade cristã. 

Com as reuniões das Assembleias, visitas aos doentes e escolas, as várias celebrações nos lugares e depois as celebrações temáticas, esta ação de evangelização, procura ir ao encontro do tema da Diocese "Família, berço de Deus para a humanidade".

quinta-feira, 29 de março de 2018

SEMANA SANTA


A todos os Colaboradores, Amigos e Benfeitores desejamos um Santa e Feliz Páscoa!

A semana santa é para os cristãos a Semana maior. E diz-se assim não porque seja cronologicamente maior do que as outras, como se tivesse mais dias, mas porque nela os cristãos celebram com intensidade o mistério mais profundo e mais importante a partir do qual toda a realidade adquire sentido. Mais ainda: cada dia da semana santa, e muito especialmente o tríduo pascal, tem uma tal densidade que concentra em si todo o sentido da história.

1. Quinta-feira santa: a última Ceia e a agonia de Jesus no jardim da Oliveiras

Na quinta-feira santa, na celebração da Ceia do Senhor, Jesus interpreta o sentido da sua vida e da sua morte, como Corpo entregue e sangue derramado, donde surgem dois grandes sacramentos que serão um o memorial e o outro o serviço deste memorial, a Eucaristia e a Ordem: Estes dois sacramentos constituem a síntese de todos os dons que Deus jamais podia fazer ao homem, porque são o sinal do amor como entrega e como serviço até ao fim. Depois à noite, na vigília de oração, a Igreja contempla a agonia de Jesus no jardim das oliveiras e a prisão, com o sinal tremendo do beijo de Judas. O que se celebra na quinta-feira santa é o que há de mais profundo na existência humana…

2. Sexta-feira santa: amou-nos e entregou-se por nós, morrendo de amor

Na sexta-feira santa, é a condenação de Jesus pelo tribunal judaico, o Sinédrio, e pelos romanos, na pessoa do Procurador Romano, Pôncio Pilatos. A multidão prefere Barrabás e Pilatos lava as mãos, entregando o inocente. A Paixão de Jesus é para nós cristãos o centro e o ponto final para onde tende todo o sentido da história da humanidade, a hora que Deus pensou desde toda a eternidade, na qual manifestou a sua glória, que é o seu amor, que quer que o pecador se converta e viva; a glória de Deus que é que o homem viva, sendo que a vida do homem está na contemplação desta hora, de que tanto fala o Evangelho de S. João: Deus amou de tal modo o homem… levou até ao fim o seu amor por eles… Chegou a hora! Glorifica, Pai, o teu Nome!… São expressões que encontramos em S. João…

3. Sábado Santo: o silêncio de Deus no sepulcro

No Sábado Santo, o dia do repouso de Deus, no qual o Senhor crucificado repousa no sepulcro. Que mistério este envolvido no silêncio de Deus. O Sábado Santo é da semana santa e do tríduo pascal o dia talvez menos meditado. Nesse dia a Igreja está em silêncio junto ao túmulo de Jesus meditando, contemplando o mistério do que aconteceu à alma de Jesus, ao Verbo incarnado durante o tempo, que está já para além do tempo, entre a morte e a ressurreição.

Nas representações do calvário é frequente ver-se, debaixo da cruz de Jesus, uma caveira. No evangelho diz-se que a colina fora da cidade de Jerusalém onde Jesus foi crucificado se chamava Gólgotha, o lugar da caveira. Aquela caveira que nas pinturas se representa debaixo da cruz não simboliza apenas a morte que é pelo mistério da morte de Jesus vencida, como proclama vitoriosamente S. Paulo, mas é sim uma evocação de Adão, segundo aquela tão sugestiva relação feita também por S. Paulo, mas que percorre todo o Novo Testamento, na oposição das duas personagens que constituem os dois centros de uma elipse, com que poderia representar-se a história da salvação: Adão, pelo qual veio o pecado e a morte; o Novo Adão, nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual veio a vida. Então no Sábado Santo a Igreja contempla a ida da alma de Jesus, do Vero incarnado ao lugar dos mortos, levar-lhes o evangelho que é Ele mesmo, e libertá-los dos laços da morte, e levá-los em cortejo triunfal através da ressurreição para o paraíso, que é Ele mesmo, no mistério da comunhão trinitária na qual nos introduz. No Sábado Santo contemplamos o mistério profundo de Jesus Cristo como o redentor de todos os homens, a começar de Adão, reabrindo, na sua vitória sobre a morte, as portas do paraíso que o primeiro Adão com o seu pecado havia fechado:

“Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos. Deus morreu segundo a carne e acordou a região dos mortos. Vai à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Quer visitar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte. Vai libertar Adão do cativeiro da morte, Ele que é ao mesmo tempo seu Deus e seu Filho… Eu sou o teu Deus que por ti me fiz teu filho, por ti e por estes que nasceram de ti; agora digo e com todo o meu poder ordeno àqueles que estão na prisão: ‘Saí’; e aos que jazem nas trevas: ‘vinde para a luz’; e aos que dormem: ‘Despertai’…“Adormeci na cruz, e a lança penetrou no meu Lado, por ti, que adormeceste no paraíso e formaste Eva do teu lado. O meu Lado curou a dor do teu lado. O meu sono despertou-te do sono da morte. A minha lança susteve a lança que estava dirigida contra ti… Levanta-te, vamos daqui. O inimigo expulsou-te da terra do paraíso; Eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas no trono celeste. Foste afastado da árvore, símbolo da vida; mas Eu, que sou a vida, estou agora junto de ti. Ordenei aos querubins que te guardassem como servo; agora ordeno aos querubins que te adorem como a Deus, embora não sejas Deus. Está preparado o trono dos querubins, prontos os mensageiros, construído o tálamo, preparado o banquete, adornadas as moradas e os tabernáculos eternos, abertos os tesouros, preparado para ti desde toda a eternidade o reino dos céus” (Antiga Homilia em Sábado Santo, séc. IV).

4. Domingo de Páscoa: a vida venceu a morte

E o Domingo de Páscoa, o Dia da ressurreição, da vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, do perdão sobre o pecado… O dia da Igreja, da liberdade dos filhos de Deus, o sinal sagrado colocado no meio da banalidade do tempo, para nos despertar para o tempo de Deus para nós e para os outros…

5. Tudo isto aconteceu por nós, por mim, por cada um de nós

Semana Maior, porque nela se concentra tudo o que é importante na vida, no tempo e na eternidade, onde tudo começa e tudo termina, em que o primeiro dia (o domingo) é também o último (oitavo dia), sinal distintivo dos cristãos. S. Paulo sintetiza o sentido de tudo isto quando escreve numa das suas cartas, profundamente emocionado: Ele amou-me e entregou-se por mim. Tudo o que se celebra na Semana Maior aconteceu por mim. Por um lado, percebemos a grandeza do pecado, porque Ele deu a vida na cruz por causa do pecado, para a remissão dos pecados; mas por outro manifesta a divina paixão de Deus pela humanidade, pelo homem, por cada ser humano em particular, porque cada um pode e deve fazer suas as palavras de S. Paulo, e assim o valor de cada homem mede-se a partir do sangue de Cristo, porque foi por cada um que Ele derramou o seu sangue. Lembra-te, ó homem da tua dignidade e procura viver de acordo com ela, correspondendo ao amor de Deus por ti, pois que o que celebra nesta Semana Santa, nesta Semana Maior, aconteceu e continua a acontecer, na Igreja e nos sacramentos, por ti, mesmo por aqueles que não acreditam.

Quem entende estas coisas? Quem acredita, porque quem acredita vê melhor, porque vê com o olhar do coração.

José Jacinto Ferreira de Farias, scj

terça-feira, 6 de março de 2018

Retiro das colaboradoras de Ludlow (EUA)


Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, Ludlow (EUA): do acolhimento ao caminho quaresmal conjunto

A feliz e responsável tradição «dos Padres Vicentinos» colaborarem na vivência quaresmal desta comunidade cristã portuguesa residente em Ludlow levou-me, 7 anos depois, de novo até esta comunidade para um caminho conjunto de preparação para a Páscoa entre os dias 14 e 25 de Fevereiro. Como é tradição, este caminho é composto por 2 momentos muito importantes: o retiro com um «grupo de senhoras» e a semana de missão para toda a paróquia.

A reflexão conjunta neste caminho quaresmal começou a partir da Mensagem do Papa Francisco para esta Quaresma de 2018 e continuou com a reflexão à volta da centralidade da Palavra de Deus na vida cristã, quer pessoal quer comunitária, e pelo aprofundamento e celebração dos sacramentos da Eucaristia, Reconciliação e Unção dos Doentes. Uma proposta como descoberta de uma experiência sempre nova que gradualmente tem que transformar a nossa vida, criando, assim, espaço interior e comunitário no acolhimento de Cristo Ressuscitado como novidade para nós e para o mundo. Esta novidade acolhe-se, na medida em que se cuida a vida no seu todo: fundamental, por isso, e nesta linha, recuperar a essência das principais propostas da Igreja para a vivência quaresmal: oração, jejum e esmola…

Esta experiência missionária concluiu-se com este testemunho de um coração agradecido: sentir que a comunhão na fé é também resultado da amizade pela presença constante dos Vicentinos no meio daquela comunidade cristã. Amizade, esta, visível de modo especial nos rostos e palavras interessadas em saber como vai o nosso seminário e seminaristas.

Experimentar, pois, em terras tão distantes que há pessoas que te conhecem, que rezam e que ajudam de forma concreta cada seminarista, é sem dúvida fazer já na Quaresma uma experiência de Igreja que brota da Páscoa!

Pe. Pedro, CM



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

MENSAGEM DO SUPERIOR GERAL PARA A QUARESMA

Carta da Quaresma 2018
Maria, modelo preeminente que nos mostra o caminho para chegar a Jesus.


A todos os membros da Família Vicentina
Meus queridos irmãos e irmãs em São Vicente,
A graça e a paz de Jesus estejam sempre conosco!

Com a Carta do Advento de 2016, começamos a refletir sobre os pilares da espiritualidade de São Vicente: a Encarnação, a Santíssima Trindade e a Eucaristia. Nesta carta da Quaresma, meditaremos o quarto pilar, sobre a Bem-aventurada Virgem Maria.
No início desta Quaresma, quarenta dias com Jesus no deserto, gostaria de convidar a cada um de nós para encher o coração de fervor, confiança, disponibilidade e com todo o amor que um filho ou uma filha podem ter por sua mãe. Possamos também assumir, renovar ou aprofundar a nossa constante afeição a seu respeito graças as três etapas que nos ajudarão a nos aproximar de Maria, nossa Mãe do Céu, modelo preeminente que nos mostra o melhor e mais curto caminho para chegar a Jesus, objetivo da nossa vida e do nosso tudo!

 

A) Rezar o terço diariamente

Com Maria, meditamos as diferentes etapas da vida de Jesus. Maria caminha conosco, nos acompanha, nos encoraja e nos inspira! Aonde quer que vamos, tenhamos sempre conosco um terço, seja no bolso ou na bolsa, em forma de anel ou de pulseira para tê-lo ao nosso alcance em qualquer momento do dia. Podemos rezá-lo na capela, na rua, esperando o ônibus, o metrô ou o trem, conduzindo um automóvel, caminhando, esperando na fila. Tenhamos sempre um terço conosco.
São Vicente expressa sua profunda convicção na proteção de Maria:
Deus concedeu-me sempre a confiança de que ficaria livre, pelas assíduas orações que lhe fazia e à Santíssima Virgem Maria, por cuja única intercessão creio firmemente ter sido libertado”[1].
“… Todos estão passando bem, nos quatro lugares onde se realiza a missão, como também aqui. Parece assim que Nosso Senhor terá piedade desta pequena Companhia, pela intercessão da Santíssima Virgem que mandamos visitar, para esse fim, pelo Padre Boudet, em Chartres”[2].

 

B) Fazer sempre mais nossas, as virtudes de humildade e castidade, a exemplo de Maria.

São Vicente de Paulo nos deu Maria como exemplo de todas as virtudes, contudo, dentre elas, enfatizou duas em particular: a humildade e a castidade.

Humildade
Entre todas as criaturas do Céu e da terra, não há ninguém mais conhecida, venerada ou que, com tanta frequência, nos foi dada como exemplo. Não há outra pessoa em quem Deus, através de Jesus, tenha depositado mais confiança. Maria jamais pensou, nem mesmo um só instante, que tivesse algum mérito, mas ela considera que todo o seu ser e tudo o que possui é graça, dom, sinal de misericórdia vindos da parte de Jesus. A mãe está abaixo do seu Filho, e não acima dele. Maria deu à luz a Jesus, cuidou d’Ele desde a manjedoura, trocou as fraldas, amamentou e o educou até atingir a idade adulta. Em tudo o que Maria fez e faz ainda hoje, ela nos leva sempre para Jesus.
“…recorrei à Santíssima Virgem, pedindo-lhe que vos obtenha do seu Divino Filho, a graça de participardes da sua humildade que a impeliu a chamar-se escrava do Senhor no momento em que era escolhida para Mãe de Deus. O que foi que levou Deus a contemplar a Virgem? Ela própria o disse: ‘A minha humildade’. Deixo isto à vossa consideração, tendo a Santíssima Virgem tanto amor à humildade, alcançará do Senhor esta graça àquelas que lha pedirem!”[3]

Castidade
Jesus nos dá a chave para saber viver a pureza do pensamento, da palavra e da ação. Jesus nos pede para permanecermos atentos: “Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isto sim o torna impuro” (Mateus 15,11). Tudo começa em nosso coração e na nossa mente.
Peçamos a Jesus para que esteja, desde o início, presente em nossos pensamentos, sentimentos e ideias, e nos ajude a filtrá-los através dos seus pensamentos, suas atitudes e ações. Logo, o que procede dos nossos pensamentos se manifestará através das palavras e ações que refletirão os comportamentos, os sentimentos e os pensamentos de Jesus. Assim sendo, a pureza estará presente e será experimentada em nossa vida.
Tende especial devoção à direção exercida pela Santa Virgem sobre a pessoa de Nosso Senhor e tudo irá bem”[4].
De outro modo, os pensamentos, sentimentos e ideias que não são filtrados por Jesus nos conduzirão à direção oposta. Ficaremos vulneráveis à influência do maligno, cujo objetivo está claro: destruir em nós tudo o que vem de Deus; destruir nossa relação com Jesus. Satanás quer colocar-se no lugar de Jesus e influenciar os pensamentos de onde surgem nossas palavras e ações, de modo que, através da nossa oposição à castidade e à pureza, deformemos nosso belo ser, nosso bom coração criado a imagem de Deus.
“ … o segredo de vosso coração, que eu desejo na verdade seja todo de Nosso Senhor, e peço à Santíssima Virgem tomá-lo e levá-lo até ao céu e colocá-lo junto ao seu e ao de seu caro Filho”[5].

 

C) Divulgar a mensagem e propagar a devoção à Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, com um zelo renovado.

Depois da Cruz, a Medalha Milagrosa é o símbolo cristão mais difundido no mundo. No entanto, muitas pessoas ainda não tiveram a ocasião de conhecê-la, de descobrir a mensagem de Maria, de receber e usar a Medalha. Por isso, elas não pedem as graças que têm para receber de Jesus, como Maria ensinou à Santa Catarina Labouré, Filha da Caridade, durante as aparições de 1830, na Capela da Casa Mãe, na rua du Bac, em Paris.
Vinde aos pés deste altar, aqui as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que as pedirem com confiança e fervor”.
Os raios são símbolos das graças que derramo sobre as pessoas que m’as pedem”.
Nesta Quaresma, gostaria de convidar a refletir, rezar e estudar as possibilidades disso em todos os nossos locais de serviço: paróquias, hospitais, dispensários, escolas, universidades, missões e missões paroquiais… Em outras palavras, onde a Medalha Milagrosa não é conhecida, onde as pessoas ainda não a receberam, coloquem em prática as seguintes ações:
- Distribuir Medalhas Milagrosas;
- Dar Medalhas, acompanhadas de um folheto com breves explicações da história e da mensagem da Medalha Milagrosa;
- Criar um grupo local da Associação da Medalha Milagrosa que fará parte da Associação Internacional da Medalha Milagrosa, ramo da Família Vicentina presente em muitos países do mundo.

Encorajem a fundação de um novo grupo da Associação da Medalha Milagrosa na sua paróquia com a permissão do pároco, nos hospitais, nos dispensários, nas escolas e nas universidades com os funcionários, professores e alunos, durante as missões paroquiais e em outras missões, nas quais os diferentes ramos da Família Vicentina participam através da organização e coordenação… Convidem as pessoas para fazerem parte e se tornarem membros do grupo.
Em muitos países onde a Associação da Medalha Milagrosa está presente, há um Conselho Nacional que a coordena e reúne todos os diferentes grupos existentes no país. As Associações Nacionais da Medalha Milagrosa estão vinculadas à Associação Internacional da Medalha Milagrosa, coordenadas por um Subdiretor, o Padre Carl Pieber, CM. Pela adesão à Associação da Medalha Milagrosa, os membros se apoiam mutuamente através da oração, comprometem-se com a divulgação da Medalha Milagrosa e praticam gestos de solidariedade.
Para realizar isto, o Secretariado Internacional da Associação da Medalha Milagrosa ajudará com prazer aqueles que precisarem de apoio, de informações ou sugestões para começar um grupo local. Se no país onde se deseja criar um novo grupo da Associação da Medalha Milagrosa já existam outros grupos ou uma estrutura nacional da Associação, o Secretariado Internacional colocará em contato uns com os outros. Se no país não existe uma estrutura nacional ou grupos locais, o Secretariado Internacional da Associação fornecerá todas as orientações necessárias para começar um novo grupo.
A Associação Internacional da Medalha Milagrosa tem uma página web em seis idiomas, onde se encontram muitas informações, incluindo as etapas para começar um novo grupo. O endereço do site é: www.amminter.org. Em caso de necessidade para qualquer tipo de assistência, favor escrever para: mmainfo@famvin.org.
Ao refletir sobre a criação de novos grupos da Associação da Medalha Milagrosa em um determinado país, lembremo-nos que o desejo profundo de Maria é propagar a Medalha Milagrosa até os confins da terra. Nossa Senhora nos assegura que, se pedirmos as graças a Jesus, nós as receberemos! Entremos nesta aventura maravilhosa, sejamos a voz de Maria que expressa o amor incondicional de Jesus a cada pessoa em particular, com palavras e ações.
“Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança”.
Que os quarenta dias com Jesus no deserto produzam abundantes frutos. Que os quarenta dias com Jesus no deserto possam renovar e tornar mais profunda a nossa relação com Maria, nossa Mãe do Céu, e nos aproximar cada vez mais dela.
- rezemos o terço diariamente;
- façamos sempre mais nossas, as virtudes de humildade e castidade, a exemplo de Maria:
- divulguemos a mensagem e propaguemos a devoção à Nossa Senhora da Medalha Milagrosa com zelo renovado;

Que os quarenta dias com Jesus no deserto possam renovar o nosso coração e nos abrir às “ressurreições” diárias, isto é, passar da morte à vida em vista da nossa Ressurreição final!
Seu irmão em São Vicente,
Tomaž Mavrič, CM
Superior geral

 

Notas:

[1] SV, vol. I, pág.7; Carta 1 ao Senhor de Comet em Dax
[2] SV, vol. I, pág. 402-403; Carta 249 a Roberto de Sergis, em Amiens, novembro de 1636.
[3] SV, conf, de 14 de julho de 1658, sobre a humildade, a caridade, a obediência e a paciência, (Regras Comuns, artigo 42), pág. 801.
[4] SV, vol. II, pág. 154; Carta 488 a Jacques Chiroyer, em Luçon, de outubro de

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Relembrando um ano de jubileu...

Ao longo do ano que passou várias foram as ações jubilares dos 400 anos do Carisma Vicentino e dos 300 anos da presença da Congregação da Missão em Portugal. Fica o video com algumas memórias...