Quatro séculos passaram desde que São Vicente de Paulo intuiu a Congregação da Missão. A história continua a escrever-se e é tão bela como nos primórdios. Duas coisas são urgentes, porém: novos agentes para continuar a escrita desta “história” e mudança de mentalidade para entender e ser entendido por esta sociedade no meio da qual vivemos e a quem somos continuamente enviados.
terça-feira, 2 de outubro de 2018
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES
«Juntamente com os jovens, levemos o Evangelho a todos»
juntamente convosco desejo refletir sobre a missão que Jesus nos
confiou. Apesar de me dirigir a vós, pretendo incluir todos os cristãos, que
vivem na Igreja a aventura da sua existência como filhos de Deus. O que me
impele a falar a todos, dialogando convosco, é a certeza de que a fé cristã
permanece sempre jovem, quando se abre à missão que Cristo nos confia. «A
missão revigora a fé» (Carta enc. Redemptoris missio, 2): escrevia São João
Paulo II, um Papa que tanto amava os jovens e, a eles, muito se dedicou.
O Sínodo que celebraremos em Roma no próximo mês de
outubro, mês missionário, dá-nos oportunidade de entender melhor, à luz da fé,
aquilo que o Senhor Jesus vos quer dizer a vós, jovens, e, através de vós, às
comunidades cristãs.
A vida é uma missão
Todo o homem e mulher é uma missão, e esta
é a razão pela qual se encontra a viver na terra. Ser atraídos e
ser enviados são os dois movimentos que o nosso coração,
sobretudo quando é jovem em idade, sente como forças interiores do amor que
prometem futuro e impelem a nossa existência para a frente. Ninguém, como os
jovens, sente quanto irrompe a vida e atrai. Viver com alegria a própria
responsabilidade pelo mundo é um grande desafio. Conheço bem as luzes e as
sombras de ser jovem e, se penso na minha juventude e na minha família, recordo
a intensidade da esperança por um futuro melhor. O facto de nos encontrarmos neste
mundo sem ser por nossa decisão faz-nos intuir que há uma iniciativa que nos
antecede e faz existir. Cada um de nós é chamado a refletir sobre esta
realidade: «Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou
neste mundo» (Papa Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 273).
Anunciamo-vos Jesus Cristo
A Igreja, ao anunciar aquilo que gratuitamente recebeu
(cf. Mt 10, 8; At 3, 6), pode partilhar
convosco, queridos jovens, o caminho e a verdade que conduzem ao sentido do
viver nesta terra. Jesus Cristo, morto e ressuscitado por nós, oferece-Se à
nossa liberdade e desafia-a a procurar, descobrir e anunciar este sentido
verdadeiro e pleno. Queridos jovens, não tenhais medo de Cristo e da sua
Igreja! Neles, está o tesouro que enche a vida de alegria. Digo-vos isto por
experiência: graças à fé, encontrei o fundamento dos meus sonhos e a força para
os realizar. Vi muitos sofrimentos, muita pobreza desfigurar o rosto de tantos
irmãos e irmãs. E todavia, para quem está com Jesus, o mal é um desafio a amar
cada vez mais. Muitos homens e mulheres, muitos jovens entregaram-se
generosamente, às vezes até ao martírio, por amor do Evangelho ao serviço dos
irmãos. A partir da cruz de Jesus, aprendemos a lógica divina da oferta de nós
mesmos (cf. 1 Cor 1, 17-25) como anúncio do Evangelho para a
vida do mundo (cf. Jo 3, 16). Ser inflamados pelo amor de
Cristo consome quem arde e faz crescer, ilumina e aquece a quem se ama
(cf. 2 Cor 5, 14). Na escola dos santos, que nos abrem para os
vastos horizontes de Deus, convido-vos a perguntar a vós mesmos em cada
circunstância: «Que faria Cristo no meu lugar?»
Transmitir a fé até aos últimos confins da terra
Pelo Batismo, também vós, jovens, sois membros vivos da
Igreja e, juntos, temos a missão de levar o Evangelho a todos. Estais a
desabrochar para a vida. Crescer na graça da fé, que nos foi transmitida pelos
sacramentos da Igreja, integra-nos num fluxo de gerações de testemunhas, onde a
sabedoria daqueles que têm experiência se torna testemunho e encorajamento para
quem se abre ao futuro. E, por sua vez, a novidade dos jovens torna-se apoio e
esperança para aqueles que estão próximo da meta do seu caminho. Na convivência
das várias idades da vida, a missão da Igreja constrói pontes intergeracionais,
nas quais a fé em Deus e o amor ao próximo constituem fatores de profunda
união.
Por isso, esta transmissão da fé, coração da missão da
Igreja, verifica-se através do «contágio» do amor, onde a alegria e o
entusiasmo expressam o sentido reencontrado e a plenitude da vida. A propagação
da fé por atração requer corações abertos, dilatados pelo amor. Ao amor, não se
pode colocar limites: forte como a morte é o amor (cf. Ct 8,
6). E tal expansão gera o encontro, o testemunho, o anúncio; gera a partilha na
caridade com todos aqueles que, longe da fé, se mostram indiferentes e, às
vezes, impugnadores e contrários à mesma. Ambientes humanos, culturais e
religiosos ainda alheios ao Evangelho de Jesus e à presença sacramental da
Igreja constituem as periferias extremas, os «últimos confins da terra», aos
quais, desde a Páscoa de Jesus, são enviados os seus discípulos missionários,
na certeza de terem sempre com eles o seu Senhor (cf. Mt 28,
20; At 1, 8). Nisto consiste o que designamos por missio
ad gentes. A periferia mais desolada da humanidade carente de Cristo é a
indiferença à fé ou mesmo o ódio contra a plenitude divina da vida. Toda a
pobreza material e espiritual, toda a discriminação de irmãos e irmãs é sempre
consequência da recusa de Deus e do seu amor.
Hoje para vós, queridos jovens, os últimos confins da terra
são muito relativos e sempre facilmente «navegáveis». O mundo digital, as redes
sociais, que nos envolvem e entrecruzam, diluem fronteiras, cancelam margens e
distâncias, reduzem as diferenças. Tudo parece estar ao alcance da mão: tudo
tão próximo e imediato... E todavia, sem o dom que inclua as nossas vidas,
poderemos ter miríades de contactos, mas nunca estaremos imersos numa
verdadeira comunhão de vida. A missão até aos últimos confins da terra requer o
dom de nós próprios na vocação que nos foi dada por Aquele que nos colocou nesta
terra (cf. Lc 9, 23-25). Atrevo-me a dizer que, para um jovem
que quer seguir Cristo, o essencial é a busca e a adesão à sua vocação.
Testemunhar o amor
Agradeço a todas as realidades eclesiais que vos permitem
encontrar, pessoalmente, Cristo vivo na sua Igreja: as paróquias, as
associações, os movimentos, as comunidades religiosas, as mais variadas
expressões de serviço missionário. Muitos jovens encontram, no voluntariado
missionário, uma forma para servir os «mais pequenos» (cf. Mt 25,
40), promovendo a dignidade humana e testemunhando a alegria de amar e ser
cristão. Estas experiências eclesiais fazem com que a formação de cada um não
seja apenas preparação para o seu bom-êxito profissional, mas desenvolva e
cuide um dom do Senhor para melhor servir aos outros. Estas louváveis formas de
serviço missionário temporâneo são um começo fecundo e, no discernimento
vocacional, podem ajudar-vos a decidir pelo dom total de vós mesmos como
missionários.
De corações jovens, nasceram as Pontifícias Obras
Missionárias, para apoiar o anúncio do Evangelho a todos os povos, contribuindo
para o crescimento humano e cultural de muitas populações sedentas de Verdade.
As orações e as ajudas materiais, que generosamente são dadas e distribuídas
através das POMs, ajudam a Santa Sé a garantir que, quantos recebem ajuda para
as suas necessidades, possam, por sua vez, ser capazes de dar testemunho no
próprio ambiente. Ninguém é tão pobre que não possa dar o que tem e, ainda
antes, o que é. Apraz-me repetir a exortação que dirigi aos jovens chilenos:
«Nunca penses que não tens nada para dar, ou que não precisas de ninguém. Muita
gente precisa de ti. Pensa nisso! Cada um de vós pense nisto no seu coração:
muita gente precisa de mim» (Encontro com os jovens,
Santiago – Santuário de Maipú, 17/I/2018).
Queridos jovens, o próximo mês missionário de outubro, em
que terá lugar o Sínodo a vós dedicado, será mais uma oportunidade para vos
tornardes discípulos missionários cada vez mais apaixonados por Jesus e pela
sua missão até aos últimos confins da terra. A Maria, Rainha dos Apóstolos, ao
Santos Francisco Xavier e Teresa do Menino Jesus, ao Beato Paulo Manna, peço
que intercedam por todos nós e sempre nos acompanhem.
Vaticano, 20 de maio – Solenidade de Pentecostes – de 2018.
FRANCISCO
domingo, 23 de setembro de 2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
JORNADAS MISSIONÁRIAS 2018 CONCLUSÕES E PROPOSTAS DE ACÇÃO
1 – Nos dias 15 e 16 de Setembro de 2018
decorreram no Seminário do Verbo Divino, em Fátima, as Jornadas Missionárias
Nacionais sob o lema “Eu sou Missão”. No âmbito da celebração do sínodo dos
Bispos em Roma sobre os jovens em outubro próximo, estas jornadas foram
pensadas para que os jovens fossem os protagonistas deste evento. Dos 300
participantes cerca de 30% eram jovens que emprestaram um dinamismo novo a
estas jornadas, quer na abertura e no serão do 1º dia, bem como nos desafios
lançados na mesa redonda de domingo sobre “A Igreja que pretendemos”.
2- Na sessão de abertura D. Manuel Linda,
presidente da Comissão Episcopal de Missões, situou este encontro no contexto
da celebração do outubro missionário extraordinário preconizado pelo Papa
Francisco, e do ano missionário proposto pelo Episcopado Português com inicio
em outubro de 2018 até outubro de 2019.
3- O Dr. Juan Ambrósio, a partir do tema “eu Sou
Missão” apresentou-nos a missão como coração da identidade cristã, bem como os
pressupostos e coordenadas para a tornar efetiva na vida da Igreja pelo empenho
de todos e cada um, concretizada no anúncio da palavra, na celebração fé, na vivência
da diaconia e caridade, tudo sustentado pela koinonia (Comunhão).
4- Através dos Workshops e da mesa redonda foi
partilhado o compromisso com as múltiplas formas de missão ao nível da
experiência pessoal e de grupo, e o seu impacto quer nas comunidades locais
quer ao nível diocesano e mesmo em contextos de Missão Ad Gentes, não
esquecendo as problemáticas emergentes com Migrantes e outras situações
humanitárias.
5- A título de conclusão e para o melhor
desempenho da Missão: - A Igreja deve ser descentrada e não autorreferencial,
igreja em saída em direção às periferias. - Para que o ano missionário se torne
um momento de Graça para a nossa Igreja é urgente criar em todas as dioceses os
Centros Missionários Diocesanos (CMD) e os Grupos Missionários Paroquiais (GMP)
como promotores e animadores da consciência missionária no povo de Deus. -
Torna-se urgente que durante este ano missionário se promovam nas paróquias,
arciprestados e dioceses experiências concretas de saída para outras
realidades, dentro ou fora das nossas fronteiras, como sinal de compromisso com
o anúncio do Evangelho.
- A ausência de representantes de algumas dioceses
de Portugal neste encontro nacional é o sintoma de que a responsabilidade
missionária das igrejas locais é ainda uma debilidade pastoral. Que a
celebração do ano missionário a todos desperte para a missão.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
PROGRAMA JORNADAS MISSIONÁRIAS
Jornadas Missionárias
Programa
Sábado – 15 de Setembro
09h30 – Acolhimento
10h00 – Oração
11h00 – Abertura (D. Manuel Linda)
11h45 – Eu sou Missão – Dr. Juan Ambrósio
12h30 – Debate
13h00 – Almoço
15h00 – 16h30 – Workshops (1º Momento)
1.Igreja e diálogo: Que Igreja se pretende na relação e no diálogo – Ecumenismo.
2.Missão e comunhão: Comunhão de vocações e carismas na missão.
3.Missão na Periferia: Periferias do sofrimento, pobreza, geografias existenciais.
4.Todos, Tudo e Sempre em Missão: Como se pode melhorar o papel dos grupos missionários?
Que ações de animação missionária?
5.Ser Missão: Refletir sobre “ser”, “ter” e “fazer” missão.
6.Partilhar a Viagem: Refletir sobre o problema das Migrações e desenvolvimento.
1.Igreja e diálogo: Que Igreja se pretende na relação e no diálogo – Ecumenismo.
2.Missão e comunhão: Comunhão de vocações e carismas na missão.
3.Missão na Periferia: Periferias do sofrimento, pobreza, geografias existenciais.
4.Todos, Tudo e Sempre em Missão: Como se pode melhorar o papel dos grupos missionários?
Que ações de animação missionária?
5.Ser Missão: Refletir sobre “ser”, “ter” e “fazer” missão.
6.Partilhar a Viagem: Refletir sobre o problema das Migrações e desenvolvimento.
16h30 – Intervalo
17h00 – 18h30 – Workshops (2º Momento)
19h30 – Jantar
21h00 – Serão musical, oração e testemunhos
Domingo – 16 de Setembro
09h30 – Oração
09h45 – Mesa Redonda com vários intervenientes: “Que Igreja pretendemos? Para
uma missão mais comprometedora”.
12h00 – Eucaristia – Envio e Conclusões
13h00 – Almoço
sexta-feira, 29 de junho de 2018
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