sábado, 18 de abril de 2015

SEMANA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
De 19 a 26 de Abril de 2015



Não é fácil, hoje em dia, propor o entendimento de uma entrega pessoal através de um compromisso a "tempo inteiro".
Vivemos na era dos trabalhos em "part time" e de quase tudo em regime "episódico", desde as telenovelas que entram pelos canais de TV adentro, passando pela forma como são vividas as diversas etapas ou desafios da vida, até à sobrevalorização da Quaresma em desprimor da Páscoa.
Urge, hoje cada vez mais, promover uma cultura vocacional a partir da escuta dos anseios de felicidade existentes em cada pessoa, por onde também Deus faz ouvir a Sua voz, dando-lhes resposta a partir de propostas autênticas de realização pessoal no serviço aos outros.



Para isso, requer-se uma pastoral onde não se meta "a carroça à frente dos bois" e coragem para mantermo-nos proativos, mesmo que não se vislumbrem respostas rápidas.
Requer-se uma pastoral vocacional a "full time" para que possam vir a aparecer vocações a "tempo inteiro", novas vocações, que é o mesmo que dizer: dons do amor imprevisível de Deus.
É urgente prolongar o sentido vivencial da Páscoa: a vida nova e surpreendente do Ressuscitado!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ano Santo da Misericórdia

 "Somos chamados a viver a misericórdia,
porque, primeiro, foi usada misericórdia para connosco"

Durante a celebração das Primeiras Vésperas do Domingo da Misericórdia, II Domingo de Páscoa, o Papa Francisco convocou oficialmente o Jubileu extraordinário da Misericórdia, a iniciar-se no próximo dia 8 de Dezembro, festa da Imaculada Conceição. Na bula Misericordiae Vultus ("O rosto da misericórdia"), o Santo Padre explica por que decidiu proclamar este Ano Santo e indica os passos para vivê-lo com fruto.


A data escolhida por Francisco para iniciar o Jubileu é significativa. Em primeiro lugar, aponta para a experiência de misericórdia vivida por Maria Santíssima. "Depois do pecado de Adão e Eva, Deus não quis deixar a humanidade sozinha e à mercê do mal. Por isso, pensou e quis Maria santa e imaculada no amor, para que Se tornasse a Mãe do Redentor do homem", disse o Papa. "Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa."

O dia 8 de Dezembro de 2015 também marca os 50 anos de encerramento do Concílio Vaticano II. O Papa Francisco assinalou este evento como "uma nova etapa na evangelização de sempre" e, citando São João XXIII e o Beato Paulo VI, ressaltou o primado da misericórdia na vida da Igreja.

"Olhar cheio de misericórdia"


Francisco também citou a doutrina perene de S. Tomás de Aquino, para quem "é próprio de Deus usar de misericórdia e, nisto, se manifesta de modo especial a sua omnipotência" . Em seguida, expôs o significado do seu lema episcopal: Miserando atque eligendo.

Da autoria de São Beda, o Venerável, a frase faz referência à vocação do apóstolo São Mateus. "Ao passar diante do posto de cobrança de impostos, os olhos de Jesus fixaram-se nos de Mateus". Ao mesmo tempo em que penetrou o coração do discípulo com aquele "olhar cheio de misericórdia" (miserando), o Senhor "escolheu-o (eligendo), a ele pecador e publicano, para se tornar um dos Doze".

"Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso"
O Santo Padre estabeleceu como lema do Ano Santo a exortação de Jesus: "Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso" (Lc 6, 36), assinalando a virtude da misericórdia como um "critério para individuar quem são os seus verdadeiros filhos". "Somos chamados a viver a misericórdia, porque, primeiro, foi usada misericórdia para connosco", ensinou.

Ao indicar o caminho para praticar essa virtude, o Papa pediu aos fiéis que ficassem atentos à voz de Deus."O imperativo de Jesus é dirigido a quantos ouvem a sua voz. Portanto, para sermos capazes de misericórdia, devemos primeiro pôr-nos à escuta da Palavra de Deus. Isso significa recuperar o valor do silêncio, para meditar a Palavra que nos é dirigida".

Sua Santidade também pediu que se redescubram as obras de misericórdia. "É meu vivo desejo que o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporais e espirituais".

Obras de misericórdia
Comuns na catequese tradicional da Igreja, as obras de misericórdia corporais são seteDar de comer a quem tem fome; Dar de beber a quem tem sede; Vestir os nus; Dar pousada aos peregrinos; Assistir aos enfermos; Visitar os presos e Enterrar os mortos.

As obras de misericórdia espirituais também são sete:Dar bom conselho; Ensinar os ignorantes; Corrigir os que erram; Consolar os aflitos; Perdoar as injúrias; Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo e Rogar a Deus por vivos e defuntos.


O Papa Francisco também pediu que, no Ano Santo, se dê atenção especial ao sacramento da Confissão."Ponhamos novamente no centro o sacramento da Reconciliação, porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia". Ele destacou a experiência daqueles que se aproximam do Sacramento da Penitência e "reencontram o caminho para voltar ao Senhor, viver um momento de intensa oração e redescobrir o sentido da sua vida".

Ao fim da sua carta apostólica, o Papa Francisco chamou à conversão todos os que se encontram afastados da Igreja. "O meu convite à conversão dirige-se, com insistência ainda maior, àquelas pessoas que estão longe da graça de Deus pela sua conduta de vida", disse. "A todos, crentes e afastados, possa chegar o bálsamo da misericórdia como sinal do Reino de Deus já presente no meio de nós".


P. Agostinho Sousa, CM




terça-feira, 14 de abril de 2015

FÓRUM “ MISSÕES POPULARES”

Decorreu no dia 10 de Abril, como anunciado, em Fátima, na Casa da Medalha Milagrosa das Filhas da Caridade (Irmãs Vicentinas),o Fórum da Pastoral dedicado às Missões Populares. Cerca de 90 pessoas, entre os quais 2 bispos (D. Augusto César e D. Antonio Vitalino), padres vicentinos e diocesanos, irmãs religiosas de várias congregações, leigos missionários, animadores de comunidades da missão, vindos de norte a sul do país.
Foi uma bela jornada onde, como pano de fundo, foi abordado o tema “Missão Popular, S. Vicente de Paulo e as interpelações para a Nova Evangelização”, seguindo-se a partilha dos dois bispos onde se realizaram mais Missões Populares nos últimos 30 anos e a análise do inquérito lançado para a preparação deste Fórum.



Vindos de paróquias de várias dioceses (Vila Real, Porto, Viseu, Portalegre-Castelo Branco, Lisboa, Santarém, Setúbal e Beja), no acolhimento, parece que todos se conheciam. A alegria era a expressão natural do rosto. Estes puderam estar presentes; outros, por vários meios, manifestaram a sua comunhão connosco pois estão no mesmo Barco da Missão. Todavia, o ser hoje um dia de trabalho, o terem compromissos familiares ou estarem a passar por situações de doença, não lhes foi possível viver este dia connosco. Os que participaram, os que não puderam vir e os que responderam ao inquérito, seguem o mesmo lema: “Todos e tudo e sempre pela Missão”.

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sexta-feira, 3 de abril de 2015

EM CRISTO VOLTAMOS À VIDA!

Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança. Não nos faltará a sua ajuda para cumprir a missão que ele pede a cada um de nós.

A sua ressurreição não é algo do passado. Ela tem uma força viva que penetrou no mundo. Onde tudo parece estar morto, aí voltam a aparecer rebentos de ressurreição.
É uma força imparável. É verdade que muitas vezes parece como se Deus não existisse: vemos injustiças, maldade, indiferença e crueldade...



Mas também é certo que no meio da escuridão sempre começa a surgir algo novo que mais tarde ou mais cedo sempre dará fruto. Cada dia no mundo renasce a beleza. Os valores tendem sempre a aparecer de novas maneiras.
E onde, muitas vezes, tudo parecia sem solução, o homem foi capaz de renascer, curar, abençoar, perdoar, consagrar, libertar, criar, construir, ressuscitar.
A ressurreição de Cristo provoca por todo o lado germes de um mundo novo. Não fiquemos à margem.
Entremos no caminho da luz sem ocaso, essa luz que se expande do círio pascal, que a manhã encontra ardendo e brilhando porque já nunca se apagará. Aleluia!

Feliz Páscoa!

domingo, 29 de março de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

MISSÃO POPULAR EM SALVATERRA DE MAGOS
A história de Salvaterra de Magos remonta a 01 de Junho de 1295, data em que foi fundada a povoação que viria a constituir concelho próprio com o mesmo nome, por foral de D. Dinis, que a doou ao Bispo de Lisboa, D. João Martins de Soalhães. Mandou este, logo no ano seguinte, erigir no lugar a igreja da nova paróquia. Este templo é constituído Igreja Matriz. O orago de Salvaterra é o apóstolo S. Paulo que dá o nome à igreja matriz, onde regularmente se celebra o culto, sendo este complementado com celebrações na capela do Lar de Idosos e na Capela de Escaroupim. Como lugar de culto sem celebração habitual existe ainda a igreja da Misericórdia e mais destinada à cultura, a antiga Capela Real.
Situado na Lezíria do Tejo, a paróquia abrange uma área de 36,7 km2 e tinha segundo o censo de 2011, 5.300 residentes. Conta com o Centro Paroquial de Bem-Estar Social e com a Santa Casa de Misericórdia que dispõe de um lar de idosos.



Em Missão
A Missão Popular decorreu entre os dias 8 a 22 de Março. A equipa missionária é constituída pelo Padre Agostinho, CM, Ir. Zulmira, Filha da Caridade e Célia Rodrigues, leiga missionária, de Orgens-Viseu.
Seguindo o apelo da mensagem do Santo Padre para esta Quaresma, “Fortalecei os vossos corações,” iniciamos o Tempo de Missão com a Via Sacra, na noite de Sábado, dia 7 de Março, percorrendo as ruas da Vila de Salvaterra, onde os jovens e adolescentes da catequese representaram as várias cenas da Paixão de Jesus.
Na Eucaristia do III Domingo da Quaresma, presidida pelo Bispo da diocese de Santarém, D. Manuel Pelino, fez-se o envio dos missionários, animadores e donos das casas. No final, por ser dia dedicado à Mulher, foi entregue uma flor acompanhada da “Medalha Milagrosa” simbolizando Maria, “A Mulher que a tantos inspirou” como foi aclamada no cântico final.
A primeira semana foi dedicada às catequeses familiares. Nas 14 comunidades, reunidas pelas 21 horas, eram partilhadas a Palavra de Deus e experiências de fé vividas por cada um dos participantes. Diariamente foi celebrada a Eucaristia, seguida de Laudes, nas quais participaram alguns fiéis. O dia era preenchido com visitas aos doentes – Lares e famílias de acolhimento - não descuidando os outros que estavam em suas casas. Todas as comunidades foram visitadas pela equipa da missão. Constatamos que havia alegria, simpatia em nos receberem, diálogo e evangelização.



O encerramento da primeira semana culminou com o Encontro de Comunidade das Comunidades. Na Eucaristia, todos os grupos tiveram a oportunidade de partilhar, apresentando o testemunho das suas vivências de Fé, durante as 4 catequeses. Os seus testemunhos podem ser resumidos em três frases que entrelaçam os nomes de todas as comunidades: “Eu sou a VIDEIRA E VÓS OS RAMOS, O SEMEADOR saiu a semear a boa SEMENTE, LANÇAI AS REDES, é a voz de CRISTO, O CAMINHO. Neste tempo de Missão, como Comunidades DE UM SÓ CORAÇÃO, pusemo-nos A CAMINHO e, unidos à VIDEIRA, colhemos frutos de ALEGRIA E PAZ, de ESPERANÇA e de FRATERNIDADE.CAMINHANDO PARA CRISTO queremos ser FAMILIAS EM MISSÃO, portadoras de PAZ E AMOR.”
Visitamos a Creche do Centro Paroquial de Bem Estar e as crianças e adolescentes da catequese, dando também a conhecer o sentido da Missão a decorrer na comunidade. Também houve encontros com as várias secções do Agrupamento 68 do CNE que este ano celebra Bodas de Ouro.

Celebrar e partilhar
O trabalho no Agrupamento das Escolas foi feito na 2ª semana, bem como todas as celebrações temáticas que foram trazendo cada dia mais pessoas à Igreja. A mais concorrida e participada foi a da Família, com algumas dezenas de casais a renovar os votos matrimoniais.



Os doentes e idosos, em suas casas ou nos lares mereceram atenção especial pois, para além de uma primeira visita, tiveram momentos celebrativos. Também, com a partilha de bens recolhida nas comunidades, a equipa missionária, com a colaboração de alguns voluntários, visitou vinte e seis famílias em dificuldade e levou-lhes um cabaz de alimentos. Foi uma forma diferente de fazer missão e de estar mais próximo das pessoas. Foi uma forma de pôr em prática o exemplo das primeiras comunidades. Foi um gesto que calou fundo.
A Missão terminou com a Procissão do Senhor dos Passos pelas ruas da Vila. As pessoas, em grande número, acorreram e acompanharam os últimos passos e palavras de Jesus até ao Calvário, com dignidade e interioridade.
Mesmo em dia cheio de outras actividades por ser o “mês da enguia”, houve em todos estes quinze dias um ir à procura, um querer mais, uma dedicação maior e mais intensa á causa da Missão. Na reunião de avaliação, na noite do último dia, sintetizando, alguém dizia: “Pareceu-me que a Missão remexeu um pouco as águas mornas em que nos encontrávamos. Queremos que esta delicada flor dê fruto, o que só acontecerá se for devidamente regada e tratada”.
Nesse sentido, traçaram-se algumas linhas de acção e calendarizaram-se as reuniões das comunidades, as quais irão começar a trabalhar os temas “A caminhada continua”.

Os Missionários:

 Ir. Zulmira, Célia e P. Agostinho

terça-feira, 24 de março de 2015

DIA DOS MISSIONÁRIOS MÁRTIRES - 24 MARÇO


Criado em 1993, por iniciativa do Movimento Juvenil Missionário das Obras Missionárias Pontifícias (OMP) da Itália, e tendo escolhido como data o aniversário do assassinato de dom Oscar Arnulfo Romero, arcebispo de San Salvador (24 de março de 1980), o Dia de Oração e Jejum em memória dos Missionários Mártires chega este ano à sua 23ª edição na perspectiva da iminente beatificação de Dom Romero, que terá lugar no dia 23 de Maio.
A iniciativa tem como objetivo lembrar, com oração e jejum, todos os missionários que foram mortos no mundo e todos os agentes pastorais que derramaram o seu sangue por causa do Evangelho. Hoje, a iniciativa estende-se a muitas dioceses, realidades juvenis e missionárias, e institutos religiosos dos vários continentes.




“Escolheram ficar ao lado dos pobres e pequenos”
"Muitos missionários deram as suas vidas simplesmente porque, como Cristo, escolheram ficar ao lado dos pobres e pequenos, porque viveram as bem-aventuranças como mensageiros da paz e da justiça para os povos que o Senhor lhes confiou servir - escreve o padre Michele Autuoro, diretor nacional de Missio, no subsídio para este dia. Portanto, dia de memória, mas também de intercessão pelo dom da paz e de uma fraternidade verdadeira no respeito de todos... ".
Em 2014 foram mortos violentamente 17 sacerdotes, 1 religioso, 6 religiosas, um seminarista e um leigo. De acordo com as estatísticas da igreja, na América, 14 agentes de pastoral foram mortos (12 sacerdotes, um religioso e um seminarista); na África foram mortos sete agentes de pastoral (2 sacerdotes e 5 religiosos); na Ásia foram mortos dois agentes de pastoral (um sacerdote e um religioso); na Oceania foram mortos dois agentes de pastoral (1 sacerdote e um leigo); na Europa foi morto um padre. Nos últimos 34 anos foram assassinados em todo o mundo 1062 agentes católicos, 242 dos quais durante o genocídio de 1994 no Ruanda, em África.

"No sinal da cruz"



Comentando o tema escolhido para este dia, "No sinal da cruz", Alessandro Zappalá, secretário nacional de Missio Giovani, afirma: "Se há uma coisa que une todos os cristãos espalhados nos cinco continentes é a cruz. Um instrumento de tortura e morte que durante séculos aterrorizou todos os povos, até que, naquela cruz foi crucificado o Filho de Deus, Jesus... Daquele momento em diante, a cruz tornou-se um símbolo de salvação para todos, porque Jesus, morrendo, redimiu todas as nossas culpas e todos os nossos pecados".
Todos os doentes podem oferecer o seu sofrimento para apoiar as obras dos que trabalham em todos os cantos da terra para anunciar e testemunhar o Evangelho.


Fonte: Agência Fides e Foto: DR