terça-feira, 3 de maio de 2016

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O 50º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
 

«Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo»
[8 de Maio de 2016]
Queridos irmãos e irmãs!
O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a reflectir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.
Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das acções da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.

A comunicação tem o poder de criar pontes.

A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e acções hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.
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sábado, 30 de abril de 2016

Maio, mês de Maria, Mãe!
A bíblica verdade, hebraico ʼemet, não é apenas a conformidade entre as coisas e a mente, como ensinam Aristóteles e Tomás de Aquino.

A bíblica verdade, é de ordem pessoal, figura que inspira e gera confiança, como uma mãe que ternamente segura e carinhosamente cuida do seu bebé.
Entramos hoje no mês de maio, mês de Maria, mês da mãe.
Neste primeiro dia do mês, que te é dedicado, Maria, nós te saudamos com filial ternura, e te pedimos que nos ensines a viver com verdade, isto é, com confiança, segurança, simplicidade, fidelidade e felicidade.
Dá-nos, Senhora da Alegria, umas mãos suaves e firmes como as tuas, uns pés ágeis para correr sobre as montanhas, uns olhos mansos que encham este mundo de paz e de beleza, e um coração maternal que palpite de amor e dedicação, sem engodo nem engano.
Mãe de Maio, vela por nós!
D. António Couto


sábado, 23 de abril de 2016

MISSÃO POPULAR

LAPA

Lapa é uma paróquia da Diocese de Santarém que tem por Orago o Divino Espírito Santo. Pertence ao concelho do Cartaxo e tem cerca de 1200 habitantes. É uma das localidades mais densamente povoadas, tendo a sua população vindo a crescer consideravelmente com a proliferação de habitantes de fim de semana, ou por residentes que, trabalhando fora da região, escolhem um local tranquilo e agradável para fugir à azáfama dos grandes centros urbanos. Está muito bem servida de acessibilidades e é fácil lá chegar.


Em tempo pascal, de 3 a 17 de Abril, a paróquia da Lapa acolheu a Missão Popular. A equipa missionária, era formada pelo P.e João Maria, CM, pároco em Salvaterra de Magos e director do Secretariado diocesano das Missões, pela Ir. Márcia Simões da Rocha, FC, de nacionalidade brasileira, recentemente chegada a Lisboa e pela leiga Arlete Vieira, de Lisboa. Fomos muito bem acolhidos não só pelo Pároco, P.e Miguel Ângelo bem como por toda a população.

O P.e Miguel, para além das 4 paróquias (Lapa, Vale da Pedra, Pontével e Valada) é o responsável pelo Pré-Seminário e coordenador do Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional e tem a encargo várias Instituições de cariz social.

Esta localidade é composta por dois aglomerados populacionais: Lapa e Casais da Lapa. Têm uma população idosa, poucas crianças e poucos jovens e não se vêem pessoas nas ruas. Uma das actividades da Missão é a visita porta a porta. Todavia, as casas ou estão fechadas ou as portas não se abrem...

Na escola do 1º Ciclo há 23 crianças numa única sala com dois professores para os 4 anos. No infantário há 25 crianças, que à segunda visita cantaram sem ajuda “Eu tenho um amigo que me ama...”. Na catequese, há apenas uma menina.

Nesta região as ‘Testemunhas de Jeová’ estão em força e, lamentavelmente, há muita adesão. Mas também há quem ainda não se ‘deixou levar’; outros, porém, vacilam ou preferem ficar alheios ao que se passa. Neste e noutros campos, o Pe. Miguel Ângelo, tem muito a fazer.

Houve encontros para os jovens e para as crianças. As presenças não se fizeram notar, de tão poucos que eram! Para a gente nova, pensou-se fazer uma proposta concreta: o nascimento de um grupo da Juventude Mariana Vicentina. Ainda se aventou a hipótese de chamar o seminarista vicentino Francisco Vilhena (animador da JMV) para que se deslocasse à Lapa para que os crismandos conhecessem este movimento jovem e se entusiasmassem. Como não houve abertura suficiente, ficou marcada a sua presença na paróquia do Vale da Pedra onde irá acontecer a Missão Popular no próximo mês de Maio.

 

A Missão da Lapa, prevendo a pouca adesão das pessoas, começou com um esquema diferente do habitual: em vez de se iniciar com as Assembleias Familiares, a primeira semana foi preenchida com as visitas e com as celebrações temáticas. Mesmo assim, a participação não foi numerosa. Nos dias das celebrações da Família e de Maria, Estrela da Evangelização, as pessoas acorreram em maior número.

No domingo, dia 10, seis jovens receberam o Sacramento do Confirmação. A celebração foi presidida por D. Manuel Pelino, bispo da Diocese de Santarém. O prelado participou na Assembleia Paroquial, onde trocou impressões com a pequena assembleia presente. Depois deslocou-se à localidade de Casais da Lapa, onde presidiu à celebração Mariana. Aqui, o povo esteve bem presente, tendo manifestações de carinho e de amor a Nossa Senhora, simbolizados num belo cesto de flores.

Na segunda semana apenas foi possível reunir duas Assembleias Familiares: uma na Igreja da Lapa e outra no Edifício do Rancho Folclórico dos Casais da Lapa. Mais uma vez, houve pouca adesão, mas o interesse e a animação eram grandes.

Todos os dias, de manhã, houve oração de Laudes. Todavia, na segunda semana, as Laudes foram integradas na Eucaristia. Mesmo a chover bastante e um frio de rachar que não dava tréguas, muitas pessoas idosas não faltavam a este encontro matutino. Saíam felizes e algumas já entoavam os cânticos, mesmo sem saberem ler.

Em todos os momentos era pedido que se facultasse aos missionários os nomes e moradas dos doentes, idosos ou outras pessoas que necessitavam da sua presença ou visita. Foi difícil esta tarefa pois os nomes e moradas não estavam completos, uma vez que naquela zona as pessoas, por se conhecerem todas, não se regulam pelos nomes das ruas, mas sim por simples indicações: ‘é a seguir à casa tal e quase na curva, etc., etc.’. Mesmo assim, os Missionários conseguiram fazer mais de 40 visitas não só nos domicílios mas também no Lar e no Centro de Dia.

No Ano da Misericórdia, e como é hábito na missão, foi celebrada a Eucaristia com os doentes. Aconteceram no Lar e no Centro de Dia, e em qualquer dos locais, as celebrações foram abertas a todos os que quisessem participar. Nelas foi administrado o Sacramento da Unção dos Doentes.

Além de outras conclusões, a Missão mostrou que é premente criar e organizar grupos de visitas aos doentes e idosos pois estes ficaram felizes e até admirados com a presença dos missionários, aceitando serem visitados por pessoas da terra.

Nestes 15 dias reinou a boa disposição e a alegria entre os Missionários e entre estes e toda a população.



Depois da Missa de Encerramento da Missão, no domingo do Bom Pastor, fez-se uma Procissão. Como característica própria, nenhum Santo ficou na Igreja. Todos saíram à rua, num total de 9 andores, muito bem ornamentados. Foi o dia em que 'o povo saiu à rua', carregando os Santos da sua devoção!

A terminar, ficou uma proposta e um apelo: É urgente cuidar da semente que foi lançada; todos, como comunidade, são responsáveis para continuar a Missão. Está na vontade do bom povo da Lapa seguir a missão de Jesus, ao jeito de todos aqueles Santos que, com alegria e festa, cujas imagens transportaram pelas ruas da sua terra!

Os Missionários


terça-feira, 19 de abril de 2016

SEMANA DE ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA
Paróquias de Cerva, Limões e Alvadia – 03 a 10 de Abril/2016
Testemunho e agradecimento
Caríssimos Padres Vicentinos:
Sou, a agradecer o espírito de amizade e comunhão, mantidos comigo e as Comunidades paroquiais a quem tenho servido. Apraz-me dizer que estou na esperança de deixar, tanto quanto e de pressa, possa surgir, por necessidade de descanso, devido a idade e falta de saúde.
Agradecer, em simultâneo, a Missão que, anualmente, tem contribuído para a renovação deste povo envelhecido, pelos anos; contudo, merecedor da Palavra e Sacramentos da Igreja e, nós, com amor e fidelidade, dela somos servidores. A quantos de vós, que por aqui passastes vos abraço, com profunda admiração.
Assim, esperando ser substituído, nada me falando dessa realidade, fico-me suspenso, entre o convite a fazer-vos ou não, para o próximo ano. Aqui, respiro fundo, sabendo que, se eu ainda estiver nesta luta, me haveis de dar a mão. E, tão cedo que eu saiba de algo, vos comunicarei, dando-vos a saber algo, de minhas futuras andanças.
E, para finalizar: Em beleza, foi a abertura da semana, com o P. Bruno; e, seu encerramento com os Senhores Padres Gonçalo e Fernando, não causando qualquer surpresa, porque todos conhecidos e, rodados, em competência.
Agora, com um "Bem - Hajam", esta Unidade Pastoral de Cerva, Limões e Alvadia, entrega uma ajuda para a Missão que vós, Vicentinos, estais fazendo, em terra portuguesa.
De vós, muito amigo,
O Pároco
(P. Joaquim Albertino da Costa)


sábado, 9 de abril de 2016

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO

PARA O 53º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

 
(17 de Abril de 2016 - IV Domingo da Páscoa)

Tema: «A Igreja, mãe de vocações»

Amados irmãos e irmãs!
Como gostaria que todos os baptizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.

Por este motivo, dirijo-me a todos vós, por ocasião deste 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, convidando-vos a contemplar a comunidade apostólica e a dar graças pela função da comunidade no caminho vocacional de cada um. Na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, recordei as palavras de São Beda, o Venerável, a propósito da vocação de São Mateus: «Miserando atque eligendo» (Misericordiae Vultus, 8). A acção misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo missionário.
«Creio na Igreja»
O Beato Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, descreveu os passos do processo da evangelização. Um deles é a adesão à comunidade cristã (cf. n. 23), da qual se recebeu o testemunho da fé e a proclamação explícita da misericórdia do Senhor. Esta incorporação comunitária compreende toda a riqueza da vida eclesial, particularmente os Sacramentos. A Igreja não é só um lugar onde se crê, mas também objecto da nossa fé; por isso, dizemos no Credo: «Creio na Igreja».
A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois dum certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo.
Neste Dia dedicado à oração pelas vocações, desejo exortar todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. Act 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. Act 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt 1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf. Exort. ap.Evangelii gaudium, 107).
A vocação nasce na Igreja
A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar duma vocação, é necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da autenticidade dum carisma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos» (Ibid., 130). Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar assim um discernimento mais objectivo. Deste modo, a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla, agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em todos.
A vocação cresce na Igreja
A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade, como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado dum bom catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação, partilhando a vida de clausura; conhecer melhor a missão ad gentes em contacto com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.
A vocação é sustentada pela Igreja

A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. Act 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. Act 14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade cristã, que permanece uma referência vital, como a pátria visível onde encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida eterna.
Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (...). Eu sou o bom pastor» (Jo 10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade.
Todos os fiéis são chamados a consciencializar-se do dinamismo eclesial da vocação, para que as comunidades de fé possam tornar-se, a exemplo da Virgem Maria, seio materno que acolhe o dom do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35-38). A maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da acção educativa e de acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus. Fá-lo também mediante uma cuidadosa selecção dos candidatos ao ministério ordenado e à vida consagrada. Enfim, é mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles que consagraram a vida ao serviço dos outros.
Peçamos ao Senhor que conceda, a todas as pessoas que estão a realizar um caminho vocacional, uma profunda adesão à Igreja; e que o Espírito Santo reforce, nos Pastores e em todos os fiéis, a comunhão, o discernimento e a paternidade ou maternidade espiritual.



Pai de misericórdia,
que destes o vosso Filho pela nossa salvação
e sempre nos sustentais com os dons do vosso Espírito,
concedei-nos comunidades cristãs vivas,
fervorosas e felizes,
que sejam fontes de vida fraterna
e suscitem nos jovens o desejo
de se consagrarem a Vós e à evangelização.
Sustentai-as no seu compromisso
de propor uma adequada catequese vocacional
e caminhos de especial consagração.
Dai sabedoria para o necessário discernimento vocacional,
de modo que, em tudo, resplandeça
a grandeza do vosso amor misericordioso.
Maria, Mãe e educadora de Jesus,
interceda por cada comunidade cristã,
para que, tornada fecunda pelo Espírito Santo,
seja fonte de vocações autênticas
para o serviço do povo santo de Deus.

Cidade do Vaticano, 29 de Novembro
I Domingo do Advento de 2015

Franciscus


sábado, 26 de março de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

RETIRO DOS COLABORADORES DA MISSÃO VICENTINA (CMV)

Dias 4, 5 e 6 de Março de 2016

O Retiro dos Colaboradores da Missão Vicentina realizou-se nos dias 4, 5 e 6 de Março. Como habitualmente, aconteceu em Fátima na Casa da Medalha Milagrosa das Filhas da Caridade.

Foi orientado pelo Pe Manuel Nóbrega. O Pe Carlos Moura esteve igualmente presente e teve a seu cargo as Celebrações Litúrgicas.

 

Os participantes e os intervenientes foram chegando ao longo dia 4, sexta-feira. No entanto, houve alguns que só se juntaram ao grupo no dia seguinte, sábado.

É uma realidade. Todos os anos, não interessa que haja mais ou menos cabelos brancos, mais ou menos rugas... o importante é mesmo A ALEGRIA DO REENCONTRO e da PARTILHA. Por isso, damos Graças ao Senhor. Todos, sem excepção, comungamos deste sentimento.

No dia da chegada, depois do jantar, deu-se lugar à apresentação individual, com acolhimento a quem vinha de novo. Também houve espaço e tempo para um convívio fraternal. Em seguida, já na Capela, fomos rezar a Oração da noite. Tinha por título “Aquela Fonte” e as leituras incidiram mais sobre o Evangelista João (Jo 4, 13-14; Jo 4.10; Jo 19, 33-35).

No Sábado e no Domingo, o dia começou cedo! Às 8h30, a oração de Louvor apontava para as reflexões do dia: “Cantar a Misericórdia”.

“A Igreja, Porta aberta à Misericórdia”, de manhã, e “Misericórdia e Reconciliação” e “Apelos Samaritanos”, à tarde, foram belíssimos textos e tempos de reflexão. “A Igreja é chamada a ser sempre a casa aberta do Pai. Mas também há outras portas que não se devem fechar.”

Enquanto decorria o Sacramento da Reconciliação, o Santíssimo Sacramento esteve exposto. Esta proposta fez-nos descobrir que “o perdão é um gesto gratuito: não se dá, não se vende... a pior zanga não é a que tenho com o vizinho, mas sim a que tenho comigo próprio”.

Ainda no Sábado, à noite, a seguir ao jantar, houve um convívio, muito agradável e bem descontraído. Cantou-se, contaram-se historietas e, de seguida, fomos de novo para a Capela onde rezamos o terço. O dia terminou com a ceia: não faltaram os bolinhos confeccionados por alguns dos/as participantes. Também houve chá, servido pelas Irmãs, que mostraram a sua boa disposição e alegria.

Nasceu o sol do Domingo. Já cheirava a despedida!... As Laudes tiveram como pano de fundo o tema “Reconciliados e Felizes”. A última reflexão conduziu-nos à “Misericórdia em Parábolas”, sintetizada na palavra do Pai: “Era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e voltou a viver; ele estava perdido e foi reencontrado.”

Com a Eucaristia festiva e o almoço deu-se por findo o Retiro CMV. Partimos, pensando já no próximo reencontro!


Arlete Vieira, CMV