sábado, 16 de maio de 2015

Missão Popular
na Paróquia de S. Simão da Brogueira

Neste domingo, 17 de Maio, domingo da Ascensão do Senhor e Dia das Comunicações Sociais, começa a Missão Popular na Paróquia de S. simão da Brogueira, concelho de Torres Novas, diocese de Santarém. A Missão prolonga-se até ao dia 31 de Maio.
A equipa missionária é composta pelo P. João Maria Barbosa de Lemos, pároco vicentino em Salvaterra de Magos e pelo casal Norberto Dias e sua esposa, Olímpia, também da paróquia de Salvaterra de Magos.

Resenha histórica
No sul do concelho de Torres Novas, a freguesia de Brogueira é hoje uma daquelas cujo acesso é mais difícil. As estradas são más, e a população, que vive quase exclusivamente da agricultura, vai esperando pelo fim do isolamento.
“Aldeia marcada pelo tempo”, como refere uma reportagem do “Torrejano”, Brogueira era um curato da apresentação do prior de Santa Maria de Torres Novas, no termo desta. O pároco era cura anual e tinha de rendimento anual oitenta mil réis.



Aquele tempo que referimos antes, e que tem marcado a história da freguesia, não destruiu até hoje a sua parte mais típica. É o caso das suas moradias. Integram-se em pitorescos becos, cantos e ruelas. Quando chegamos às casas, ora somos recebidos por acolhedores alpendres, ora por simples muros que defendem patamares de escadaria. A grande maioria não é secular, mas uma delas, a de António Sérgio, modesta e desabitada, ostenta na verga da porta a data de 1810.
Actualmente, Brogueira tem 1 112 habitantes (census de 2011) e o seu território (21km2) está integrado na União das Freguesias da Brogueira, Parceiros de Igreja e Alcorochel.
Os seus campos, favorecidos pelas águas do rio Almonda e dos Ribeiros Arroteia, Pipo e Carvalhinho, produzem principalmente azeite, figo, trigo e legumes de toda a espécie. O figo criado nesta freguesia é um dos melhores do concelho de Torres Novas e é preferido pelos compradores pela boa qualidade de álcool que produz.

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quarta-feira, 13 de maio de 2015

VISITA DA IMAGEM PEREGRINA

 PROGRAMA


Após deixar o Santuário de Fátima, a 13 de Maio, a Imagem fará o seguinte percurso por todas as Dioceses portuguesas: Viseu, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança-Miranda, Lamego, Coimbra, Guarda, Portalegre-Castelo Branco, Setúbal, Évora, Beja (22/11 a 6/12), Algarve, Santarém, Lisboa, Funchal, Aveiro, Angra do Heroísmo, Porto, Leiria-Fátima




VISITA DA IMAGEM PEREGRINA

ÀS DIOCESES DE PORTUGAL

1. Na proximidade do centenário
No âmbito do programa de preparação para o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, as dioceses de Portugal acolherão a imagem da Virgem Peregrina, entre Maio de 2015 e Maio de 2016.
A Igreja em Portugal tem, assim, ocasião para rejubilar de alegria, ao aproximar-se esta celebração. Ao acolhê-la como vivência da fé, exprime a certeza de que Deus nunca abandona a humanidade, mesmo quando a esperança parece vacilar no meio dos dramas e incertezas do tempo presente, mas sempre a conduz para o encontro salvífico com seu Filho Jesus Cristo.



Ao reconhecer às aparições de Fátima o estatuto de revelações, embora particulares, a Igreja está em sintonia com a multidão de homens e mulheres que vivem a fé cristã animados pela força de uma mensagem plenamente conforme ao Evangelho de Jesus Cristo. Nela se encontram os elementos constitutivos do cristianismo: a fé em Deus Trindade Santíssima, a centralidade da Eucaristia celebrada e adorada, a condição da Igreja como Povo de Deus, a figura do Papa como promotor da unidade e da caridade entre os cristãos, a penitência e a oração como meios que conduzem à conversão a Deus e ao amor dos irmãos, a paz em todas as suas dimensões como efeito salvífico da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Por isso, desde muito cedo a própria hierarquia da Igreja acolheu a dimensão sobrenatural das aparições de Nossa Senhora em Fátima. As peregrinações dos Papas Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, bem como de inúmeros membros do episcopado, do clero e cristãos do mundo inteiro mostram como Fátima está no coração da Igreja. 

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sábado, 9 de maio de 2015

Semana da Vida reafirma «opção pelos mais fracos»

De 10 a 17 de Maio, celebra-se a Semana da Vida 2015, uma iniciativa promovida pelo Departamento Nacional da Pastoral Familiar, com o intuito de reafirmar a «opção pelos mais fracos» da sociedade, denunciando as práticas de aborto e eutanásia.

«A Semana da Vida, este ano com o tema “Vida com dignidade – opção pelos mais fracos”, inscreve-se neste esforço de rumos novos, procurando suscitar o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, com uma atenção muito especial à gravidade do aborto e da eutanásia, sem descurar outros momentos e aspectos da vida», refere o Departamento Nacional da Pastoral Familiar (DNPF).




Recordando vários números da Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”, do Papa Francisco, a Pastoral Familiar reafirma que a «defesa da vida nascente está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano», nem é «opção progressista pretender resolver os problemas, eliminando uma vida humana».

Neste contexto, de preferência pelos «mais fracos», o Departamento Nacional da Pastoral Familiar propõe um guião que, em cada dia, dedica atenção aos «nascituros, crianças, doentes, pobres e idosos»
.
«Pelo meio, no Dia Internacional da Família, 15 de Maio, destacamos a família. É nela que a Semana da Vida poderá ter a sua melhor celebração. Daí que os gestos, reflexões e orações sugeridos para cada dia, se dirijam às famílias e às pessoas como seus membros», explica a Pastoral Familiar.

A Conferência Episcopal Portuguesa celebra a Semana da Vida desde 1994, uma iniciativa que surge num apelo do Papa São João Paulo II, em 1991, na Encíclica “O Evangelho da Vida” sobre o «valor e a inviolabilidade da vida humana».

terça-feira, 28 de abril de 2015


FÓRUM “ MISSÕES POPULARES”

Todos e tudo por causa da Missão

O Fórum que aconteceu em Fátima, logo a seguir à Páscoa, foi um ponto de chegada e um ponto de partida, tempo de constatação e análise, mas também tempo de renovação e de empenho redobrado de todos os agentes missionários. Por isso e para isso foi lançado um inquérito abrangente tendo por base os últimos quinze anos, não só na diocese de Beja mas também em mais nove dioceses do nosso país.
Desde Chaves até S. Martinho das Amoreiras (Odemira), encontraram-se na Casa da Medalha Milagrosa, em Fátima, cerca de 90 pessoas: Bispos, Sacerdotes (vicentinos e diocesanos), diácono miliciano, consagradas (vicentinas e de outros institutos) e leigos responsáveis / animadores. Todos e tudo por causa da Missão.
Outros manifestaram a sua comunhão com os presentes pois estão no mesmo Barco da Missão. Todavia, o facto de o dia 10 de Abril ser um dia de trabalho, o haver compromissos familiares ou situações de doença, ou mesmo as grandes distâncias a vencer, não lhes permitiu participar no encontro.



Por identidade baptismal todos somos Povo de Deus, Povo Pascal, Povo em Missão. Como diz o Papa Francisco, mais do que termos uma Missão, nós somos uma Missão. S. Vicente de Paulo dizia aos seus companheiros: “Jesus Cristo é a Regra da Missão”. Por Ele, esse Jesus Ressuscitado, somos chamados e enviados a ser sempre e cada vez mais “discípulos missionários”.

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sábado, 25 de abril de 2015

Domingo do Bom Pastor
Celebramos o Domingo do Bom Pastor. Cristo é o nosso Bom Pastor. No Livro Sagrado a figura do Pastor aparece frequentemente.
Jesus conta-nos a história do pastor que deixa as noventa e nove ovelhas e vai procurar uma que se perdeu.


                       
   Lc 15, 4 – “Quem de vós que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não se põe à procura dela até que a encontre?”
                         Lc 15, 5 – “E encontrando-a, põe-na aos ombros, cheio de júbilo”;
                       Lc 15, 6 – “Ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha que estava perdida”.
É assim que Deus faz connosco. Ele procura sempre os que estão sem rumo, os que andam à beira do precipício. Quando os encontra, alegra-se, pois não deseja perder nenhuma das suas ovelhas.
Hoje, Jesus diz-nos que ELE é o Bom Pastor, e dá a vida pelas suas ovelhas.
                      Jo 10, 11 – “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.
                     Jo 10, 14 – “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem”.
Sendo ELE o nosso pastor, devemos escutar a sua voz e segui-Lo. Estaremos seguros nos seus braços.
                     Is 40, 11 – “Como o pastor ele apascentará o seu rebanho; nos seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente”.
Sendo ELE o nosso pastor, não necessitamos de mais nada.
                    Sl 23, 1 – “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará”.
Quando te encontro descanso” é um cântico que exprime toda esta certeza e esta confiança.
Sê, Senhor, o meu, o nosso  Pastor! Não importa como estamos a viver, se estamos feridos, se na nossa vida há pontos negros ou estamos desanimados, ELE é poderoso e forte para restaurar a tua, a nossa vida com plenitude. Ele veio para trazer vida, para dar a vida em abundância.

Características do Bom Pastor

1. Ele chama as suas ovelhas pelo nome. "O porteiro abre-lhes a porta, as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora” 
(João 10, 3).

2. Ele vai adiante delas. "Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas seguem-no, porque lhe conhecem a voz;" 
(João 10, 4).

3. Ele oferece uma vida abundante. "O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10,10).

4. Ele dá a sua vida pelas suas ovelhas. "Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas"(João 10, 11).

5. Ninguém pode tirar as suas ovelhas das suas mãos. "Dou-lhes a vida eterna, e elas jamais hão-de perecer; ninguém as arrebatará da minha mão" (João 10, 28).
P. Agostinho Sousa, CM




 ORAÇÃO
Concede-nos, Senhor, Belo e Bom Pastor,
 que nunca nos tresmalhemos do teu imenso amor,
e que saibamos sempre levar o tom e o sabor da tua voz
que chama e ama a cada irmão perdido em casa
ou numa estrada de lama.

Senhor Jesus Cristo,
Único Senhor da minha vida,
Bom Pastor dos meus passos inseguros
E do silêncio inquieto do meu coração,
Cheio de sonhos, anseios, dúvidas, inquietações.
Senhor Jesus,
Faz ressoar em mim a tua voz de paz e de ternura.
Eu sei que pronuncias o meu nome com doçura,
E me envias ao encontro daquele meu irmão que Te procura.
Fico contigo sentado junto ao poço.
Alumia o meu pobre coração.
Vejo que, de toda a parte, chega gente de cântaro na mão.
Dispõe de mim, Senhor,
Nesta hora de Nova Evangelização.
Que eu saiba, Senhor,
Interpretar bem a tua melodia.
Que eu saiba, Senhor,
Dizer sempre SIM como Maria.

António Couto,
Bispo de Lamego


quarta-feira, 22 de abril de 2015



Semana de evangelização
na Unidade Pastoral de Cerva, Limões e Alvadia

“Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros, que lhes disseram: «realmente o Senhor ressuscitou…» (Lc, 24, 34)

Foi em ambiente pascal que a Unidade Pastoral de Cerva, Limões e Alvadia, um ano mais, recebeu os missionários vicentinos para uma semana de evangelização e aprofundamento da fé pascal. Desde que aí se realizou a Missão Popular Vicentina, tem sido possível esta realização missionária. Este ano estivemos os padres Gonçalo Fernandes e Fernando Soares.
Fomos muito bem acolhidos pelo pároco, o Monsenhor Joaquim, e seus colaboradores mais próximos, no domingo ao final da tarde.
Ao longo destes sete dias foram muitas e intensas as actividades desenvolvidas pelos missionários, sempre secundados pelo pároco, nas várias comunidades (aldeias) que compõem as paróquias.




“A Família segundo a Palavra de Deus”.
Com efeito, havia Eucaristia com pregação todos os dias de manhã nas igrejas matriz, onde a partir da liturgia diária fomos aprofundando o tema da fé baptismal e as consequências práticas na constituição e vivência da família cristã, procurando ir ao encontro do tema geral do ano desta Unidade Pastoral: “A Família segundo a Palavra de Deus”.
Depois da Eucaristia e pregação, saíamos para as visitas aos idosos e doentes. Com a interrupção para o “merecido” almoço, o final da manhã e o início da tarde foram ocupados sempre com a visita a mais de uma centena de doentes e idosos, proporcionando-lhe, assim, a oportunidade de se confessarem e receberem a comunhão. Na tarde de quarta-feira, nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Cerva, celebramos a Confissão, Eucaristia e Santa Unção para todos os utentes do Centro de Dia.

Características fundamentais de uma comunidade cristã
No final da tarde e/ou início da noite, respectivamente, visitamos todas as comunidade familiares que ainda se reúnem desde a Missão Popular Vicentina (Março de 2006). E a partir de um excerto dos Actos dos Apóstolos 4, 32-35, propusemos o diálogo sobre as características fundamentais de uma comunidade cristã.
No sábado de manhã houve a celebração da Reconciliação/Confissão nas três igrejas matriz e à noite fizemos um encontro de reflexão com os Crismandos, dando-lhe também a oportunidade de se confessarem.



Com a Eucaristia do III Domingo da Páscoa, seguida de procissão, encerramos de forma solene esta semana de anúncio e de renovação da consciência missionária dos discípulos de Jesus.

Encontro Arciprestal: “Família actual: Luzes e Sombras”
Pela tarde, no Centro Pastoral São Paulo, em Cerva, organizado pelo Arciprestado do Baixo-Tâmega, desenvolvi em forma de conferência, o tema: “Família actual: Luzes e Sombras”. O salão esteve bem cheio com gente de todas as paróquias do arciprestado.
Um agradecimento ao Monsenhor Joaquim e a todas as pessoas desta Unidade Pastoral pela simpatia e forma fraterna que, uma vez mais, nos receberam.
Deus seja Louvado!
P. Fernando Soares, missionário vicentino

segunda-feira, 20 de abril de 2015

FÓRUM – “MISSÃO POPULAR VICENTINA”
S. Vicente Paulo, a Missão Popular e a nova Etapa da Nova Evangelização

Um dos conferentes do Fórum “Missão Popular”, acontecido há dias em Fátima, foi o P. Nélio Pita, CM, jovem sacerdote que exerce o seu múnus de pastor na paróquia de S. Tomás de Aquino – Lisboa. Versou o tema: “Vicente de Paulo, as Missões e a nova Etapa da Nova Evangelização”.
Na história da espiritualidade constata-se que a experiência íntima e profunda de um discípulo, amadurecida e sistematizada pela reflexão, está na origem da formação de novos movimentos. Francisco de Assis, por exemplo, confrontado com a obsessão paterna em ter cada vez mais riqueza, decide-se a renunciar aos bens distanciando-se dos poderosos. Tendo como modelo o Pobre de Nazaré funda uma nova fraternidade cuja regra é o Evangelho.




No século XVII, a experiência de Vicente de Paulo como capelão das terras da nobre família de Gondi oferece-lhe a oportunidade de percorrer um caminho inusitado e de dar corpo a uma obra que ele reconhecia como sendo “da Divina Providência”.
Citando algumas notas biográficas e históricas referentes a Vicente de Paulo, o P. Nélio apresentou datas e factos que deram rumo novo à vida do Santo da Caridade: 1917: Folleville; 1618 a 1625: O projecto pessoal convertido em projecto de uma instituição; 1625: Contrato da Fundação - «pregar, instruir, exortar, catequisar».

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