segunda-feira, 13 de julho de 2015

Assembleia Provincial
                                                                                         
“Irás aonde te enviar” (Jer 1,7)

A Província Portuguesa da Congregação da Missão prepara-se para viver uma nova Assembleia Provincial, que acontece no Centro Vicentino de Evangelização, em Felgueiras, entre os dias 13 e 17 de Julho.



A partir do texto de Jeremias: “Irás aonde te enviar” (Jer 1,7) toda a Comunidade provincial é convidada a reflectir o tema: “A Congregação da Missão: quatrocentos anos de fidelidade ao carisma e à nova evangelização”. A temática proposta e reflectida prepara a Assembleia geral que ocorre no próximo ano, nos Estados Unidos da América.

De acordo com o programa apresentado pela Comissão Preparatória, as 10 comunidades locais, foram chamadas a estudar um texto-base proveniente de Roma. Este texto, objecto de reflexão dos confrades, recebeu as propostas e sugestões e agora, será trabalhado pelos assembleistas. Além desta tarefa, os delegados terão momentos de oração, encontro, convívio, partilha e programação do próximo ano pastoral.

No último dia, há um momento de acção de graças pelo dom do sacerdócio e da vocação de vários confrades: P. Fernando Rodrigues, Bodas de Diamante de sacerdócio; Padres Manuel Barbosa, Carlos Moura, José Gil Pereira e António Sousa Oliveira, Bodas de Ouro sacerdotais e P. Carlos César Mendes, Bodas de Prata de vocação. Um obrigado a Deus pelos dons concedidos a estes irmãos; Um obrigado a estes confrades pelo seu sim, pela sua entrega, disponibilidade e dedicação!

Que todos, membros da Congregação da Missão, da Família Vicentina e amigos da Missão, vivamos esta semana em clima de oração e em verdadeiro espírito de comunhão fraterna.


P. Agostinho Sousa, CM

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Conhecer a nossa identidade

Os Padres Vicentinos de Salamanca acolheram a XXXIV Semana de Estudos Vicentinos, na semana de 29 de Junho a 3 de Julho.
Esta semana tem como objetivo promover e divulgar os diversos estudos que se têm feito na área do Vicentinismo. Este ano assumiu especial relevo o tema Vicentinismo e Vida Consagrada.
Foram vários os conferencistas e de diversas nacionalidades. A Província Portuguesa esteve representada pelo estudante João Soares e pelo P. Nélio Pita, que nos brindou com uma extraordinária conferência sobre: a consagração dos Padres Vicentinos.


S
eria extensivo e exaustivo abordar as 18 conferências pronunciadas. Saliento, apenas, uma frase muito simples, a qual resume toda esta semana: "Ter conhecimento preciso da nossa identidade é o fundamento para poder encarná-la " (Padre Quintano, cm).
Foi este o repto que esta semana Vicentina assumiu: revigorar e descobrir aquilo que somos na Igreja Universal, recordar o espírito do fundador e estudar a nossa definição canónica depois do Vaticano II.      
Neste ano da Vida Consagrada, pretende-se recordar o passado com gratidão, assumir e planear o futuro com esperança. Este encontro foi importante para vivermos e analisarmos o presente.  

João Soares, cm.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Estar em missão permanente

No dia 30 de Junho, reuniram-se, no Centro Paroquial de Ponte de Sor, as Comunidades (Ponte de Sor-2014, Longomel-2013, Tramaga e Vale de Açor-2010) que estiveram em Missão Popular. Foi uma reunião de avaliação e de testemunho. Participaram algumas dezenas de animadores.



Este encontro fez parte do programa da Visita Pastoral do Bispo diocesano, D. Antonino Dias ao Arciprestado de Ponte de Sor, que teve início em Janeiro e terminou em Junho, nas Paróquias de Ponte de Sor e Longomel. Estiveram presentes: D. Antonino Dias, Pe. Alberto Tapada, pároco e Pe. Agostinho Sousa (Congregação da Missão).

O pároco de Ponte de Sor iniciou a reunião, agradecendo ao Pe. Agostinho e também a todas as pessoas (animadores e donos das casas) que participaram na Missão. De seguida, o Pe. Agostinho tomou a palavra para reafirmar que é preciso estarmos sempre em Missão, realçando os aspectos mais conseguidos no tempo forte da Missão e incentivou à formação dos Animadores e à perseverança das comunidades.
 
Houve vários testemunhos por parte de animadores e participantes nas Comunidades, onde funcionaram as Missões Populares. Falaram das suas experiências, do trabalho realizado, dos frutos já colhidos e também do que poderá ser feito para melhorar.



Por fim, D. Antonino encerrou a reunião agradecendo todo o empenho demonstrado pelas Comunidades e desejou que o trabalho já iniciado, tenha continuidade, avançando sempre sem nunca se perder a esperança. Testemunhou que, em conselho presbiteral e no âmbito do Ano da Misericórdia, propôs a Missão Popular para o arciprestado de Portalegre, experiência evangelizadora que gostaria de ver realizada no próximo ano pastoral.

Assunção Caria/
Jornal Ecos do Sor

Ponte de Sor

terça-feira, 30 de junho de 2015

Missão sempre e em todas as frentes

A Igreja é missionária. É esta a sua identidade, é esta a sua matriz; em todas as ocasiões e situações, em todos os lugares e em todos os tempos; pela dignidade e compromisso baptismais, em todos os corações. Para a Missão, não há férias, não há interregnos, pausas ou tempos mortos. Faz-se Missão em casa, na família, com o grupo de vizinhos e amigos, nas comunidades, mas também, ao longe e ao perto. O envio é sempre “um ir em nome de Alguém”, testemunhar Aquele em quem acreditamos, fazer do concreto da vida uma entrega e uma partilha constantes.
Neste dar e receber, neste testemunho de vida e de amor, é preciso criar espaço para a oração, para a reflexão e para a aprendizagem. Por essa razão, no tempo de férias e em outros tempos, há cursos, semanas de estudos, retiros e experiências de vida que ajudam a perceber melhor o que é a Missão e como cada um pode fazer melhor para se deixar penetrar cada vez mais pela força do Espírito Santo, protagonista da Missão. Deste modo, o nosso testemunho será cada vez mais credível e anunciador d’ Aquele que nos envia em missão: Jesus Cristo.



Nos meses de Julho, Agosto e Setembro, a nível nacional ou internacional, há vários encontros de cariz missionário. Uns, são mais específicos, orientados para quem está na linha da frente; outros, porém, estão abertos a todos. Sim, a todos.

1 - Dimensão missionária das Igrejas Locais (Roma, de 6 a 16 de Julho)
Organizado pelas Obras Missionárias Pontifícias, no próximo mês de Julho, em Roma, realiza-se o Encontro Internacional para Directores Nacionais e para Directores dos Secretariados Missionários Diocesanos, de Língua portuguesa. O nosso país estará representado pelo Director Nacional, P. António Lopes e por alguns directores diocesanos.
Para conhecimento de todos e para permanecermos em comunhão com aqueles que vão participar, junta-se o vasto programa reflexão e de aprendizagem:
Segunda, 06 – Acolhimento/Apresentação, Eucaristia. Terça, 07 - Apresentação da Equipa de trabalho (P. Ant. Lopes)A missão Ad gentes – do Vaticano II à Evangelii Gaudium (P. Ant. Fernandes);Cooperação Missionária (P. Vito Del Prete). Quarta, 08 - Eucaristia-Basílica de S. Pedro; A Espiritualidade Missionária (P. G. Roncero)A Pontifícia Obra da Propagação da Fé (P. R. Szmydki). Quinta, 09 - Missão e Diálogo num mundo multicultural e plurirreligioso (P. J. A. da Silva)Cooperação Missionária (P. V. Del Prete)Sexta, 10 - Interpelações actuais da Missão (P. Ant. Leite); A Pontifícia Obra da Infância Missionária (dr. Ssa J. Baptistine). Sábado, 11 - Peregrinação a Assis. Domingo, 12 - Visita às Catacumbas de S. Priscila e Eucaristia nas Catacumbas. Segunda, 13 - Visita à Congregação para a Evangelização dos Povos e as quatro Obras Missionárias; Os territórios da Missão (P. V. Del Prete); A Pontifícia Obra de S. Pedro Apóstolo (P. F. Domingues). Terça, 14 - Fundamentos Bíblicos da Missão (D. Ant. Couto); A Pontifícia Obra de Animação e Formação Missionária (P. V. Del Prete). Quarta, 15 - Dimensão missionária das Igrejas Locais (D. Ant. Couto); A figura do Director Diocesano (P. Ant. Lopes). Quinta, 16 - As Obras Missionárias Pontifícias (P. V. Del Prete); A vocação Missionária (Mgr. P. Rugambwa).Encerramento.

2 - Curso de Missiologia 2015 - 24 a 29 de Agosto
Curso de Missiologia é uma iniciativa dos Institutos Missionários Ad Gentes com o apoio das Obras Missionárias Pontifícias. Esta formação visa a qualificação do missionário e, consequentemente, da Missão. O curso é bienal. O ano de 2015 corresponde ao 2º ano do ciclo e a inscrição é arbitrária quanto à ordem, 1º ou 2º ano. O diploma obtém-se após a frequência dos 2 anos.
Objetivos: Apresentar as bases bíblico-teológicas da missão ad gentes. Repensar a missão à luz do Vaticano II e dos documentos recentes do Magistério. Percorrer as etapas mais importantes da história da evangelização e da reflexão missiológica. Apresentar exemplos concretos da práxis missionária atual e preparar para os desafios da inculturação e do diálogo do Cristianismo com outras religiões.
Destinatários: Membros dos Institutos Missionários Religiosos/as, Sacerdotes diocesanos, Missionários em férias, Seminaristas e estudantes de teologia, Candidatos ao Laicado Missionário, Voluntários da Missão, Catequistas e Jovens.
Temas, Docentes e Metodologia: A Missão em Portugal e desde Portugal – Contextos e desafios, A Missão no e a partir do Evangelho de S. Marcos, A Missão como diálogo, A Missão como encontro, Espiritualidade Missionária. Conferencistas: D. José Cordeiro, D. António Couto, Frei José Nunes, Comunidade Vida e Paz, Dr.ª Isabel Varanda. Metodologia: Conferências, Trabalhos de grupo, Debates, Plenários, Testemunhos missionários, Oração comum (Eucaristia e Oração da Manhã), Terço Missionário na Capelinha das Aparições.
Duração/Local: 24 a 29 de Agosto - Seminário da Consolata - Missionários da Consolata – Fátima. Valor da inscrição:20€/pessoa - Prazo para as inscrições: 17 de Agosto - O número de vagas é limitado. Alojamento: A cargo dos participantes. Contactos: Missionários da Consolata (Curso de Missiologia) – Rua Francisco Marto, 52 – Apartado 5, 2496 - 908 Fátima - Tel. 249 539 430 - Email: cursomissiologia@gmail.com.



3 - Jornadas Missionárias 2015 – 19 e 20 de Setembro – Fátima
Depois da experiência da vivência da Jornada Missionária com Jornada da Pastoral Juvenil, este ano regressamos ao modelo anterior. O Tema proposto é: “Missão sempre e em todas as frentes”. Destina-se a todos os que têm espírito missionário e se deixam interpelar. As OMP’s apresentam o seguinte Programa:Sábado - 19 de Setembro: 10h-  Abertura (D. Manuel Linda);10h30  - “Missão Ad Gentes e Igrejas Particulares: Profecia e solidariedade” - (P. Fernando Domingues - Dir. Geral da Obra de S. Pedro Apóstolo)11h30 – Intervalo12h00 – Debate13h – Almoço15h -  Workshops: 1.Infância Missionária - (P. John M. Duñez Muñoz)2.Obra de S. Pedro Apóstolo - (P. Fernando Domingues)3.Obra da Propagação da Fé - (P. Vito Del Prete);4.Missão e Voluntariado - (FEC)5.Centros Missionários Diocesanos(Marta Vilas Boas). 16h30 – Intervalo. 17h00 – Plenário. 18h30 – Eucaristia. 20h – Jantar21h30 - Testemunhos e convívio missionário.
Domingo | 20 de Setembro - 09h - Obras Missionárias Pontifícias: Carisma e  Atualidade (P. V. Del Prete - Dir. Geral da União Missionária Pontifícia). 10h30 - Eucaristia no Santuário13h – Almoço15h - Missão nas “periferias” (P. Paul Karam)17h - Envio e conclusões.
As Jornadas Missionárias realizar-se-ão de 19 a 20 de Setembro, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima. A organização é da responsabilidade da Comissão Episcopal das Missões, das Obras Missionárias Pontifícias (OMP’s) e da CIRP.
Mesmo que o primeiro encontro tenha destinatários especificados, o segundo e o terceiro, são mais abrangentes. Mesmo que não haja em vista um envio missionário para este ou aquele local, é sempre bom estar alerta, conhecer as propostas e participar. Fazer, por exemplo, a experiência da Jornada Nacional Missionária, em Fátima, é um desafio que vale a pena experimentar. Muda o olhar, o coração, a vida.
A proposta está feita e o convite foi lançado. Agora, fica a faltar, a adesão, a resposta, a participação. Não se esqueça: “Missão sempre e em todas as frentes”.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

domingo, 21 de junho de 2015

BODAS DE DIAMANTE

75 anos da presença da Congregação da Missão em Moçambique


Encorajados pela “alegria do Evangelho” do papa Francisco, quero nesta minha apresentação “ olhar com gratidão o passado” para manter viva a identidade e fortalecer os laços de unidade entre os membros da mesma família vicentina que somos. A própria história é louvar a Deus e agradecer-lhe por todos os seus dons.

O lema da Congregação da Missão, fundada por S. Vicente, em 1617, é: “O Senhor enviou-me a evangelizar os pobres”. Os padres e irmãos põem em prática este lema.


Eis uma pequena síntese da sua presença e ação em Moçambique, desde a sua chegada até hoje.

Foi a 21 de junho de 1940 que desembarcaram em Maputo os 7 primeiros missionários vicentinos. Animava-os uma grande fé e confiança. Foram calorosamente recebidos na Missão de S. Jerónimo de Magude, que tinha sido dirigida pelos padres diocesanos das Missões de Cernache. Agora os padres Vicentinos iam dar continuidade a esta obra. Vinham para lançar as bases da implantação da Igreja Local. Magude foi o centro de irradiação dos missionários vicentinos nos primeiros 25 anos. Foi a Missão “Mãe”, da qual surgiram 9 sedes de missão, 14 paróquias e 3 seminários diocesanos.

Neste período, 51 padres e 11 irmãos trabalharam na formação do clero, na evangelização do mundo rural, na promoção social e no serviço aos pobres. O anúncio do evangelho e a celebração dos sacramentos eram feitos nas escolas. Estenderam a sua ação às populações de Limpopo, às de Naamacha, aos emigrantes de Johannesburg e às de Nicuadala. É destacada, a vitalidade e a entreajuda dos grupos da Família Vicentina presentes.

Os Missionários vicentinos em Moçambique passaram a constituir uma Vice-Província da CM em 1965, em vista a uma futura autonomia africano-vicentina. O P. António Joaquim da Silva, foi o 1º Vice-Provincial (1965-71). Nesse ano das Bodas de Prata, eram 46, todos portugueses. Chegaram a 53, em 1974. Mas sentiam urgência de candidatos moçambicanos, pois até então, tinham apenas, o atual bispo de Nacala, D. Germano Grachane, que tinha sido admitido em Portugal.


Em 1974 foi comprada a moradia destinada, desde então, a Casa Central ou Vice-provincial, no bairro de Malhangalene- Maputo. Esta evolução era em parte resposta aos interpelantes acontecimentos desses anos que pediam mudança profunda de mentalidade.

As medidas de nacionalização das Missões e dos Seminários após a Independência, provocaram um grande êxodo dos missionários. Com a guerra fratricida de 16 anos, surgiu um imenso sofrimento. Os missionários vicentinos tornaram-se promotores da “ Igreja Ministerial”, pela participação nas Assembleias Nacionais de Pastoral, através dos secretariados de Pastoral em que foram coordenadores diocesanos dos Seminários em que continuaram a ensinar.

Como consequência dos acontecimentos políticos, os campos de presença missionária eram os setores da educação, saúde e promoção. Os 13 missionários que aí restaram militavam vários na educação. Os que continuaram no país, fizeram a opção deliberada de permanecer no meio do povo mais desamparado e sofredor, como sinais ativos de amor e esperança. Entretanto receberam 4 reforços (3 de Portugal e 1 do Brasil) e em 1985 iniciaram a formação dos padres e irmãos vicentinos, no primeiro Seminário Lar, a atual casa do Teologado em Maputo.

Também mantiveram a responsabilidade da Paróquia-Missão de Santo António em Johannesburg, nascida e desenvolvida como complemento pastoral da atividade evangelizadora e formativa nas missões de Magude-Wanetze e do Limpopo.

Nos anos 90 era patente que “as gentes moçambicanas engrandecem e veneram S. Vicente de Paulo e a sua obra, pelos gestos que ficam dos seus filhos… a alegria é gémea da gratidão”.Com os acordos de paz de 1992 e o avanço da estabilidade no país, os membros da CM em Moçambique desenvolveram as condições indispensáveis para a formação de futuros sacerdotes e irmãos, com a construção do seminário do Lar da Matola e da residência missionária e Seminário Interno do Chirrundzo, pelas quais já passaram dezenas de candidatos.

No campo da evangelização, no Alto do Limpopo os missionários arriscaram tudo, bem apoiados pelo zelo apostólico dos leigos. Desde 1994, o cuidado da evangelização nessas terras foi confiado às equipas missionárias de leigas e sacerdotes que chegaram da Argentina e outros países.

Em 1995, após 31 anos de ação missionária e formativa na Namaacha, com o encargo da paróquia-Missão, do Seminário e do santuário mariano, a Vice- Província, entregou ao clero diocesano a responsabilidade pastoral. Também em 2006, as Paróquias-Missões de Chókwe e Chilembene e a Missão de Machel foram confiados aos Padres Salvatorianos.

Os filhos de S. Vicente de Paulo assumiram, entretanto, 3 novos campos missionários: Nacala, desde 1994; Chongoene, desde 1995 e Mavúdzi-Ponte, em Tete, desde 2010.



Na viragem do milénio, as dramáticas inundações dos vales de Limpopo e Incomati uniram os membros da Família Vicentina, contando com a solidariedade e ajuda humanitária. Atos de grande coragem e entrega aos doentes, velhinhos e mais abandonados se registaram por parte dos Missionários e Irmãs. Nas várias frentes de Missão, a prioridade continua a ser a formação dos responsáveis de zonas pastorais. Há também a preocupação de realizar projetos de desenvolvimento humano e comunitário auto-sustentado. Um instrumento posto em acção, e a valorizar, na atual etapa evangelizadora é o das Missões Populares Vicentinas.

O futuro da Congregação da Missão em Moçambique está no compromisso dos seus membros com Cristo Evangelizador dos pobres, no seguimento do Fundador “ os pobres são o meu peso e minha dor”. Espera-se desde já, dos vicentinos moçambicanos formados ou em formação uma influência crescente nas “ saídas para as periferias” à sua volta, reunindo forças com os missionários de outros países.

Termino com as palavras do P. Eli Chaves, após uma visita a Moçambique: “A Missão em Moçambique é cheia de desafios e dificuldades, mas com muita vitalidade missionária vicentina. Verdadeiramente, aqui a Congregação carateriza-se como uma Congregação da Missão, servidora, pobre e no meio dos pobres. Ela sente o apelo a fortalecer a solidariedade missionária efetiva e tem a oportunidade de experimentar vivamente a riqueza do seguimento de Cristo evangelizador dos pobres”.

 Resumo do artigo do Pe Luciano Ferreira, CM,

in Revista Além Mar, Junho de 2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Laudato si”

Igreja Católica na linha da frente por uma “ecologia integral"


O Papa Francisco lançou hoje, 18 de Junho, a primeira Encíclica dedicada ao tema da ecologia, ‘Laudato si’, na qual propões a valorização do ser humano, da natureza, da fé e da cultura para superar a atual crise ambiental. Francisco pede “um olhar diferente, um pensamento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade” que consigam resistir ao “avanço do paradigma tecnocrático”.


“Uma ecologia integral requer abertura para categorias que transcendem a linguagem das ciências exatas ou da biologia e nos põem em contacto com a essência do ser humano”, escreve, no texto divulgado esta manhã pelo Vaticano. O Papa considera “inseparáveis” a preocupação com a natureza, a justiça para com os pobres, o compromisso social e a “paz interior”. “Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo. Pelo contrário, o mundo do consumo exacerbado é, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas”, desenvolve. O Papa Francisco descreve um mundo que vive em “pressa constante”, pelo que a ecologia integral exige tempo para “recuperar a harmonia serena com a criação” refletir sobre estilos de vida e “contemplar o Criador”.
Aos católicos, propõe uma espiritualidade ecológica e paixão pelo “cuidado do mundo”, assumindo a “vocação de guardiões da obra de Deus”. “Anualmente, desaparecem milhares de espécies vegetais e animais, que já não poderemos conhecer, que os nossos filhos não poderão ver, perdidas para sempre. A grande maioria delas extingue-se por razões que têm a ver com alguma atividade humana. (…) Não temos direito de o fazer”, avisa.

A Encíclica sai em defesa de todas as formas de vida, desde o ser humano aos “fungos, as algas, os vermes, os pequenos insetos, os répteis”, os micro-organismos ou o plâncton. Francisco realça a “complexidade da crise ecológica”, que exige o contributo das “diversas riquezas culturais dos povos, a arte e a poesia, a vida interior e a espiritualidade”. “Falta a consciência duma origem comum, duma recíproca pertença e dum futuro partilhado por todos”, analisa o Papa, para quem esta situação implica “longos processos de regeneração”.
O novo documento alerta que a cultura ecológica “não se pode reduzir a uma série de respostas urgentes e parciais” para os problemas que vão surgindo à volta da “degradação ambiental, do esgotamento das reservas naturais e da poluição”. A encíclica fala, por isso, em ecologia ambiental, económica, social e cultural, dando como modelo desta atitude São Francisco de Assis (1182-1226), o santo que inspirou o documento e a escolha do nome do Papa, após a eleição pontifícia.
“Se deixarmos de falar a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo, então as nossas atitudes serão as do dominador, do consumidor ou de um mero explorador dos recursos naturais”, adverte. O pontífice propõe São Francisco como o “exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade”.


O Papa cita os seus predecessores, conferências episcopais (incluindo a portuguesa), bispos, teólogos da antiguidade e do presente, filósofos e escritores, incluindo Ali Al-Khawwas, figura do sufismo medieval no Egito que apresenta como “mestre espiritual”. Francisco dedica dois parágrafos à ação ecológica de Bartolomeu I, patriarca ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), e convida as religiões a “estabelecer diálogo entre si, visando o cuidado da natureza, a defesa dos pobres”.

Octávio do Carmo, Ecclesia

CARTA ENCÍCLICA
LAUDATO SI’
DO SANTO PADRE
FRANCISCO
SOBRE O CUIDADO 



DA CASA COMUM - AQUI - 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

PARÓQUIA DE S. SIMÃO DA BROGUEIRA – MISSÃO POPULAR

“A Família Paroquial da Brogueira foi chamada a professar, celebrar e viver a fé”

(Testemunho II)

Foi no dia 17 de Maio, Solenidade da Ascensão do Senhor, que iniciou uma Missão Popular Vicentina, na Paróquia de São Simão da Brogueira, Vigararia de Torres Novas.
Brogueira é uma das 17 freguesias do município de Torres Novas, ocupando uma área de 21.10 Km2, o que corresponde a 7,81% do território do concelho.
De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística – a freguesia de Brogueira é habitada por 1.112 pessoas (3.03% dos habitantes no concelho), das quais, 25.63% têm mais de 65 anos e 13.04% são crianças ou adolescentes.
Ainda em termos demográficos, constata-se que das 431 famílias residentes na freguesia de Brogueira, 19.95% são compostas por uma única pessoa, e que o peso dos agregados domésticos com quatro ou mais indivíduos é de 6.03%.



Situada no sul do concelho de Torres Novas, a freguesia de Brogueira, terra de digno património religioso, é o polo de um núcleo de povoações que atinge uma grande extensão: Casal Cepo e Faia, Barreiras, Boquilobo, Casal do Ramos e Cardais.
A Igreja paroquial da Brogueira é dedicada a S. Simão. Templo que se destaca pelo excelente retábulo do altar-mor, de madeira entalhada e pintada, que fornece à Igreja um belo efeito decorativo. É do século XVII. A imagem do orago, uma escultura de pedra, seiscentista, que media quase um metro, foi sacrificada no século XIX à voracidade dos colecionadores. Deve destacar-se, ainda, no interior, o coro com balaustrada de madeira que avança, arredondadamente, ao centro; a pia de água benta trabalhada e o arco baptistério (1891).
À frente da Igreja, no adro, pode ver-se um cruzeiro de 1660. Essa data insculpida no pequeno monumento, encontra-se na peanha, assente sobre tronco de pirâmide, feito por ocasião dos centenários. Nas faces da cruz, eis os instrumentos da Paixão em todo o esplendor.

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