quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

MISSÃO POPULAR NAS PARÓQUIAS MILICIANAS



Quatro carismas: Uma Missão

Em Março a Missão aconteceu em Colos e em Relíquias; em Maio, foi a vez de Santa Luzia e S. Martinho das Amoreiras; agora, Vale de Santiago e Bicos estão em Missão. Todas elas estão ao cuidado pastoral dos Milicianos de Cristo.


A freguesia de Vale de Santiago vai buscar o seu nome à Ordem de Santiago, à qual pertenciam a maior parte dos seus campos e vales. É uma freguesia do interior do concelho de Odemira, situada entre o rio Sado e a ribeira de Campilhas, predominando a planície. Com a reorganização administrativa do território das freguesias implementada em 2013, Vale Santiago recebeu parte do território da extinta freguesia de Bicos (fundada a 25 de Março de 1988), vendo assim a sua área aumentar.
A nível religioso continuam duas paróquias distintas: Vale de Santiago e Bicos, cada qual com mais dois centros de culto: Fornalhas Velhas e Foros da Caiada, respectivamente.
Desde o dia 8 do presente mês de Novembro estas quatro comunidades vivem o tempo forte de Missão. De acordo com o programa que foi elaborado de forma a contemplar todos os lugares, a participação do povo nas acções propostas tem sido muito positiva. Laudes e terço, reuniões das assembleias familiares e celebrações temáticas têm proporcionado momentos muito belos e expressivos. A presença da Imagem de Nossa Senhora das Missões, a primeira Missionária, e as visitas a cada casa e a cada família ajudaram a criar ambiente de partilha e galvanizaram as comunidades para uma presença activa e alegre.
A participação e presença na Missão de D. António Vitalino, neste último domingo, foram muito saudadas e congregou a população dos quatro lugares de culto. Nos Foros da Caiada presidiu à oração de Laudes, em Bicos, à Eucaristia, em Vale de Santiago, à Adoração ao Santíssimo Sacramento e, nas Fornalhas Velhas, de novo, à Eucaristia. A todas as assembleias dirigiu uma saudação de pastor e incentivou a todos a porem a render os dons que o Senhor confere a cada um. Falou do testemunho que, como cristãos, todos devem dar e que, como Igreja, esse testemunho tem que ser alegre e feliz, sem medos nem cansaços.
Um carmelita, o Bispo diocesano, um vicentino, a comunidade dos Milicianos de Cristo e os Servos de Maria do Coração de Jesus, quatro carismas diferentes viveram a mesma Missão, num domingo de Novembro, em Vale de Santiago e suas várias comunidades.



“Unidos pela Fé” e fazendo “o nosso caminho” continuamos, nesta semana, o tempo forte da Missão, a reflectir e a celebrar, a criar encontros e a visitar, a rezar e a cantar, pedindo à “Estrela da Evangelização” que “entregue o seu Jesus ao nosso Alentejo”.


P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

sábado, 15 de Novembro de 2014

Semana dos Seminários – Testemunho



Nesta semana em que se celebram os Seminários é importante não esquecer quem lá vive,  sejam seminaristas ou formadores. Muito mais importante do que o espaço físico, importantes são as pessoas que o habitam, aquelas que diariamente dão a sua vida pelos outros, que se afastaram daquilo que é mais querido para seguir Jesus Cristo, por exemplo, a família, os amigos, a terra e, até mesmo, o país, como é o meu caso.


Quando nos lembramos dos seminários não podemos esquecer esta globalidade que os compõe. O resultado final, todos nós sabemos e ficamos orgulhosos com ele; contudo, a meta não se faz sem caminho e, muito menos, sem plano.

Nesta semana em que somos “protagonistas” na Igreja não podia deixar de manifestar, como “Seminarista/estudante” a minha alegria de vos poder dizer algumas palavras.

Sou o João Soares, seminarista vicentino. A minha história todos vós já a conhecem desde Vila- Fria, passando pelo Amial-Porto, depois Nápoles, Santiago do Cacém e agora, Salamanca. No total são quatro casas que me acolheram, e acolhem.


Como seminarista seria muito extensivo enumerar o quanto aprendi e vivi em cada uma delas. Mesmo assim, deter-me-ei na última, a comunidade na qual me encontro. Como sabem, já lá vão dois meses desde que vim para Salamanca para me integrar na Comunidade de Formação Inter-provincial (CIFI). A experiência tem sido positiva pelo facto de viver numa comunidade em que se encontram jovens na mesma situação. No total somos seis seminaristas que compõem a comunidade. É uma alegria compartilhada   e sobretudo um maior amor à vocação que nos une (seguir Cristo, evangelizador dos pobres).

Áreas da Formação e vida comunitária
As nossas atividades desenvolvem-se essencialmente em quatro áreas: vida comunitária, vida académica, vida pastoral e, a mais importante, vida de oração. No meu caso concreto, como estudante, frequento o terceiro ano de teologia na Universidade Pontifícia de Salamanca.

A componente da vida  pastoral realizo-a, todas as quintas-feiras, das 16h00 até  às 22h30, numa casa que acolhe pessoas doentes com SIDA. A par disto frequento um curso prático de geriatria, algo que esta casa me proporcionou, pois nela existe uma enfermaria que está sempre ao dispor. Têm sido experiências muito boas, uma vez que vou aprendendo cada dia a melhor saber como tratar aqueles que sofrem, especialmente, os nossos irmãos que deram a vida inteira pela missão.

No âmbito comunitário além das atividades normais da casa temos momentos de convívio, tais como cinema, partilha de experiências e saídas em conjunto.

A oração tem sido um ponto muito positivo. Depois de um ano de intensa oração, não poderia perder o ritmo. Temos laudes, vésperas e Eucaristia diária, bem como, em alguns dias da semana, oração da noite e oração vicentina. Participo na Eucaristia dominical na enfermaria. Penso que é sempre bom e benéfico que os mais velhos sintam a presença da juventude. É uma alegria, como já disse, COMPARTILHADA com o sentido de procurar o bem comum e, sobretudo, de nos sentirmos em CASA, ou seja, no SEMINÁRIO.

Em suma, é tudo isto e muito mais que vai construindo a minha vida como pessoa, cristão e, acima de tudo, como seminarista.

Agradeço a todos aqueles que directa ou indirectamente têm apoiado a causa dos Seminários, neste caso, os da Congregação da Missão. Aproveito para deixar o meu muito obrigado aos confrades que se preocupam e que não se esquecem deste irmão mais novo, através de e-mails, telefonemas e até mesmo presencialmente. Alegro-me de saber  que estou nas vossas orações.

O caminho é longo! Quero que saibais que tenho a Província Portuguesa da CM no meu coração e, sobretudo, nas minhas orações. Esta é a forma dos irmãos estarem unidos, esta é a forma mais alta que tenho para vos agradecer. 


João Miguel Soares, CM

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

E um ano se passou!…



A Missão Popular decorreu em Sines de 3 a 16 de Novembro de 2013.
Dia 6 de Novembro de 2014 comemorou-se, na Igreja Matriz, o 1º ano da passagem dos Missionários por aquela bela cidade voltada para o mar.
Para além da ‘gente da casa’, P. Pereira, pároco e representantes de várias Comunidades, esteve presente a Equipa Missionária: P. Agostinho e os Colaboradores da Missão (Luís Marques, José Neves e Arlete). A Ir. Celina, religiosa do Bom Pastor, não pôde estar presente, por ter sido transferida para a comunidade de Vila Meã.
Após um cântico “Todos os crentes viviam unidos”, foi projectado um powerpoint onde se recordaram muitos dos momentos altos da Missão.



O P. Agostinho realçou o compromisso assumido há um ano: prosseguir com as Comunidades, continuar com as catequeses, animar e cuidar dos doentes e idosos (lares ou famílias) e dar espaço aos jovens (grupo, catequeses e escolas).Citou o Papa Francisco, frisando algumas ideias da exortação apostólica Evangelii Gaudium. Todavia, deu mais ênfase à homilia proferida neste mesmo dia na Casa de Santa Marta e que passo a transcrever:
Não pode haver cristãos, e muito menos pastores, tristemente parados «a meio caminho», com medo de «sujar as mãos», de ser criticados ou de comprometer a carreira. É Deus quem mostra a cada um de nós e à Igreja o estilo de comportamento, entrando pessoalmente «em acção», indo «sempre em frente, até ao fundo, em saída» com uma só meta: «não perder ninguém!», sobretudo os distantes. «Jesus veio em busca daqueles que se afastaram do Senhor». E explica-nos, narrando «duas parábolas: a do pastor, para explicar que Ele é o bom Pastor; e da mulher» que tem dez moedas e perde uma. Revendo as parábolas em Lucas, o Papa frisou que as palavras «mais reiteradas neste trecho são “perder”, “procurar”, “encontrar”, “alegria”, “festa”».
Estes termos usados por Jesus «levam-nos a ver como é o Coração de Deus: Ele não se detém, não vai só até um certo ponto». Não, «Deus vai até ao fundo, sempre até ao limite; não pára a meio caminho da salvação: o Senhor é assim! O seu amor é assim: Ele vai ao limite!». Assim age Deus, que «vai sempre ao limite: é Pai, e o amor de Deus é assim». Este estilo de Deus diz-nos, também a «nós pastores, a nós cristãos» como nos devemos comportar. É «triste o pastor» que pára «a meio caminho!». E talvez até faça algo, mas explica que não pode fazer mais. «É triste o pastor que abre a porta da igreja e permanece ali à espera», como «é triste o cristão que não sente no seu coração a necessidade de ir dizer aos outros que o Senhor é bom». «O bom pastor, o bom cristão sai sempre: sai de si mesmo rumo a Deus na oração e na adoração», para «anunciar a mensagem de salvação aos outros».
«O bom pastor, o bom cristão encarna a ternura», enquanto «os escribas e os fariseus não sabiam» o que significa carregar «uma ovelha nos ombros, com ternura», não sabiam o que é a alegria. Assim «o cristão, o pastor a meio caminho «talvez se sinta tranquilo, tenha uma certa paz», mas é diferente da «alegria que há no Paraíso, a alegria que vem de Deus, que deriva do Coração de Pai que sai para salvar». Francisco indicou a beleza de «não termos medo de ser criticados» quando saímos «ao encontro dos irmãos e irmãs distantes do Senhor» (homilia do Papa Francisco, 6 de Novembro).



Estiveram presentes os representantes das Comunidades: Bom Pastor, Despertar para a Missão, Unidos na Fé, As Obreiras, Caminhando com Maria, Farol da Boa Nova, Pedras Vivas, Vida Partilhada, Cristo Jovem, Videira e Pegadas de Luz.
Depois dos testemunhos dos Donos das casas e ou Animadores onde todos revelaram os seus propósitos de dar continuidade às Catequeses, houve lugar à entrega do 2º caderno “Vamos conhecer Jesus”.
Também os Colaboradores da Missão foram chamados a dar testemunho do seu trabalho. O Luís Oliveira Marques, agora já colocado pelo Bispo diocesano na paróquia de Sines, depois de apresentar a sua disponibilidade para apoiar e acompanhar  as Comunidades Familiares, anunciou a sua ordenação diaconal, que acontecerá no próximo dia 8 de Dezembro, em Beja. Parabéns, Luís!
O P. José Pereira agradeceu as presenças e o entusiasmo de todos. A Comunidade Unidos na Fé brindou-nos, no final da reunião, com um cântico próprio da sua cultura e das raízes.
Voltar a Sines foi uma imensa alegria.
Tive a satisfação de ter reencontrado o Sr. António. Há um ano, no tempo da Missão, visitei a sua esposa que estava bastante doente. Infelizmente, ela já partiu para casa do Pai. O Sr. António já conta os dias que faltam para chegar o Natal, pois é uma data em que recebe a sua filha que não mora em Sines.
Agradeço a todos quantos comigo se cruzaram e as muitas demonstrações de carinho e apreço. A todos retribuo esse mesmo carinho e amizade.
Arlete Vieira, CMV

  Lisboa, Novembro 2014

sábado, 8 de Novembro de 2014

SEMANA DOS SEMINÁRIOS – 9 A 16 DE NOVEMBRO





SERVIDORES DA ALEGRIA DO EVANGELHO

A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (Papa Francisco, Evangelii gaudium, 1).

“Nesta Semana dos Seminários de 2014, reafirmamos a nossa certeza de que o caminho da Igreja é o caminho da alegria do Evangelho, ou seja, o caminho de Cristo, que transforma as dores da humanidade, a tristeza, o desespero e a morte, em nova aurora de vida, de esperança e de alegria”.

“Reafirmamos que o caminho da evangelização do mundo passa pelo testemunho de vida de muitas pessoas, famílias e comunidades, que se sentem felizes por estar fundadas em Cristo. Do mesmo modo, assumimos que a via mais segura para o cultivo das vocações sacerdotais entre os jovens, exige que todos nós, cristãos, vivamos e testemunhemos a alegria do encontro com o Evangelho”.

“Rezamos pelos nossos Seminários, para que sejam escolas de formação dos futuros padres, servidores da alegria do Evangelho”. (Mensagem para a Semana dos Seminários)



Oração da semana dos Seminários

Senhor, nosso Deus, nós Vos bendizemos,
porque nos chamastes a ser cristãos
e discípulos de Jesus Cristo, o único Mestre.
Nós Vos damos graças pelos pastores,
que nos conduzem às fontes da Palavra,
ao banquete da Eucaristia
e aos caminhos da Reconciliação.
Nós Vos pedimos pela Igreja,
para que, testemunhando a alegria do Evangelho,
gere no seu seio santas vocações sacerdotais.
Por intercessão de Maria,
nós vos pedimos pelos nossos Seminários,
escola de cristãos, discípulos e pastores:
servidores da alegria do Evangelho.
Ámen.
Virgílio do Nascimento Antunes
Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios

segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

Ponte de Sor: Um testemunho, uma Missão



Ponte de Sor é uma cidade com cerca de 8 958 habitantes, situa-se no alto Alentejo e pertence ao Distrito de Portalegre. Parte do concelho (Galveias, Montargil e Foros do Arrão) pertence à Arquidiocese de Évora e Ponte de Sor (união das freguesias de Ponte de Sor, Tramaga e Vale de Açor) e Longomel, têm Portalegre-Castelo Branco por Diocese.
No sábado, dia 27 de Setembro (dia de São Vicente de Paulo) teve início o tempo forte da Missão, com a celebração da Missa do Envio.
A equipa missionária só veio a completar-se na segunda-feira, dia 29. Foram chamados a fazer Missão as Irmãs Zulmira, FC e Susana, mexicana, de Santa Maria de Guadalupe, as leigas Teresa Matos, de Arões/Vale de Cambra, Henriqueta Varela e Arlete, de Lisboa e o José Neves, de Santiago do Cacém. A Equipa era liderada pelo Pe. Agostinho que tinha a acompanhá-lo, o P. Alberto Tapadas, pároco.


No domingo, dia 28, foram muitos os que, de Ponte de Sor e arredores, rumaram a Fátima para o X Encontro da Família Vicentina. Na segunda-feira, depois da oração de Laudes e da visita aos locais das comunidades, à noite, no salão paroquial, houve reunião para a apresentação da Equipa, ultimar os últimos pormenores e a preparação dos animadores.
Nesse encontro, com animadores e donos de casas, ultimaram-se os pormenores de locais e de animação. No final, cantaram-se os parabéns ao P. Alberto que, nesse dia, celebrou o seu 33º aniversário.
Uma vez instalados na casa paroquial, os Missionários sentiram-se, bem-vindos, e acolhidos pela simpatia e compreensão do Pe. Alberto Tapadas. E chegou a hora de arregaçar as mangas para fazer cumprir a Missão.

Oração, visitas e comunidades
Todas as manhãs na Igreja Matriz, pelas 9 horas, foram rezadas as Laudes. Uma média de 30 presenças, rezava em comunidade e era muito participativa. As pessoas que não podiam estar presentes durante toda a oração, pelos seus afazeres profissionais, passavam e participavam apenas um pouco.
Formaram-se 46 comunidades, das 51inicialmente previstas. Razões várias fizeram com que houvesse uma pequena descida. Todas as Comunidades estiveram muito empenhadas no aprofundamento da fé e os animadores estavam bem preparados para levar a bom termo o desafio que lhes havia sido proposto.
Os Missionários dividiram-se em equipas. Assim, cada um foi visitando as Comunidades, guiados amavelmente por voluntários conhecedores das casas onde havia reuniões.

Comunidade das comunidades
Em todas as celebrações e encontros foi solicitado que houvesse a partilha e entrega de bens alimentares, bem como de famílias necessitadas a quem se faria chegar o fruto desta partilha. Esta tarefa coube aos missionários e tornou-se uma boa ocasião para o contacto com estas famílias e as situações de pobreza.
A Igreja Matriz foi ‘pequena’ para acolher os fiéis, que chegaram felizes com os seus cartazes e símbolos. Também foi difícil arranjar espaço para os bens que foram doados.



A partilha
Houve necessidade de se fazer uma separação dos alimentos recebidos para se preparar os cabazes que iriam ser entregues às famílias. Foi uma tarefa morosa pois foram muitas as embalagens recebidas. Foram recolhidos mais de 650 kg de géneros alimentares diversos e de 200 litros (leite, azeite, óleo, etc.). Estes bens foram distribuídos por 48 famílias, algumas delas, bem numerosas.
A pobreza, a fome são uma realidade incontestada, que vive perto de nós. Os missionários experimentaram situações bem cruéis. Há casos perturbantes, momentos difíceis de presenciar. Há pessoas que se deitam muito cedo (ainda de dia) para não consumir electricidade; outras, não têm possibilidade de comprar pão para os filhos.
Levamos os alimentos mas também uma palavra de esperança. Nestas famílias há uma profunda intimidade com Deus, vivem nessa esperança mas com muitas lágrimas. Estas famílias, (algumas delas já viveram bem!), merecem o nosso respeito e também a nossa oração. Não esqueçamos: “Tudo o que fizeste a um dos meus irmãos mais pequeninos foi a Mim que o fizeste”, diz Jesus.

Doentes e idosos
Não foram esquecidos estes seres maravilhosos que nos receberam às vezes um tanto inquietos porque demorámos um pouco a chegar e… depois porque não ficámos com eles mais tempo.
Quero referir uma senhora que esteve bem disposta e faladora, que nos relatou várias histórias; foi um momento descontraído e alegre. Acontece que, no final da visita e ao saudá-la pela sua maneira de ser, não conseguiu conter as lágrimas. Por detrás da sua alegria há uma grande tristeza de família.
Foram visitados cerca de 300 doentes e idosos, quer em suas casas, quer em Lares e Instituições, onde foi ministrada a Unção dos doentes.

Celebrações temáticas
As noites da 2ª semana foram dedicadas às celebrações temáticas: Palavra, Espirito Santo, Cristo Luz do mundo, Água, Família. A participação activa das comunidades fez crescer a vivência e o entusiasmo nestas celebrações. 12 Casais renovaram os votos do seu Sim, no Sacramento de Matrimónio. Os presentes, suas famílias e seus lares foram abençoados.

São Francisco
S. Francisco é o padroeiro da Paróquia. Por ser celebrado neste mês, houve necessidade de se fazer uma adaptação nos dias de reunião das Comunidades. Acabados esses dias, aconteceu a grande celebração da Comunidade de Comunidades.
No dia 4 de Outubro, dia liturgicamente consagrado a S. Francisco, a imagem do “Poverello” saiu da Igreja Matriz, passou por várias ruas e dirigiu-se para a Santa Casa da Misericórdia, No pátio interior da Santa Casa houve uma breve representação da sua vida que foi muito bem reproduzida pelo Augusto que protagonizou a figura de S. Francisco e pelo Diogo, que deu corpo ao irmão Lobo.
No dia seguinte saiu da Santa Casa em Procissão para várias localidades, Tramaga, Foros do Domingão, Ervideira, Vale de Açor, Vila do Bispo Fundeiro, Torres da Vargens, Barreiras e regresso a Ponte de Sor na noite de 11 de Outubro.
Houve bonitos altares feitos pelo povo. Foram muitos os devotos que participaram em todas as localidades por onde a Procissão passou.


Final e agradecimento
A Missão terminou no Domingo dia 12 com um almoço partilhado. No entanto, os agora missionados tornaram-se Missionários e assim anunciarão e testemunharão a alegria do Evangelho.
Queremos agradecer a todos tudo quanto nos proporcionaram para levarmos a bom termo esta Missão. Sem a participação e entusiasmo de todos vós não nos teria sido possível levar por diante tão grande tarefa! Que Deus Pai vos recompense pela sua entrega, entusiamo e amor ao próximo.

Arlete Vieira, CMV

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Missão Popular em Salvaterra de Magos


De 8 a 22 de Março do próximo ano, a vila de Salvaterra de Magos viverá um tempo forte de Missão. Confiada aos cuidados pastorais dos Padres da Missão desde 1982, foi nos primeiros anos da década de noventa que a paróquia de S. Paulo, Apóstolo, experimentou esta acção missionária que deu o mote para que as outras terras do concelho de Salvaterra de Magos também se abrissem à Missão.
Desta vez, verifica-se uma caminhada com o sentido inverso: depois de todas as paróquias já terem vivido recentemente a Missão Popular, para fechar o ciclo, esta experiência vai acontecer na paróquia-sede. Os apelos do Papa Francisco e a Carta pastoral do Bispo diocesano, D. Manuel Pelino, intitulada “A alegria do Evangelho rejuvenesce a Igreja” ajudaram a amadurecer a ideia da Missão e a calendarizar a mesma, dentro de uma caminhada quaresmal, tendo como horizonte a Cruz Redentora de Cristo.

Anúncio e primeiros encontros
O anúncio solene da Missão foi feito no dia da Festa da Exaltação da Santa Cruz, o segundo domingo do mês de Setembro. Nas Eucaristias dominicais, foi feito o convite a toda comunidade celebrante para que abrace o projecto da Missão, reze pelos bons frutos da mesma, se empenhe de forma particular e em grupo na preparação interior e exterior desta acção extraordinária. Pediu-se a todos que levem a notícia às famílias, aos vizinhos, aos conhecidos e que transmitam a todos que “a alegria do evangelho é a nossa missão”.



Na parte da tarde, na casa da Sagrada Família (Creche Velha), com a presença do pároco, P. José Carlos e do P. Agostinho, coordenador da Equipa vicentina das Missões, houve um encontro aberto a todos. Não foram muitos os que se disponibilizaram a participar nesta reunião onde, por imagem e diálogo, foram apresentados os tempos da Missão, os caminhos e acções a concretizar, as pessoas a envolver, os passos a dar.
Entretanto, já aconteceu novo encontro, estando marcado um outro para 26 de Novembro. Agora, com mais alguns participantes, sobretudo, responsáveis de grupos e movimentos, fez-se o ponto da situação, propuseram-se iniciativas e tempos de execução das mesmas, sugerindo-se que fossem aproveitadas as mensagens a propósito de datas festivas (novena da Imaculada Conceição, Natal e outras) para divulgação e convite.
Além da eventual criação de um espaço na internet, foi proposto que a gente mais nova, de modo particular, o Agrupamento 68/CNE, os alunos de EMRC, a catequese (crianças, catequista e famílias), o Centro Paroquial e também as Oficinas de Oração tivessem um envolvimento maior nesta fase de anúncio e de pré-missão.
Entretanto, foram distribuídos materiais de apoio e de reflexão para que, tão breve quanto possível, se encontre a Equipa coordenadora/dinamizadora da Missão.

Carta pastoral do Bispo e Missão
Na reflexão feita nos dois encontros esteve bem presente a Carta do Bispo de Santarém onde, a certo ponto se pode ler: “Todos temos uma missão, Deus precisa de cada um de nós para realizar o Seu desígnio de salvação. Nesta perspectiva, como afirma o Papa Francisco, “a Igreja em saída é a comunidade dos discípulos que primeireiam, (tomam a iniciativa), que se envolvem, que acompanham, que frutificam, que festejam” (EG 24). Estes quatro verbos – envolver-se; acompanhar; frutificar, celebrar, precedidos de um movimento – tomar a iniciativa – orientam a missão do discípulo. Todos somos discípulos, todos caminhamos e progredimos, todos tomamos iniciativas para enfrentar os desafios, despertar do torpor, sensibilizar para a fé; envolver-se, vencer a indiferença, sentir-se interpelado pela situação dos outros; acompanhar, aproximar-se e cuidar dos outros, agir em rede, trabalhar em equipa, reconhecendo, acolhendo e dando espaço aos dons diferentes do Espírito Santo; frutificar esforçando-se por traduzir a Palavra e o culto na vida quotidiana dando frutos segundo o Espírito Santo (amor, alegria, paz e paciência…); celebrar, descobrir as bênçãos e dons com que Deus enriquece a nossa vida e a igreja e, pela liturgia, dar-lhe graças entregando-nos nas suas mãos e confiando na sua providência. “A Igreja evangeliza e se evangeliza com a beleza da liturgia que é também celebração da actividade evangelizadora e fonte de um renovado impulso para se dar” (EG 24) ” (Nota pastoral).
São estes os desafios da Igreja universal, da Igreja diocesana, de cada paróquia, de cada baptizado. Também na paróquia de S. Paulo, Apóstolo, e na senda do grande missionário de todos os tempos, foi lançado o desafio: “Salvaterra de Magos, vila e paróquia, estás convocada para a Missão!”.

P. Agostinho Sousa, CM


quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Missão Popular: Discernir, simplificar e dar lugar à criatividade





A 14 de Outubro, em Fátima, na Casa da Medalha Milagrosa, aconteceu uma reunião extraordinária da Comissão das Missões. Estiveram presentes os Padres Pereira, João Maria, Manuel Mário e Agostinho, membros deste grupo de trabalho, bem como os Padres Manuel Nóbrega, José Alves e Fernando Soares, que foram convidados para uma manhã de reflexão sobre a Missão Popular, seus esquemas, dinâmicas, propostas, respostas, conteúdos e métodos.

O “sino tocou a rebate” e determinou a urgência deste encontro. A propósito de um pedido de Missão Popular para determinada zona/paróquia de uma das dioceses onde temos uma comunidade, depois de um encontro pessoal com o respectivo pároco, ao ser-lhe enviado o material existente e disponível para o conhecimento do caminho a fazer para a vivência da Missão Popular, o referido padre elogiou o esquema, método e doutrina da documentação apresentada, mas chegou à conclusão que naquele meio e com a gente que tem ao seu cuidado pastoral, não lhe era possível aceitar a proposta avançada.



Tal constatação levou a que nos déssemos conta de que há a realidade dos esquemas e da doutrina e há a situação concreta das pessoas e paróquias onde não há meios e gente para levar por diante a Missão Popular.

Uma vez que o Bispo daquela Diocese sugere que a animação missionária pode acontecer através dos Cursos de Cristandade e das Missões Populares, e sendo um campo aberto para levar por diante a reconfiguração das nossas actividades, não se podia adiar esta reflexão para o Fórum, em Abril, ou para outras reuniões desta Comissão, em outras datas.

A Missão, uma marca a preservar e a estruturar
Em diálogo aberto e partilha de experiências, falou-se da situação concreta e avaliou-se a “angústia” daquele pároco (e de outros) quando querem a Missão Popular e se vêem limitados com a escassez de meios humanos, físicos e até, económicos.

Quanto ao esquema, concluímos que ele serve, uma vez que é um auxiliar/base de trabalho, mas não está fechado à novidade, nem às condições reais do meio e do espaço a evangelizar, uma vez que são diferentes, com características próprias. Assim, a equipa, ou pelo menos o padre missionário, devem estar por dentro da realidade, visitando a localidade e ser ele, tanto quanto possível, a fazer a preparação.

Ao nível da preparação dos Animadores, os cinco encontros com cinco temas, devem ser mais acessíveis, pois são muito catequéticos e pouco práticos. São difíceis de interiorizar e exigem simplificação. O mesmo se pode dizer dos textos das Catequeses da Missão. Deverão ser simplificados, com apenas uma citação bíblica, que servirá de mote para a reflexão.



Cada vez mais, dada a complexidade da vida das pessoas, há muitas resistências que é preciso ultrapassar: comodidade - não querendo mais do que o já se tem; individualismo – cada um em sua casa, com as suas preocupações; falta de formação religiosa e bíblica - o que motiva uma certa apatia e, em alguns casos, um certo desconforto. O isolamento, a desertificação e o envelhecimento em certas zonas também são motivos que criam resistências, medos ou incapacidades. A arma a usar, nestes casos, é a insistência e a luta por ideais, por metas, tendo como objectivo a formação da Comunidade. O discernimento e o conhecimento da realidade levam a uma criatividade, rica e empenhada.

Sendo uma marca do ministério dos Padres da Missão, as Missões Populares exigem uma estruturação e um relançamento. Incidindo a reflexão dos presentes sobre uma zona concreta, falou-se da itinerância nesses locais levando a que nos nossos campos de acção, esta marca vicentina não só seja testada e experimentada, mas seja um objectivo a atingir.

A Missão deverá ter um tempo. Além da pré-Missão - tempo de preparação próxima e da Missão - tempo forte, deverá existir um timing de fim de ciclo. A indefinição de tempo da pós-Missão, leva a um desinteresse quase imediato ou a um arrastar-se sem objectivos definidos. A Missão, tal como está estruturada leva à construção da comunidade e dá voz à comunidade. Mas para que tal seja possível deverá ter-se em conta a formação dos leigos, nomeadamente, os animadores da (s) comunidade (s). Estes, sempre que possível, devem ser da comunidade a evangelizar e, mesmo a equipa missionária deve ser composta por pessoas da zona ou da diocese em causa.

Dimensão missionária da comunidade
A Missão Popular aparece nas paróquias como uma segunda oportunidade de 1º anúncio. Por isso exige sempre que se saiba o que fazer e como fazer, qual o princípio e o fim desta experiência. A dimensão missionária das comunidades deve estar sempre na mente de quem pede e de quem promove a Missão. Tanto quanto possível, em cada zona, deverão promover-se encontros de formação para animadores.

A nível de Província, quando se fala de reconfiguração, dever-se-á colocar a questão: “Missão e fixação do património”. Tal reflexão e convicção, prende-se com as casas que temos e a missão que somos chamados a fazer, sabendo-se que ‘o servo é aquele que está na casa do outro’.

Certezas e imperativos
Para que a Missão resulte e leve a uma vivência dinamizadora da comunidade paroquial o pároco tem que ser o primeiro a entrar em Missão. Ou o pároco entra na Missão ou não há Missão possível, pois ele será o garante da continuidade. Os animadores são uma outra peça importante para que a Missão leve a mudanças profundas na comunidade. Daí a necessidade de uma formação simples e adequada, mais bíblica e menos catequética, com linguagem simples e inteligível pelo povo. Daí a necessidade de produzir temas com linguagem adequada, com metodologia própria, com perguntas a exigir uma resposta.

Cada um dos participantes, no tempo da Missão ou da pós-Missão deverá ter em mão um exemplar das reflexões, levando-os, por exemplo, a sublinhar o texto, a repetir a leitura, a explicar por palavras próprias o que se leu, o que foi apresentado.


É caminhando que se faz o caminho. Como no início se afirmou, os esquemas para a Missão, pré-Missão e pós-Missão são um auxiliar, uma base de trabalho. Estão abertos á novidade e ficam enriquecidos com as realidades, experiências e propostas que foram preparadas e testadas em determinada região. Os esquemas não poderão ser impeditivos de uma resposta missionária a quem a solicite para um povo ou um local concreto. Ao missionário que prepara e, se não for o mesmo, ao que faz a missão, exige-se uma abertura de alma e de mente de modo a que possa transmitir sempre a certeza de que, como dizia Vicente de Paulo, a “Missão é Jesus Cristo”.

Depois desta reunião e após novo encontro com aquele Pároco, a Missão vai realizar-se não apenas na paróquia para a qual havia sido pedida, mas também para as outras duas paróquias que lhe estão confiadas.

O Fórum, em Abril próximo, aberto a missionários, párocos, animadores e a outros agentes pastorais terá como finalidade continuar esta reflexão. Todos estão convocados! De todos se espera uma participação activa, profunda e missionária.
P. Agostinho Sousa,
Comissão da Missões Populares
da PPCM