segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

2ª Jornada Missionária Diocesana

Estamos em pleno mês de Outubro, mês missionário, por excelência. O Santo Padre, no dia de Pentecostes, ofereceu a todos os homens e mulheres de boa vontade a sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões que se celebra todos os anos no 3º Domingo de Outubro. Este ano acontece no dia 19, dia em que termina o Sínodo Extraordinário dos Bispos, em Roma, cujo tema é a Família e a Nova Evangelização, bem como a data da beatificação do Papa Paulo VI, que incrementou a concretização do Concílio Vaticano II e produziu um documento muito importante sobre a Evangelização: Evangelii Nuntiandi.
Para este Mês de Outubro, as Obras Missionárias Pontifícias, através dos Secretariados diocesanos das Missões, espalharam bastante material para divulgação e conhecimento, mas também para apoio na oração: terço, vigílias, via-sacra, reflexões. A Conferência Episcopal propõe que o ofertório de todas as Missas e Celebrações da Palavra se destine às Missões. Também, em algumas zonas ou paróquias se faz o peditório de rua, o qual está autorizado pelas entidades competentes. Para um e para o outro, apela-se à generosidade das pessoas. Muitos projectos para as Igrejas que sofrem as agruras da perseguição ou estão a dar os primeiros no caminho para Jesus aguardam a nossa oferta generosa.


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sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Saudação ao Bispo Coadjutor 10.10.2014

É com grande júbilo que anuncio aos diocesanos de Beja que o Santo Padre acaba de me dar um Bispo Coadjutor e à diocese o seu futuro bispo diocesano. Como Nossa Senhora também eu exclamo: Magnificat, a minha alma louva o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Entre os diversos nomes indicados ao Santo Padre, o Papa Francisco, a sua escolha caiu sobre o Cónego José João dos Santos Marcos, conhecido como Padre João Marcos, presbítero do Patriarcado de Lisboa, atualmente membro do Cabido da Sé Patriarcal e Diretor Espiritual dos Seminários dos Olivais e doRedemptoris Mater de Lisboa.



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quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Evangelização e Caridade


A Família Vicentina, uma vez mais, rumou a Fátima. No dia 28 de Setembro, domingo, de norte a sul e da ilha da Madeira, membros da Congregação da Missão, da Sociedade de S. Vicente de Paulo, da Juventude Mariana Vicentina, dos Colaboradores da Missão, das Filhas da Caridade, das Filhas de Maria, da Associação Internacional da Caridade e da Associação dos ex-Alunos dos Seminários vicentinos, celebraram o seu X Encontro de Família. A alegria do encontro e as saudações efusivas eram testemunho da amizade e da pertença a esta família alargada. Como é bom e agradável viver em harmonia e em comunhão de sentimentos.

Vicente de Paulo, celebrado na véspera, fundou alguns deles e a muitos inspira na vivência da Caridade e da Missão. Muitas centenas de pessoas se congregaram no Centro Pastoral Paulo VI e começaram o dia com uma oração de louvor. O P. Fernando Soares, apresentador de serviço, fez a ponte entre o palco e a Assembleia. Depois de composta a mesa de presidência com os responsáveis dos vários Ramos da Família Vicentina, usou da palavra o professor doutor João César das Neves que apresentou o tema desta jornada: “Evangelização e Caridade”. Numa linguagem simples e incisiva e com base na Exortação Apostólica “Alegria do Evangelho”, partilhou a sua experiência de economista e brindou a Assembleia com uma reflexão muito concreta e muito real. As questões e o diálogo que se seguiram, ajudaram a completar as ideias e propostas apresentadas e abriram caminhos para a vivência da Nova Evangelização, com maior ardor e empenho e para uma caridade mais diligente com respostas mais criativas.
 
Eucaristia e Oração Mariana
No final da manhã, na Basílica da Santíssima Trindade, e presidida pelo D. Augusto César, bispo vicentino, foi celebrada a Eucaristia do 26º Domingo Comum. Os símbolos dos vários Ramos da Família Vicentina, incorporaram-se na procissão de entrada e a celebração foi abrilhantada pelo coro da Zona de Felgueiras.
Após o tempo livre para o almoço, a JMV fez a animação da oração mariana. Música, meditação, silêncio e oração, foram os cenários escolhidos para os dez passos apresentados. Tudo muito simples e muito rico. A assembleia mostrou-se agradada e agradecida por este momento cheio, tranquilo e interpelante que encheu os corações.  

Livro da Família
Neste dia foi lançado e apresentado o livro “Os Ramos Família Vicentina”. A capa com o rosto do Santo da Caridade apresenta as 5 virtudes que devem pautar a vida de quem escolhe viver o estilo e o carisma de Vicente de Paulo: simplicidade, humildade, mansidão, mortificação e zelo apostólico.
O miolo deste instrumento para o conhecimento e enriquecimento mútuo tem a apresentação do coordenador, P. Manuel Nóbrega, e apresenta a identidade, carisma e missão de cada um dos vários ramos desta Família, que vive e trabalha neste cantinho, à beira-mar plantado. Este conhecimento, abre-nos aos outros que bebem na mesma fonte e desafiam-nos a fortalecer laços, construir pontes, trabalhar em rede.

No final, fez-se o envio para a Missão. Rezou-se a oração que o papa Francisco compôs para Maria, a Senhora da Evangelização e que vem expressa no final da “Evangelii Gaudium”.
Todos regressaram para os seus locais de origem ou de trabalho. Levaram a convicção de que o exemplo e missão de Vicente de Paulo são actuais para os dias de hoje. Tornar efectiva a caridade é um desafio permanente e levar o amor de Cristo a todas as criaturas é urgente, exige testemunho, coerência de vida e disponibilidade interior. “Evangelização e Caridade”, as duas faces de um mesmo mandato: o amor é inventivo até ao infinito e enviou-me a evangelizar os pobres.


P. Agostinho, CM

sábado, 27 de Setembro de 2014

Caridade e Missão (*)

27 de Setembro - S. Vicente de Paulo

“Que aquele que ama a Deus ame também ao seu irmão” (1Jo. 4, 21). Com estas palavras do Apóstolo João, desejo unir-me, pelo pensamento e pela oração, a toda a Família Vicentina, em acção de graças, pelo dom de S. Vicente de Paulo. Estas palavras do apóstolo foram ilustradas, de maneira luminosa, pela existência dos vossos Fundadores (Vicente de Paulo e Luísa de Marillac).
E foi assim, porque eles acreditaram no amor, e por isso, colocaram-se ao serviço de seus irmãos e irmãs. Que esta mesma fé seja luz e força no serviço dos mais abandonados e dos mais simples da nossa sociedade, geralmente desprezados em sua situação.
Procurando viver sob o signo da “Caridade e Missão”, quereis com toda a justeza assinalar aquilo que está no coração da herança que recebestes. Como deixei escrito na minha primeira encíclica, as figuras como Vicente de Paulo e Luísa de Marillac “continuam a ser modelos insignes de caridade social para todos os homens de boa vontade. Os santos são verdadeiros portadores de Deus na história, porque são homens e mulheres de fé, esperança e amor” (Deus caritas est, 40).

Por isso, eu vos exorto a que sejais audazes, no meio dos homens e mulheres do nosso tempo, para que os vossos compromissos em favor da pessoa humana sejam de facto manifestações do amor de Deus e não simples expressão de humanismo ou de filantropia.
A intuição de Vicente de Paulo em encontrar colaboradores nos sacerdotes, nas pessoas consagradas e nos leigos é um bem precioso que a Família Vicentina se compromete, a título justo, a desenvolver, para um melhor desempenho da missão da Igreja.
Desta maneira, vós sereis sempre muito eficazes, para que o Evangelho seja anunciado a todos e para que todo o homem possa reencontrar a sua dignidade de filho de Deus, no âmbito dum mundo unido e solidário. Que Deus vos ajude a permanecer sempre fiéis à herança que recebestes e a vivê-la com fé e generosidade!
Confio-vos à intercessão de S. Vicente de Paulo, de Santa Luísa de Marillac e de todos os santos e bem-aventurados de toda a Família Vicentina. Envio-vos, com todo o coração, uma afectuosa bênção apostólica.
Vaticano, 14 de Junho de 2010
(Bento XVI, papa)





(*) – Texto enviado pelo Papa-emérito, Bento XVI, ao Superior Geral da Congregação da Missão, por ocasião dos 350 anos da morte de S. Vicente de Paulo e de Sta Luís de Marillac)

terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Uma leiga na matéria


No passado dia 11 de Setembro foi celebrado, na capela do Seminário de São José, em Oleiros – Lagares, o dia do Santo e Mártir João Gabriel Perboyre. Mas não foi só a este santo que a cerimónia serviu como celebração.
João Soares, seminarista da Congregação da Missão, escolheu esse dia para anunciar o seu Bom Propósito. Mas vamos por partes.


Quem foi João Gabriel Perboyre?
João Gabriel Perboyre nasceu em Montgesty, no sul da França em 1802. Aos 15 anos entrou para o seminário de Montauban onde o seu tio e padre era reitor. Um ano depois, fez provas de firmeza da sua vocação, sendo o seu propósito: “Quero ser missionário…Oh, como é bela a cruz plantada em terra infiel e regada com o sangue dos apóstolos de Jesus Cristo”.
Foi nessa altura que entrou para o Seminário Interno da Congregação da Missão. Terminados os estudos, S. João Perboyre não pode ser imediatamente ordenado devido à sua tenra idade, isso só acontecera a 23 de Setembro de 1826. Um ano depois de ter sido ordenado, foi nomeado superior do Seminário de Saint- Flour e, em 1832, director do Seminário Interno, em Paris.


Ir para a China a fim de pregar Jesus Cristo
Quando estava no Seminário Interno S. João Perboyre recebeu a notícia do martírio do Padre Francisco Régis Clet, depois de longos anos de trabalho missionário na China. Anos mais tarde, aquando da chegada a Paris das relíquias do Padre Clet, João Perboyre exclamou perante os seus formandos: “Quisera eu ser mártir como Clet! Peçam a Deus que a minha saúde se fortifique para que eu possa ir à China a fim de pregar Jesus Cristo e morrer por Ele”.
E assim foi feita a sua vontade. A 1835 partiu para a China, permanecendo, inicialmente, 4 meses em Macau. João Gabriel de Perboyre não se deixou intimidar e lançou-se de corpo e alma à missão: aprendeu o idioma chinês, mandou rapar a cabeça, excepto um punhado de cabelo atrás, prolongado por uma trança postiça, e deixou crescer o bigode.


Primeiro missionário da China a ser canonizado
Entretanto foi denunciado e preso na perseguição de 1839. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser amarrado a uma cruz e estrangulado, no dia 11 de Setembro de 1840. Beatificado em 1889, João Gabriel Perboyre foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II em 1996. Festejado no dia da sua morte, tornou-se o primeiro missionário da China a ser declarado santo pela Igreja.


Bom Propósito: Momento de grande importância




No dia da morte de S. João Gabriel de Perboyre, o seminarista, e meu irmão, João Soares celebrou o seu Bom Propósito. Ou seja, perante Deus, perante os seus irmãos da Congregação da Missão revelou quais são as suas intenções no seu futuro e percurso na Congregação. Depois de um ano de Seminário Interno internacional, em Nápoles, o João, ao fazer o seu Bom Propósito, torna-se membro oficial da Congregação da Missão - Padres Vicentinos.
Foi uma cerimónia marcada pela emoção. Como irmã, estive presente neste momento de grande importância neste percurso bonito que o João tem feito. Tenho acompanhado o seu caminho e foi uma sensação de extrema felicidade e orgulho ver que o meu irmão deu mais um passo no compromisso com esta vida e vivência em Cristo e para Cristo, que por vezes é incompreendida.


A caminhada continua. Estamos todos contigo!


Agora segue-se uma nova fase para ele, depois do Seminário Interno e da proclamação do seu Bom Propósito, acontece a ida para Salamanca para terminar o curso de Teologia. Certamente será mais uma prova que terá de ultrapassar, como tantas outras que já foram ultrapassadas. Força irmão! Estamos todos contigo!
E citando Ricardo Reis, de que gosto muito como sabes, deixo-te aqui um poema de encorajamento:
“Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. / Sê todo em cada coisa. Põe quanto és / No mínimo que fazes. / Assim em cada lago a lua toda / Brilha, porque alta vive”.

Tua irmã


segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Jornadas Missionárias e III Jornadas Nacionais da Pastoral Juvenil


 Família, um projecto” foi o tema das Jornadas nacionais, missionárias e juvenis, promovidas pelas Obras Missionárias Pontifícias e pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, que decorreram no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, nos dias 20 e 21 de Setembro de 2014, com a presença de cerca de trezentos participantes, provenientes de várias Dioceses, de Institutos de Vida Consagrada e de muitos Grupos de Leigos que se dedicam à Missão.
Na senda dos importantes acontecimentos da vida da Igreja dos próximos tempos – Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos “Desafios pastorais sobre a Família no contexto da evangelização”, Assembleia Ordinária dos Bispos, em Roma, e Encontro das Famílias, em Filadélfia – fomos chamados a fazer um caminho de discernimento para procurar encontrar os meios pastorais que ajudem as famílias a enfrentar os desafios actuais com a luz e a força do Evangelho. A opção pela família nestas Jornadas tornou-se oportuna, urgente e desafiadora porque levou a um contínuo esforço de repensar a realidade da família de hoje em ordem a uma valorização, para que esta viva como proposta activa e modelo a seguir o amor doação, total e sem limites, Jesus Cristo.


Família, lugar por excelência da Missão
No dizer do papa Francisco “as famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade”. Assim, a família é escola insubstituível de afectos, valores e virtudes humanas e sociais, é ponto de partida e de convergência para a transformação e promoção da sociedade na dinâmica dos tempos. A família é o lugar por excelência da Missão, pois nela se faz o primeiro anúncio do Evangelho, se aprende a abertura ao outro, se descobre que somos irmãos e irmãs, que vivemos num mundo criado por Deus, a Família, por excelência.
Nestas Jornadas, com um leque alargado de palestrantes versando áreas diversas e transversais, longe de se ter em mente apontar respostas, pretendeu-se levantar questões que se colocam à família hoje nos vários campos da psicologia, da educação, da comunicação e da teologia, mergulhando numa reflexão sobre a Pastoral Familiar no contexto da evangelização; como enfrentar situações difíceis: uniões de facto, recasados; jovens e namoro-descoberta vocacional; família e voluntariado missionário; abertura à vida-natalidade, fecundidade, trabalho; desafios sociais e políticas familiares, sem esquecer o Evangelho e a missão da família.
Ao desencanto que nos pode assaltar quando constatamos o baixíssimo índice de fecundidade e o tão acentuado envelhecimento da população do nosso país, contrapomos a esperança que nasce quer do desejo de tantos em inverter tais situações quer da consciência política de alguns em pôr fim a medidas desconexas e sinais contraditórios e envolver muitos em novas opções de promoção da vida.


Conclusões
Para que a “Família se torne aquilo que é” na expressão feliz de S. João Paulo II, pede-se à família que seja santuário de vida pois esta é a única dádiva que renova o mundo; que descubra e valorize no seu todo e em cada um dos seus membros as 7 maravilhas do mundo: ver, ouvir, tocar, provar, sentir, rir e amar; que seja criativa como o Pai é Criador; que cumpra a sua missão educativa, no ser, no agir e na coerência do testemunho; que seja plataforma que cria relações verdadeiras e afectos honestos; que se abra ao bem comum, em comunidade e em corresponsabilidade; que seja lugar de amor e de alegria e guardiã da dignidade humana e da esperança do amanhã.
Aos servidores do bem comum e responsáveis pelas decisões socais e políticas exige-se que sejam amigos da família, que apostem na renovação das gerações, que promovam a valorização das pessoas e lhes ofereçam os meios para o crescimento e o desenvolvimento saudável e sustentável, no trabalho, na educação e na segurança e que permitam boas perspectivas de futuro.
Á Igreja pede-se que seja mãe, que esteja atenta, que abra os braços, que vá ao encontro e ajude as famílias a vencer as dificuldades para que vivam o projecto de Deus; que proporcione o encontro das pessoas e se torne fonte de vida para as famílias, para que sejam elas as protagonistas da evangelização para outras famílias.

Todos para todos
A família, como célula e um bem precioso é um projecto intentado, onde todos, como arquitectos e empreiteiros, num trabalho sempre inacabado e sempre desafiador a exigir responsabilidade, serenidade e mestria. Por vezes, esta obra de arte que é a família, é realizada no meio duma sociedade tantas vezes indiferente ou adversa ao que pensamos e queremos. Sempre, e agora mais do que nunca, em família e como família, onde todos são para todos, temos de caminhar juntos, sendo testemunhas fortes e credíveis, portadores de luz e esperança. As próximas Jornadas serão em Fátima nos dias 19 e 20 de Setembro de 2015.

Envio em Missão

Na Eucaristia internacional, presidida por D. José Traquina, foram enviados cinco missionários. Dois irão para as Missões “Ad Gentes” e três, para as Missões Populares. Estes e todos nós, à luz da mensagem do Evangelho do 25º domingo comum, somos chamados a ser trabalhadores da Vinha do Senhor. Ele convida, Ele continua a chamar a qualquer hora do dia, Ele envia em Missão: “Vinde vós também para a minha Vinha!” “Ide e fazei meus discípulos!”. “Eu estarei sempre convosco!”


quarta-feira, 10 de Setembro de 2014