sábado, 16 de junho de 2018

Reunião do Setor das Missões Populares


Terminado o ciclo das Missões Populares deste Ano Pastoral, convidei a todos os que estivessem interessados para uma reflexão acerca deste Setor da nossa pastoral. Esta teve lugar no Seminário de S. José, no dia 11 de junho.
Assim, foram convidados os confrades, particularmente os que fizeram parte das equipas missionárias, os párocos onde se realizaram as missões, as irmãs e os leigos que nelas participaram. Fomos 12 os participantes. De referir os apontamentos enviados por escrito do Pe Ricardo, Vouzela, que não conseguiu estar presente.
Esta reunião serviu para fazer uma avaliação das missões realizadas, para abordar a Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa: “Todos, Tudo e Sempre em Missão”, e ainda partilha de sugestões em vista de um aprofundamento do estilo a seguir nas nossas missões.
Foi uma manhã interessante, devido às aportações que cada um deu e ao convívio entre todos.

A Missão vista pelo Sr João


Aqui vai a minha impressão sobre as Missões Populares aqui em Vouzela, orientadas pelos Padres e Irmãs Vicentinos. Assisti a parte do programa que me foi proposto de 12 a 27 de Maio: Tertúlia, Palestras às 21,00 horas no Instituto Marista na primeira semana e às missas da segunda semana.

Primeira Semana:
12 de Maio, Tertúlia na Igreja de São Frei Gil:
 - Acolhimento simpático e boa presença do casal Mário e Helena. Boa apresentação da Raquel. Ótimas intervenções tanto da Mesa como da Assistência.
Assuntos atuais com uma grande abrangência; escola, alunos, professores, sociedade, educação, gerações mais novas, mais velhas, etc.
Gente muito bem preparada para estes assuntos, local bem escolhido, pena a igreja não estar aquecida. Aos velhotes arrefeceram-lhes os pés.
 - Não estive presente no domingo e feriado de segunda-feira, nem nas missas, terços e procissão com o Senhor bispo, D. Ilídio.
 - De terça a sábado estive às 21,00 horas no Instituto Marista, no segundo grupo do primeiro andar com o Irmão Leal.
Foi muito bom, muito belo e posso dizer muito agradável e profundo: grupo pequeno, sentados à volta de uma pequena mesa redonda, à mesma distância uns dos outros e voltados para o centro.
A mesa decorada apenas com a Bíblia e um crucifixo ou outro símbolo religioso; sem um mestre com um quadro ou uma projeção a indicar o que terceiros têm que fazer, sem cadernos para apontamentos, nada disso. Ali estávamos só nós, de igual para igual a falar de Jesus, da sua vida e da nossa. Alguém pegava na Bíblia, lia uma passagem e todos compreendiam e intervinham.
Havia gente com cursos superiores, médios e até uma senhora, que ela mesma, se dizia analfabeta e que nos falava das missas em latim, que ainda nos fez rir e assim podemos aprender todos uns com os outros.
Quem estivesse de fora poderia ver ali um grupo dos primeiros Cristãos que se juntaram no fim do dia de trabalho, na casa de um deles, sentados à mesa para falar de Jesus e das coisas de Deus. Será uma visão romântica? Pois será. Mas foi mesmo o que eu senti e que me dava ânimo para vir no dia seguinte.
Sentíamo-nos todos importantes, todos iguais, todos ao mesmo nível.
E acho que na Europa já houve a igreja das multidões, das igrejas cheias, dos largos a abarrotar quando vinha o bispo ou alguém importante. Hoje e de futuro não será mais assim.
Acho que a igreja doméstica e estes pequenos grupos irão ser o futuro nos tempos que se aproximam.
Deixe-me citar o Pe. Tolentino de Mendonça no seu último livro saído no mês passado.
                   “ Nem por acaso Jesus colocou a mesa no centro da celebração da fé cristã. Porque é que existe a mesa? Porque é que nos sentamos à mesa uns com os outros para tomar a refeição? Não será apenas por razões materiais e económicas, mas sobretudo por razões de vida. Sentamo-nos juntos em torno do alimento, porque nos alimentamos não só de comida, mas uns dos outros. Temos uma verdadeira necessidade da presença, da hospitalidade, da palavra, do cuidado e do afeto dos outros. À volta da mesa reconhecemo-nos melhor, alimentamo-nos mutuamente com um alimento invisível: o da relação.”
Ou o Cardeal António Marto em entrevista ao Expresso este sábado:
“Que se procure superar a cultura da indiferença, promovendo a cultura do encontro, da
 proximidade. Uma cultura do acolhimento, da atenção, da partilha.”
Estes dois doutores da Igreja, o rev. Pe. Bruno com as duas irmãs e os missionários de S. Vicente de Paulo afinal parecem apontar-nos o mesmo caminho. E até o lema dos grupos foi “Em Caminho”.
Pois então queridos amigos vamos em frente, vamos caminhando e o Pe. Bruno volte mais vezes.

A segunda semana foi mais clássica:
Todas as noites missa na Matriz às 20,30 horas e missa de encerramento na igreja da Misericórdia.
Foi tudo muito bom, muito simples. Temas diários interessantes e que têm muito a ver connosco e com o nosso compromisso religioso. “As pregações”, que não foram nada disso, bem pelo contrário, foram mais umas parábolas, umas histórias, verdadeiras algumas outras nem tanto, mas sempre adequadas aos assuntos tratadas no dia, assim naquele jeito de Jesus a ensinar os apóstolos…
Esteve muito bem Pe. Bruno, felicito-o  pela simplicidade das suas intervenções, que não deixaram de ser profundas, agradáveis e que ainda hoje recordo.
Nesta semana apareceu mais gente. A igreja esteve compostinha. E se não vieram mais a culpa também foi nossa. Eu próprio me penitencio. Na quinta-feira fiz um convite especial à minha esposa e como o tema era Maria e sabendo-a devota fomos de tarde cortar cada um a sua flor para levar, mas uma dor de cabeça estragou tudo. Fica para a próxima.
Os cenários nas missa estavam bonitos. Até o poço do encontro de Jesus com a Samaritana lá estava  e com água e tudo.
O Pe. Bruno disse ter gostado dos monitores; nós também.
Estive ainda na missa das 15,00 horas na Unidade de Cuidados Continuados, local que a paróquia muito acarinha. Como estava um sol radioso e uma temperatura muito amena fez-se a missa ao ar livre para consolo de todos aqueles queridos doentes, que naturalmente ficaram radiantes.

A missa de encerramento foi no sábado com a presença dos grupos e toda a comunidade estava feliz. Ficamos com a cruz comemorativa, bem linda por sinal. Depois dos agradecimentos da comunidade, materializada pelo Pe. Ricardo vieram as palmas merecidas e verdadeiras para os nossos queridos companheiros de caminhada; este grupo da Missão Vicentina que nos visitou.
Bem-haja pelo vosso trabalho.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

PARTILHA DA IRMÃ ISOLINDA


Tive a honra e o privilégio de participar na Missão Popular que decorreu em Vouzela de 13 a 27 de Maio, orientada pelos Padres Vicentinos, também chamados Padres da Missão. Digo que tive o privilégio, porque fazer missão é ter uma oportunidade para experimentar até onde nos leva o nosso ADN cristão, é pôr à prova a nossa capacidade de anunciar Jesus Cristo e de se sentir verdadeiramente seu discípulo missionário. É, por isso, um privilégio, uma grande graça, para quem se dispõe a participa numa missão – e por isso eu, particularmente, me sinto agraciada por me ter sido possível nesta participar.

Ao longo das duas semanas, durante o dia, muitas vezes subimos e descemos as ruas daquela Vila, não só para falar com quem nos cruzávamos, mas também para visitar enfermos, idosos e outros que por qualquer motivo estavam retidos em casa, para lhes abrir a porta da fé e da esperança com um sorriso, uma palavra amiga e reconfortante, enfim, para lhes levar Jesus eucarístico e deixar um sinal de fé na Medalha Milagrosa que cada um recebeu.

Do mesmo modo, visitámos e celebrámos a fé com os utentes do Lar da Misericórdia e dos Cuidados Continuados; cantámos, rezámos e testemunhámos entre todos a alegria que nos vem de Cristo. Visitámos as Escolas, desde a Infantil à Básica e à Profissional; passámos por muitas turmas, cantámos e rezámos com eles, escutámos muitos alunos, respondemos às suas dúvidas, falámos da fé em Deus, Criador e Senhor e procurámos deixar um testemunho de alegria, compreensão, fraternidade e amor.

Tudo isto se foi realizando durante o dia. E, à noite, havia outras oportunidades para a população: na primeira semana, os mais disponíveis, refletiram e partilharam a sua fé em grupo, formando as comunidades. Na segunda semana, a mesma fé continuou a ser vivenciada, agora em dimensão celebrativa, na Igreja Matriz da Vila, para toda a população que quis participar. Em cada noite houve uma celebração temática, para fazer reviver os principais sinais da realidade transcendente da nossa fé cristã. E porque tudo aconteceu entre a festividade do Pentecostes e a Festa da Santíssima Trindade sentimos, de modo particular, a divina Presença das graças do Espírito e das bênçãos da Santíssima Trindade em todos os trabalhos desta Missão Popular.

Porém, a Missão não terminou. Com ela, apenas se abriu caminho, apenas se descortinaram horizontes do muito que é preciso continuar a fazer, não só com as gentes e os jovens de Vouzela, mas com muitas outros que esperam por alguém…

Haja muitos operários que se queiram alistar na messe da Missão Popular! : “Mandai, Senhor, operários para a vossa Messe…”

Ir. Maria Isolinda, Mrscj.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Testemunho da Irmã Valdivania


Uma missão intercongregacional e internacional com o Padre Bruno, Vicentino, a Irmã Isolinda, Missionária Reparadora do Sagrado Coração de Jesus; e a Irmã Valdivania, Filha da Caridade de São Vicente de Paulo - Brasileira.

“Que a alegria do Evangelho brilhe em primeiro lugar em vossas faces, tendo um testemunho alegre” (Papa Francisco). Foi nesta disposição que chegamos a esta vila de Vouzela, onde fomos muito bem acolhidos com muita alegria pelo o Padre Ricardo e por toda a comunidade. Não tivemos uma missão de quantidade, mais de qualidade! E conseguimos chegar um pouco a todas as idades. Durante a primeira semana visitamos a escola secundária, lar e unidade de cuidados continuados. 

Na escola o tema que levamos para conversar com essa malta foi: a vida e a família. A passagem bíblica que serviu de apoio foi: “Eu sou o caminho á verdade e a vida”. Houve reflexão e questões, inquietação quando o assunto é família, pois já começa a não ser referência nas suas vidas.

No lar conversamos e cantamos, alegrando aquelas vidas tomadas de sofrimentos, pelo peso da idade ou por doenças. Também houve celebração da Eucaristia, e, no final falei sobre a Medalha Milagrosa oferendo uma a cada utente.

À noite as comunidades reuniam-se para conversar sobre os temas da Missão:  1) A religião preocupa-nos? Ela o que é? 2) Jesus o Filho de Maria é o Redentor. 3) Maria Mãe da família cristã. 4) Nós que cremos em Jesus, formamos uma grande família. Percebi muito interesse por parte dos animadores e de todos os que estavam a participar.

Já na segunda semana visitamos a escola profissional. Lá encontramos muitos jovens batizados mais com grandes questões. Deus existe? Ou melhor, como existe Deus se há tanta maldade neste mundo? Outros descrentes que não participam da vida da Igreja. À pergunta: quem é Deus para você? um jovem respondeu que é uma pessoa isolada! Constatamos que falta um referencial nestas vidas.

Na escola básica tivemos momentos com alunos do primeiro até ao sexto ano. Eles colocavam questões acerca da nossa vocação: porque ser padre ou ser freira, então aí apresentávamos o nosso testemunho. Eles ficavam muito atentos.

Também fizemos varias celebrações temáticas onde a participação foi muito pouca. Visitamos varias doentes levando palavras de ânimo e a Comunhão.

Tudo foi pensado por Deus, que nos guiou com sua força e presença em cada momento da Missão. Era nítida a alegria presente no rosto de cada pessoa que participou.

Agradeço imensamente o convite e posso afirmar que aprendi muito nestes dias com tudo que vivi.


Irmã Valdivania, FC

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Conferência Episcopal convoca Ano Missionário especial, com início em outubro

A Conferência Episcopal Portuguesa convocou um Ano Missionário em todas as dioceses católicas do país, de outubro de 2018 a outubro de 2019, respondendo a uma iniciativa do Papa Francisco.
“Ao longo deste Ano Missionário, de outubro de 2018 a outubro de 2019, façamos todos – bispos, padres, diáconos, consagrados e consagradas, adultos, jovens, adolescentes, crianças – a experiência da missão. Sair. Irmos até uma outra paróquia, uma outra diocese, um outro país em missão, para sentirmos que somos chamados por vocação a sermos universais”, refere a Nota Pastoral ‘Todos, Tudo e Sempre em Missão’, divulgada na solenidade de Pentecostes, este domingo.
O documento surge depois de o Papa Francisco ter convocado um “mês missionário extraordinário” para outubro de 2019, por ocasião do centenário da Carta Apostólica Maximum Illud, de Bento XV.
“Acolhendo com alegria a proposta do Papa Francisco de um Mês Missionário Extraordinário para toda a Igreja, nós, Bispos portugueses, propomo-nos ir mais longe e celebraremos esse mês como etapa final de um Ano Missionário em todas as nossas Dioceses, de outubro de 2018 a outubro de 2019”, assinala a CEP.
Os responsáveis católicos de Portugal esperam que esta iniciativa promova “um maior vigor missionário em todas as dioceses, paróquias, comunidades e grupos eclesiais, desde os adultos aos jovens e crianças”.
A nota pastoral defende a necessidade de passar de uma “pastoral de mera conservação” para “uma pastoral decididamente missionária”.
“Trata-se de colocar a missão de Jesus no coração da própria Igreja, transformando-a em critério para medir a eficácia das estruturas, os resultados do trabalho, a fecundidade dos seus ministros e a alegria que são capazes de suscitar, porque sem alegria não se atrai ninguém”, precisa o texto.
A CEP sublinha que as mudanças em curso na sociedade exigem uma “renovação missionária”, reforçando o apelo à criação de Centros Missionários Diocesanos e Grupos Missionários Paroquiais.
“Que a missão universal ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã, que nos animem a ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”, apelam.
Os bispos católicos de Portugal desejam que a formação missionária esteja presente na catequese e nos currículos dos Seminários e das Faculdades de Teologia.
O Papa Francisco indica quatro dimensões para prepararmos e vivermos o Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019:
  • Encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na sua Igreja: Eucaristia, Palavra de Deus, oração pessoal e comunitária.
  • Testemunho: os santos, os mártires da missão e os confessores da fé, que são expressão das Igrejas espalhadas pelo mundo.
  • Formação: bíblica, catequética, espiritual e teológica sobre a missão.
  • Caridade missionária: ajuda material para o imenso trabalho da evangelização e da formação cristã nas Igrejas mais necessitadas.
Estas dimensões de oração, reflexão e ação propostas pelo Santo Padre, assim como o tema do Dia Mundial das Missões em 2019 – “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo” – estarão presentes nas várias iniciativas diocesanas ao longo de todo o Ano Missionário, sempre centrados na Palavra e na Eucaristia.

texto retirado da agencia.ecclesia.pt

quarta-feira, 16 de maio de 2018

VOUZELA está a viver a Missão Popular


Foi no dia 14 de maio que teve início mais uma Missão Popular Vicentina, na Paróquia de Vouzela. É pároco o Pe Ricardo, que tem também ao seu cuidado pastoral as anteriormente missionadas, Cambra e Carvalhal Vermilhas. O envio dos missionários coincidiu com a Eucaristia festiva do S. Frei Gil, santo da terra, e por isso mesmo feriado municipal.

A equipa missionária é constituída pelo Pe Bruno, padre vicentino da comunidade de Viseu, pela irmã Valdivânia das Filhas da Caridade, a residir em Cucujães, e pela irmã Isolinda, das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, e a viver atualmente em Portalegre.

As Assembleias Familiares foram todas constituídas na Casa dos Irmãos Maristas, com os vários Animadores, para aí aprofundarem os temas das catequeses da Missão. Houve já a visita e a celebração no Lar de idosos, bem como visitas aos doentes.

É hora de dizer que a Missão está na rua! Unidos na oração.

terça-feira, 8 de maio de 2018

TESTEMUNHO DA MISSIONÁRIA TERESA MATOS


MISSÃO POPULAR VICENTINA
Cambra e Carvalhal de Vermilhas 22 de abril a 06 de maio 2018

Cada vez que colaboro numa Missão Popular descubro com mais clareza os sinais do Amor de Deus, a grandeza e beleza que Ele põe no coração de cada um de nós.

A maneira como se vai transformando cada pessoa que encontramos à medida que a Missão vai decorrendo, é prova de que vale a pena o nosso esforço e disponibilidade para servir. Aquele olhar apreensivo perante os missionários desconhecidos que chegam, depressa se converte num olhar carinhoso, num sorriso acolhedor, num gesto amigo. Receberam cada um de nós como quem recebe um familiar, começando pelo Senhor Padre Ricardo que muito se preocupava para que nada faltasse à equipa missionária. Todos estes gestos revelam a força da ressurreição de Jesus que há pouco celebrávamos na Páscoa.

Evangelizar através da nossa presença, da alegria que contagia os corações, como ouvíamos dizer. Vós deixais as pessoas de coração a transbordar!

É esse o objectivo de cada Missão. Ser Evangelho vivo, oferecer a nossa disponibilidade, o nosso saber e vontade ao serviço do Senhor, nos irmãos particularmente nos mais pobres. ´Sempre foi esse o objectivo de S Vicente de Paulo, socorrer os pobres e infelizes! Seguimos o seu exemplo em cada Missão. Visitamos os doentes e idosos, os deficientes, as crianças.

Nada acontece por acaso. Foi este o local certo e a hora certa para se realizar a Missão. Encontramos olhares caídos, rostos tristes, marcados pela dor de quem viu o incêndio levar o esforço duma luta diário para angariar o sustento de cada dia. Em alguns casos até o tecto para viver.

Como em qualquer Missão, encontramos animadores receosos, inseguros como os discípulos a caminho de Emaús cheios de medo e desânimo provocado pela derrota de seu líder, Jesus, que se deixou morrer cravado na cruz.

Ardia-lhes o coração pelo caminho quando o desconhecido, Jesus, falava das escrituras, mas como para eles só contava o que os seus olhos viam, não descobriram que era Ele que os acompanhava. Quando O reconheceram voltaram a transbordar de alegria, de olhar puro e coração aberto levando a notícia, a Boa Nova. “Vimos o Senhor”! É este o sentimento que fica no coração do povo de Cambra e Carvalhal de Vermilhas particularmente nos animadores e visitadores que manifestaram vontade de continuar com as assembleias. Viver o encontro, a união, fruto da presença de cada um, da partilha, da preocupação pelos que mais sofrem.

É esta a certeza de que Jesus está vivo no meio de nós e nos dá força para avançar corajosamente. Somos instrumentos nas mãos do Artista. Ele fez e continua a fazer maravilhas pelas nossas mãos. Cada assembleia onde reunimos é um elo que estreita os laços de amizade, da alegria da presença amiga que nos torna mais irmãos levando ânimo aos que carregam o peso do sofrimento, seja qual for a espécie.

Ao fazer o balanço do nosso trabalho verifiquei que foi muito positivo. O Senhor serviu-se de nós para realizar a Sua Obra!

Mas continua a convidar; “A ceara é grande”. “Ide por todo o mundo”. Há outras cearas a trabalhar. A ceara jovem que precisa de semeadores a seu jeito. Não nos cansamos de dizer: não aparecem, tem outras preferências, redes sociais com jogos que os absorvem… Mesmo assim as crianças e jovens são a certeza do amanhã! São espectaculares, andam à procura de quem lhe mostre novos horizontes, de quem os ajude a abrir outros caminhos. Nós, tal como as virgens insensatas, muitas vezes não nos preocupamos se a nossa lâmpada tem azeite para iluminar. O que importa é estar, é ter lâmpada mesmo sem azeite. Jesus quer mais. O nosso olhar atento para ver o que fazer e como fazer para cativar a nossa juventude. Também aqueles que estão fora do nosso espaço e por vezes nos incomodam. Os afastados, os revoltados, os semeadores do erro, os desinteressados que são tantos. “Abri de par a par as portas a Cristo” dizia S. João Paulo segundo. É esse o segredo que cativa. Abrir as portas do coração para que todos nele tenham lugar.

Não podemos perder a esperança. Penso que não se esgotaram as possibilidades de mudança.

Com tanta tecnologia, tanta gente formada, porque não juntar-se um grupo de arrojados que comecem a inventar formas de cativar os jovens e crianças, desviando a sua atenção para outras fontes? Por exemplo criar jogos e fazê-los entrar nas ditas redes onde as crianças e os jovens sem darem conta vejam algo de diferente, de belo, Obra do Criador que os cativa desviando-os dessa oferta mundana que destrói e conduz por caminho vazios de valores, sem os quais é difícil encontrar felicidade. Vai ser difícil mas não impossível.

Inventar até ao infinito!
Teresa Matos
08/05/2018