quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

MENSAGEM DO SUPERIOR GERAL PARA A QUARESMA

Carta da Quaresma 2018
Maria, modelo preeminente que nos mostra o caminho para chegar a Jesus.


A todos os membros da Família Vicentina
Meus queridos irmãos e irmãs em São Vicente,
A graça e a paz de Jesus estejam sempre conosco!

Com a Carta do Advento de 2016, começamos a refletir sobre os pilares da espiritualidade de São Vicente: a Encarnação, a Santíssima Trindade e a Eucaristia. Nesta carta da Quaresma, meditaremos o quarto pilar, sobre a Bem-aventurada Virgem Maria.
No início desta Quaresma, quarenta dias com Jesus no deserto, gostaria de convidar a cada um de nós para encher o coração de fervor, confiança, disponibilidade e com todo o amor que um filho ou uma filha podem ter por sua mãe. Possamos também assumir, renovar ou aprofundar a nossa constante afeição a seu respeito graças as três etapas que nos ajudarão a nos aproximar de Maria, nossa Mãe do Céu, modelo preeminente que nos mostra o melhor e mais curto caminho para chegar a Jesus, objetivo da nossa vida e do nosso tudo!

 

A) Rezar o terço diariamente

Com Maria, meditamos as diferentes etapas da vida de Jesus. Maria caminha conosco, nos acompanha, nos encoraja e nos inspira! Aonde quer que vamos, tenhamos sempre conosco um terço, seja no bolso ou na bolsa, em forma de anel ou de pulseira para tê-lo ao nosso alcance em qualquer momento do dia. Podemos rezá-lo na capela, na rua, esperando o ônibus, o metrô ou o trem, conduzindo um automóvel, caminhando, esperando na fila. Tenhamos sempre um terço conosco.
São Vicente expressa sua profunda convicção na proteção de Maria:
Deus concedeu-me sempre a confiança de que ficaria livre, pelas assíduas orações que lhe fazia e à Santíssima Virgem Maria, por cuja única intercessão creio firmemente ter sido libertado”[1].
“… Todos estão passando bem, nos quatro lugares onde se realiza a missão, como também aqui. Parece assim que Nosso Senhor terá piedade desta pequena Companhia, pela intercessão da Santíssima Virgem que mandamos visitar, para esse fim, pelo Padre Boudet, em Chartres”[2].

 

B) Fazer sempre mais nossas, as virtudes de humildade e castidade, a exemplo de Maria.

São Vicente de Paulo nos deu Maria como exemplo de todas as virtudes, contudo, dentre elas, enfatizou duas em particular: a humildade e a castidade.

Humildade
Entre todas as criaturas do Céu e da terra, não há ninguém mais conhecida, venerada ou que, com tanta frequência, nos foi dada como exemplo. Não há outra pessoa em quem Deus, através de Jesus, tenha depositado mais confiança. Maria jamais pensou, nem mesmo um só instante, que tivesse algum mérito, mas ela considera que todo o seu ser e tudo o que possui é graça, dom, sinal de misericórdia vindos da parte de Jesus. A mãe está abaixo do seu Filho, e não acima dele. Maria deu à luz a Jesus, cuidou d’Ele desde a manjedoura, trocou as fraldas, amamentou e o educou até atingir a idade adulta. Em tudo o que Maria fez e faz ainda hoje, ela nos leva sempre para Jesus.
“…recorrei à Santíssima Virgem, pedindo-lhe que vos obtenha do seu Divino Filho, a graça de participardes da sua humildade que a impeliu a chamar-se escrava do Senhor no momento em que era escolhida para Mãe de Deus. O que foi que levou Deus a contemplar a Virgem? Ela própria o disse: ‘A minha humildade’. Deixo isto à vossa consideração, tendo a Santíssima Virgem tanto amor à humildade, alcançará do Senhor esta graça àquelas que lha pedirem!”[3]

Castidade
Jesus nos dá a chave para saber viver a pureza do pensamento, da palavra e da ação. Jesus nos pede para permanecermos atentos: “Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isto sim o torna impuro” (Mateus 15,11). Tudo começa em nosso coração e na nossa mente.
Peçamos a Jesus para que esteja, desde o início, presente em nossos pensamentos, sentimentos e ideias, e nos ajude a filtrá-los através dos seus pensamentos, suas atitudes e ações. Logo, o que procede dos nossos pensamentos se manifestará através das palavras e ações que refletirão os comportamentos, os sentimentos e os pensamentos de Jesus. Assim sendo, a pureza estará presente e será experimentada em nossa vida.
Tende especial devoção à direção exercida pela Santa Virgem sobre a pessoa de Nosso Senhor e tudo irá bem”[4].
De outro modo, os pensamentos, sentimentos e ideias que não são filtrados por Jesus nos conduzirão à direção oposta. Ficaremos vulneráveis à influência do maligno, cujo objetivo está claro: destruir em nós tudo o que vem de Deus; destruir nossa relação com Jesus. Satanás quer colocar-se no lugar de Jesus e influenciar os pensamentos de onde surgem nossas palavras e ações, de modo que, através da nossa oposição à castidade e à pureza, deformemos nosso belo ser, nosso bom coração criado a imagem de Deus.
“ … o segredo de vosso coração, que eu desejo na verdade seja todo de Nosso Senhor, e peço à Santíssima Virgem tomá-lo e levá-lo até ao céu e colocá-lo junto ao seu e ao de seu caro Filho”[5].

 

C) Divulgar a mensagem e propagar a devoção à Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, com um zelo renovado.

Depois da Cruz, a Medalha Milagrosa é o símbolo cristão mais difundido no mundo. No entanto, muitas pessoas ainda não tiveram a ocasião de conhecê-la, de descobrir a mensagem de Maria, de receber e usar a Medalha. Por isso, elas não pedem as graças que têm para receber de Jesus, como Maria ensinou à Santa Catarina Labouré, Filha da Caridade, durante as aparições de 1830, na Capela da Casa Mãe, na rua du Bac, em Paris.
Vinde aos pés deste altar, aqui as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que as pedirem com confiança e fervor”.
Os raios são símbolos das graças que derramo sobre as pessoas que m’as pedem”.
Nesta Quaresma, gostaria de convidar a refletir, rezar e estudar as possibilidades disso em todos os nossos locais de serviço: paróquias, hospitais, dispensários, escolas, universidades, missões e missões paroquiais… Em outras palavras, onde a Medalha Milagrosa não é conhecida, onde as pessoas ainda não a receberam, coloquem em prática as seguintes ações:
- Distribuir Medalhas Milagrosas;
- Dar Medalhas, acompanhadas de um folheto com breves explicações da história e da mensagem da Medalha Milagrosa;
- Criar um grupo local da Associação da Medalha Milagrosa que fará parte da Associação Internacional da Medalha Milagrosa, ramo da Família Vicentina presente em muitos países do mundo.

Encorajem a fundação de um novo grupo da Associação da Medalha Milagrosa na sua paróquia com a permissão do pároco, nos hospitais, nos dispensários, nas escolas e nas universidades com os funcionários, professores e alunos, durante as missões paroquiais e em outras missões, nas quais os diferentes ramos da Família Vicentina participam através da organização e coordenação… Convidem as pessoas para fazerem parte e se tornarem membros do grupo.
Em muitos países onde a Associação da Medalha Milagrosa está presente, há um Conselho Nacional que a coordena e reúne todos os diferentes grupos existentes no país. As Associações Nacionais da Medalha Milagrosa estão vinculadas à Associação Internacional da Medalha Milagrosa, coordenadas por um Subdiretor, o Padre Carl Pieber, CM. Pela adesão à Associação da Medalha Milagrosa, os membros se apoiam mutuamente através da oração, comprometem-se com a divulgação da Medalha Milagrosa e praticam gestos de solidariedade.
Para realizar isto, o Secretariado Internacional da Associação da Medalha Milagrosa ajudará com prazer aqueles que precisarem de apoio, de informações ou sugestões para começar um grupo local. Se no país onde se deseja criar um novo grupo da Associação da Medalha Milagrosa já existam outros grupos ou uma estrutura nacional da Associação, o Secretariado Internacional colocará em contato uns com os outros. Se no país não existe uma estrutura nacional ou grupos locais, o Secretariado Internacional da Associação fornecerá todas as orientações necessárias para começar um novo grupo.
A Associação Internacional da Medalha Milagrosa tem uma página web em seis idiomas, onde se encontram muitas informações, incluindo as etapas para começar um novo grupo. O endereço do site é: www.amminter.org. Em caso de necessidade para qualquer tipo de assistência, favor escrever para: mmainfo@famvin.org.
Ao refletir sobre a criação de novos grupos da Associação da Medalha Milagrosa em um determinado país, lembremo-nos que o desejo profundo de Maria é propagar a Medalha Milagrosa até os confins da terra. Nossa Senhora nos assegura que, se pedirmos as graças a Jesus, nós as receberemos! Entremos nesta aventura maravilhosa, sejamos a voz de Maria que expressa o amor incondicional de Jesus a cada pessoa em particular, com palavras e ações.
“Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança”.
Que os quarenta dias com Jesus no deserto produzam abundantes frutos. Que os quarenta dias com Jesus no deserto possam renovar e tornar mais profunda a nossa relação com Maria, nossa Mãe do Céu, e nos aproximar cada vez mais dela.
- rezemos o terço diariamente;
- façamos sempre mais nossas, as virtudes de humildade e castidade, a exemplo de Maria:
- divulguemos a mensagem e propaguemos a devoção à Nossa Senhora da Medalha Milagrosa com zelo renovado;

Que os quarenta dias com Jesus no deserto possam renovar o nosso coração e nos abrir às “ressurreições” diárias, isto é, passar da morte à vida em vista da nossa Ressurreição final!
Seu irmão em São Vicente,
Tomaž Mavrič, CM
Superior geral

 

Notas:

[1] SV, vol. I, pág.7; Carta 1 ao Senhor de Comet em Dax
[2] SV, vol. I, pág. 402-403; Carta 249 a Roberto de Sergis, em Amiens, novembro de 1636.
[3] SV, conf, de 14 de julho de 1658, sobre a humildade, a caridade, a obediência e a paciência, (Regras Comuns, artigo 42), pág. 801.
[4] SV, vol. II, pág. 154; Carta 488 a Jacques Chiroyer, em Luçon, de outubro de

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Relembrando um ano de jubileu...

Ao longo do ano que passou várias foram as ações jubilares dos 400 anos do Carisma Vicentino e dos 300 anos da presença da Congregação da Missão em Portugal. Fica o video com algumas memórias...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Aniversário da Fundação da Congregação da Missão


25 de janeiro foi sempre comemorado por S. Vicente como o momento decisivo e determinante da sua vida e vocação, como da existência da Congregação da Missão. Esta data é um facto histórico na sua vida. Nasceu do sermão de Folleville.
 “No dia da conversão de São Paulo, dia 25, aquela Senhora (de Gondi) pediu-me que fizesse um sermão na igreja de Folleville para exortar os moradores a uma confissão geral; e assim o fiz. Demonstrei a importância e a utilidade da confissão, ensinando depois o modo de fazê-la bem. Deus levou tanto em conta a confiança e a boa fé daquela Senhora (porque o grande número e a enormidade dos meus pecados teriam impedido o fruto de tal ação), que abençoou a minha pregação, e aqueles bons camponeses ficaram tão tocados por Deus que todos vieram fazer a sua confissão geral. Continuei a instruí-los e a dispô-los aos sacramentos e comecei a confessá-los. Mas a afluência foi tanta que, não podendo dar conta com um outro padre que me ajudava, a Senhora mandou pedir aos padres jesuítas de Amiens que viessem em nosso socorro. Escreveu ao reverendo padre reitor que veio pessoalmente. E, como não pôde ficar senão por pouco tempo, mandou, para trabalhar em lugar dele, o reverendo Pe. Fourché, da mesma Companhia, o qual nos ajudou a confessar, pregar e catequizar e achou, por misericórdia de Deus, modo de ocupar-se. Fomos depois a outros povoados que pertenciam à Senhora naquela região e fizemos como no primeiro. Houve grande afluxo de gente e Deus deu por toda a parte a sua bênção. Eis a primeira pregação da Missão e o bom resultado que Deus deu no dia da conversão de São Paulo; por certo Deus não o fez nesse dia sem um desígnio preestabelecido” (SVP, XI, 4-5).

É este acontecimento que deu origem ao Jubileu que estamos agora a encerrar, bem como o dos 300 anos da presença da CM e do carisma vicentino em Portugal.
A Congregação da Missão nasceu da experiência de São Vicente, que, na descoberta de Cristo presente nos pobres, se consagrou inteiramente ao serviço dos pobres. Por isso, o espírito da Congregação é a participação no espírito de Cristo Evangelizador dos pobres. E é dele que Deus se vai servir para, através das suas fundações, estar ao serviço dos mais necessitados. Também S. Vicente vai descobrir a Jesus presente no pobre, e vai afirmar que “eles são os senhores e os amos”. Também ele sofreu uma transformação radical em contato com Cristo presente nos pobres, nas crianças abandonadas, nas galés, no povo abandonado nas aldeias, na falta de conhecimento das verdades da fé… e a partir daquele momento não poderia mais ser o mesmo, nem estar fechado no seu mundo, nos seus interesses, e vai tornar-se o grande evangelizador, pela palavra e pela caridade.

Que neste dia de ação de graças, tenhamos bem presente a Congregação em geral, a Província Portuguesa e todos os que vivem o carisma vicentino, e por todos os que ao longo destes 400 anos e 300 em Portugal deram continuidade à obra e missão de S. Vicente de Paulo. 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Programa Ação Colaborativa (PAC)

Realizou-se este fim de semana o 1º Encontro de Formação do programa de Ação Colaborativa para a Família Vicentina. Participaram 34 pessoas dos vários Ramos da FamVin. Esta formação, organizada pela Equipa Internacional da FamVin, tem como finalidade ajudar os vicentinos a buscar ferramentas para que o serviço aos pobres seja cada vez mais em COLABORAÇÃO. Assim, são cinco os módulos do curso: Iº Vicentino como Visionário; IIº Vicentino como Contemplador; IIIº Vicentino como Colaborador; IVº O vicentino como Catalizador; Vº Vicentino como Servidor.  Os Formadores, Pe Álvaro, Ir Marcia, Fernanda Capitão, Dina Perpétua e ToZé Clemente procuraram dinamizar o encontro, que foi avaliado por todos como muito positivo. Também a equipa de logística realizou um excelente trabalho, estando presentes a Ir. Maria e Lurdes e a Arlete. 
Os próximos cursos serão: Funchal (2 a 4 fevereiro); Mem Soares (25 a 28 maio); Felgueiras (8 a 10 junho)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Missão Orgens - Testemunho das Missionárias

EVANGELIZAR É NOSSA MISSÃO

Desde o nosso baptismo que, embora pela voz dos nossos padrinhos, assumimos a missão de evangelizar. Fomos crescendo na fé aprendendo a abrir o coração àqueles que fazem parte do mundo que nos rodeia e sentem necessidade de partilhar as suas dificuldades. Nem sempre temos consciência da grandeza da nossa missão de evangelizadores. “Ide e ensinai”! É um mandato do Senhor! Nem sempre anunciamos com aquela perfeição que exige despojamento e alegria de servir, dando a todos generosamente o nosso tempo, o nosso entusiasmo, a nossa atenção e a nossa presença, particularmente às crianças, aos pobres, aos idosos e doentes. 

Ser missionário é ser instrumento nas mãos do Mestre Jesus Cristo! Confiar na força do Espírito Santo! Mais uma vez aceitei o convite, deixei casa e familiares e parti para colaborar na Missão Vicentina em Orgens.

A Missão teve início no dia 25 de Novembro com a chegada da equipa missionária. Padre Fernando, irmã Agostinha e missionária Teresa Matos. No dia 26 foi a missa do envio e entrega da cruz a todos os que de qualquer forma iam colaborar na Missão. Também nesse dia na presença da Imaculada Conceição, tivemos uma serenata animada pelos coros da paróquia com cânticos marianos no Monte Salvado, Casa dos Padres Vicentinos.

Esta Missão teve carácter particular. Inserida na novena da Imaculada Conceição festejamos os 25 anos da última Missão em Orgens. Muitas pessoas ainda descreveram os factos de então.

Na primeira semana a imagem da Mãe visitou os seus filhos em cada aldeia da paróquia. Os habitantes esmeraram-se na preparação dos lugares, das celebrações e sobretudo no ambiente fraterno que criaram. Apesar do frio que gelava, um grande número de pessoas manifestou o seu entusiasmo provado pela sua presença em cada celebração.

Descobrimos nesta paróquia uma comunidade viva, composta por famílias felizes que revelam um amor amadurecido. Casais que se olham com olhar transparente, que sorriem com ternura. Uma paróquia com gente generosa, simpática e respeitadora que colabora com os Padres vicentinos seus párocos, Padre Albertino e Padre Bruno, com o Padre Álvaro e o elemento mais jovem, o nosso seminarista João sempre pronto a colaborar quando e onde for preciso. Todo este ambiente é sinal de que se vive em Orgens, como viviam as primeiras comunidades cristãs. Partilha Fé e Amor! “Olhem como eles se amam”!

FAMÍLIA BERÇO DE DEUS PARA A HUMANIDADE”. Foi este o tema principal da Missão. A família lugar onde nascemos e crescemos, onde sorrimos e choramos, onde nos preparamos para os desafios da vida! Todos os temas foram apresentados pelo Senhor Padre Fernando excelente pregador, ao estilo de S Vicente de Paulo. Com linguagem sábia e simples consegue esclarecer dúvidas e saciar a sede de Deus que os corações carecem. Reforçou as três palavras mágicas que o Papa Francisco aponta como caminho aberto para a família viver bem, para viver em paz: «com licença», «obrigado», «desculpa»!
A equipa missionária calcorreou os caminhos da paróquia. Visitou infantários e escolas proporcionando às crianças momentos agradáveis. Visitou também os lares, levando aos abatidos pelo peso da doença, da idade ou dificuldade da vida o conforto, o alívio e a serenidade ajudando a transformar o seu sofrimento em caminho de libertação e santidade.

Na segunda semana, todos os dias rezamos na igreja a oração de Laudes às oito horas e às vinte horas celebramos na igreja as várias dinâmicas escolhidas para cada dia. Houve muita participação. Quinta-feira, no ato penitencial, muitas pessoas receberam o sacramento da reconciliação.
Dia oito, festa da Imaculada Conceição e encerramento da Missão. Toda a paróquia se congregou na Igreja mãe para viver festivamente a celebração da Sagrada Eucaristia. Foi muito participada, prova de que as pessoas viveram de verdade a Missão. No final da Eucaristia distribuímos a medalha Milagrosa a todas as pessoas.
Podemos concluir que a Missão Popular Vicentina de Orgens foi uma Bênção!
Terminou com um almoço convívio.


Missionária Teresa Matos

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

MISSÃO POPULAR EM ORGENS - VISEU

Na Paróquia de Orgens, desde o dia 26 de novembro até ao dia 08 de dezembro, viveu-se a Missão Popular.
A última Missão foi há 25 anos, sendo o Padre Manuel Martins o pároco da nossa paróquia. Foram momentos marcantes na vida da nossa comunidade, que agora voltamos a reviver.
Demos graças a Deus pela presença dos padres da Congregação da Missão na paróquia de Orgens.
Nas celebrações jubilares dos 400 anos do carisma Vicentino e 300 anos da sua presença em Portugal, os nossos párocos, Bruno e Albertino presentearam-nos com esta Novena Missionária orientada pelo Padre Fernando, a Ir. Agostinha, FC e pela leiga Teresa Matos.
À semelhança dos anos anteriores, em que se celebra a novena à Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal e também da nossa comunidade paroquial, este ano fomos convidados refletir e a olhar para a Família, acompanhando as temáticas emanadas da Exortação Apostólica do Papa Francisco ‘Amoris Laetitia’ (Alegria do Amor).
Sob o lema proposto pela nossa diocese de Viseu para o biénio 2017/2019 - “Família: Berço de Deus para a Humanidade!” a nossa comunidade foi desafiada a fortalecer o sentido da família, que é “a instituição fundamental e a base na construção da humanidade e da Igreja”. Com o seu testemunho e também com a palavra, as famílias falam de Jesus, transmitem a fé, despertam o desejo de Deus e transmitem os valores do Evangelho.

A Novena teve início na Eucaristia Dominical do dia 26 de novembro, com a apresentação da Equipa Missionária. À tarde, toda a comunidade rumou até ao Monte Salvado, Casa dos Padres Vicentinos, para louvar a Virgem Imaculada e escutar os grupos corais da paróquia, que a todos deliciaram com belos cânticos marianos. Foi momento também para ouvir alguns poemas do saudoso Padre Sevivas.
Durante a 1.ª semana a imagem da Senhora da Conceição visitou os 5 lugares da Paróquia – Orgens, Quintela, S. Martinho, Travassós e Tondelinha – para congregar e convidar à reflexão dos temas das catequeses para a Missão: A Igreja, familia com pai e mãe; Em Igreja, todos somos filhos e irmãos; Os mais frágeis da familia: idosos e crianças; Três palavras mágicas para o matrimónio cristão.
As catequeses decorriam nas Capelas de cada um dos lugares da paróquia, pelas 20h30m. Apesar do frio, o número dos participantes ia aumentando dia após dia. O interesse dos temas e a partilha de opiniões ajudaram-nos a descobrir a FAMILIA como lugar de transmissão da fé, o ensinamento e a vivência de valores, do respeito pela vida humana, bem como do respeito mútuo entre os seus membros. Do mesmo modo, a FAMILIA CRISTÃ deve ser o lugar onde se fortalece a fé, a esperança e o amor e onde se cria um espaço para a oração e partilha.
No Sábado, dia 02 de dezembro, foi o encontro com a catequese. Os pais também quiseram marcar presença para escutar a mensagem dos missionários.
Para que a catequese pudesse envolver-se nesta dinâmica da Diocese, foi entregue a cada um dos catequistas o oratório da Sagrada Família que, em cada semana, vai passar por casa de cada um dos catequisandos e convidar toda a família à oração e à partilha. Bem-haja senhores padres por esta iniciativa.

As celebrações temáticas da 2.ª semana realizaram-se na Igreja Paroquial. A apresentação dos símbolos – BIBLIA / ÁGUA / LUZ – e os gestos e a entrega das lembranças agradou a todos os presentes.
O encontro com a Celebração das Famílias foi muito participado. Os casais presentes renovaram as promessas matrimoniais. Também para a Celebração da Reconciliação, na quinta-feira à noite, a Igreja encheu-se para as confissões, preparando-se assim para a chegada do Deus-Menino.

Na Eucaristia da Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria foi o encerramento da Novena Missionária. A Igreja estava a repleta e, na Homilia, o Padre Fernando desafiou cada um dos presentes a olhar para o “SIM” de Maria ao projeto de Deus.
Maria, na sua humildade, simplicidade e disponibilidade, convida-nos a escutar a Palavra de seu Filho – Fazei o que Ele vos disser”.

Que a Nossa Senhora da Conceição abençoe e proteja todas as famílias e faça regressar todas as famílias que estão afastadas. Para a nossa comunidade paroquial pedimos as maiores bênçãos do Deus Menino que vem para ficar entre nós.


Célia Rodrigues