quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

“O Espírito de Deus está sobre mim e enviou-me!”


Anúncio da Missão
em Rio de Moinhos (diocese de Beja)
e em Brogueira (diocese de Santarém)

Foi no fim-de-semana de 13 e 14 de Dezembro, 3º Domingo do Advento, foi feito o Anúncio da Missão Popular em duas aldeias de regiões e dioceses bem diferentes: Beja e Santarém. São as paróquias de Aljustrel, na povoação de Rio de Moinhos (dia 13), até há pouco tempo freguesia e Brogueira (dia 14), no concelho de Torres Novas.
“O Espírito de Deus está sobre mim e enviou-me a anunciar a Boa Nova aos pobres”, pregão do profeta Isaías, proclamado por Jesus na sinagoga de Nazaré, e assumido por Vicente de Paulo para lema da Congregação que seguiu os seus passos, foi o mote comum nas duas celebrações.




Semelhanças e diferenças
Algumas diferenças e semelhanças, acabaram por marcar esta acção missionária: ambas acontecem de 17 a 31 do mês de Maio; o pároco de Aljustrel (P. Paulo do Carmo) já tem algum traquejo no preparar e viver a Missão Popular; o pároco de Brogueira (P. Diamantino Marques) pediu e quer viver pela primeira vez o contacto com este método de evangelização e que, recentemente, foi proposto pelo bispo diocesano.
Enquanto Rio de Moinhos já experimentou em 2006 uma Missão Popular animada por uma equipa liderada pelo falecido P. João Sevivas, a Paróquia de Brogueira nunca esteve no calendário das Missões, embora a vizinha paróquia de Alcorochel tivesse acolhido uma, no ano 2000.
Brogueira tem muita história e tem 3 lugares de culto (Brogueira, Boquilobo e Cardais), sendo a igreja matriz o mais importante. Rio de Moinhos, embora se tenha pensado em construir um lugar de culto e haja um terreno doado há mais de 20 anos, a partir de 21 de Junho último, data da sagração do altar, celebra o culto numa sala da antiga escola, equipada como capela, sob a invocação de Nª Sª de Fátima. De 15 em 15 dias, há Eucaristia.
Ambas têm figuras bem conhecidas: Em Boquilobo (Brogueira), nasceu o general sem-medo Humberto Delgado e em Rio de Moinhos (Aljustrel), veio ao mundo, Manuel de Brito Camacho.

Oração e mãos estendidas
Em Rio de Moinhos, num sábado, chuvoso e frio, ensombrado por um funeral de um filho da terra, ainda jovem, fez-se o Anúncio deste tempo forte de evangelização.



Este acontecimento doloroso, tornando-se momento de oração em memória pelo falecido, foi tempo de anúncio e de missão.
Na paróquia da Brogueira, no domingo, nas três celebrações, sobretudo na Matriz, e com crianças a viver a caminhada de Advento simbolizada nas mãos, além do convite á alegria da Missão e a ‘conhecermos melhor Aquele que já está no meio de nós’, foi feito o desafio para que todas mãos se estendam e chegam a todas as famílias, a todos os Lugares e Casais.
A oração da Missão, a descoberta da equipa coordenadora e o convite a uma participação activa foram apelos lançados pelo P. Diamantino para que, passadas as festas natalícias, fossem propostas acções concretas para mobilizar a paróquia para este tempo forte de Missão e, desde já, todos começarem a ser os missionários das famílias, dos vizinhos e dos amigos.
O terreno começou a ser preparado. O anúncio foi feito. A mensagem que vem de longe e é o centro da Missão, continua a vibrar nos ouvidos, no coração e na vida de todos e desafiar tudo e todos para o “hoje” da salvação de Deus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.» (Lc 4, 18-19)

P. Agostinho Sousa, CM

RIO DE MOINHOS
Rio de Moinhos foi uma freguesia do concelho de Aljustrel, criada em 1985, com 37,44 km² de área e 741 habitantes (2011). Foi extinta em 2013, no âmbito da reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Aljustrel. É constituída por um único núcleo populacional e por alguns montes dispersos (habitações rústicas agrícolas).
O sector primário da sua economia impõe-se, destacando-se como produtos principais as oleaginosas (azeitona e girassol), a cultura de cereais (em regime de sequeiro), o tomate (para concentrado), milho, arroz e vinha.
Foi em Rio de Moinhos que Manuel Brito Camacho, político republicano, nasceu e aprendeu as primeiras letras e o apego que o ligou ao Monte das Mesas onde viveu a infância, onde «brincou, fisgou pardais e foi aos grilos» fê-lo escrever, ao longo da vida, numerosas páginas sobre a paisagem desta região e o modo de vida bucólico, de outros tempos: “Que bom tempo aquele! Pela meia tarde, na época da ordenha, a horas certas, ainda vinha longe o alavão, logo eu corria para o aprisco, sem chapéu, e punha-me a tocar o búzio com muita força até que o roupeiro chegasse, quase sempre furioso por o terem chamado antes do tempo. Que feliz eu era então!”.


BROGUEIRA
Brogueira é uma freguesia do município de Torres Novas, ocupando uma área de 21.10 km2 e é habitada por 1.112 pessoas, das quais, 25.63% têm mais de 65 anos e 13.04% são crianças ou adolescentes. Em termos demográficos, constata-se que das 431 famílias residentes na freguesia, 19.95% são compostas por uma única pessoa, e que o peso dos agregados domésticos com quatro ou mais indivíduos é de 6.03%.

Casa Memorial Humberto Delgado fica situada na povoação de Boquilobo. É uma homenagem dos conterrâneos a esta figura ímpar. É composta pela casa onde nasceu e por um espaço museológico dedicado à sua acção política. Humberto Delgado, denominado pelo povo “General sem Medo”, foi um dos mais sérios opositores do regime que dominava o país. As suas ideologias democráticas e o desejo pela liberdade levaram ao seu assassinato.
Situada no sul do concelho de Torres Novas, Brogueira, terra de digno património religioso, é o pólo de um núcleo de povoações que atinge uma grande extensão: Casal Cepo e Faia, Barreiras, Boquilobo, Casal do Ramos e Cardais. Ao logo do tempo esta freguesia tem sido marcada pela história, não destruindo até hoje a sua parte mais típica. É o caso das suas moradias. Integram-se em pitorescos becos, cantos e ruelas.
A Igreja matriz da Brogueira é dedicada a S. Simão. Templo que se destaca pelo excelente retábulo do alto-mor, de madeira entalhada e pintada, que dá à igreja um belo efeito decorativo. É do século XVII. A imagem do orago, uma escultura de pedra, seiscentista, que media quase um metro, foi sacrificada no século XIX à voracidade dos coleccionadores. Deve-se destacar, ainda, o coro com balaustrada de madeira, a pia de água benta trabalhada e o arco baptistério (1891).
Á frente da igreja, no adro, pode ver-se um cruzeiro de 1660. Essa data insculpida no pequeno monumento, encontra-se na peanha, assente sobre tronco de pirâmide, feito por ocasião dos centenários. Nas faces da cruz, encontramos os instrumentos da Paixão em todo o esplendor.

(Os dados históricos e outros
foram retirados das respectivas autarquias)



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Uma Família, Um Presépio



Com o mote “Uma Família, Um Presépio”, catequistas e catequisandos da Paróquia de Abela, tiveram um sonho original: envolver toda a freguesia na vivência do Natal, criando e recriando a expressão mais visível desta quadra natalícia: cada família, cada rua foi desafiada a construir um Presépio.
A iniciativa mobilizou toda a aldeia. Grandes e pequenos, novos e mais velhos deram largas à imaginação e foram construindo, com os mais diversos materiais, o quadro central que representa e torna visível, o Natal do Senhor.

Este desafio envolveu de tal maneira as gentes da Abela que, no dia Bênção e abertura da Exposição, foram percorridos vários quilómetros para visitar os 48 presépios. Materiais reciclados, vidro ou cortiça, corda ou plástico, ferro-velho ou ferro forjado, trapo ou frutos secos, colagem ou recorte, sombra ou silhueta, pintura ou modelagem, das mais diversas cores e feitios, tudo converge para o essencial: “Um Menino nasceu! Uma Família O acolhe!” 
Dentro e fora de portas, em lugares públicos e privados, em lugares de passagem ou de reunião, de maior ou menor porte, aí está um Presépio vivo.
A Eucaristia do 1º domingo do Advento deu início a este evento. Foi participada por muitas famílias e pelas crianças e adolescentes que, trajados a rigor, deram corpo às várias personagens e figuras do Presépio. A igreja estava cheia.
No final, todos se dirigiram para junto das suas “obras de arte”, aguardando a chegada daqueles que se prontificaram visitar toda a aldeia, feita presépio.
Uma visita pausada a esta “Aldeia natalícia”, Abela de seu nome e agora mais Bella, descobrirá muita imaginação, muito talento, muito envolvimento, mas também muito amor, muita comunhão e muita fé.
Há muitas formas de evangelizar, de chegar ao coração das pessoas, de as fazer descobrir a verdadeira mensagem do Natal. Estou certo que todo este envolvimento mexeu muito mais com as famílias que, porventura, muitas outras preparações próprias desta quadra.



Estão de parabéns todos os mentores e construtores, os protagonistas e dinamizadores, os participantes e apoiantes deste evento. Como diz o poeta “tudo vale a pena quando a alma não é pequena! Valeu a pena todo o esforço e trabalho, recompensado pela alegria que inundou os rostos de quem visitou e vai continuando a visitar esta exposição que, tendo começado a 30 de Novembro se prolonga até ao próximo dia 6 de Janeiro.
“Uma Família, Um Presépio”, mexeu com a Comunidade da Abela. Todos se deram as mãos e conseguiram fazer da sua Aldeia, uma autêntica família. Feliz Natal, com Jesus Menino no coração de cada família e de cada pessoa!


P. Agostinho, CM

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dia de deserto para Animadores de Comunidades



Deus vem!

Na Ermida da Senhora da Graça-Sto André, no passado sábado, aconteceu um ‘Dia de Deserto’. Cerca de meia centena de pessoas, vindas das paróquias de Sines, Sto André, Colos e Santiago do Cacém, rumaram até este lugar de paz para viver um dia diferente. A maior parte dos participantes eram Animadores de Comunidades.
O encontro foi convocado pelo Centro Missionário Diocesano e apoiado pela paróquia de Sto André e pela Comunidade dos Servos de Maria do Coração de Jesus-Colos. O programa proposto estava subordinado ao tema “Caminho do Advento: Esperar Jesus como Maria”.
As Irmãs da Comunidade dos Servos de Maria animaram os tempos de oração (Laudes, Rosário, Vésperas e Adoração do SS.mo Sacramento), o P. Agostinho fez a reflexão temática e o P. Abílio presidiu à Eucaristia. Houve tempo para a Reconciliação, a Partilha de vida e de dons e para a animação missionária.



Foi um dia belo. O sol brilhante ajudou a aquecer o coração. Todos regressaram a suas casas tomando consciência que cada um e toda a Igreja são chamados, na sua peregrinação terrena, a esperar Cristo que vem e a acolhê-Lo com fé e amor sempre renovados.
A assembleia que participou neste encontro de oração e de reflexão calendarizou uma nova experiência de Deserto para o dia 28 de Fevereiro, início da Quaresma.


P. Agostinho Sousa, CDM

sábado, 29 de novembro de 2014

Ano da Vida Consagrada


Chamados a levar a todos o abraço de Deus”

O Ano da Vida Consagrada, convocado pelo Papa Francisco, começa no dia 30 de Novembro de 2014, 1º Domingo do Advento e estender-se-á até ao dia 2 de Fevereiro de 2016, dia da Festa da Apresentação do Senhor e Dia do Consagrado.
No passado dia 21 de Novembro, memória da Apresentação de Nossa Senhora, o Papa Francisco escreveu uma carta a todos os religiosos e religiosas da Igreja Católica, pedindo-lhes que sejam um modelo de fraternidade para o mundo actual.
“Numa sociedade do confronto, da difícil convivência entre culturas diferentes, da exploração dos mais fracos, das desigualdades, somos chamados a oferecer um modelo concreto de comunidade que, através do reconhecimento da dignidade de cada pessoa e da partilha do dom que cada um transporta, permita viver relações fraternidade”.

Objectivos, expectativas e horizontes
O texto visa explicar os objectivos, expectativas e horizontes do Ano da Vida Consagrada que tem início marcado para este domingo.
“Espero de vós aquilo que peço a todos os membros da Igreja: sair de si para ir ao encontro das periferias existenciais”, escreve Francisco.
O Papa elogia o caminho de renovação da Vida Consagrada nos 50 anos que se seguiram ao Concílio Vaticano II, afirmando que, apesar de todas as fragilidades, é preciso apresentar hoje “a santidade e a vitalidade” presentes nos membros dos vários institutos.


Francisco convida todos a “olhar o passado com gratidão”, por tudo o que a Vida Consagrada já deu à Igreja, chegando hoje a “novos contextos geográficos e culturais”.
Neste sentido, mais do que uma “arqueologia”, os religiosos são desafiados a “percorrer de novo o caminho das gerações passadas”, dos fundadores das ordens e congregações, para colher a sua inspiração.

Jesus Cristo como “primeiro e único amor”.
O Papa pede, por isso, que os consagrados vivam o presente “com paixão”, deixando-se interpelar pelo Evangelho e tendo Jesus Cristo como “primeiro e único amor”.
“A fantasia da caridade não conheceu limites e soube abrir incontáveis caminhos para levar o sopro do Evangelho às culturas e aos mais diversos âmbitos sociais”, assinalou o Papa Francisco.
A carta deixa uma palavra de esperança para o futuro, apesar de problemas como a diminuição das vocações e do envelhecimento, sobretudo no mundo ocidental, a globalização, a crise económica, o relativismo e a “irrelevância social”.
Francisco, primeiro Papa jesuíta da história, apresenta como marca dos religiosos a “alegria”, numa sociedade que ostenta o “culto da eficiência”, e a “profecia”, para denunciar “o pecado e as injustiças”.
O texto deixa indicações precisas quanto à necessidade de agilizar as instituições, com a “reutilização das grandes casas em favor de obras mais adequadas às atuais exigências da evangelização e da caridade”.

Apreço aos leigos que partilham os mesmos ideais e missão
O Papa deixa uma palavra de apreço aos leigos que partilham os ideias e a missão dos institutos consagrados, realçando depois que este ano diz respeito a toda a Igreja, que deve agradecer tudo o que recebeu através da “santidade dos fundadores e fundadoras” e da fidelidade dos religiosos e religiosas ao seu carisma.
Após recordar que há consagrados e consagradas noutras confissões cristãs e que o fenómeno do monaquismo existe “em todas as grandes religiões”, Francisco conclui a sua carta dirigindo-se aos bispos, para que valorizem a Vida Consagrada como algo que “pertence inteiramente” à Igreja Católica, como “elemento decisivo da sua missão”.
Octávio Carmo,

Agência ECCLESIA

terça-feira, 25 de novembro de 2014

MISSÃO EM BICOS E VALE DE SANTIAGO


Compartilhando
"A vida alcança-se e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros. Isto é, definitivamente, a missão".  
Com a celebração de Santa Catarina de Alexandria, Padroeira de Vale de S. Martinho chegamos ao encerramento das Missões Populares realizadas em 2014 nas Paróquias administradas pelos Milicianos de Cristo (Paróquias de Bicos (Foros da Caiada); Vale de Santiago (Fornalhas-Velhas); S. Martinho das Amoreiras (Aldeia das Amoreiras e Amoreiras-Gare); Colos, Relíquias e Sta Luzia). 

O Papa Francisco diz-nos na sua Exortação Apostólica que "Em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus, que quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito. A verdadeira novidade é aquela que o próprio Deus misteriosamente quer produzir, aquela que Ele inspira, aquela que Ele provoca, aquela que Ele orienta e acompanha de mil e uma maneiras. Em toda a vida da Igreja, deve sempre manifestar-se que a iniciativa pertence a Deus, «porque Ele nos amou primeiro» (1Jo 4,19) e é «só Deus que faz crescer»  (1Cor 3,7) e EG 12.
Então, e por isso mesmo, o primeiro agradecimento que devemos fazer é a Deus, por ter colocado no coração de tantas pessoas o desejo de dar e de receber, o desejo de anunciar e deixar-se converter pela Boa Nova de Cristo - Rei e Salvador; o desejo de amar, de se disponibilizar, de se encontrar, o desejo de responder a este chamamento e o desejo de conviver (viver juntos no amor, que é o ideal das nossas comunidades e paróquias)

"Quem somos e o que viemos fazer"


Este ano de 2014 foi um ano de graça, pois nos colocou diante da nossa identidade de missionários, num campo específico de celebração e missão no Baixo-Alentejo. Colocarmo-nos diante da nossa identidade é podermos responder com amor e clareza "quem somos e o que viemos fazer". Nós viemos porque acreditamos que a alegria do Evangelho encheu o nosso coração e é isso que viemos repartir: o encontro com Jesus. 
Quero agradecer do fundo do meu coração ao Pe. Agostinho e ao Centro Missionário Diocesano que organizou com minúcia e carinho todo este ano missionário. Sim, pois estamos em missão desde Setembro do ano passado quando começamos os preparativos para a Missão em Colos e Relíquias e que aconteceram naquelas paróquias em Março; depois foi a de Santa Luzia e de São Martinho das Amoreiras e suas comunidades, em Maio, e por fim, em Bicos e Vale de Santiago, neste mês de Novembro, culminando hoje na Solenidade de Jesus Cristo - Rei do Universo e na Festa de Santa Catarina, padroeira da Paróquia de Vale de Santiago, em cuja celebração se encontravam representantes e animadores das várias Comunidades missionadas.
Muito trabalho teve o Pe. Agostinho! Que Deus o recompense por toda a dedicação e atenção que nos deu. 

Missionários e missionárias e outros colaboradores
Quero agradecer aos missionários e missionárias que se empenharam em transmitir a alegria e a bênção do Evangelho de Jesus e pelo desejo de conversão que cresce em cada missão, pois esse testemunho é um testemunho que se renova. Agradeço aos Milicianos de Cristo, às Irmãs do Bom Pastor, aos Servos de Maria do Coração de Jesus, e ao Godfrey Okeke (V.N. Milfontes) que vai ser ordenado diácono da Santa Igreja no próximo dia 08 de Dezembro. A todos, o nosso muito obrigado! 
Um agradecimento a todos os senhores Presidentes das Juntas das várias Freguesias, e representados hoje e aqui na pessoa do Sr. Florival Silvestre, presidente de Vale de Santiago. Todos se mostraram sempre muito solícitos e disponíveis, muitas vezes numa disponibilidade como a de Maria que serviu sem ser solicitada. Também a eles, o nosso muito obrigado! Enfim, um agradecimento muito especial e amigo aos fiéis desta Paróquia de Vale de Santiago e de todas as outras Paróquias  e comunidades administradas por nós, Milicianos de Cristo.


"Dar conta do recado"
O início foi temeroso. Naturalmente, tememos um pouco a novidade  e o compromisso, pois não sabíamos se "iríamos dar conta do recado". Mas com fé, tudo é possível. Todos mostraram que sabem ser solidários, acolhedores, disponíveis e generosos. Isso já é compromisso com o Evangelho. Olhando para trás vemos que não foi difícil e a doce e reconfortante alegria de Evangelizar também inundou o vosso coração.
Não tenho palavras para agradecer todo o trabalho realizado, os almoços, os donativos, a participação nas Eucaristias temáticas e nas 4 Assembleias, nos tempos de oração e no acolhimento à Imagem de Nossa Senhora das Missões. Ainda um agradecimento a todos aqueles que abriram as portas do seu lar para que lá pudesse chegar a paz e a bênção segundo o mandato missionário de Jesus. 
Muito obrigado! A missão continua, nas eucaristias dominicais, no trabalho das equipas comunitárias e paroquiais; nas Assembleias Familiares, nas Pastorais e Movimentos para que, onde houver um irmão a servir, ali estejam os apóstolos de hoje, que somos todos nós. Escutando a voz do “Bom Pastor” em todos os “Nossos caminhos” vivemos “Unidos pela Fé e tornamo-nos “Mensageiros de Maria e de Jesus”.

Pe. Reuber Côgo Daltio, pároco da Milícia de Cristo
23 Novembro de 2014
Solenidade de Cristo Rei




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

MISSÃO POPULAR NAS PARÓQUIAS MILICIANAS



Quatro carismas: Uma Missão

Em Março a Missão aconteceu em Colos e em Relíquias; em Maio, foi a vez de Santa Luzia e S. Martinho das Amoreiras; agora, Vale de Santiago e Bicos estão em Missão. Todas elas estão ao cuidado pastoral dos Milicianos de Cristo.


A freguesia de Vale de Santiago vai buscar o seu nome à Ordem de Santiago, à qual pertenciam a maior parte dos seus campos e vales. É uma freguesia do interior do concelho de Odemira, situada entre o rio Sado e a ribeira de Campilhas, predominando a planície. Com a reorganização administrativa do território das freguesias implementada em 2013, Vale Santiago recebeu parte do território da extinta freguesia de Bicos (fundada a 25 de Março de 1988), vendo assim a sua área aumentar.
A nível religioso continuam duas paróquias distintas: Vale de Santiago e Bicos, cada qual com mais dois centros de culto: Fornalhas Velhas e Foros da Caiada, respectivamente.
Desde o dia 8 do presente mês de Novembro estas quatro comunidades vivem o tempo forte de Missão. De acordo com o programa que foi elaborado de forma a contemplar todos os lugares, a participação do povo nas acções propostas tem sido muito positiva. Laudes e terço, reuniões das assembleias familiares e celebrações temáticas têm proporcionado momentos muito belos e expressivos. A presença da Imagem de Nossa Senhora das Missões, a primeira Missionária, e as visitas a cada casa e a cada família ajudaram a criar ambiente de partilha e galvanizaram as comunidades para uma presença activa e alegre.
A participação e presença na Missão de D. António Vitalino, neste último domingo, foram muito saudadas e congregou a população dos quatro lugares de culto. Nos Foros da Caiada presidiu à oração de Laudes, em Bicos, à Eucaristia, em Vale de Santiago, à Adoração ao Santíssimo Sacramento e, nas Fornalhas Velhas, de novo, à Eucaristia. A todas as assembleias dirigiu uma saudação de pastor e incentivou a todos a porem a render os dons que o Senhor confere a cada um. Falou do testemunho que, como cristãos, todos devem dar e que, como Igreja, esse testemunho tem que ser alegre e feliz, sem medos nem cansaços.
Um carmelita, o Bispo diocesano, um vicentino, a comunidade dos Milicianos de Cristo e os Servos de Maria do Coração de Jesus, quatro carismas diferentes viveram a mesma Missão, num domingo de Novembro, em Vale de Santiago e suas várias comunidades.



“Unidos pela Fé” e fazendo “o nosso caminho” continuamos, nesta semana, o tempo forte da Missão, a reflectir e a celebrar, a criar encontros e a visitar, a rezar e a cantar, pedindo à “Estrela da Evangelização” que “entregue o seu Jesus ao nosso Alentejo”.


P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

sábado, 15 de novembro de 2014

Semana dos Seminários – Testemunho



Nesta semana em que se celebram os Seminários é importante não esquecer quem lá vive,  sejam seminaristas ou formadores. Muito mais importante do que o espaço físico, importantes são as pessoas que o habitam, aquelas que diariamente dão a sua vida pelos outros, que se afastaram daquilo que é mais querido para seguir Jesus Cristo, por exemplo, a família, os amigos, a terra e, até mesmo, o país, como é o meu caso.


Quando nos lembramos dos seminários não podemos esquecer esta globalidade que os compõe. O resultado final, todos nós sabemos e ficamos orgulhosos com ele; contudo, a meta não se faz sem caminho e, muito menos, sem plano.

Nesta semana em que somos “protagonistas” na Igreja não podia deixar de manifestar, como “Seminarista/estudante” a minha alegria de vos poder dizer algumas palavras.

Sou o João Soares, seminarista vicentino. A minha história todos vós já a conhecem desde Vila- Fria, passando pelo Amial-Porto, depois Nápoles, Santiago do Cacém e agora, Salamanca. No total são quatro casas que me acolheram, e acolhem.


Como seminarista seria muito extensivo enumerar o quanto aprendi e vivi em cada uma delas. Mesmo assim, deter-me-ei na última, a comunidade na qual me encontro. Como sabem, já lá vão dois meses desde que vim para Salamanca para me integrar na Comunidade de Formação Inter-provincial (CIFI). A experiência tem sido positiva pelo facto de viver numa comunidade em que se encontram jovens na mesma situação. No total somos seis seminaristas que compõem a comunidade. É uma alegria compartilhada   e sobretudo um maior amor à vocação que nos une (seguir Cristo, evangelizador dos pobres).

Áreas da Formação e vida comunitária
As nossas atividades desenvolvem-se essencialmente em quatro áreas: vida comunitária, vida académica, vida pastoral e, a mais importante, vida de oração. No meu caso concreto, como estudante, frequento o terceiro ano de teologia na Universidade Pontifícia de Salamanca.

A componente da vida  pastoral realizo-a, todas as quintas-feiras, das 16h00 até  às 22h30, numa casa que acolhe pessoas doentes com SIDA. A par disto frequento um curso prático de geriatria, algo que esta casa me proporcionou, pois nela existe uma enfermaria que está sempre ao dispor. Têm sido experiências muito boas, uma vez que vou aprendendo cada dia a melhor saber como tratar aqueles que sofrem, especialmente, os nossos irmãos que deram a vida inteira pela missão.

No âmbito comunitário além das atividades normais da casa temos momentos de convívio, tais como cinema, partilha de experiências e saídas em conjunto.

A oração tem sido um ponto muito positivo. Depois de um ano de intensa oração, não poderia perder o ritmo. Temos laudes, vésperas e Eucaristia diária, bem como, em alguns dias da semana, oração da noite e oração vicentina. Participo na Eucaristia dominical na enfermaria. Penso que é sempre bom e benéfico que os mais velhos sintam a presença da juventude. É uma alegria, como já disse, COMPARTILHADA com o sentido de procurar o bem comum e, sobretudo, de nos sentirmos em CASA, ou seja, no SEMINÁRIO.

Em suma, é tudo isto e muito mais que vai construindo a minha vida como pessoa, cristão e, acima de tudo, como seminarista.

Agradeço a todos aqueles que directa ou indirectamente têm apoiado a causa dos Seminários, neste caso, os da Congregação da Missão. Aproveito para deixar o meu muito obrigado aos confrades que se preocupam e que não se esquecem deste irmão mais novo, através de e-mails, telefonemas e até mesmo presencialmente. Alegro-me de saber  que estou nas vossas orações.

O caminho é longo! Quero que saibais que tenho a Província Portuguesa da CM no meu coração e, sobretudo, nas minhas orações. Esta é a forma dos irmãos estarem unidos, esta é a forma mais alta que tenho para vos agradecer. 


João Miguel Soares, CM