sábado, 19 de Abril de 2014

Santa e Feliz Páscoa!


A EXPERIÊNCIA DO REENCONTRO…





A Páscoa festeja-se como uma nova Primavera que apaga o difícil Inverno.
É belo e bom.


A quando dos acontecimentos da morte de Jesus, o cepticismo é geral.
Tudo o que se passa entre o túmulo e o cenáculo parece-se com uma crónica da dúvida.

Somente o reencontro com Jesus que se faz ver apagará essa incredulidade.
Maria Madalena ouve chamar o seu nome e a sua vida transforma-se. Os caminhantes cabisbaixos e derrotados reconhecem Jesus em Emaús na fracção do pão e correm cheios de entusiasmo levar a notícia aos outros. Outros, à beira do lago, começam a acreditar na ressurreição e sentem-se animados a levar a notícia a toda a gente.

A experiência da ressurreição dá-se no final de uma procura e no começo de uma missão.

Mais importante do que o túmulo vazio é a experiência do encontro com Jesus. Esta é que é decisiva. Estou eu disposto a deixar-me encontrar com e por Jesus?

Santa e Feliz Páscoa!
P. António Lopes,
(Director nacional
das Obras Missionárias Pontifícias)




quinta-feira, 17 de Abril de 2014

RELÍQUIAS E COLOS – ECOS DE UMA MISSÃO


Testemunho 2

“Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; pelo contrário, é uma necessidade que me foi imposta. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho! (I Cor 9,16).


Eu sou Fr. Adenilson Pimentel Gomes, MC de Manhuaçu, Minas Gerais-Brasil. Pertenço ao Instituto Milícia de Cristo. Fui transferido para Portugal, há vinte dias, nestas terras gélidas (em comparação com a minha terra!), mas de um calor humano e fraterno que logo me senti em casa e acolhido.
Estamos em missão nas paróquias Milicianas, na diocese de Beja, mais concretamente, em Colos e Relíquias. Esta missão tem como coordenador o Pe. Agostinho, vicentino e director da Animação Missionária na Diocese. A equipa missionária em acção era formada pelas Irmãs do Bom Pastor, Ir. Celina e Ir. Conceição, pelo Pe. Agostinho, pelo Godfrey (para nós, Godofredo!) – da Nigéria e a estagiar na Paróquia de Vila Nova de Milfontes (Diocese de Beja), e pelos Milicianos de Cristo, Pe. Reuber, Diác. João, Fr. Diogo, Fr. Cristyan, Fr. Adriano e por mim, Fr. Adenilson.


Missão aquém fronteiras
A minha experiência missionária aqui em Portugal é nova em muitos aspectos: a cultura e a linguagem são diferentes, os costumes, a culinária, a oração, o clima, tudo é muito diferente do Brasil. No entanto, essa diversidade tem-me enriquecido muito a cada dia que passa. Já aprendi muita coisa e quando não entendia, logo perguntava como é. Por isso, de vez em quando, esta situação ocasionava momentos de alegria, pois todos nos ríamos das coisas ou expressões que tinham graça.
Todos os dias, os Missionários das 2 equipas (Relíquias e Colos) rezavam juntos a oração de Laudes, ora integrada na Eucaristia ora na Adoração ao Santíssimo. Logo após este tempo de louvor e de agradecimento, vinha o campo de Missão. Visitamos Lares de Idosos, Centros de Dia, Escolas, a comunidade Tamera, Montes, Aldeias... Fizemos a visita a cada Família, indo de casa em casa. A oração e a bênção chegaram a todas as casas e pessoas, bem como aos estabelecimentos comerciais ou lugares de trabalho (cafés, restaurantes, oficinas, carpintarias, fábricas).
O acolhimento foi muito bom, com excepção de um ou outro caso. Nas muitas Missões que participei no Brasil além das boas palavras que escutava, as pessoas ofereciam aos Missionários um cafezinho. Aqui, foi um pouco diferente! Também recebemos muitos gestos e sinais de carinho e para significar a alegria da visita, muitas pessoas ofereciam vinho do Porto ou outro vinho ou ainda um licor.

“Fui evangelizar e saí evangelizado!”

A Missão é a acção evangelizadora da Igreja, pois o Concílio Vaticano II no Decreto Ad Gentes sobre a Actividade Missionária da Igreja, no seu número 1, diz:“A Igreja, enviada por Deus a todas as gentes para ser “sacramento universal de salvação, por íntima exigência da própria catolicidade, obedecendo a um mandato do seu fundador, procura incansavelmente anunciar o Evangelho a todos os homens. Já os próprios Apóstolos em que a Igreja se alicerça, seguindo o exemplo de Cristo, pregaram a palavra da verdade e geraram as igrejas”.
Outrora, alguém disse: “Fui evangelizar e saí evangelizado!”. Hoje, também eu afirmo: Aprendi muito nesta Missão Popular, nestas terras do bacalhau, do vinho, do porco preto, do Povo alentejano, do Povo acolhedor. Agradeço a Deus esta oportunidade de partilharmos uns para com os outros o que temos e somos, os nossos talentos e os dons e a nossa Missão.

Fr. Adenilson, Brasil

Miliciano de Cristo

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Missão à escala internacional



Talvez o título seja demasiado ambicioso e muito abrangente. Mesmo correndo o risco de parecer muito expressivo e forte, até aos dias de hoje, não houve na diocese, nestes últimos tempos uma Missão tão internacional, mesmo sendo vivida em duas pequenas paróquias do concelho de Odemira: Colos e Relíquias.
A equipa missionária era composta por portugueses (três), brasileiros (seis) e um nigeriano. A maior parte dos membros da equipa participou, pela primeira vez, numa Missão Popular. Além destes pormenores, ricos e significativos, a Missão dirigiu-se aos habitantes de Relíquias e de Colos, mas também a um grupo de gente ‘estrangeira’, não apenas de nacionalidade ou língua, mas diferente no modo de viver e de encarar a sociedade. Falamos da Comunidade Tamera. Gente nova e de várias idades, abriu-se à Missão, acolheu a Senhora da Visitação e a equipa missionária. Partilhou o seu estilo de viver e a sua refeição. Não faltou o tempo de oração. Rezou-se, em português e em inglês, conforme a língua mãe de cada um ou aquela que melhor ajudou a criar comunhão e laços de amizade. Foi bonito.
Afinal, o título não está tão desajustado ao que se experimento e viveu em Colos e em Relíquias, nas primeiras semanas de Abril. Dois dos missionários, oriundos de continentes diferentes, narram as suas vivências e transmitem os seus testemunhos de vida.

Testemunho 1

- Sair em Missão -

Com muita alegria começamos e vivemos duas semanas de Missão Popular nas Paróquias de Colos, Relíquias e suas comunidades (montes dos arredores). Fiz equipa com os padres Agostinho e Reuber, pároco. As Irmãs do Bom Pastor, Diác. João, e Frei Adenilson, também fizeram parte desta equipa de evangelização.
Houve encontros de comunidades familiares. Algumas pessoas vizinhas juntaram-se para partilhar a fé e a experiência cristã. Trataram vários temas especializados. Visitamos e participamos nestas comunidades e encontros. É muito bom e interessante ver as pessoas a terem tempo para Deus, para lerem a Bíblia juntos. É importante também ver os cristãos a terem interesse em conhecer Deus e os mistérios da nossa salvação.

Ao longo da Missão tivemos várias procissões com Imagem Peregrina da Nossa Senhora das Missões. Em todo o lado, houve boa participação por parte do povo.

Visita e encontro com as famílias
Na Missão houve uma acção muito forte: Tivemos a visita e a bênção às famílias. Foi um momento que gostei imenso de fazer, isto é, de ir ter com as pessoas em suas casas. Foi uma experiência e uma realidade muito interessante, mas muito diferente do que já fiz no norte (compasso ou visita pascal). Alguns aceitam e acolhem-nos com entusiasmo; outros, com receio, e outros, ainda, com uma indiferença enorme.
Aqueles que têm receio em nos acolher, sobretudo nos montes e lugares distantes, tinham um motivo: a polícia, por razões de segurança, tinha-os avisado para não abrirem a porta a estranhos e a pessoas não conhecidas. Aceitamos e compreendemos perfeitamente a situação, pois já houve pessoas que, num passado recente, se disfarçam de equipa médica, de funcionários de Banco, de polícia, de religiosos e de funcionários da segurança social. Com este disfarce o motivo, enganaram e roubaram os idosos da aldeia ou os mais isolados. Os outros, que acolhiam com indiferença, notava-se uma enorme falta da fé, e outros ainda, diziam que não ligavam nada a Deus nem à religião! É muito interessante saber ou reconhecer que cada sítio ou local tem a sua realidade própria no que toca a assuntos religiosos. Deste modo, aparecem os aspectos positivos e os negativos.
Como equipa missionária, tivemos uma oportunidade única de visitar a Tamera. É uma comunidade universal, com cerca de 200 pessoas, no mais interior do Colos e de Relíquias. Esta comunidade é oriunda da Alemanha, tem cerca de 20 anos e os seus membros são de várias procedências: Inglaterra, América, Holanda, Itália, Espanha, Portugal, Palestina, etc. Pode-se dizer que é uma comunidade isolada da realidade urbana. Os que a procuram, depois de fazerem um tempo de adaptação, querem viver perto da natureza. É interessante ver que, neste tempo em vivemos, há pessoas que querem um estilo de vida diferente, afastado do mundo da tecnologia e das novidades do nosso tempo.

Re-envangelização do povo
Nas nossas visitas familiares que foram feitas nesta missão popular pude observar que há muito a fazer na área da missão e da re-evangelização do povo. Encontramos muitas pessoas que estão totalmente na ignorância no que diz respeito à religião. Algumas delas, a causa é a influência da ciência e do modernismo (mais novos e com alguns estudos) e outras, por causa do anti-clericalismo (mais velhos). Por motivos diferentes, uns e outros, não querem saber nada de Deus nem da Igreja.
Nesta base de constatação, julgo ser necessário, nestas e noutras aldeias, uma catequese forte, duradoira e contínua para que mais alguns possam abraçar a fé. É muito triste, ir para uma terra, e ver que os nossos jovens, o futuro do mundo e da Igreja, morrem na ignorância e indiferença no que diz respeito a Deus e à Igreja. Por isso, como sugestão, proponho que haja missão contínua e intensa nos locais mais interiores da nossa diocese, nunca esquecendo as famílias. As nossas famílias, modernas ou não, necessitam de uma catequese forte, para uma renovação dos valores e para uma re-evangelização, para ser de facto, a Igreja domestica.
Agradeço imenso ao pároco, Pe. Reuber, e ao Pe. Agostinho, pela oportunidade que me deram para participar nesta Missão Popular. Que Deus seja a nossa recompensa! Que, por intermédio dos missionários, Nossa Senhora das Missões continue a chamar mais homens e mulheres para ‘fazer tudo o que Jesus disser’ e estarem atentos ao que Deus quer!

Ikechukwu Mary Godfrey A. Okeke – Nigeriano
(Seminarista da diocese de Beja,

a fazer estágio na paróquia de V. N. Milfontes)

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Por Montes e Vales



As paróquias de Colos e Relíquias estão em Missão. Após a recepção da Imagem da Senhora das Missões, da Eucaristia de Envio e da presença do Pastor diocesano, mesmo ao ritmo e intensidade da chuva, os missionários foram aos Montes (do Pereiro Grande e da Estrada) e Vales (do Ferro e outros) levar a notícia deste tempo forte de Missão. Além do primeiro encontro e da proposta da mensagem de Jesus, aconteceu em todos eles, em noites diferentes, a visita da Virgem peregrina. Nem as distâncias, nem o tempo invernoso impediram que se congregasse um significativo grupo de pessoas. Nas escolas ou em espaços abertos fez-se uma celebração da Palavra. Com cânticos e a oração do terço, percorreram-se os caminhos de cada povo. Em alguns momentos, para além das vozes que entoavam os hinos e balbuciavam as suas preces, ouvia-se o canto da natureza que se associava ao louvor dos homens.
As pessoas de Relíquias, que vivem no centro da aldeia, sentiram-se motivadas e mostraram a sua disponibilidade para acompanhar a visita da Imagem da Senhora aos lugares mais dispersos e perdidos da freguesia. Foi grande a alegria vivida e transmitida nestes momentos.

A alegria era visível no olhar de todos e estava estampada no rosto de cada um, mesmo daqueles que pouco ou nada sabem rezar. Estes, não se fizeram rogados e, quando convidados a repetir as orações e invocações, não só mexiam os lábios, mas a sua voz era bem perceptível e fazia coro com todos os outros.
O tempo foi melhorando. A Imagem da Virgem continuará o seu percurso. Daqui a dias, será entregue à comunidade-irmã de Colos, passando por Campo Redondo e Monte da Ribeira da Seissa (Grande e Pequena). Mais uma vez, o povo se prepara para entoar louvores à Mãe de Deus e à mãe da Igreja.

Nas casas, uma oração e a bênção
Se as noites foram ocupadas com a visita da Senhora, as manhãs foram dedicadas á oração e ao encontro. Na Igreja de Santa Isabel, em Colos, a equipa missionária, reunia-se para os louvores da manhã (Oração de Laudes e Adoração do Santíssimo Sacramento). Um grupo de senhoras juntava-se à equipa e rezava pela Missão.


O encontro nas ruas e nas casas ia acontecendo. Durante o dia, alguns dos missionários começaram a visitar todas as casas. Primeiro, foram visitar as que ficam mais distantes; depois, dedicaram o tempo, às casas que compõem o aglomerado habitacional das aldeias. A uns e a outros, levam a palavra amiga, a alegria do encontro e, entrando nas suas casas, convidam à oração e pedem a bênção de Deus para as pessoas que aí residem. Em todas as casas foi deixada a oração que fora feita no encontro com a família.
Esta acção da Missão tem sido muito importante. Os testemunhos vividos e narrados são muito expressivos e ajudam a criar espírito de família e de comunidade. Estes contactos acontecerão, em Colos, durante a segunda semana da Missão.

As pequenas comunidades
As duas paróquias procuraram responder ao apelo feito para que, a nível de vizinhança, fossem constituídas pequenas comunidades. Para criar o espírito de abertura e de comunhão aos outros, numa e noutra comunidade, foi usado um método muito interessante. Além da disponibilidade manifestada por algumas pessoas, no tempo de preparação, nas casas onde iria reunir a comunidade, o pároco, P. Reuber, celebrou a Eucaristia e deixou a imagem de um santo protector, escolhido pelo grupo de vizinhos ou familiares.
A estratégia funcionou. Em Colos, funcionaram 5 comunidades e, em Relíquias, quatro. Todos os dias, com mais ou menos gente, todas reflectiram os temas propostos e manifestaram o seu propósito de continuar a aprofundar a fé e a criar laços de partilha e de amizade, a partir do encontro com a Palavra de Deus.
Momento alto, foi a celebração da comunidade das comunidades. Numa e noutra paróquia todas as comunidades deram o seu testemunho, expresso nos cartazes e nas palavras de cada animador. Em Colos, toda a partilha feita pelas 5 assembleias pode ser sintetizada, numa simples frase: “A Missão ajudou-nos a fazer o caminho de Nazaré (‘hoje cumpriu-se o que acabais de escutar’) aEmaús (‘contaram tudo o que lhes tinha acontecido pelo caminho’): tornando-nos Mensageiros de Jesus, queremos fazer da nossa terra uma comunidade de Consolação e de Alegria”.Em Relíquias, com a Missão, como nas primeiras comunidades de Jerusalém, aprendemos a ser Amigos de Jesus, o nossoRedentor, e a construir uma comunidade de Mãos Abertas”, foi o resumo feito a partir dos nomes das 4 assembleias familiares.
O encontro com os idosos e doentes também foi um ponto alto da Missão e aconteceu no Centro de Dia da Casa do Povo de Relíquias. Também aqui, as gentes mais novas (jardim infantil e ciclo básico) tiveram um momento de animação. As duas gerações, com os respectivos animadores, aproveitando a quadra da Páscoa, proporcionaram um ambiente de alegria e de festa. Também, por aqui, passou a Missão!


P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Colos e Relíquias acolhem a Missão



Chegou o dia em que as comunidades paroquiais de Colos e Relíquias iniciaram o tempo forte da Missão. Ao longo de vários meses estas paróquias assistidas pelos Milicianos de Cristo prepararam-se para este momento.



O início deste acontecimento foi muito bonito. A imagem de Nossa Senhora das Missões foi trazida pelas gentes de Sabóia, Santa Clara-a-Velha, Luzianes e Pereiras. Um autocarro e vários carros particulares trouxeram mais de 70 pessoas que, acompanhadas pelo pároco, P. Júlio Lemos, pelo diácono Zé Inácio e esposa e pelas Missionárias Espiritanas, deram testemunho missionário ao deslocarem-se de suas casas e visitarem os irmãos de Colos.
Na Eira da Lagoa, após o acolhimento da Imagem, começou a procissão. Com faixas de saudação e pedido de protecção e com a Cruz da Missão à frente, todos cantaram e rezaram até à chegada à igreja matriz. Aí, D. António Vitalino, presidiu à Eucaristia de Envio. Na homilia, aludindo à escolha e missão de David, desafiou a numerosa assembleia a não se deixar levar pelas aparências, mas a ver com o olhar de Deus. Insistiu para que, como o cego de nascença, façamos a profissão de fé em Jesus, a Luz do mundo e a sermos luz no meio das trevas.

Relíquias: Vigília ao Espírito Santo e Crisma
Já a noite ia adiantada quando a comunidade de Relíquias acolheu a Imagem peregrina. Aqui, foi o Bispo que presidiu à recepção. Na igreja, agora acompanhados pela figura de Maria como outrora no cenáculo, todos se abriram ao fogo do Espírito Santo.
Como no dia seguinte se celebrava o Crisma houve uma vigília de oração, que preparou os crismandos para receberem este Sacramento. Um a um, foram reflectidos e rezados os 7 dons do Espírito Santo e, no final, teve lugar o sacramento da Reconciliação. 
O domingo, dia da mudança de hora, exigia uma mudança profunda na vida dos crismandos. Com toda a dignidade e solenidade, a comunidade acolheu o pastor diocesano e viveu com intensidade este dia grande para a vida da paróquia. Foi dia de fé e de festa.
No final, foi feito o Envio dos Animadores das 5 Comunidades que vão reunir-se no tempo da Missão. Também os crismados receberam o Envio para, de uma forma concreta e pronta, darem testemunho de modo a que nas suas vidas apareçam os frutos do Espírito Santo.





Tempo da Missão 
De 30 de Março a 12 de Abril é o tempo forte da Missão. Depois de dois dias cheios, a Missão encontra-se na rua, nas comunidades familiares, na visita a cada casa e no encontro com os idosos nos lares e centros de dia, passando pela escola.
Os montes mais distantes não ficam esquecidos pois, em várias noites, a imagem da Senhora das Missões visitará estas pessoas que vivem distantes e longe de tudo. A oração e reflexão acompanham a ida da Imagem. São vários os montes a visitar. É a Mãe que chama e aponta caminhos novos.
Também em Colos se viverá a tradicional Procissão de Ramos. Mais um motivo forte de catequese e de anúncio da Palavra. Não faltará o Encontro de Formação para Animadores da Comunidade, no dia 12 de Abril, com o tema: “Cuidar da fé é cuidar do homem”, tratado um sacerdote vicentino, P. Fernando Soares.
Não falta campo para trabalhar e não faltam as propostas para ser semeada a semente. É tempo de sementeira, é tempo propício para anunciar a Palavra. A equipa missionária (intercontinental) é composta pela comunidade dos Milicianos de Cristo (Brasil), um seminarista estagiário (Nigéria), pelas Irmãs do Bom Pastor e pelo coordenador diocesano da animação missionária.
Os trabalhadores são poucos, mas contam com a rectaguarda da oração de todos. Unidos a Cristo, o Bom Pastor, queremos ser discípulos missionários (EG 120), levando a Boa Nova a todas as gentes.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Arões: Quadros do pós-Missão



A Missão em Arões aconteceu em Outubro passado. A Missão continua e há momentos que marcam e deixam marca. Vou contar alguns.

1 - Tenho uma jovem muito amiga, emigrante em França e a quem tenho ajudado muito, incentivando-a para a missão. Na altura da missão em Arões comprei um livro de S Vicente de Paulo, li e gostei muito. Resolvi enviá-lo para essa jovem. Ficou muito feliz atraindo a curiosidade por ser um santo francês.
Na semana passada, quando regressava da universidade, a rua por onde costumava passar estava em obras e ela sem saber o caminho certo resolveu fazer um desvio por local desconhecido. Quando seguia a rua escolhida reparou que um casal jovem saía de uma porta de máquina fotográfica na mão.
A porta fechou mas ela resolveu ver o que se passava dentro para fotografar. Qual foi a alegria que a jovem sentiu ao ver que era a capela ou igreja de S. Vicente de Paulo! Ficou radiante com o sucedido e logo me enviou as fotos. Deus é belo!

2 - Começou hoje a semana de retiro espiritual quaresmal, orientado pelo P. Álvaro, missionário em Arões, em Outubro passado. Fui à missa das 8h30. A serenidade e alegria com que o P. Álvaro celebra, faz entrar no mais fundo de nós e descobrir o que lá reside e nos impede de nos aproximarmos de Deus. Não estava muita gente, a freguesia é dispersa e os que conduzem, estão a trabalhar. O tempo e a distância impedem os mais idosos de participar. Esperamos que na cerimónia das 20h00 esteja mais gente.
Ainda não estive com o Padre Álvaro. Sou das que ando à boleia e como vivo a uma hora de caminho da igreja, não posso perder a boleia. Logo, se  DEUS quiser, vou telefonar-lhe para falarmos.
 
3 - Ontem foi um dia feliz para mim, mesmo passando fome, frio, chuva e cansaço pois andei com mais 15 jovens até às 20h00 a visitar os doentes da parte norte da paróquia.
Na próxima semana temos a parte sul. É gratificante ver como os doentes e idosos nos acolhem com tanta alegria.
Quantas lágrimas de alegria vi escorrer nas suas faces! Também deixei escorrer algumas dos meus olhos! É bom servir e louvar o Senhor nos irmãos que sofrem!


Teresa Matos, Arões