domingo, 31 de março de 2013

Páscoa Feliz!




Ó Páscoa gloriosa
Ó Páscoa gloriosa, ó Cristo Redentor.
Ó Páscoa gloriosa, ó Cristo Redentor.
A morte jaz vencida, a vida triunfou.
Meu ser exulta e canta, Jesus ressuscitou
Manhã da esperança, de glória e de luz.
Manhã da esperança, de glória e de luz.
Do túmulo da morte Jesus se levantou
Meu ser exulta e canta, Jesus ressuscitou.
A criação liberta entoa um canto novo.
A criação liberta entoa um canto novo.
Jesus ressuscitado gerou um mundo novo.
Meu ser exulta e canta, Jesus ressuscitou.
Hino da liturgia
AFS - Porto

quarta-feira, 27 de março de 2013

Tomai e comei... Tomai e bebei...




Páscoa é uma experiência de reconstrução do homem. Vivida pelo Povo eleito como libertação da escravidão e passagem à vida, a Páscoa será, ano após ano, recordada como alicerce firme da Aliança de Deus com o seu Povo. Quando os Israelitas chegaram às portas da Terra de Canaã, Moisés enviou os chefes de tribo para explorarem a terra e perceberem se podiam ou não entrar. Ao regressarem, uns relatavam a opulência do país e denunciavam a impossibilidade de entrar nele, outros sentiam as condições adversas como um verdadeiro desafio. Apenas Caleb e Josué se mostraram optimistas por uma razão de fé: O Senhor está connosco, não os temais. O que distinguiu Caleb e Josué não foi tanto a percepção do país, das suas gentes e das suas condições, mas sim a sua confiança em Deus. A grande dificuldade de Israel, naquele momento, era feita da conjugação do medo que nascia da observação da realidade com a falta de confiança em Deus. Os que confiaram entraram, os outros não.

Naquele momento, às portas de Canaã, Israel teve de mudar de paradigma na sua vida: os seus conhecimentos de Canaã não eram inválidos, mas a confiança em Deus tinha que ser maior (Num 13, 1-3; 17-33; 14, 1-34; Lc 4, 16-22).
A memória do processo de libertação, com todos os seus momentos e experiências, dá ao povo de Deus a segurança da intervenção criadora e salvadora de Deus. Porque é memória regressa com o coração às situações e experiências humanas de limite; mas porque é memória de libertação, volta-se para o futuro, constrói e fundamenta a esperança.

Foi esta Páscoa que Jesus celebrou e foi a esta Páscoa que Jesus deu novo sentido e novo horizonte. Jesus celebra a Páscoa com os discípulos mas agora os territórios de escravidão e de morte têm outros nomes: chamam-se pecado e incapacidade de amar, chamam-se infidelidade e idolatria. Por isso, ao pão e ao vinho, Jesus dá um novo significado e um novo horizonte. Doravante serão a expressão e o testemunho da sua entrega, do seu amor. Alimentar-se de Jesus é isso mesmo, alimentar-se do seu amor. E daí resulta uma nova Páscoa: ao Cruz, ao contrário de ser o fim da vida de Jesus, é a sua plenitude.


Tomai e comei... Tomai e bebei..., continua a Igreja a dizer por mandato de Jesus. Se Jesus o disse de si mesmo e se a Igreja é o Corpo de Cristo, significa que dar-se por amor em alimento é a fonte da nossa missão.

A Igreja renova-se, pois, todos os anos na celebração da Páscoa.Nasceu como Comunidade / Corpo de Cristo ressuscitado (a Igreja são os que dizem “sim” a Cristo e projectam a vida como seguimento e participação da vida de Cristo) e renova-se fazendo memorial da sua origem, do seu alicerce e da sua missão e finalidade.

Já na Semana Santa, mas ainda fora do Tríduo pascal, celebra-se em todas as Dioceses a Missa Crismal que reúne o Povo de Deus com os seus Pastores mas onde o que é mais expressivo é a reunião de comunhão (eucarística) dos Presbíteros de uma Diocese com o seu Bispo. Parecendo que é apenas uma acção interna da Igreja, a Missa Crismal é, no entanto, a expressão de uma Igreja que não existe para si mesma, mas sim para ser sinal e sacramento de Jesus Cristo.
Reunidos em comunhão com o seu Bispo, e todos no horizonte do Povo de Deus, os Presbíteros renovam nesta Celebração as suas Promessas Sacerdotais. E é também nesta Celebração que o Bispo diocesano consagra o Óleo do Crisma e benze os Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos.

Reaviva o dom de Deus que está em ti pela imposição das minhas mãos é a palavra de S. Paulo a Timóteo na sua primeira carta. Renovar as promessas, hoje, é precisamente, reavivar o dom do sacerdócio ministerial. O dom não se reaviva por méritos ou qualidades pessoais, mas por encontro com o Mestre na oração e na vida de todos os dias.
«O Senhor Jesus Cristo, a Quem o Pai ungiu pelo poder do Espírito Santo e seu poder, te guarde para santificares o povo cristão e ofereceres a Deus o sacrifício» rezava o Bispo que nos ordenou quando nos ungia as mãos. Esse é o dom que é preciso renovar.

A renovação das promessas sacerdotais, num contexto de oração como é a Eucaristia, é, por isso mesmo, extremamente expressiva: afirmando a renúncia a si mesmos, os Presbíteros reafirmam a vontade de se configurarem com Jesus Cristo que veio para servir e não para ser servido; reafirmam, além disso, o sentido das suas vidas como fiéis dispensadores dos mistérios de Deus na celebração da Eucaristia e nas outras acções sem ambicionarem bens materiais mas unicamente movidos pelo amor a Deus traduzido no serviço da fé e da vida aos irmãos.

P. Emanuel Silva
Portalegre-Castelo Branco

segunda-feira, 25 de março de 2013

Odemira: Missão, formação e juventude


 
De 16 a 23 de Março decorreu na Vila de Odemira um tempo de Missão. No sobe e desce das ruas e ruelas, com obras de empedramento novo e sinalizações a apontar saídas e desvios, os missionários foram à procura de doentes e pessoas idosas e sozinhas. O tempo de encontro foi sempre curto pois muito havia a partilhar e a escutar. O mesmo se pode dizer das instituições de bem-fazer, todas elas, valências da Santa Casa da Misericórdia de Odemira.

O centro das actividades foi a Igreja do Santíssimo Salvador, com oração de laudes e tempo de atendimento, de manhã, com Eucaristia, à tarde, e reflexão e oração, à noite. A participação ficou um pouco aquém do esperado, embora houvesse momentos muito concorridos, tais como o dia da família, o dia da Reconciliação e a noite da Via-Sacra. Nesses encontros, muitos foram aqueles que quiseram responder com a sua presença e participação activa, enchendo por completo a igreja. O mau tempo impediu que mais pessoas pudessem responder aos apelos do pároco e dos missionários.
O encontro com as crianças nos Jardins de Infância de Odemira e da Boavista dos Pinheiros foi um momento encantador e cheio de ternura e beleza, pois aconteceu no dia do Pai e os pequenos cantaram e encantaram e mostraram a caminhada que fazem com a ajuda do pessoal técnico e auxiliar, e com a presença das Irmãs Oblatas.
D. António Vitalino acompanhou a Missão e, na sexta-feira, visitou doentes a quem levou a Eucaristia e a Unção dos Doentes. Além desta actividade, calcorreou as ruas, saudando os que passavam e esteve presente no Centro de Dia, no Lar e no Centro de Cuidados Continuados, obra da Santa Casa onde conversou com os utentes e responsáveis. Por fim, visitou o Estabelecimento Prisional de Odemira onde falou com a direcção e com as presas, num encontro formal, mas muito fraterno e intenso. Este momento foi salutar para todos, pois ir ao encontro dos irmãos, seja qual for a sua situação, é sempre um desafio a acolher, um caminho a seguir, uma meta a alcançar!
O último dia da Missão, com muita chuva à mistura, teve um programa muito preenchido e variado: o encerramento da Missão, o encontro de formação para Animadores, a Jornada diocesana da Juventude e a instituição de Ministérios de Leitor e Acólito.

Formação de animadores

Na ermida da Senhora da Piedade aconteceu o 8º Encontro de Formação para Animadores da Comunidade, que foi orientado pelo P. Fernando Soares, da CM, que apresentou o tema: “Caridade, fonte de Fé e de Amor” e com o sub-tema: “Crer é cuidar e cuidar é crer”. As diversas actividades e o mau tempo fizeram com que não houvesse uma grande adesão. Eram mais de duas dezenas de participantes, entre eles, o bispo, sacerdotes, diácono permanente, candidatos ao sacerdócio, religiosas, homens, mulheres e jovens.

Após o acolhimento e um tempo de oração/reflexão com base no texto do bom Samaritano o conferencista, com experiência no trabalho como capelão hospitalar (S. João-Porto) e com a Sociedade de S. Vicente de Paulo (Assistente do Conselho Central do Porto), pegando no nº 14 da Porta da Fé e na mensagem de Bento XVI para a Quaresma para este ano, de forma simples e interpelante, foi apontando pistas e caminhos para um aprofundamento da fé e uma vivência da caridade. Nestes dois documentos, no dizer de Bento XVI, “a fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu caminho” (Porta da Fé), pois a fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é «caminhar» na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15) ” e “A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf.Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30)” (Mensagem da Quaresma).
A Palavra de Deus (Mateus 25 e 1ª Coríntios, 13), o diálogo e a partilha ajudaram a dar profundidade, conteúdos e força a esta manhã de formação. Os participantes manifestaram o seu agrado pela escolha do tema e pela forma como foi apresentado. No final, o senhor Bispo, salientou a necessidade da formação dos animadores e desafiou para que nos próximos encontros (Montes Velhos-Abril e Vale de Água-Maio) haja mais participantes. Além disso, vincou a ideia de que é necessário criar grupos missionários, nas paróquias e na diocese, para animar as comunidades, uma vez que o número de sacerdotes é muito reduzido. Incentivou os presentes a dar maior e melhor testemunho da fé, pelo exemplo de vida e pela vivência da caridade.

“Ide e fazei discípulos”
A vila de Odemira acolheu a Jornada diocesana da Juventude, com o lema: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. Os jovens chegaram de mochila às costas, uns na sexta, dia 22, outros, a maior parte, no sábado, 23. Vieram de muitos lugares da diocese, embora os participantes não chegassem à centena. Pela manhã, na Igreja do Santíssimo Salvador, com a Irmã Natália e outros responsáveis da Pastoral Juvenil, com o P. Francisco e o P. Manuel Pato, começou a animação do dia, com várias dinâmicas que levaram à oração, à contemplação e à reflexão. Posteriormente, dividiram-se em ateliers, com temáticas diferentes e complementares. Da “Fé com arte” ao canto, da ornamentação ao encontro, mesmo debaixo de chuva, foram-se construindo quadros e momentos cheios de beleza.
A concentração para a Procissão de Ramos teve lugar no Jardim dos Baloiços e após a Bênção, percorreu algumas das ruas da vila, mostrou algum do muito trabalho da gente nova. A animação pelo canto, a coreografia, a dança dos continentes ao som da saudação “Evenu shalom aleguén”, transportou a multidão para terras de Israel, para a cidade de Jerusalém. Um belo trabalho, simples, mas cheio de mensagem!
A Eucaristia, presidida pelo Bispo diocesano, foi ponto alto, na vivência deste dia, com actividades diferentes, mas todas elas, orientadas para este momento de celebração da Fé.
A gente nova, animou o canto. Os concelebrantes proclamaram a narração da Paixão. O presidente, na homilia, aprofundou a vivência deste tempo litúrgico, onde a cruz surge como sinal de vida nova, como revelação do Amor de Deus que nos interpela e nos aponta caminho a seguir, na fidelidade, no cuidado com os outros, na disponibilidade para o serviço.
No momento próprio, Frei João António Gonçalves, dos Milicianos de S. Martinho das Amoreiras, foi instituído no ministério de Acólito e Ikechukw Mary G. Okeke, em estágio em Vila Nova de Milfontes, no ministério de Leitor. Uma oportunidade para um apelo ao discernimento vocacional e à identidade missionária da Igreja. A celebração foi digna, festiva e interpelativa. Um dia cheio e em cheio, com ritmo, conteúdo e desafios!
Todos, de todas as idades, receberam e perceberam o lema desta jornada e destes dias de missão “Ide e fazei discípulos entre todas as nações!”
P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

terça-feira, 19 de março de 2013

Anúncio da Missão Popular em Arões (Diocese de Viseu)



Foi com uma igreja cheia de gente, e no encerramento da semana das pregações quaresmais, que foi feito o anúncio da Missão Popular na Paróquia de Arões, concelho de Vale de Cambra, Diocese de Viseu.

Esta decorrerá nos dias 6 a 20 de Outubro de 2013. Foi lançado o desafio a toda a comunidade para estar já em espírito de missão, através da oração, e ao mesmo tempo pedida disponibilidade aos que forem convidados para serem agentes mais diretos em alguma das ações da Missão.
Ficou já agendada uma primeira reunião para todos estes que o pároco convidar a pertencer às várias equipas: responsável, visitadores, animadores, logística, que será a 27 de Abril.
No dizer do pároco, Pe. Eurico Sousa, foi pedida a Missão para que haja como que um “despertar de alguma letargia causada pela acomodação”. Assim, renovou o convite a todos para se deixarem tocar por esta acção evangelizadora.
P. Álvaro Cunha

Algo de novo, em Odemira




Após o anúncio da Missão em Odemira, em Outubro passado, e depois de algumas reuniões de preparação, chegou-se à conclusão de que, por diversos motivos, este tempo forte de anúncio da Palavra, em vez das duas semanas previstas, tivesse apenas uma semana. Alguma indisponibilidade em se conseguir as casas para as comunidades, as obras em grande parte das ruas e alguma indiferença foram as causas que mais pesaram para esta decisão. A equipa missionária é formada pelo P. Agostinho, pela Irmã Emília, espiritana, a Irmã Celina, religiosa do Bom Pastor e a Joaquina, missionária leiga de Santa Luzia.


Uma vigília missionária, na Ermida da Senhora da Piedade, no passado sábado, dia 16, deu início a esta caminhada de evangelização e que se prolonga até dia 23 de Março. O domingo, foi o dia da Família. Na Eucaristia, muito participada, com a presença de muita gente de todas as idades, dezasseis casais fizeram a renovação dos seus votos matrimoniais, seguindo-se um almoço partilhado, no Centro paroquial. As actividades do domingo terminaram com a recitação da Oração de Vésperas na Igreja do Santíssimo Salvador.

Do programa divulgado constam as celebrações, à noite, com temas próprios deste tempo da Quaresma e dentro da dinâmica da Missão. Na quinta-feira, é o dia da Reconciliação e na sexta, a meditação dos passos de Jesus, a Via-Sacra, será feita em algumas das ruas da vila. Tempos de oração e de atendimento, visita aos doentes e pessoas sozinhas, ida ao Lar e Centro de Cuidados Continuados, encontro com crianças dos jardins-de-infância e da catequese e visita às reclusas, são algumas das acções que preenchem esta semana. O dia do Pai e dia da inauguração do pontificado do Papa Francisco I, será um dia especial para todos. Na sexta-feira, D. António Vitalino, participará na visita aos doentes e presidirá à Via Sacra.

No sábado, dia 23, a Juventude da Diocese e os Animadores da Comunidade terão os seus encontros que terminarão com a solene Procissão de Ramos e Eucaristia, na Igreja do Santíssimo Salvador, onde haverá a instituição do ministério de Acólito do frei João, da comunidade de S. Martinho das Amoreiras.

Nesta semana e, sobretudo, no fim-de-semana, tudo corre para Odemira. A semente vai sendo lançada. O desafio para um compromisso mais forte e empenhado é proposto e como na liturgia deste domingo, o Senhor da Missão poderá dizer-nos: “Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer. Não a vedes”? (Is 43,19)

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja


sábado, 16 de março de 2013

FÉ E AMOR: DOM, ESCUTA E PARTILHA



No passado fim-de-semana, em Fátima, na Casa da Medalha Milagrosa, os Colaboradores da Missão Vicentina (CMV), viveram o seu retiro anual. Convocado e animado pelo P. Manuel Nóbrega, participaram neste encontro cerca de três dezenas de pessoas, vindas de várias regiões do país.

Oração, reflexão e partilha foram o tripé que, desde sexta-feira até domingo, ajudaram a percorrer os vários momentos de cada dia. O conhecimento de cada um, a permuta de experiências e a boa disposição foram a tónica da primeira noite. Os temas Fé e Amor, preencheram o dia de sábado e foram mote para tempo de silêncio, adoração, reconciliação. Tal caminho, levou à Eucaristia – Sacramento da Fé e do Amor – na qual a Palavra de Deus, saborosa, abundante e interpelante, ajudou a aprofundar o mistério da Comunhão e do Encontro com Deus, fonte de todo o Amor, e com o Irmão, a quem devemos Servir.
Após o jantar, em momento de convívio, e em jeito de partilha alargada, o P. Agostinho, a Henriqueta e a Adelaide, deram a conhecer o trabalho das Missões Populares e fizeram o relato das últimas experiências missionárias (Missões em Penamaior – Paços de Ferreira, Granho e Glória do Ribatejo – Salvaterra de Magos) e dos encontros de formação para Animadores (nas Dioceses de Beja, Santarém e Portalegre-Castelo Branco). A recitação do terço, encerrou o dia e abriu perspectivas para a reflexão do domingo: “Saber escutar como Maria”.
Começando pela experiência da vida, com as muitas dificuldades na escuta e alguns pressupostos importantes de abertura ao outro, o P. Nóbrega conduziu os presentes até Maria e à sua experiência da fé. Tal reflexão esteve assente em textos bíblicos (Maria guardava todas estas coisas em seu coração) e no magistério da Igreja (Verbum domini, nº 124). Tendo Maria como modelo de escuta, fomos desafiados a ter algumas atitudes para desenvolver a comunicação, tais como a utilização dos meios disponíveis, eliminar os obstáculos que impedem a comunicação (fixação no eu, murmuração, monopolização da palavra e manipulação das pessoas). A valorização da pessoa, como dom de Deus, o respeito e a confiança ajudam a seguir o exemplo de Maria e a acolher o Dom de Deus como fruto da graça, com simplicidade e generosidade.
Com a Eucaristia do IV domingo da Quaresma e com o almoço, terminou este tempo de encontro, de reflexão e de descoberta. A pouco e pouco, deu-se o regresso de cada um a suas casas, com mais força e vontade de testemunhar “tudo aquilo que vimos, ouvimos e experimentámos”.
P. Agostinho Sousa,

quinta-feira, 14 de março de 2013

«Uma lição para o Mundo»




D. António Couto não ficou "surpreendido" com um Papa argentino e acredita que vai "ajudar a Igreja a ser mais próxima e mais missionária"

O bispo de Lamego disse ser bom para a Igreja ter um Papa que vem da Igreja “viva e missionária” da América Latina, como Francisco.



“Termos um Papa que vem da Argentina, esse mundo rejuvenescido e pujante de vida, pode ser uma lição para o Mundo”, afirma D. António Couto, em declarações à Agência ECCLESIA, após a eleição do cardeal Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires. “A Argentina é dos países que mais evoluiu na ideia e concretização da missão, tendo uma Igreja muito dinâmica", acrescentou.



O prelado, que já tinha ouvido falar do arcebispo de Buenos Aires como uma pessoa “simples e próxima dos fiéis” acredita que este será um pontificado “próximo e missionário”. A preferência de D. António Couto era a eleição de um Papa latino-americano, pelo que não ficou “surpreendido” mas “muito feliz” e crente de que o Papa Francisco irá “ajudar a Igreja”.



Quanto ao nome escolhido, o bispo de Lamego diz ser um “santo nome”. “Pode ser por influência de São Francisco de Assis, pela sua humildade, beleza e fraternidade que já hoje foi citada, mas também acredito que possa ser por São Francisco Xavier, o maior missionário da época moderna e jesuíta, como este Papa é", observa.



D. António Couto refere ainda que não sabe qual dos dois santos “pesará mais na vida” do novo Papa mas acredita que “qualquer um dos exemplos aponta para a renovação”.



Lisboa, 1 3Mar 2013 (Ecclesia) – SN


Habemus Papam


O cardeal argentino Jorge Mário Bergoglio, de 76 anos, foi eleito como novo Papa da Igreja Católica, o primeiro do continente americano, e escolheu o nome de Francisco.


Saudação do Papa Francisco
Irmãos e irmãs, boa noite!

Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais foram buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado!
E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.

[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]

E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!

E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta vossa oração por mim.

[…]

Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.

[Bênção]

Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira.
Boa noite e bom descanso!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Vale de Açor (Ponte de Sor) – Revitalização da Missão



Foi em Março de 2010 que o P. Albertino, a Irmã Beatriz e a Henriqueta Varela fizeram a Missão Popular em Vale de Açor (Ponte de Sor). Ano após ano, pela mesma ocasião, esta comunidade vive um tempo de revitalização para poder continuar a viver, em alta, os desafios deixados por esse tempo forte da Missão.
De 2 a 7 deste mês, aconteceu, em Vale de Açor, uma semana, em cheio. Fruto da Missão, lentamente, um grupo de pessoas que foi fazendo da caridade uma aposta, começou a dar os primeiros passos. Com o apoio da Conferência vicentina de Ponte de Sor, a 2 de Março, chegou o dia do compromisso solene da Conferência de Nossa Senhora da Conceição de Vale de Açor, estando presentes o presidente Nacional da Sociedade de S. Vicente de Paulo, António Saraiva, e a presidente do Conselho Central da SSVP da diocese de Portalegre-Castelo Branco, Maria Cristina Jesus. A celebração foi presidida pelo P. Alberto Tapadas, pároco. Esta nova Conferência tem 10 elementos, sendo sua presidente, Marília Santos. Uma bonita forma de celebrar os 200 anos do nascimento de Frederico Ozanam.
No dia 5, e a propósito do Sínodo Diocesano, as comunidades nascidas da Missão, reuniram-se em assembleia para, a partir do guião “Fé, evangelização e vocações na Igreja” ser tratado o tema: “Cultura vocacional”. Depois da oração inicial, o P. Agostinho partilhou com os presentes algumas ideias: a vocação é, simultaneamente, opção e chamamento, dom e dinamismo pessoal; é dom que se acolhe, se recebe e se faz frutificar. Chamados pela acção do Espírito Santo, a vocação é uma criação, que exige uma promessa e uma resposta livre e apaixonada. Uma cultura vocacional “dá muito trabalho” e constrói-se a partir de muitos sinais. Promover e ser agente de uma cultura vocacional é, no que de cada um depende, estar atento e ser criativo na disponibilidade para seguir Jesus. Este assunto, importante e desafiante, mereceu uma grande partilha e reflexão dos presentes. Não falar da vocação, não desafiar a uma cultura vocacional, faz com que a fé e a evangelização não encarnem na vida das pessoas e estas não dão uma resposta comprometida, vivendo, tantas vezes, sem descobrir que todos têm uma vocação e uma missão a viver e a cumprir
Os últimos dois dias foram dedicados à visita e encontro com os doentes e idosos e pessoas sozinhas. Mais uma experiência gratificante e cheia de testemunhos. No dia 7, as pessoas prepararam o ambiente para a Via Sacra pública que ia atravessar a aldeia, de ponta a ponta. Os lugares das estações estavam ornamentados com pequenos “altares”. Porém, as grandes chuvadas da tarde, fizeram com que a vivência dos “passos de Jesus” tivesse, por local e cenário, a Igreja paroquial. Além dos quadros da Via Sacra, esta igreja possui um quadro com a “cena de Emaús” e, um outro, que assinala a data da Missão Popular.
Caridade, missão e oração, três dimensões da vivência da Fé. Em Vale de Açor foi um tempo forte e revitalizante para se prosseguir a caminhada iniciada, há três anos, na Missão Popular.

P. Agostinho Sousa, CM

terça-feira, 12 de março de 2013

Formação para Animadores – Glória do Ribatejo



Nas comunidades paroquiais ou nas comunidades familiares nascidas da Missão, os animadores têm um papel fundamental e, para o exercício do mesmo, além da boa vontade e disponibilidade, estes devem ter uma formação adequada e abrangente para melhor poderem servir a Comunidade. Nesta perspectiva, na programação das Missões Populares, além da formação específica para os animadores, está previsto um Encontro de Formação. Foi o que aconteceu no dia 2 de Março, na Glória do Ribatejo. Este 4º Encontro, vem na sequência dos anteriores, que tiveram lugar no Granho (“Fé e Missão” - Fevereiro) e nos Foros de Salvaterra (“Para um rosto missionário da Igreja” - Junho e “Missão e Igreja local” – Dezembro).
“Fé e Caridade” foi o tema que o P. Manuel Nóbrega preparou. Uma agenda carregada e com actividade sobreposta fez com que, em sua vez, o Encontro fosse animado pelo P. Agostinho e pelo António Cordeiro (Toni). Participaram mais de duas dezenas de pessoas vindas do Granho, Foros de Salvaterra e da Glória do Ribatejo. A oração inicial deu o mote para o encontro, com a leitura e reflexão da parábola do bom samaritano.
A primeira parte do tema “Deus é amor, fonte de Amor”, estava apoiado em textos bíblicos, do Magistério e de S. Vicente de Paulo. “Amados por Deus”, a primeira verdade a ser reflectida, levou-nos à descoberta de um amor eterno e concreto, que é pessoal, que é graça e dom, vida e felicidade, uno e unificante. A segunda verdade, “Chamados por Deus”, fez-nos descobrir a vocação universal, que é apelo de Deus e resposta do homem. Um texto de Frederico Ozanam ilustrou bem esta certeza. O primado de Deus e a centralidade do amor, a partir do mandamento novo, foram alíneas que mostraram, de forma eloquente que “a fé cristã acolheu o núcleo da fé de Israel e, ao mesmo tempo, deu-lhe uma nova profundidade e amplitude” (Deus é Amor,nº1).
A segunda parte, com estrutura idêntica, sob o título “Tu és meu irmão, minha irmã”, e à luz da Palavra de Deus, da Igreja e do fundador da SSVP, mostrou a centralidade do amor cristão, quanto à Fonte, ao Modelo e ao âmbito, de modo a ser um amor concreto, cujas manifestações passam pela valorização do outro, pela gratuidade, pelo perdão, pelo sacrifício e pelo serviço. Esta forma de amar exige respeito pelo ser do outro e pela liberdade do outro.
Foi um tempo fecundo, a exigir outros momentos de formação, onde a reflexão e a partilha ajudam a ver com outros olhos a realidade em que vivemos e as exigências do serviço que os animadores são chamados a prestar à comunidade.
Ficou previsto novo encontro para o início do mês de Julho. Em jeito de oração e envio, o encontro encerrou com a leitura do Hino ao Amor, da carta aos Coríntios e com o cântico “Ubi caritas et amor, Deus ibi est”.
P. Agostinho Sousa, CM

sexta-feira, 8 de março de 2013

Glória do Ribatejo: Igreja em Missão




“Felizes os que acreditam e entram pela porta da fé, Igreja feliz, Igreja em Missão”. Sendo o hino diocesano do Ano da Fé, estas palavras e toda a sua mensagem, tornaram-se convite e compromisso da Missão Popular, na Vila da Glória do Ribatejo, de 17 de Fevereiro a 3 de Março. D. Manuel Pelino presidiu à Eucaristia do envio dos missionários vicentinos (P. Agostinho Sousa, Irmã Zulmira Leite e Henriqueta Varela, leiga), dos Animadores das Comunidades Familiares e dos donos das casas que se abriram para acolher os grupos de reflexão. A anteceder este momento, na noite de 16 de Fevereiro, fez-se uma Via-Sacra que percorreu as ruas centrais da terra, tendo participado uma numerosa multidão de pessoas que acompanharam a meditação sobre os últimos passos de Cristo.

As comunidades (dezasseis) reuniram-se em quatro noites, com uma afluência muito significativa, apesar da chuva e do frio. O número de participantes ia crescendo à medida que os dias iam passando e, na Comunidade das comunidades, no Salão da Casa do Povo, mais de seiscentas pessoas, viveram intensamente esta celebração que foi presidida pelo P. João Maria, pároco. Os nomes das comunidades e os testemunhos ricos de conteúdo, transmitiram o muito que se viveu nas casas, a partir da leitura da Palavra de Deus, da oração e da reflexão. As comunidades, em gesto de partilha, trouxeram uma grande quantidade de bens alimentares que a Conferência vicentina local irá distribuir pelas pessoas mais necessitadas. Ficou bem patente nesta celebração o jeito de viver das primeiras comunidades “tinham tudo em comum!”.

Como síntese da vivência das comunidades, com os seus nomes, pode-se fazer o lema da Missão, que irá tornar-se compromisso: “Bom Pastor,Caminho e Fonte de Água Viva que, naquele tempo, subiu a uma Barcapara falar às multidões, continua a anunciar a Boa Nova. Com esta Missão Popular, Ele torna-nos ainda mais Guardiães e Mensageiros da Palavra, faz-nos Despertar para que, unidos como os Ramos da videira e amassados como o Grão de trigo apurado na Eira, sejamos Pedras Vivasformando uma Corrente de Paz, de União e de Partilha”. Isto é viver a Missão, é descobrir o caminho a seguir, é ser Igreja feliz, Igreja em Missão! Tal mensagem, correu as ruas da “aldeia mais típica do Ribatejo”, e rompeu fronteiras, estendendo-se por toda a parte, pelos ecrãs da TVI, que transmitiu a Eucaristia dominical.

Crianças, Doentes, Famílias e Animadores, em celebrações específicas ou em encontros sectoriais, viveram a experiência da Missão. Estes momentos celebrativos e as temáticas partilhadas nas noites da segunda semana, trouxeram à igreja, largas dezenas de pessoas que, não arredando pé, davam calor, serenidade e interiorização a todos os sinais que apontavam para a vivência das verdades da Fé. As comunidades tiveram um papel activo e empenhado na preparação dos cenários da celebração, nas leituras, no canto e nos mais diversos serviços. A alegria, a comunhão e a partilha foram tónicas predominantes desde o primeiro dia nas comunidades, nas refeições partilhadas com os missionários, nas diversas celebrações, na eucaristia de encerramento e no convívio final.


Todas as comunidades vão continuar esta caminhada, em ritmo mensal, tendo por base de reflexão a temática da diocese.

Nestes dias, na Glória do Ribatejo, o refrão do hino “Felizes os que acreditam”, podia ser lido no rosto de tanta gente e caiu fundo no coração das pessoas, de todas as idades e de todos os lugares. Bendito seja Deus por este tempo de Missão e que toda a Família e Comunidade gloriana seja sempre gente feliz e Igreja em Missão!

P. Agostinho Sousa, CM

quinta-feira, 7 de março de 2013

P. Manuel Henriques da Silva, CM



O Padre Manuel Henriques da Silva nasceu em Campia, Vouzela, em 8 de Março de 1930. Ordenado presbítero em 20 de Março de 1955, na Sé Catedral do Porto, foi destinado às Missões em Moçambique. Aí trabalhou durante 20 anos seguidos, na formação do clero e também na Pastoral de evangelização. Voltando a Portugal, licenciou-se em Humanidades pela Universidade Católica de Braga, em 1985. Esteve no Seminário de Pombeiro e posteriormente, em Santa Quitéria, ambas em Felgueiras. Voltou mais duas vezes a Moçambique em serviço e uma terceira de férias. Pelo meio, fez parte das comunidades de Salvaterra de Magos, diocese de Santarém e do Amial (Casa dos Estudantes), no Porto.

No seu regresso definitivo de Moçambique, foi convidado a exercer o seu ministério em terras de Nisa, Diocese de Portalegre-Castelo Branco. Daí foi para Viseu, colocado pelos Superiores em Monte Salvado, pertencente à Paróquia de Orgens. Entretanto, fez parte de comunidade vicentina de Santiago do Cacém, diocese de Beja, tendo regressado a Viseu, onde continuou a exercer o seu ministério sacerdotal e onde a doença o foi consumindo, fazendo com que várias vezes tivesse de ser internado no Hospital de S. Teotónio, em Viseu.

Já muito debilitado, passou os seus últimos dias entre nós, no Lar vicentino de Santa Quitéria (Felgueiras). A irmã morte chamou-o na véspera do seu aniversário natalício, a 07 de Março de 2013. As exéquias serão celebradas, em Campia-Vouzela, sua terra natal, pelas 15h30, no dia 8 de Março. Não cantando os parabéns pela vida, damos graças a Deus pela vida e sacerdócio do Padre Manuel Henriques da Silva e acreditamos que ele goza da Vida nova, junto de Deus.

 A sua actividade regular eram as Missões Populares, a primeira actividade do carisma vicentino. Jovial e bem disposto, gostava da literatura e de fazer versos ao correr da pena. Homem simples e já maduro, habituou-se a ser próximo de toda a gente. Perito em rubricas, sabia muito de liturgia. Não se afastava muito das normas canónicas e cultivava a sã piedade com esmerado cuidado. Gostava de escrever. Tinha por costume estar muito atento a tudo e a todos. Escreveu um livro com o título “Pedaços de vida”.

P. Agostinho Sousa


segunda-feira, 4 de março de 2013

Anúncio da Missão Popular na Madalena (Chaves)






A Paróquia da Madalena desde 2011 foi entregue ao cuidado pastoral dos Padres vicentinos, sendo pároco, o P. José Augusto Alves. Desde início se perspectivou como acção prioritária a realização de uma Missão Popular.

No passado dia 3 de Março, o P. José Maria Pereira, nas Eucaristias dominicais fez o anúncio solene da Missão que se vai realizar na paróquia da Madalena de 22 de Setembro a 6 de Outubro. No âmbito do Ano da Fé, no início de novo ano pastoral, por ocasião da celebração de S. Vicente de Paulo e do Mês missionário, os responsáveis decidiram avançar para este tempo forte de evangelização.

A partir do anúncio, em reuniões mensais e no contacto com as pessoas, na reflexão de temas e no conhecimento da realidade, vive-se o tempo da pré-missão. Irão surgir os animadores, as comunidades familiares e abrir-se-ão as casas que as vão acolher para escutar a Boa Nova. É um tempo forte de oração, de reflexão e de estudo para que o terreno seja bem preparado para que a semente da Palavra Deus e da Comunhão fraterna frutifique.



História da Madalena




Madalena é uma freguesia portuguesa da cidade e do concelho de Chaves, com 6,05 km² de área e 1 582 habitantes (2011). Sob a margem esquerda do rio o Bairro da Madalena que hoje integra a freguesia da Madalena. Nele se ergue, imponente e mirando-se nas águas do rio, a Igreja de S. João de Deus, construída na época de D. João V, em brilhante barroco, cujo projecto é atribuído ao coronel Tomé de Távora e Abreu, engenheiro militar flaviense do primeiro quartel do século XVIII.

É de destacar a exuberância do zimbório, a frontaria com os seus grandes anjos, e a planta interior em interessante formato octogonal. Anexo a esta igreja funcionou um Convento da Ordem de S. João de Deus, depois transformado em Hospital Real; mais tarde, nos princípios do século XIX, aí funcionou a Escola Médico Cirúrgica, e hoje está magnificamente adaptado a uma Residência de Estudantes. Ainda na Madalena, no Campo da Fonte há uma bela capelinha barroca, propriedade particular. As capelas de S. Roque e de S. Bento, de linhas muito singelas, estão também situadas na margem esquerda do rio.



Padres Vicentinos em Chaves

A Casa situada na margem esquerda do Rio Tâmega, na freguesia da Madalena, desta Cidade de Chaves, no lugar chamado Campo de São Bento, a DOMUS FLAVIA, na Rua dos Lazaristas, é propriedade da Congregação da Missão e, habitada desde o dia 15 de Julho de 1958. A Capela - Igreja - em honra de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa foi inaugurada em 31 de Maio de 1961.

Neste momento, a comunidade vicentina da “Domus Flavia” é formada pelos padres Jaime Cruz, João de Barros, José Alves e Mário Ribeiro.




Actividade missionária desde a sua fundação:

Esta Casa ocupou-se prioritariamente em trabalhos de pregação, em missões populares, actividades paroquiais e formação juvenil e vocacional. Não menos importante, tem havido desde o início um trabalho de acolhimento sacramental, que se materializa na disponibilidade dos sacerdotes em atender de confissão e diálogo pastoral com quem os procura, padres e leigos.

- A pregação é esporádica, mas constante: Novenas e ofícios de almas, Sermões de devoção, Festas dos padroeiros ou das localidades, Retiros diversificados, ao longe e ao perto e outros Encontros de vária índole.

- As Missões Populares têm sido também uma constante dos membros desta Comunidade, não só na região transmontana como um pouco por todo o país.

- A actividade paroquial tem estado quase sempre associada à Comunidade. A primeira foi a capelania de Nantes. No Verão de 1945 foi entregue a paroquialidade de Vilar de Nantes e de Samaiões, em 1947 (até 1955), a de Cela e, em 1955, a de Eiras, com São Lourenço. Entretanto, deixaram-se estas e desde 1982 assumiram-se as paróquias de Santo Estêvão com suas anexas Faiões e Vila Verde da Raia, mais Santo António de Monforte e em 1983 Lamadarcos com Vila Frade. Em 2011, os padres vicentinos assumiram as paróquias da Madalena (cidade), de Samaiões e das Eiras. Estas constituem hoje a Zona Pastoral Vicentina de Chaves.

- Também a pastoral juvenil e vocacional tem estado nos horizontes da vida desta Comunidade. No início, mercê do apostolado local da comunidade, os jovens rumavam a Felgueiras e muitos povoaram os seminários. Depois, em 1986, a comunidade acolheu o Seminário Interno (Noviciado) durante dois anos e com o nascimento do Seminário em Família, nela funcionou um Centro do mesmo SEF.

- O acolhimento a Padres e Leigos, sobretudo pelo sacramento do perdão e da reconciliação, não é tão fácil de avaliar, mas não menos importante e tem sido timbre de todos os Padres que por aqui passaram até aos dias de hoje.



(Fontes: Wikipédia e Lar Estudantes Vicentinos)



P. Agostinho