quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Papa Francisco




Professar que a Igreja é apostólica, explicou o Papa Francisco, significa destacar o elo profundo, constitutivo que ela tem com os Apóstolos. “Apostolo” é uma palavra grega que quer dizer “mandado”, “enviado”. Os Apóstolos foram escolhidos, chamados e enviados por Jesus, para continuar a sua obra. Partindo desta explicação, o Papa destacou brevemente três significados do adjectivo “apostólica” aplicado à Igreja.


Em primeiro lugar, a Igreja é apostólica porque está fundada sobre a pregação dos Apóstolos, que conviveram com Cristo e foram testemunhas da sua morte e ressurreição. “Sem Jesus, a Igreja não existe. Ele é a base e o fundamento da Igreja”, recordou o Papa, afirmando que a Igreja é como uma planta, que cresceu, se desenvolveu e deu frutos ao longo dos séculos, mas mantêm suas raízes bem firmes em Cristo.

Em segundo lugar, a Igreja é apostólica, porque Ela guarda e transmite, com ajuda do Espírito Santo, os ensinamentos recebidos dos Apóstolos, dando-nos a certeza de que aquilo em que acreditamos é realmente o que Cristo nos comunicou.

“Ele é o ressuscitado e suas palavras jamais passam, porque Ele está vivo. Hoje Ele está entre nós, está aqui, ouve-nos. Ele está no nosso coração. E esta é a beleza da Igreja. Já pensamos em quanto é importante este dom que Cristo nos fez, o dom da Igreja, onde podemos encontrá-Lo? Já pensamos que é justamente a Igreja – no seu longo caminhar nesses séculos, apesar das dificuldades, dos problemas, das fraquezas, os nossos pecados – que nos transmite a autêntica mensagem de Cristo?”

Enfim, a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. Esta é uma grande responsabilidade que somos chamados a redescobrir: a Igreja é missionária e não pode ficar fechada em si mesma.

“Insisto sobre este aspecto da missionariedade, porque Cristo convida a todos a irem ao encontro dos outros. Envia-nos, pede-nos que nos movamos para levar a alegria do Evangelho. Devemos perguntar-nos: somos missionários com a nossa palavra ou através da nossa vida cristã? Com o nosso testemunho? Ou somos cristãos fechados nos nossos corações e na nossa igreja? Cristãos de sacristia? Cristãos só de palavras mas que vivem como pagãos? Isso não é uma crítica, também eu me questiono: Como sou cristão? Com o testemunho, realmente?”

“A Igreja tem suas raízes no ensinamento dos apóstolos, mas olha sempre para o futuro, com a consciência de ser enviada por Jesus, de ser missionária, levando o nome de Jesus com a oração, o anúncio e o testemunho. Uma igreja que se fecha em si própria e no passado, ou uma igreja que olha apenas para as pequenas regras de hábitos, de atitudes, é uma Igreja trai sua própria identidade”. 

“Uma Igreja fechada trai a sua própria identidade. Redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica”.

OMP/Obras Missionárias Pontifícias


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Faleceu o P. António Fonseca Soares, CM


Nascido em Idães, Felgueiras, a 4 de Setembro de 1931, o Pe. António da Fonseca Soares, faleceu no Hospital de São João, no Porto, no dia 30 de Outubro de 2013.
Entrou para o Seminário de Oleiros – Felgueiras, a 27 de Setembro de 1942, dando entrada no Seminário Interno, em Pombeiro - Felgueiras, no dia 14 de Agosto de 1948, fazendo os votos a 3 de Outubro de 1952.
Foi ordenado Presbítero, na Sé do Porto, a 20 de Março de 1955. Em Setembro desse ano, parte para Moçambique, para Magude, como professor, indo depois para a Missão de Mapai onde esteve até Agosto de 1965.
Na Naamacha esteve desde essa data até 1975, passando daí para o Seminário de São Pio X onde foi professor.
Em princípios de Setembro de 1976, regressou a Portugal onde exerceu a missão de professor, nos seminários de Oleiros e Pombeiro. Em 1984 foi colocado em Chaves como Superior exercendo outros ministérios.
Em 1990, vai para Almodôvar para, em 1991, ir para Santiago do Cacém, exercendo as funções de ecónomo e diversos ministérios.
Em Setembro de 1997, é colocado em Santa Quitéria onde exerceu o ministério de Reitor do Santuário, de Superior e de ecónomo.
Na manhã de ontem foi chamado pelo Pai do céu para a última e definitiva comunidade, a dos santos no céu.
PPCM
 Província Portuguesa

da Congregação da Missão

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Anúncio da Missão Popular em Eiras - Chaves



Enquanto decorria a Missão Popular na paróquia da Madalena, o missionário, P. José Maria Pereira, deslocou-se à paróquia das Eiras e, no domingo, dia 6 de Outubro, fez o anúncio da Missão Popular. Este tempo de evangelização, pedido pelo pároco, P. José Augusto Alves, CM, vai decorrer nas três aldeias que compõem esta paróquia, entre os dias os dias 27 de Abril e 13 de Maio. A paróquia de Eiras pertence ao arciprestado de Chaves e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Nossa Senhora da Expectação.

Eiras foi uma freguesia portuguesa do concelho de Chaves, com 4,71 km² de área e 540 habitantes (2011). Foi extinta em 2013, no âmbito da reforma administrativa nacional, tendo sido agregada às freguesias de São Julião de Montenegro e Cela, para formar uma nova freguesia denominada União das freguesias de Eiras, S. Julião de Montenegro e Cela.


É constituída por 3 povoações de Eiras, Castelo e São Lourenço. Os seus terrenos férteis situados na veiga de Chaves, produzem abundantemente todos os géneros agrícolas da região, sendo de destacar as culturas de cereais, batata, legumes, frutas e bons vinhos de mesa.

O topónimo geográfico provém, possivelmente, dos eirados ou eiras existentes, locais estes destinados às operações de tratamento e recolha de cereais.

Um dos maiores pontos de interesse local é o miradouro de S. Lourenço, de onde se pode ver e até espantar em contemplação, toda a veiga de Chaves e a cidade de Chaves. Coisa digna de se ver, onde o verde sempre domina em primeiro plano e o azul das montanhas, ao longe, quase se confunde com o azul do céu ao entrar por terras de Barroso ou da Galiza.

Não se pode conhecer Chaves-cidade e Chaves-concelho sem se subir ao miradouro de S. Lourenço. Toda a freguesia é um miradouro sobre a cidade. Também da aldeia do Castelo, as vistas são fascinantes e, até dos pontos mais elevados das Eiras, o panorama da cidade e da veiga, têm o seu encanto.

A história remonta aos finais do Neolítico. Pelo menos, e principalmente em S. Lourenço e no Castelo,  é isso o que nos é indicado pelos achados de alguns artefactos pétreos ligados a esse período.

Logo por baixo da aldeia do Castelo começa a desenhar-se a aldeia das Eiras, sede da paróquia, onde se podem encontrar vários motivos de interesse. O mais visível é mesmo um pequeno e curioso (pela sua pequenez) cruzeiro no centro das Eiras. Pequeno, mas sem dúvida um dos mais bonitos cruzeiros do concelho, com as suas hastes florenciadas e considerado imóvel de interesse público desde 1950. De base em forma quadrangular, tem nele inscrita a data de 1650.

De gosto românico ergue-se nas imediações das Eiras a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Expectação. Simples e com construção provável nos séculos XV ou XVI. Também a famosa Via Augusta XVII, a via romana que ligava Braga a Astorga atravessa as terras da freguesia, ainda bem visível e em bom estado de conservação num pequeno troço por baixo do miradouro de S. Lourenço e bem visível desde esse local.

A aldeia de S. Lourenço, em termos de núcleo tradicional e consolidado, é a aldeia mais aldeia da freguesia, mas também o é em termos de casario rústico e tradicional que se desenvolve à volta e nas imediações da Capela, que se ergue lá bem no alto da aldeia.

É neste ambiente e espaço que, na primavera do ano que vem, em pleno mês de Maio, acontecerá a Missão Popular. Entretanto, irão acontecer as reuniões de preparação para levar por diante esta proposta de fortalecimento da fé e de evangelização.

Serviço da Missão Popular Vicentina

Dados recolhidos junto do pároco e do missionário.

Os dados históricos foram recolhidos da internet

sábado, 26 de outubro de 2013

MISSÃO POPULAR EM S. SIMÃO DE ARÕES


Terminou no passado Domingo, dia 20 de Outubro, a Missão Popular na Paróquia de S. Simão de Arões, situada no concelho de Vale de Cambra, distrito de Aveiro e da Diocese de Viseu.
A freguesia é composta por 22 povoados, muito dispersos e alguns distantes da Igreja Paroquial (cerca de 20Km). De paisagens deslumbrantes e de uma beleza incomparável, também no rosto daquela gente humilde e simples era visível o entusiasmo e a alegria com que aceitaram este desafio. Cantavam no refrão do Hino da Missão:

Evangelizar é nossa missão
É desafio, é doação.
Fortalecidos pelo Espirito
Pelo Espírito Santo
Seguiremos S. Simão.

Durante a 1ª. Semana, após a celebração da Eucaristia, em cada lugar, era feita a visita aos doentes e aos idosos. A presença do sacerdote em suas casas levava cada um a aproximar-se e a preparar-se para receber o Sacramento da Reconciliação. À tarde, e também à noite, visitavam-se as Assembleias Familiares que, organizadas em “pequenos” ou “grandes” grupos se juntavam para, no diálogo e na partilha de ideias e de vivências, aprofundarem e fortalecerem a fé. Todos os dias se reuniam cerca de 450 pessoas, unidas pela mesma fé e com o propósito de caminhar unidas a Cristo.

Porque a paróquia é uma comunidade de comunidades vivas, o ponto alto do encontro das 18 Assembleias Familiares foi a Eucaristia de sábado, dia 12. A Igreja Paroquial de Arões foi pequena para acolher a enorme multidão que se congregou para viver e celebrar o Encontro de Comunidade de Comunidades.

No Domingo, dia 13 de Outubro, realizou-se uma procissão de velas, com a participação das crianças da catequese. À hora marcada, apesar da chuva, todos se juntaram na Capela da Salgueira, para acompanhar Nossa Senhora até à Igreja Paroquial, pedindo a sua bênção e proteção e os bons frutos da Santa Missão.

Na 2ª. Semana, durante o dia, continuaram as visitas aos doentes e idosos e a Celebração da Eucaristia, nas restantes Capelas da freguesia. O convite à participação nas Celebrações da 2ª. Semana tinha sido feito. A apresentação dos símbolos, os gestos e a entrega das lembranças em cada celebração, tocou profundamente coração e a alma daquele povo.Dia após dia aumentava o número daqueles que, apesar da distância, sentiam o desejo de se comprometer com a sua Igreja.


Celebração das Famílias foi um dos momentos mais participados. Contou com 45 casais que, perante a comunidade paroquial, renovaram as promessas matrimoniais. A Celebração da Reconciliação, na sexta-feira à noite, terminou com a entrega do Exame de Consciência e no sábado, logo pela manhã, a Igreja encheu-se para as confissões. Nunca vi tanta gente - muitas crianças e jovens - a celebrar o perdão de Deus. Para a Celebração de Maria - Estrela da Evangelização pediu-se às pessoas para trazerem uma flor para colocar aos pés de Nossa Senhora num gesto de consagração.

A Eucaristia de encerramento da Missão foi presidida pelo Bispo de Viseu, D. Ilídio Pinto Leandro, concelebrada pelo pároco, Pe Eurico e pelos missionários Pe Álvaro e Pe Fernando. Receberam o sacramento do Crisma 15 jovens. Porque a Igreja celebrava o Dia Mundial das Missões, D. Ilidio a todos desafiou a ser “missionários”. Todos nós que fomos baptizados, temos o dever de anunciar e dar testemunho de Jesus Ressuscitado nos nossos ambientes, tendo como nosso modelo Maria, verdadeira missionária, sempre associada à missão de seu Filho.

Agradecemos à comunidade paroquial de Arões o acolhimento da Equipa Missionária. A todos - Animadores, Visitadores, Donos das Casas, Equipa Responsável, Equipa de Liturgia e de Logística, ao Grupo Coral e aos Leitores - que colaboraram e contribuíram para o êxito desta Missão, agradecemos a disponibilidade e a entrega. Que Deus recompense a todos. E ao senhor Abade Eurico com quem partilhamos, durante 15 dias, a residência paroquial dizemos “Bem-Haja”. Que Deus o cumule com as maiores bênçãos!
Animados e fortalecidos pelo Espirito Santo continuem a caminhada! Desejamos ver os frutos da Missão!
A missionária Célia Rodrigues






TESTEMUNHO DA SANTA MISSÃO

A Dª. Cassilda Pinho, da Felgueira - Arões, expressou o seu testemunho da SANTA MISSÃO, em forma de poema. Aqui o transcrevo:

Arões é terra de guerra
Para esta ou outra Missão,
Se unirmos as mãos desta terra
Tornaremos forte a nossa união.

A união faz a força,
É lema da nossa missão,
Vamos partir para ela,
Com Jesus no coração!

Seremos capazes de espalhar
Fé, paz e alegria,
Nesta igreja familiar,
Temos o P. Álvaro, como guia.

Continuemos esta caminhada,
Pelos trilhos da missão,
Jamais a esqueceremos,
Vivamos em oração!

A missão ficará,
Em nosso pensamento,
Um dia a recordaremos,
Com saudade e sentimento!

Desejos de muita saúde,
Também vos queremos nós dar,
Vão pelo mundo fora…

Continuem a Evangelizar!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

MISSÃO NA MADALENA - CHAVES



De 29 de Setembro a 13 de Outubro aconteceu a Missão Popular na paróquia da Madalena, na cidade de Chaves.
Há mais de vinte anos, esta comunidade já fizera uma experiência idêntica, animada pelos Padres Redentoristas. Desta vez, a equipa missionária, liderada pelo P. Pereira, era composta por mais duas religiosas: uma franciscana e outra, filha da caridade. O P. José Alves, da Comunidade vicentina da “Domus Flavia” é o pároco.

Ao todo, formaram-se 18 comunidades familiares, todas elas com uma participação numerosa e animada. O bispo diocesano, D. Amândio, numa das noites, visitou algumas dessas comunidades, incentivando-as a continuar este modelo de formação da fé, esta fórmula de catequese de adultos. Todos os grupos deram o seu testemunho na celebração da comunidade das comunidades e prometeram continuar a reunir mensalmente. Na segunda semana, a igreja paroquial tornou-se pequena para comportar as muitas pessoas que se reuniram para as celebrações temáticas. Estas decorreram com simplicidade e com profundidade. Mais que as palavras, as fotos retratam o que foi o tempo forte da Missão.
Se no início se fez uma “Via Lucis” pelas ruas da cidade para abrir caminhos de luz e interpelar quem passava, no dia do encerramento foi colocada a cruz da Missão, em local apropriado, tornando-se um marco visível e um testemunho vivo dos momentos belos e intensos e vividos por esta comunidade que tem por padroeira Santa Maria Madalena.
Como a sua padroeira, esta porção de povo de Deus, presente e residente nas margens do rio Tâmega, a partir desta experiência de fé, quer ser portadora da alegria da Boa Nova do Senhor Ressuscitado e fazer com que essa alegria chega a todos os homens e mulheres das redondezas e vizinhanças.

Serviço da Missão Popular Vicentina

(A partir do testemunho do Pároco)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Dia Mundial das Missões

Estamos a viver o “Outubro Missionário” e aproxima-se o Dia Mundial das Missões. O que é, como nasceu, o que fazer, que respostas?

Segundo palavras de Paulo VI, é “uma genial intuição de Pio XI”, “um grande acontecimento na vida da Igreja”, “uma oportunidade de fazer sentir a vocação missionária da Igreja, aos irmãos no episcopado, ao clero, aos religiosos e religiosas e a todos os católicos”, “uma poderosa e insubstituível ajuda às missões”, “um entusiasmo crescente da fé tanto nas Igrejas de antiga fundação, como nas jovens Igrejas” e “o grande dia da catolicidade”.
Muitas expressões, mas o mesmo encanto missionário. É o desafio permanente que deve soar aos ouvidos de toda a Igreja e que exige respostas concretas, sábias e generosas.

O papa João Paulo II, entre muitas expressões e modos de se referir à Missão, afirma: “Exorto todas as Igrejas e todos os pastores, sacerdotes, religiosos e fiéis, a abrirem-se à universalidade da Igreja, evitando toda a forma de particularismo, exclusivismo, ou qualquer sentimento de auto-suficiência”(Redemptor Missio 85).

Bento XVI, ao escrever sobre o tema da Missão diz que o impulso missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial” (Exort. Ap. Verbum Domini, 95).

E o Papa Francisco, na sua mensagem para o Dia Mundial das Missões afirma: “Cada comunidade torna-se “adulta” quando professa a fé, a celebra com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do seu próprio espaço fechado para levá-la também à ‘periferia’, sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicar aos outros, de a irradiar, de a viver na caridade, de a testemunhar a quantos vivem e partilham connosco o caminho da vida”.

E prossegue, dizendo: “Convido os Bispos, os Presbíteros, os conselhos presbiterais e pastorais, cada pessoa e cada grupo responsável na Igreja a dar o devido relevo à dimensão missionária nos programas pastorais e formativos, sentindo que o próprio empenho apostólico não é completo, se não contém o propósito de ‘tornar-se testemunha de Cristo diante das nações’, diante de todos os povos. A missionariedade não é somente uma dimensão programática na vida cristã, mas também uma dimensão paradigmática que diz respeito a todos os aspectos da vida cristã”.

O Dia Mundial das Missões é viver juntos, fraternalmente e sem fronteiras, a alegria de ser filhos de Deus com um sentido missionário universal numa intensa colaboração espiritual e generosa ajuda material.

Como surgiu o Dia Mundial das Missões?
O Dia Mundial das Missões nasceu num clima muito favorável à causa missionária. No ano de 1922 foi eleito Papa o Cardeal-arcebispo de Milão, Aquiles Ratti, que tomou o nome de Pio XI. O seu ardor missionário era conhecido por todos e, por isso mesmo, esperava-se dele um grande impulso à missão. Logo no início de seu pontificado nomeou o primeiro bispo indígena, Monsenhor Roche, inaugurando, deste modo, no século XX, uma série de prelados nativos de rito latino.

Nesse mesmo ano celebrava-se o primeiro centenário da fundação da Obra Missionária da Propagação da Fé. Pio XI declarou-a Pontifícia, juntamente com a Obra da Infância Missionária e a de São Pedro Apóstolo, confirmando-as e recomendando-as como instrumentos principais e oficiais da cooperação missionária de toda a Igreja católica.

No Ano Santo de 1925, o papa Pio XI, abriu, no Vaticano, uma esplêndida exposição missionária mundial e, o ano seguinte, publicou uma Encíclica sobre as Missões, “Rerum Ecclesiae”, na qual reafirma a importância e os objectivos missionários programados no início de seu pontificado. Nesse mesmo ano consagrou os seis primeiros bispos chineses.

Oficialmente, e a pedido do Conselho Superior Geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, o Dia Mundial das Missões foi instituído pelo papa Pio XI, a 14 de Abril de 1926.

O papa Pio XI, no seu impulso missionário, uns anos antes de instituir o Dia Mundial das Missões, teve um gesto surpreendente: Na festa de Pentecostes de 1922, ano em que foi eleito Papa, interrompeu a homilia e, no meio de um impressionante silêncio, pegou no seu solidéu e fez com que este passasse pelas mãos da multidão de bispos, presbíteros e fiéis na Basílica de São Pedro, enquanto pedia a toda a Igreja ajuda para as missões.

A partir de então, cria-se o Dia Mundial das Missões. O Papa dirige aos fiéis uma Mensagem e as Obras Missionárias Pontifícias (OMP), as dioceses, paróquias, institutos religiosos e missionários, fazem deste dia e do Mês de Outubro, uma jornada de fé, uma festa de catolicidade e solidariedade em favor da missão universal da Igreja. É para os cristãos de todo o mundo um renovado convite para agradecer a Deus o dom da fé e um apelo à corresponsabilidade na evangelização hoje e sempre, aqui e em todo o lugar.

Na Mensagem para o Dia Mundial das Missões para este ano, o papa Francisco diz-nos: “Cada comunidade é portanto, chamada e convidada a fazer próprio o mandato confiado aos apóstolos de serem suas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os extremos da terra (Act 1, 8), não como aspecto secundário da vida cristã, mas como um aspecto essencial: somos todos enviados nas estradas do mundo para caminhar com os irmãos, professando e testemunhando a nossa fé em Cristo e nos tornando anunciadores de seu Evangelho”.

Nas Jornadas Mundiais da Juventude / Rio 2013 o Papa disse aos jovens: “Ide, sem medo, servir!” Os jovens e todos os baptizados são enviados pelo papa Francisco a ser apóstolos, testemunhas de Jesus Cristo, junto dos irmãos. Aquele em quem acreditamos, que nos ama e nos salva, deve ser anunciado e testemunhado nos mais diversos areópagos espalhados pelo mundo.

Nesta nossa missão, somos sempre acompanhados pela presença e força do Espírito Santo e pela protecção dos padroeiros universais das Missões, Santa Teresinha do Menino Jesus e São Francisco Xavier.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Missão em Marinhais

“Ide, sem medo servir!”

A segunda semana foi dedicada às celebrações temáticas. Todas as manhãs rezou-se a oração de Laudes, seguida da Exposição do Santíssimo. Para uma maior participação e vivência, os membros das Comunidades foram responsáveis pelas leituras, cenários alusivos aos vários temas e sinais e pela dinamização do canto. Não faltou criatividade e alegria.
No dia do tema a “Creio na Igreja”, tivemos a presença do Bispo, D. Manuel Pelino. Falou da importância preponderante das famílias, como igreja doméstica, na orientação catequética das crianças, e também, no compromisso que todos devemos assumir, como testemunhas credíveis do Senhor, fonte da Água Viva. Lembrou, ainda, a identidade missionária da Igreja e desafiou a que se dê lugar à acção do Espírito Santo na vida pessoal e comunitária, pois ele é a alma da Igreja, o protagonista da Missão.
Todas as celebrações, de modo particular, a da Palavra e a do Fogo, foram muito intensas e expressivas, prendendo as pessoas à mensagem que lhes era transmitida, pelos gestos e pelo silêncio.
Os doentes e idosos, além da visita dos missionários, reuniram-se no Centro de Dia da localidade. Muitos deles, em celebração festiva, receberam o Sacramento da Unção dos Doentes. O dia das famílias foi vivido com a presença de 16 casais que renovaram os seus compromissos matrimoniais. Além destes, a assembleia, com rostos de várias idades, recebeu a bênção das famílias e foi desafiada a viver ao jeito da Família de Nazaré. Por motivos de força maior (trabalho fora da Marinhais e doença, entre outros) algumas famílias (casais) não puderam estar presentes neste dia marcante.
O sábado foi dedicado a Maria, Mãe da Igreja e Estrela da evangelização. Foi distribuída a Medalha Milagrosa e a novena a Nossa Senhora das Graças. Em Marinhais, há duas Associações que tiveram origem nas manifestações da Rue du Bac, em 1830: A Juventude Mariana Vicentina e a Associação da Medalha Milagrosa.
No sábado, as crianças (mais de uma centena), acompanhadas pelos pais, deram início à catequese paroquial. A todos foi apresentada a Obra da Infância Missionária. De tarde, houve a reunião com os Animadores. Fez-se um balanço positivo da experiência das comunidades e a maioria manifestou-se animada e convicta de que as reuniões vão continuar, ao ritmo mensal. Apresentaram-se os temas da Caminhada que vai continuar a ser feita. Também se falou dos Colaboradores da Missão Vicentina, seus objectivos e modalidades de resposta.
No dia do encerramento, as comunidades marcaram presença e, na mesma Eucaristia, os catequistas fizeram o seu compromisso. Seguiu-se um almoço partilhado.
Além de apresentar a Carta Pastoral do Bispo diocesano “Cuidar da Fé, cuidar do homem” e as linhas de força para este novo ano pastoral, o pároco, Pe. João Maria, nunca se cansou de repetir e de fazer sentir a todos a importância da mensagem que o Papa Francisco dirigiu aos jovens: “Ide, sem medo servir!”
Desta forma clara e incisiva foi dado o mote para o tempo da pós-missão.

As Missionárias





sexta-feira, 11 de outubro de 2013

1ª JORNADA MISSIONÁRIA DIOCESANA



Como Já foi divulgado e é sabido, a Diocese de Beja vai viver a 1ª Jornada Missionária Diocesana, em Grândola, dia 19 de Outubro. Esta acção tem como tema geral “Todos, tudo e sempre em Missão.

O programa dirige-se a todas as idades e a todas as pessoas. Oração, reflexão, encontro e descobertas são condimentos para a vivência desta Jornada. É uma espécie de retiro que vai ajudar a todos a fazer a descoberta de quem nos ama e de quem amamos, de quem deu a vida por nós e que é o único Salvador.

É um tempo para descobrir como testemunhamos a nossa fé e como vivemos esta adesão a Jesus Cristo, deixando de ser adeptos ou simpatizantes para nos tornarmos discípulos e testemunhas.

CDM/BEJA
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