quarta-feira, 12 de julho de 2017

Missão Jovem da Juventude Mariana Vicentina em São Tomás de Aquino e Salzedas


Este ano, pela segunda vez, a Juventude Mariana Vicentina está a realizar a Missão Jovem JMV. As paróquias escolhidas para esta atividade missionária foram a Paróquia de São Tomás de Aquino, no Patriarcado de Lisboa, e a Paróquia de Salzedas, na Diocese de Lamego.

Durante uma semana, cerca de 30 jovens da Juventude Mariana Vicentina, divididos em dois grupos, acompanhados por dois Padres da Congregação da Missão (Padres Vicentinos) e por duas religiosas da Companhia das Filhas da Caridade, estarão a desenvolver atividades missionárias em cada uma destas paróquias.

A primeira valência de missão, definida num projeto de evangelização, relembra o papel dos primeiros discípulos, que num ato de coragem e convicção partiram na partilha da Boa Nova. O objetivo desta missão é despertar a Comunidades para a Fé, aproveitando a alegria e a ousadia da juventude para atrair crianças, jovens, adultos e idosos para o caminho do Pai.

As Missões Jovem JMV em São Tomás de Aquino e Salzedas estão a decorrer entre os dias 8 e 16 de julho e são compostas por várias atividades de diversa índole, sempre com o escopo de despertar nos irmãos a chama da Fé e proporcionar uma experiência de encontro com Jesus Cristo. Durante esta semana, os jovens realizam vigílias de oração, celebrações marianas, rezam o rosário, animam as Eucaristias, organizam atividades e catequeses com crianças e jovens, proporcionam aos idosos momentos de animação, encontro e escuta, visitam as casas das famílias das paróquias, em especial, onde habitam pessoas idosas e doentes, ... Tudo para que esta semana seja marcante, não só para a Comunidade que acolhe, mas também para os jovens que, “saindo do sofá” e “rumando às periferias” fazem deste período de férias um tempo de partilha e de testemunho missionário.

O que é a Juventude Mariana Vicentina

A Juventude Mariana Vicentina é um movimento juvenil que tem por objetivo acompanhar os jovens cristãos no crescimento da sua fé, até à maturidade cristã. Também o leva a viver comunitariamente a fé inspiradora nos testemunhos de Maria e São Vicente de Paulo.

A Juventude Mariana Vicentina é o fruto de um desejo revelado nas aparições de Nossa Senhora, em 1830, a Santa Catarina Labouré, Filha da Caridade, que a encarregou de uma missão: organizar uma associação - a Confraria de Filhas de Maria - para as quais “as graças serão abundantes para os que as pedirem com confiança e fervor”. No mesmo ano a Santíssima Virgem aparece novamente a Catarina e pede que se faça “cunhar uma medalha” que diria “Ó Maria concebida sem pecado rogai por nós que recorremos a vós”. A esta medalha são atribuídas muitas curas/conversões. É a chamada “Medalha Milagrosa”.

Tendo sido iniciado em Paris, nos colégios internos das Filhas da Caridade com o objetivo de ajudar a juventude, o movimento foi crescendo dentro de França e fora desta, levado pelas Filhas da Caridade e pelos Padres Vicentinos espalhados pelo mundo e existe hoje nos 5 continentes. Está presente em mais de 66 países. Em Portugal existe há 33 anos e existem grupos por todo o país. Atualmente existem 26 grupos JMV em Portugal.

Seguimos o exemplo de São Vicente de Paulo, que é o patrono de todas as obras de caridade. Somos jovens que se dedicam a ajudar o próximo, que veem no pobre o rosto de Jesus Cristo. Por outro lado, o “pão” que damos é acompanhado da “palavra”, tal como São Vicente de Paulo, que dedicou grande parte da sua vida à Evangelização. São Vicente de Paulo iniciou, na Igreja, um estilo novo seguimento de Cristo e de incarnar o Evangelho: viver a fé no serviço do pobre.

Desta dupla nascente, Nossa Senhora e Vicente de Paulo, brotam as notas características da JMV: Mariana, Vicentina e Missionária.

400 anos carisma vicentino

Celebramos este ano (2017) o jubileu dos 400 anos do nascimento do carisma vicentino. Para São Vicente de Paulo, 1617 é o ano em que tudo começou. Neste ano viveu duas experiências que transformaram a sua vida.

A primeira, em Folleville, no norte de Paris, quando foi chamado para visitar um camponês, que estava a morrer. Ele tinha a reputação de ser um santo homem, mas, na realidade, escondia pecados graves. São Vicente de Paulo incentivou-o a fazer uma confissão geral. A sua confissão sincera tocou profundamente o coração de São Vicente. De seguida, no dia 25 de janeiro, Vicente fez um sermão tão potente e de fácil compreensão, que fez com que as confissões se tornassem muito numerosas, sendo difícil serem atendidas por um só padre. Foram obrigados a procurar outros confessores para o ajudar. São Vicente de Paulo considerou este sermão como o início da Congregação da Missão (Padres Vicentinos).

No mesmo ano, em Châtillon, no mês de agosto de 1617, São Vicente de Paulo teve uma segunda experiência que mudou a sua vida. Soube que os membros de uma família da sua paróquia estavam bastante doentes. No seu sermão fez um apelo aos fiéis a fim de ajudá-los. Mais tarde, no caminho, encontrou numerosas mulheres que regressavam da casa dos doentes. Ele descobriu que a caridade devia ser melhor organizada. Fundou as Damas da Caridade, conhecidas hoje com o nome de Associação Internacional da Caridade.

Missão (Folleville) e Caridade (Châtillon) estavam no meio da ação de São Vicente de Paulo para com os pobres. Desde 1617, mais de 300 ramos germinaram na árvore da Família Vicentina, na qual também germinou e floresceu a Juventude Mariana Vicentina.


Fotos da Missão Jovem estão disponíveis em: https://www.facebook.com/jmvportugal

terça-feira, 11 de julho de 2017

Terminou o XII Clericus Cup em Santiago do cacém


A organização foi da responsabilidade da Congregação de Missão (padres Vicentinos) com o apoio de alguns sacerdotes da Diocese de Beja, assinalando o seu duplo jubileu, assegurou o sacerdote da Paróquia de Santiago do Cacém, Pedro Guimarães, rosto principal da organização do torneio: “Para nós, padres Vicentinos, que estamos na Diocese de Beja há muitos anos, tornou-se um momento especial, uma vez que celebramos os 300 anos da nossa presença em Portugal e 400 anos de existência, ou seja, do carisma de São Vicente de Paulo”. E acrescentou: “Foi a primeira vez que este evento se realizou no sul do País, ficámos muito felizes, porque aproveitámos o facto de celebrarmos o aniversário para o realizarmos aqui no Alentejo”, território onde os padres Vicentinos desenvolvem trabalho pastoral desde 1991. 
Competiram equipas de Braga, Guarda, Lamego, Porto, Vila Real e Viseu, além dos Vicentinos/Alentejo, no entanto, referiu Pedro Guimarães, “podiam ser mais, mas não é fácil, esta altura do ano é complicada, talvez seja a menos má, mas nem todos conseguem vir e deixar três dias da sua vida pastoral para aqui se encontrarem connosco. Podiam ter sido muitos mais, felizmente temos muitos e bons, mas foi o que conseguimos reunir aqui em Santiago do Cacém, onde convivemos da melhor forma possível”. 
Aliás, sublinhou o sacerdote de Santiago do Cacém, “o convívio é uma nota que, no fundo, é uma desculpa para também trocarmos, abraçarmos e aprofundarmos a comunhão, temos ritmos muito intensos que, por vezes, pouca gente imagina ou sabe, e esta foi uma forma de estarmos descontraídos a partilhar, a desabafar e até a apoiar-nos mutuamente. São aspetos que acabam por marcar depois os nossos dias e o nosso final de ano pastoral, que é o que estamos a fazer também”. 
Por outro lado, questionámos se este evento contribuiu para a evangelização do desporto. “Costuma ser assim”, anuiu Pedro Guimarães, “porque o desporto, no fundo, é uma ponte que é capaz de chegar a toda a gente, é das poucas pontes em que conseguimos todos dialogar de forma tranquila e, pelo menos, com os mesmos pontos de vista. O desporto, para nós, até pela nossa formação e pelo nosso itinerário de crescimento, marca-nos, e sentimos, de facto, junto da população em geral, que é realmente importante e um grande ponto de diálogo para estarmos juntos e partilharmos quem somos”. 
Contudo, esta Clericus Cup Portugal não se esgotou na componente desportiva, acentuou: “Teve outras utilidades que é também rezarmos, somos padres, evidentemente, e católicos, por isso mesmo também tivemos momentos de encontro para a oração, mas também demos a conhecer a realidade de Santiago do Cacém e do litoral alentejano em especial. Tivemos momentos culturais, de partilha e de conhecimento da terra, que acabaram por nos distrair, por nos unir e deram a conhecer uma beleza que é o litoral alentejano”. 
Uma certeza foi a de que todos os participantes deixaram Santiago do Cacém mais enriquecidos: “Claro, deixo-lhe uma ideia muito concreta, por exemplo, tivemos aqui colegas que foram ordenados no domingo passado, eram padres há um dia, e sentirem uma centena de outros padres a acolhê-los, a querer conhecê-los para em conjunto criarem laços de comunhão e de amizade, acho que foi uma riqueza extraordinária para todos”. 
O próximo passo será reunir os melhores talentos para a seleção nacional, até porque, revelou Pedro Guimarães, “houve aqui uma prospeção de mercado, se assim se pode dizer, para que daqui saísse a equipa nacional que defenderá o título europeu, do qual, neste momento, já somos tricampeões”. 
Quanto aos apoios para erguer esta edição “vicentina” da Clericus Cup foram muitos, diz: “Tenho que reconhecer e agradecer profundamente porque, felizmente, foram muitos a querer colaborar e que ajudaram de uma forma incansável a que este torneio pudesse ter mais qualidade a todos os níveis e agradecer àqueles tantos que também se ofereceram mas que, de uma forma ou de outra, já não era tão necessário, mas que quiseram contribuir para o sucesso do torneio em Santiago do Cacém”, assegurou o pároco que há 10 anos lidera aquela paróquia do litoral, razão pela qual disse que “fez todo o sentido lutar e abraçar este projeto”.

terça-feira, 20 de junho de 2017

XII CLERICUS CUP – PORTUGAL Santiago do Cacém | 3-6 de julho de 2017

A cidade de Santiago do Cacém (diocese de Beja) vai acolher, de 3 a 6 de julho, o XII Clericus Cup de Portugal. Trata-se de um torneio de futsal, em que participam, habitualmente, cerca de uma centena de sacerdotes católicos, provenientes de vários pontos do país. Este ano contará com 8 equipas: Viana do Castelo (campeões da última edição), Braga, Porto, Vila Real, Lamego, Viseu, Guarda e Vicentinos/Alentejo.
O torneio irá decorrer no pavilhão desportivo municipal e no pavilhão do JAC (Juventude Atlético Clube). Os primeiros jogos serão no dia 3, das 17h30 às 20h; no dia 4, de manhã, entre as 10h e as 12h e, à tarde, entre as 16h e as 18h; no dia 5 jogar-se-ão as meias-finais, às 16 horas, estando a final prevista para as 19h, no pavilhão municipal.
A organização das edições anteriores ficou a cargo de várias dioceses, com presença habitual neste torneio. Depois da Diocese da Guarda, em 2016, cabe, neste ano de 2017, à Congregação da Missão (Padres Vicentinos) a tarefa de, juntamente com alguns sacerdotes das dioceses alentejanas, preparar toda a logística necessária para acolher os “craques” nacionais nesta bonita cidade do litoral alentejano.
A escolha dos organizadores e do local deve-se, essencialmente, a dois fatores. Em primeiro lugar, os Padres Vicentinos celebram, ao longo deste ano, o seu duplo Jubileu: 400 anos do carisma de São Vicente de Paulo e 300 anos da sua presença em Portugal. Em segundo lugar, a opção por Santiago do Cacém, tem a ver com o facto de nunca ter sido realizado este torneio no sul do país e porque, como padres vicentinos, lá nos encontrarmos desde 1991.
Por isso, foi com muita satisfação que acolhemos este desafio. A poucos dias do apito inicial, a Organização, com especial apoio da Paróquia, Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Santiago do Cacém, congratula-se com todos aqueles que ajudaram a colocar de pé este projeto.
Para além da vertente desportiva, este torneio tem, obviamente, uma vertente lúdica e de convívio salutar. Durante alguns dias, temos a oportunidade de rever colegas, de partilhar experiências, de rezar juntos, bem como momentos de lazer, tão necessários ao espírito de grupo e à comunhão entre todos.


Padres Vicentinos - Portugal

terça-feira, 30 de maio de 2017

Semana Missionária em Cerva, Limões e Alvadia

Desde que se realizou a Missão Popular nestas Paróquias de Cerva e Limões, em 2006, que a Congregação da Missão feito todos os anos uma Semana Missionária. Também este ano aí estivemos presentes, entre os dias 14 2 21 de maio. Porém neste ano com algumas "situações novas". Em Janeiro último, o Pe Joaquim deixou a paroquialidade, por razões de saúde e cada uma das paróquias foi entregue a um dos sacerdotes vizinhos, que estão assumir como administradores paroquiais. Também a data da semana teve de ser alterada, por razões de calendário Provincial. E o esquema da semana foi também adaptado. Neste contexto, estivemos os padres Álvaro Cunha e Manuel Fernando. 
Ao longo da semana, em Cerva, tivemos Eucaristia com pregação; fomos a todas as aldeias (também às de Limões e Alvadia), e aí celebramos Eucaristia, confessamos e visitamos os doentes. No final de cada dia estivemos com o grupo de crismandos, 26, preparando-os para a Confirmação, que aconteceu no sábado dia 20 de maio. 
A semana tinha também como pretexto preparar para a Festa do Imaculado Coração de Maria. Esta constou de procissão de velas, na sexta-feira, e Eucaristia Solene com Procissão na tarde do domingo, 21 de maio.
Apesar de acontecer num contexto novo e provisório, foi mais uma vez a nossa presença numa região com bastantes Colaboradores da Missão Vicentina, e assim assinalamos os jubileus que estamos a viver, dos 400 anos do Carisma e 300 anos da Congregação da Missão em Portugal.
Uma palavra de gratidão aos padres amigos que nos acolheram (Carlos, Castanheira e António Paulo). 

Pe Álvaro 

terça-feira, 16 de maio de 2017

HISTÓRIA DA PROVÍNCIA PORTUGUESA DA CONGREGAÇÃO DA MISSÃO

Neste ano jubilar em que celebramos os 400 anos do carisma vicentino e os 300 anos da presença da Congregação da Missão em Portugal, estas datas vão ser assinaladas através do lançamento de um livro com a história da Congregação da Missão em Portugal.

Assim, a Província Portuguesa da Congregação da Missão, a Esfera do Caos Editores e a Cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (Universidade Aberta / CLEPUL - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) têm o prazer de convidar todos para a sessão de lançamento do volume inaugural da obra "Apontamentos para a História da Província Portuguesa da Congregação da Missão". Um obra da autoria do Padre Bráulio de Sousa Guimarães, CM e dirigida cientificamente por Luís Machado de Abreu e José Eduardo Franco.

O volume inaugural desta obra será apresentado no sábado, 20 de maio de 2017, às 16h00, em Lisboa, no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.

sábado, 6 de maio de 2017

Crónica da Assembleia da CEVIM


 Nos últimos dias do passado mês de Abril, realizou-se a Assembleia anual da CEVIM (Conferencia de Visitadores da Europa e Médio Oriente) na casa Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, das Filhas da Caridade, em Fátima, entre os dias 23 e 27.


Sem duvida alguma, a grande novidade deste encontro foi o numero de Visitadores reunidos como consequência da reconfiguração realizada em França, Espanha, Alemanha- Áustria, Itália e a na Holanda. Além disso, há que juntar a ausência dos visitadores da Irlanda e da Hungria. No total foram 11 o número de visitadores que participaram nesta edição da CEVIM. O Superior Geral, P. Tomaz Marvic, participou em todo o encontro.

A casa que acolheu os membros da CEVIM está situada a escassos dez minutos do Santuário de Fátima. A sala de conferências era ampla e cómoda, assim como as cabines para a tradução simultânea. Os tradutores foram: P. Casimiro, da Polónia, P. Abdo, do Líbano, e P. Félix Álvarez, de Espanha. O resto da logística foi formidável: em todo momento contamos com a presença de uma equipa de pessoas que cuidavam até ao mais ínfimo detalhe, tanto na sala das sessões como na capela e no refeitório.
            No primeiro dia, depois das saudações que o protocolo exige, o P. Nélio Pita, CM, da Província de Portugal expôs uma conferência intitulada “O carisma Vicentino na Europa”, com estes três apartados: S. Vicente de Paulo e a Europa; Europa hoje; os desafios do carisma vicentino na Europa. Depois da exposição do P. Nélio seguiu-se um trabalho em pequenos grupos e logo um colóquio em comum donde se responderam as três perguntas que o conferencista tinha colocado.
   No segundo dia, os visitadores entraram-se nas “Linhas de ação e compromissos da CEVIM” elaborados na Assembleia Geral celebrada no ano passado em Chicago. Das seis linhas de ação, detiveram-se de forma especial em duas: “Repensar a Formação Inicial (Seminário Interno e Seminário Maior)”, e “colocar em andamento um projeto missionário na cidade de Melilla (Espanha)”.

O último dia dedicou-se a votar as propostas tratadas nos dias anteriores: cancelar a site da CEVIM, nomear uma comissão para que elabore um esquema sobre o Seminário Interno Interprovincial, e fixar o lugar da próxima celebração, que será no Líbano, na segunda semana de Páscoa da ressurreição. A comissão para elaborar o Seminário Interno está formada pelos Padres Nicola Albanesi, Christian Mauvais, David Carmona, e Jesús María González Antón.
 Termino esta breve crónica com três celebrações especiais. A primeira teve lugar na segunda-feira com a celebração da Eucaristia na Capelinha das Aparições, presidida pelo D. Augusto César CM., Bispo Vicentino emérito. A segunda teve lugar no dia seguinte, 25 de abril. Depois da primeira sessão, tivemos um encontro com os missionários da Província Portuguesa, para ver e comentar uma apresentação sobre as quatro etapas da sua própria historia, nestes 300 anos da presença da Congregação da Missão em Portugal. Seguiu-se  o almoço com a presença do D. Augusto César e do Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto. A celebração de encerramento foi presidida pelo Superior Geral, na capela das Filhas da Caridade.
No ultimo dia realizou-se uma excursão aos Valinhos, lugar onde viveram os 3 pastorinhos. Daí seguimos para a Batalha, para ver o Mosteiro gótico e os claustros. A última paragem foram as grutas de Mira D‘Aire. Ali, a 120 metros de profundidade, depois de recorrer as galerias estreitas e em declive quase perpendicular, tivemos o Jantar, acompanhado com música ao vivo, o FADO, que colocou praticamente o ponto final ao encontro desta CEVIM 2017.
Texto em Espanhol: P. Félix Alvarez CM

Tradução: João Soares CM

sábado, 22 de abril de 2017

Assembleia dos Visitadores da Europa


Vai decorrer em Fátima,entre os dias 23 e 27 de abril, na casa da Irmãs Vicentinas, a Assembleia Anual dos Visitadores da Europa, da Congregação da Missão. 

Este evento realiza-se pela primeira vez no nosso país, e acontece no contexto das várias datas jubilares que celebramos: os 400 anos do carisma vicentino; os 300 anos da presença da Congregação da Missão em Portugal, e do Centenário das Aparições de Fátima. 

Este encontro contará com a presença do Superior Geral, Pe Tomaz Mavric, e dos Visitadores de France, Zaragoza, Austria-Germania, Slovakia, S. Vicente de Paul (Espanha), Portugal, Polonia, Itália, S. Cirilo e S. Metódio, Slovenia, Orient; Hungria. 

Vida e obra do Pe Joaquim Alvares de Moura


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Semana da Missão na Imaculada Conceição, EUA

Decorreram, entre os dias 27 e 31 de março, na paróquia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no norte de New Bedford, EUA, as pregações quaresmais. Pregações estas que foram muito participados, quer em número de pessoas, quer de entusiasmo.
O Pe Álvaro Cunha, foi o pregador, que logo no princípio nos perguntou: “quem quer ser santo levante o braço”? A grande maioria levantamos.
Depois, nos outros dias, na linha desta pergunta inicial, falou-nos do perdão, da oração, do sacrifício, do despreendimento e da caridade.
Falou-nos também de Nossa Senhora, lembrando-nos que como Igreja, estamos a celebrar o Centenário das Aparições de Fátima. Falou-nos da santidade de Jacinta e Francisco. Isto serviu para nos recordar aquele ensinamento de Jesus: “sede santos como o vosso Pai celeste é Santo”. Nós, sempre que fazemos, como Maria a vontade de Deus, e estivermos em íntima ligação com o Senhor, estamos então a caminhar para a santidade.
O tempo da Quaresma e uma missão, é uma ocasião propícia para a renovação e conversão das nossas vidas ao projeto e plano de Deus a nosso respeito.
Vários comentários se ouviam, da simplicidade do pregador, e também da profundidade e intimidade que se sentia entre ele e Deus.
Por tudo isto, ficamos muito gratos ao Pe Álvaro Cunha, por nos enriquecer espiritualmente, para vivermos mais santamente a Semana Santa, com Cristo Ressuscitado.

Maria Inês Abreu 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Sacerdote moncorvense que trouxe os Padres Vicentinos para Portugal homenageado em Moncorvo


Uma vida plena em várias dimensões. Foi assim que o bispo diocesano, D. José Cordeiro, descreveu o percurso do Pe José Gomes da Costa, nascido fez domingo 350 anos em Torre de Moncorvo mas que um acaso encaminharia para a vida da Igreja, tendo-se afirmado como uma das maiores personalidades no seu tempo.

Ao despedir-se de uns amigos que partiam de barco para Itália não conseguiu livrar-se da ressaca a tempo e acordou já a caminho de Nápoles. Acabaria por ser ordenado padre em Áquila, tornando-se no responsável pela introdução dos Missionários Vicentinos em Portugal.
O Pe. José Gomes da Costa foi homenageado pela diocese e pelo município moncorvense durante a eucaristia de domingo, onde foi apresentado um seu retrato recuperado. “Vai ser exibido no museu de Arte Sacra de Moncorvo”, garantiu o autarca Nuno Gonçalves. Também foi apresentada o projeto de recuperação de uma praça à qual será dado o nome deste ilustre moncorvense. “Esta praça enquadra-se como elemento de ligação à rua Martins Janeira, que se tornará num espaço de convívio entre dois bairros”, sublinhou o autarca
D. José Cordeiro assinalou a data na sua homilia. “Pode ler-se na Nota Pastoral da CEP sobre os quatro séculos de evangelização e três de presença em Portugal da Congregação da Missão: «Os filhos de S. Vicente de Paulo entraram em Portugal em começos do século XVIII. Foi apoiado num breve de Clemente XI que autorizava a erigir a Congregação da Missão no reino de Portugal que o padre José Gomes da Costa (1667-1725), natural de Torre de Moncorvo, e superior da casa de Monte Célio, em Roma, onde tinha ingressado na congregação vicentina, chegou a Lisboa, em novembro de 1716, para dar início à fundação”.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Missão quaresmal em Santo António de Taunton

Nós, paroquianos da Igreja de Santo António de Taunton MA, queremos agradecer ao Senhor Padre Álvaro Cunha por nos ter feito uma maravilhosa semana de pregação, nesta Quaresma de 2017. Um muito obrigado pelo seu modo de explicar as coisas, simples e acessível, que fez com que todos entendessem a sua mensagem.
Foram noites maravilhosas, especialmente quando falou da caridade que devemos ter uns com os outros. Também quando falou sobre a Senhora de Fátima e explicou como se deve rezar o terço e o sentido dos mistérios.  Foram ensinamentos que não vamos esquecer. Que Deus o abençoe, e aos padres vicentinos, para continuar na sua missão.
Também queremos agradecer ao nosso Padre William Rodrigues por o ter convidado.
Um muito obrigado.


Daniel Almas

sexta-feira, 17 de março de 2017

Faleceu o Pe Agostinho Teixeira de Sousa

Partida para a última Missão!

Com a maior das tristezas partilho a notícia do falecimento do nosso confrade e grande missionário vicentino, Padre Agostinho Teixeira de Sousa (20-07-1955/17-03-2017).
Quando vim para os EUA, para as pregações quaresmais em algumas das comunidades portuguesas, este horizonte da sua partida me marcava, e agora se confirma.

É com a maior das tristezas que não me será possível participar no seu funeral.
Mas ele sabe que estou presente! Presença que sempre foi a dele ao longo da minha caminhada, desde a sua ordenação no Monte de Santa Quitéria, passando por tantas experiências de vida e de missão, até ao início do seu último degrau no caminho da cruz. 
À Província Portuguesa da Congregação da Missão, na pessoa do Visitador, bem como aos seus familiares, os meus pêsames. 
Escolhi esta foto, pois diz a vida do meu confrade e amigo Pe Agostinho! 

Obrigado por tudo, e agora a recompensa do nosso bom Deus!


Pe Álvaro Cunha, CM

sábado, 11 de março de 2017

Retiro para Senhoras de Ludlow, EUA

            Igreja Nossa Senhora De Fátima, Ludlow, EUA

Para quem tem passado a maior parte da sua vida ao serviço de ajuda às missões Portuguesa, esta grande senhora, D. Ilda Santos, com o apoio dos Padres Vicentinos, resolveu criar um retiro para mulheres, que se organiza todos anos na primeira semana da Quaresma. Desde então, para mim é um estar sempre presente e, já lá vão muitos os anos!

É como retirar-me para o deserto, apenas por algumas horas e, aí estar em contacto direto com Deus na meditação, no silêncio, na paz, e no amor. Assim como o carro sem gasolina não trabalha, também eu sinto a grande necessidade de atestar o meu coração para poder caminhar o resto do ano. O retiro é isto para mim!

Este ano de 2017 foi o Pe Álvaro Cunha, que mais uma vez nos acompanhou. 

Um muito obrigado à Congregação da Missão, neste Ano dos 400 anos do Carisma Vicentino, por nos disponibilizar todos os anos um padre que acompanha os nossos retiros.


Isabel Costa Nogueira

segunda-feira, 6 de março de 2017

CARTA DA QUARESMA do SUPERIOR GERAL

CONGREGAZIONE DELLA MISSIONE CURIA GENERALIZIA
SUPERIORE GENERALE
A todos os membros da Família Vicentina  
Queridos irmãos e irmãs,  
 A graça e a paz de Jesus estejam sempre connosco!
Ao iniciar esta carta, gostaria de aproveitar a ocasião para agradecer-lhes de todo coração pelos numerosos votos natalinos e de feliz Ano Novo que recebi pelos correios, por e-mail e através dos diferentes meios de comunicação social. Admiro o testemunho e o serviço heroico de todos, nos momentos difíceis e nas longínquas regiões do mundo. Meu coração está com cada um, acompanhando-os todos os dias com os meus pensamentos e minhas orações. 
O tempo da Quaresma está próximo!
Na Carta do Advento, meditei sobre a “Encarnação” como um dos principais mistérios da espiritualidade de São Vicente de Paulo. Na Carta da Quaresma deste ano, gostaria de refletir sobre o mistério da “Santíssima Trindade”, como outro dos principais mistérios da espiritualidade de São Vicente.
São Vicente escreveu nas Regras comuns da Congregação da Missão: “Como, segundo a Bula de ereção da nossa Congregação, devemos venerar de maneira particular os inefáveis mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação, procuraremos cumprir isto com o maior cuidado e, se puder ser, de todas as maneiras, mas principalmente executando estas três coisas: 1ª fazendo frequentemente do íntimo do coração atos de fé e religião sobre estes mistérios; 2ª oferecendo todos os dias à sua glória algumas orações e obras pias e principalmente celebrando as suas festas com solenidade e com a maior devoção que pudermos; 3ª trabalhando com toda vigilância para, com instruções e exemplos nossos, infiltrar nos ânimos dos povos o conhecimento, honra e culto deles” (Regras Comuns da Congregação da Missão, X, 2).  
Nas Constituições da Congregação da Missão, podemos ler: 
“Como testemunhas e anunciadores do amor de Deus, devemos ter devoção e prestar culto, de modo especial, aos mistérios da Trindade e da Encarnação” (Constituições IV, 48). Qual é a mensagem da Santíssima Trindade para mim, pessoalmente, para a Comunidade onde vivo, a Congregação ou o grupo ao qual pertenço, para minha família, para as pessoas às quais Jesus me envia a servir?
Jesus nos ajuda a compreender a Santíssima Trindade: a identidade, a missão e o desígnio do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Jesus nos ajuda a compreender a relação que existe entre as três Pessoas, o vínculo íntimo que as une, a influência da Trindade tanto sobre cada pessoa, individualmente, quanto sobre a sociedade como um todo.
À medida que, com a graça de Deus, descobrimos e desenvolvemos um vínculo indissolúvel entre a Trindade e cada pessoa, entre a Trindade e a Comunidade, entre a Trindade e a humanidade, aproximamo-nos cada vez mais do modelo perfeito de “relações” que são os componentes fundamentais de nossas vidas. Nós não fomos criados como ilhas, separadas umas das outras, mas sim, como seres sociais e como família, de tal forma que, no âmago do nosso ser, somos um com Deus, ou seja, um com a Trindade e, um entre nós.
A Trindade permanece um mistério para nós. Jesus nos transmitiu o que sabemos sobre o Pai, o Filho e o Espírito. Jesus nos apresentou a Trindade como o modelo perfeito de “relações”.
Nossa reflexão sobre a Trindade deve estar acompanhada pela vontade e o objetivo de encarnar este modelo perfeito de “relações” na situação da vida concreta na qual me encontro, na Comunidade onde vivo, na Congregação ou no grupo ao qual pertenço, na minha família, com as pessoas às quais Jesus me envia a servir.
A Santíssima Trindade é o modelo perfeito de “relações”! Jesus nos mostra o ideal.
A relação recíproca entre o Pai e o Filho. A relação recíproca entre o Pai e o Espírito. A relação recíproca entre o Filho e o Espírito. A relação Pai, Filho e Espírito.
O que podemos contemplar nestas “relações”?
1) Podemos ver que a atenção está sempre voltada para a outra pessoa e não sobre si mesma. 2) Podemos ver que a prioridade é sempre dada à outra pessoa e não a si mesma. 3) Podemos ver que o louvor, a gratidão, a admiração são sempre dados à outra pessoa e não a si mesma. 4) Podemos ver que cada uma das três Pessoas da Trindade expressa sempre a necessidade de colaborar com a outra para realizar a missão. 5) Podemos ver que cada uma das três Pessoas da Trindade sempre expressa claramente que agir sozinha seria insuficiente e ineficaz para cada uma delas.
O que o modelo das relações no íntimo da Trindade revela sobre a minha própria vida: a) minha relação com Deus, b) minha relação com a Comunidade, c) minha relação com minha família, d) minha relação com aqueles aos quais Jesus me envia para servir?
Dado que nós não somos ilhas, mas pertencemos à família humana, as “relações” são uma parte inseparável da nossa missão. O modelo ideal da Trindade que Jesus nos deixou é o modelo a seguir.
São Vicente de Paulo fez do modelo ideal da Santíssima Trindade, um dos fundamentos de sua espiritualidade. Neste tempo de Quaresma, somos convidados a avançar para aproximarmo-nos do modelo perfeito de “relações” que Jesus nos oferece.
Se cada um de nós der prioridade ao outro, colocá-lo antes de si mesmo, antes dos próprios desejos, dos próprios interesses, antes das próprias aspirações; se cada um prestar atenção ao outro, compartilhar o tempo, os pensamentos, as experiências, as dificuldades, as dúvidas, os sofrimentos, as alegrias, etc., seguindo o modelo perfeito de “relações da Trindade”, então alguém fará o mesmo por cada um de nós. Assim, ganhará forma um conjunto maravilhoso e milagroso de relações onde, juntos, realizaremos a missão confiada por Jesus da melhor maneira e o mais eficaz possível.
Para nos ajudar a meditar sobre este modelo perfeito de “relações” sirvamo-nos de duas outras passagens de São Vicente sobre a Trindade, assim como de uma breve reflexão do Padre Getúlio Mota Grossi, CM:
“Firmemo-nos nesse espírito, se quisermos ter em nós a imagem da adorável Trindade, se quisermos ter uma santa semelhança com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo. O que é que opera a unidade e a pluralidade uniforme em Deus senão a igualdade e a distinção das três pessoas? E o que o seu amor engendra senão a sua semelhança? E se entre eles não reinasse o amor, que coisa existiria de amável, diz o bem-aventurado Bispo de Genebra. A uniformidade existe, portanto, na Santíssima Trindade: o que deseja o Pai, o Filho também o quer; o que faz o Espírito Santo, fazem-no o Pai e o Filho. Agem do mesmo modo. Têm um só e mesmo poder e uma só e mesma operação. Aí temos a origem da perfeição e nosso modelo. Tornemo-nos uniformes. Seremos muitos como se fôssemos somente um, e teremos a santa união na pluralidade. Se já as possuímos em parte e não o bastante, peçamos a Deus o que nos falta, e vejamos em que nos diferenciamos uns dos outros a fim de procurar assemelhar-nos todos e nos igualar, pois a semelhança e a igualdade geram o amor, e o amor, tende à unidade. Esforcemo-nos todos por ter os mesmos afetos e a mesma acolhida às coisas que se fazem ou se permite que sejam feitas entre nós” (Conferência 206 de 23 de maio de 1659 sobre a uniformidade, SV XII, 261-262).
“Enfim, vivei juntas, como tendo um só coração e uma só alma (Atos, 4,32), de modo que, por essa união de espírito, sejais uma verdadeira imagem da unidade de Deus, como vosso número representa as Três Pessoas da Santíssima Trindade. Para isso, rogo ao Espírito Santo, que é a união do Pai e do Filho, seja igualmente vosso espírito; vos dê uma profunda paz, nas contradições e nas dificuldades que não podem deixar de ser frequentes junto aos pobres. Lembrai-vos também que ali está vossa cruz, com a qual Nosso Senhor vos chama para si e seu repouso. Todo o mundo aprecia o vosso trabalho e as pessoas de bem não descobrem na terra outro trabalho mais honroso nem mais santo, quando é feito com devoção” (Carta de 30 de julho de 1651 à Irmã Ana Hardemont, em Hennebont, SV, IV, pág. 278-279).
A devoção de São Vicente à Santíssima Trindade não era um exercício intelectual, mas um apelo de seu coração. Ela o conduziu e nos conduz, enquanto Congregação que ainda vive o carisma do Fundador, a uma dupla experiência:
a) Imitar as relações entre as três Pessoas. “Como Igreja e com a própria Igreja, é na Trindade que a Congregação encontra o supremo princípio de sua ação e de sua vida” (Constituição II, 20). Somos chamados a ser a imagem da Trindade, Deus-Amor misericordioso e compassivo (cf. Conferência 152 de 6 de agosto de [1656] sobre o Espírito de Compaixão e de Misericórdia, Coste XI, pág. 340), Deus dos pobres, Deus dos últimos, dos mais frágeis, aos quais somos destinados pelo nosso carisma. Isto vale para nós, vale para as Filhas da Caridade e toda a Família Vicentina.
Chamados à unidade no amor, à uniformidade na pluralidade, à comunhão de vida, à união mútua na diversidade dos dons, animados pelo Espírito Santo; enviados como Jesus à caridade missionária evangelizadora dos pobres; um carisma inspirado pelo Espírito a São Vicente e herdado do Santo Fundador por nós, como dom à Companhia, somos desafiados à fidelidade criativa ao carisma, no seguimento de Jesus, Evangelizador dos pobres.
b) Consequentemente, nossa devoção à Trindade, como a de São Vicente deve estar indissoluvelmente ligada à missão (cf. Conferência 118 de 23 de maio de 1655, repetição da oração, Coste XI, págs. 180-182), ao anúncio do mistério do amor de Deus pelos pobres para salvá-los (cf. ibid., pág. 181). O Verbo Encarnado enviado pelo amor do Pai (cf. Jo 3, 16), concebido pelo Espírito Santo (cf. Lc 1,35), no seio da Virgem Maria e ungido pelo mesmo Espírito para anunciar a Boa-Nova aos pobres. No rosto de Jesus, Verbo Encarnado, presente nos pobres, São Vicente viu a mais perfeita manifestação do amor de Deus (Jo 3,16; 14,9), o amor privilegiado de Deus Uno e Trino aos últimos deste mundo (Getúlio Mota Grossi, CM).  Celebramos o aniversário dos 400 anos do carisma de São Vicente de Paulo. Que este ano jubilar nos traga abundantes frutos! Com uma total confiança na Providência, pela intercessão de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, de São Vicente de Paulo e todos os santos e bem-aventurados da Família Vicentina, prossigamos o caminho interior rumo a nós mesmos, e exterior rumo as nossas Comunidades, nossa família e as pessoas às quais Jesus nos envia a servir, em direção àqueles que talvez ainda não conheçam o carisma ou àqueles lugares onde o carisma ainda não criou raízes.
Espero e rezo para que as celebrações da Semana Santa, da Páscoa e do tempo pascal deste ano, tragam consigo um aumento de alegria e de sentido para cada um de nós e para nossa missão ao mesmo tempo que meditamos sobre a Trindade e caminhamos em direção ao modelo perfeito de “relações”.    Continuemos a rezar uns pelos outros!
Seu irmão em São Vicente, 
Tomaž Mavrič, CM Superior geral

quinta-feira, 2 de março de 2017

ENCONTRO DE COLABORADORES DA MISSÃO – ACHADA - MADEIRA

O Encontro dos Colaboradores da Missão Vicentina, na Achada-Gaula, no dia 19 de Fevereiro, decorreu da melhor forma, e o P. Gonçalo conseguiu cativar as pessoas com o seu jeito simples e transparente. 

Depois do acolhimento, o P. Gonçalo, começou por fazer uma referência à pessoa do P. Nóbrega que, em Agosto último, nos disse um adeus tão rápido e inesperado. Esta forma de iniciar o encontro o que caiu bem aos presentes. Depois, falou um pouco do Carisma Vicentino, da comemoração dos 400 anos do Carisma Vicentino em Portugal, indo à essência do mesmo com exemplos simples, mas muito concretos, captando a atenção e o interesse da assembleia presente, formada por mais ou menos umas trinta pessoas. 

No final desta exposição do P. Gonçalo houve espaço para sugestões e perguntas das quais passo a descrever. 
1) Necessidade de que o Carisma Vicentino e todos os eventos pensados e calendarizados ao longo deste Ano jubilar, vividos no Continente, também deviam e devem ter lugar e dinamização na Madeira, pois a história da Congregação da Missão, das Filhas da Caridade e da Família Vicentina, passa pela “pérola do Atlântico” …
2) Tal ideia e desafio surgem, porque é mais fácil deslocar-se à Ilha uma ou duas pessoas do que daqui poderem ir aos eventos já do nosso conhecimento...
3) Que haja alguma sensibilização na Ilha da Madeira, em diferentes paróquias tais como: Monte, Livramento, Estreito de Câmara de Lobos.... e outras. Esta poderia ser uma boa oportunidade para fazer uma excelente promoção vocacional, pois daqui saíram e saem ainda hoje algumas vocações e quem sabe?...A semente lançada hoje poderá vir a dar frutos, pois ninguém ama aquilo que não conhece....

Seguiu-se a Missa em memória do P. Nóbrega na igreja paroquial. Aí, estavam mais pessoas que aguardavam a chegada do grupo para também participarem na Eucaristia. Apesar de não se ter preparado qualquer guião ou folha, depressa se escolheram os cânticos. Foi uma celebração bem festiva, tal como era do gosto do P. Nóbrega, embora faltasse a viola, instrumento que sempre o acompanhou nestas andanças...
Por fim, culminou com um lanche preparado pelos presentes e de forma muito especial dinamizado pela D. Madalena (irmã) e Madalena (sobrinha) do P. Nóbrega, que fizeram questão de estarem presentes até ao fim. 

O sentimento que me fica, é que de junto de Deus, o P. Nóbrega continua a fazer a diferença. Certamente, com a sua oração por todos aqueles que ele amava, sentiu-se uma força muito grande por parte dos seus familiares mais próximos, e essa coragem só podia vir do Alto...

Ir. Maria Zita Mendes, FC

quarta-feira, 1 de março de 2017

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2017


A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração», para não se contentar com uma vida medíocre, mas crescer na amizade com o Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão.
A Quaresma é o momento favorável para intensificar a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui gostaria de me deter, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, exortando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom
A parábola começa com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se levantar, jaz à porta do rico e come as migalhas que caem da sua mesa, tem o corpo coberto de chagas que os cães vêm lamber. Enfim, o quadro é sombrio e o homem é degradado e humilhado.
A cena revela-se ainda mais dramática, se se considera que o pobre se chama Lázaro: um nome carregado de promessas, que literalmente significa «Deus ajuda». Assim, este personagem não é anónimo, tem traços muito precisos e apresenta-se como um indivíduo a quem podemos associar uma história pessoal. Enquanto que para o rico ele é invisível, torna-se conhecido e quase familiar para nós, torna-se um rosto; e, como tal, um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana.
Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer com gratidão o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e a mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja o nosso vizinho seja o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que vem ao nosso encontro é um dom e merece acolhimento, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos
A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que se encontra o rico. Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas que usa, de um luxo exagerado. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso estava reservada para os deuses e os reis. O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, até porque era exibida todos os dias de modo habitual: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes». Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba.
O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e fonte de invejas, litígios e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. EG, 55). Em vez de ser um instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço para o amor e dificulta a paz.
Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico torna-o vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência mascara o vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).
O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição de um deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não entram no seu olhar. Assim, o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.
Olhando este personagem, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom
O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda-nos a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no além. Os dois personagens descobrem subitamente que «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).
Também o nosso olhar se abre para o além, onde o rico tem um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se tinha dito da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.
Só no meio dos tormentos do além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No além restabelece-se uma certa equidade e os males da vida são contrabalançados pelo bem.
A parábola continua apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E face à objeção do rico acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).
Deste modo se manifesta o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não escutar a Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e de orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos no encontro com Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que nos quarenta dias passados no deserto venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos ajude a realizar um verdadeiro caminho de conversão, para redescobrir o dom da Palavra de Deus, ser purificados do pecado que nos cega e servir Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, participando também nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa. 

Jubileu: Caridade e Missão

O universo Vicentino vive um momento histórico e de júbilo, de memória e de acção de graças, de refontalização e de criação de novas respostas para os novos apelos e desafios.
A célebre frase de Vicente de Paulo “este povo morre de fome e condena-se” serviu de inspiração a respostas prontas e concretas às necessidades daquele tempo e deu origem às duas grandes asas da acção vicentina ao longo destes quatro séculos. Caridade e Missão, são identidade permanente para todos os que procuram seguir as pisadas do Santo da Caridade, também conhecido, pelo ‘místico da acção’ (Dodin, “St Vincent de Paul mystique de l’action religieuse”, Mission et Charité, n.º 29-30 (jan-avril 1968), pp. 26-47).

Neste cantinho que é Portugal, há um outro motivo para celebrar e louvar o Pai das Misericórdias que quis plantar neste “jardim à beira mar” a Congregação da Missão. São trezentos anos de história, de homens valorosos, que romperam fronteiras levando a Boa Nova não só “ad intra” mas também a outros continentes. Muitas vezes perseguidos, alguns deles derramando o seu sangue, foram escrevendo belas páginas de dedicação e entrega ao Evangelizador dos Pobres e de imitação e seguimento do “Pai dos Pobres”.
Atenta a esta presença e acção dos filhos e filhas de S. Vicente e de toda a Família Vicentina a Conferência Episcopal Portuguesa, para assinalar o duplo jubileu, aprovou a 10 de Novembro de 2016 (data próxima da chegada do P. Gomes da Costa, a Lisboa) uma Nota Episcopal de Reconhecimento na qual deixou alguns desafios, entre os quais: “Colocar ‘novo ardor’, procurar ‘novos métodos’ e assumir ‘novas expressões’ na transmissão do ADN vicentino às novas gerações e a assumir o apelo da Igreja e do mundo à renovação permanente na linha da ‘mística da caridade’ e comprometer-se com todas as situações que degradam a dignidade do homem”.



Celebrações Jubilares e Presença do Superior Geral

No dia 25 de Janeiro, nas paróquias ou locais de trabalho missionário, as Comunidades da Província Portuguesa promoveram celebrações festivas, convidando os Ramos da Família Vicentina e todo o Povo de Deus. Em alguns desses lugares os Bispos diocesanos associaram-se a estes momentos celebrativos e de família.
Lisboa, sede da Província, fez a abertura oficial das comemorações nos dias 28 e 29 de Janeiro, na igreja da Paróquia de S. Tomás de Aquino. No dia 28, a meio da tarde, vindo de Madrid, o Superior Geral, P. Tomaž Mavrič, foi acolhido na igreja, onde uma multidão de pessoas o aguardava para, com ele, participar no Concerto: “Missa em Si menor de Bach, BWV 232; Kyrie e Glória” pelo Ensemble S. Tomás de Aquino. O Padre Geral e toda a assembleia ficaram muito agradados com o que viram e ouviram.
Após as delícias da música, seguiu-se um outro momento delicioso: “um Porto de honra”, modo típico de receber quem nos visita. Enquanto se saboreava o doce néctar, os olhos podiam percorrer uma “Exposição” sobre os 300 anos da Província Portuguesa. Eram várias salas, com 10 temáticas diferentes.

O momento mais solene desse sábado foi a Eucaristia solene, presidida pelo Superior Geral. Estava acompanhado, na presidência, pelo P. José Alves, visitador, e pelo P. Nélio Pita, pároco. Concelebraram 14 sacerdotes, entre confrades e outros sacerdotes. O coro paroquial do Sagrado Coração de Jesus animou a celebração e a assembleia era composta por muitos membros da Família Vicentina, entre os quais muitas Filhas da Caridade.
Sem temer a dificuldade da língua portuguesa, o Presidente, com a sua palavra simples e serena, cativou toda a assembleia. No final, duas crianças, representando a comunidade, ofereceram ao Padre Geral duas pequenas lembranças, alusivas à paróquia que nasceu à sombra dos Padres Vicentinos, os quais foram desde sempre seus animadores pastorais.
Por fim, na Casa Provincial, aconteceu o esperado jantar que serviu para retemperar forças, reforçar laços e trocar impressões acerca da vida da Congregação da Missão e da Província Portuguesa. Antes do descanso, o Visitador e alguns confrades acompanharam o Superior Geral numa visita a alguns locais emblemáticos da cidade de Lisboa.

Família Vicentina congregada para dar graças
No dia 29, Domingo, a multidão acorreu ao templo, vinda de perto e de longe: comunidades vicentinas (CM e FC), Família Vicentina, colaboradores, amigos, ex-alunos, membros de outros institutos missionários e paroquianos. 
A Eucaristia, com honras de transmissão televisiva, foi presidida pelo Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, ladeado pelo Superior Geral, P. Tomaž Mavrič, e pelo Bispo vicentino, D. Augusto César, emérito de Portalegre-Castelo Branco e a residir em Fátima. Foram assistidos por 3 diáconos e, no presbitério, encontravam-se 30 concelebrantes. A animação litúrgica foi feita pelo Coro S. Tomás de Aquino. As leituras foram proclamadas por pessoas da Paróquia e a Oração dos Fiéis e o Ofertório estiveram a cargo da Família Vicentina.
O Presidente da celebração, grande historiador e amigo da CM, não só traçou a vivência dos Padres da Missão, em Portugal, ao longo de 3 séculos, mas também fez um retrato perfeito de Vicente de Paulo, um pobre para os pobres, que bem encarnou o Sermão da Montanha. Disse que, na sua vida, Vicente procurou ser elo de comunhão e resposta para as chagas do seu tempo. Com simplicidade e humildade, numa entrega total, pautou a sua vida por um lema: “querer o que Deus quer, como Deus quiser, onde Deus quiser!”

Depois da Mesa Eucarística passou-se à Mesa do pão de cada dia. Com o trabalho e organização do Grupo paroquial ‘Santa Marta’ foi servida a toda esta multidão um almoço partilhado que deu para saciar o corpo e abrir espaço para o convívio e a partilha. Não faltou o bolo “400 anos de carisma”.

Ao início da tarde, o Superior Geral presidiu a uma reunião com a Família Vicentina. Deu a conhecer a largueza e amplitude desta Família e o muito que vai fazendo pelos vários continentes; sensibilizou os presentes para o momento histórico que vivemos e as respostas que somos chamados a dar; relembrou a mensagem que enviou para o dia 25 de Janeiro e o tema do ano Jubilar, que nos acompanhará ao longo dos doze meses: “Era estrangeiro e me acolhestes…”. Também avançou algumas das acções que, a nível mundial, serão levadas a efeito, a propósito da vivência deste Jubileu: maior intervenção na ONU, a peregrinação do coração de S. Vicente aos continentes, a peregrinação a Roma, com audiência com o Papa Francisco, em 13, 14 e 15 de Outubro e outras iniciativas.
Depois de um breve diálogo o Padre Geral deslocou-se à Casa Central das Filhas da Caridade, no Campo Grande-Lisboa. Depois de acolhido, na Capela da Medalha Milagrosa, com o Magnificat, deslocou-se à sala da Comunidade onde falou às Irmãs e celebrou o Ofício de Vésperas. Seguiu-se o jantar e um tempo de diálogo e convívio.

Trabalho e Visita a Fátima
O dia 30 começou cedo. Após a oração de Laudes, aconteceu o Conselho Provincial. Em powerpoint foi dado a conhecer a história da PPCM bem como as apostas e decisões para os próximos tempos. Depois de agradecer o acolhimento e a experiência vividos nestes dias, o Superior Geral relembrou as conclusões da Assembleia Geral/2016, a aposta na formação laical e na formação permanente, a necessidade de uma pastoral vocacional cuidada e maior atenção à Família Vicentina.
Como o Padre Geral nunca tinha estado em Fátima, por esse motivo e por ser o ano Centenário das Aparições, proporcionou-se ao P. Mavrič, um momento diferente: uma breve estadia, na Cova da Iria, onde a Virgem Maria apareceu a 3 simples crianças. Foi acompanhado por alguns responsáveis da CM e das FC. Em Fátima, houve momentos de oração aos pés da Virgem, vestida de branco, e de visita aos locais históricos, mais marcantes e significativos. Depois de uma pausa para almoço, na Casa da Medalha Milagrosa, em Fátima, urgia o regresso à capital para apanhar o voo que levaria o Superior Geral a outras paragens.
A simplicidade, humildade, proximidade, serenidade, abertura e paternidade foram atitudes que deixaram marca quer nos membros da FV quer em muitas outras pessoas que tiveram o condão de se cruzar com o P. Mavrič. Ficamos com a impressão de que o Superior Geral partiu feliz e contente. Nós também ficamos muito contentes e agradecidos pela sua presença. Prometeu voltar. Acreditamos que sim. Rezamos para que tal aconteça e para Deus o ajude na sua missão! 

P. Agostinho Sousa, CM
Secretário Provincial