domingo, 27 de dezembro de 2015

49º Dia Mundial da Paz
Mensagem do Papa Francisco


01 de Janeiro de 2016

Vence a indiferença e conquista a paz


1. Deus não é indiferente; importa-Lhe a humanidade! Deus não a abandona! Com esta minha profunda convicção, quero, no início do novo ano, formular votos de paz e bênçãos abundantes, sob o signo da esperança, para o futuro de cada homem e mulher, de cada família, povo e nação do mundo, e também dos chefes de Estado e de governo e dos responsáveis das religiões. Com efeito, não perdemos a esperança de que o ano de 2016 nos veja a todos firme e confiadamente empenhados, nos diferentes níveis, a realizar a justiça e a trabalhar pela paz. Na verdade, esta é dom de Deus e trabalho dos homens; a paz é dom de Deus, mas confiado a todos os homens e a todas as mulheres, que são chamados a realizá-lo.


Conservar as razões da esperança

2. Embora o ano passado tenha sido caracterizado, do princípio ao fim, por guerras e actos terroristas, com as suas trágicas consequências de sequestros de pessoas, perseguições por motivos étnicos ou religiosos, prevaricações, multiplicando-se cruelmente em muitas regiões do mundo, a ponto de assumir os contornos daquela que se poderia chamar uma «terceira guerra mundial por pedaços», todavia alguns acontecimentos dos últimos anos e também do ano passado incitam-me, com o novo ano em vista, a renovar a exortação a não perder a esperança na capacidade que o homem tem, com a graça de Deus, de superar o mal, não se rendendo à resignação nem à indiferença. Tais acontecimentos representam a capacidade de a humanidade agir solidariamente, perante as situações críticas, superando os interesses individualistas, a apatia e a indiferença.


Dentre tais acontecimentos, quero recordar o esforço feito para favorecer o encontro dos líderes mundiais, no âmbito da Cop21, a fim de se procurar novos caminhos para enfrentar as alterações climáticas e salvaguardar o bem-estar da terra, a nossa casa comum. E isto remete para mais dois acontecimentos anteriores de nível mundial: a Cimeira de Adis-Abeba para arrecadação de fundos destinados ao desenvolvimento sustentável do mundo; e a adopção, por parte das Nações Unidas, da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que visa assegurar, até ao referido ano, uma existência mais digna para todos, sobretudo para as populações pobres da terra.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

8 de Dezembro: Dia Santo, dia Grande

1 – SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO
O dogma da Imaculada Conceição estabelece que Maria foi concebida sem mancha de pecado original e foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de Dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus, que diz: “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi por singular graça e privilégio de Deus omnipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do género humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente crida por todos os fiéis” (DS 2803)

O título litúrgico da Imaculada Conceição que os católicos invocam, professa uma prerrogativa concedida unicamente a Nossa Senhora: Maria foi concebida sem a mancha do pecado original. O título expressa, portanto, que a mãe de Jesus é toda santa, a cheia de graça, desde o momento da sua concepção. A declaração dogmática não introduz, contudo, nenhuma novidade no património da fé da Igreja, mas ratifica de modo definitivo e solene uma verdade que estava presente na consciência da Igreja. O valor doutrinal desta festividade aparece na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à Mãe de Deus - “Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele...”.

Em 1830 há registos da aparição de Nª Senhora a Sta Catarina Labouré, a quem mandou cunhar uma medalha com a efígie da Imaculada e as palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós”. Esta medalha, difundida aos milhões em todo o mundo, suscitou grande devoção a Maria Imaculada, induzindo muitos bispos a solicitar ao Papa a definição do dogma, que já estava a ser vivido pelos fiéis desde há muitos séculos atrás. Quatro anos após a proclamação do dogma, tiveram lugar as aparições de Lourdes, consideradas pela Igreja como uma confirmação do mesmo. Maria ao falar no dialecto local, disse: “Que soy era Immaculada Councepciou” – “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Imaculada Conceição e Portugal: Em Portugal, o culto foi oficializado por D. João IV, primeiro rei da dinastia de Bragança, que foi aclamado quando se iniciava a festa de Imaculada Conceição. Nas cortes celebradas em Lisboa no ano de 1646, declarou D. João IV que tomava a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal. Já no séc. XV o Rei D. Duarte fala desse título de Maria, desenvolvendo-se toda uma teologia que levou a que, no ano de 1646, D. João IV, depois da restauração de Portugal, deponha a coroa do Reino aos pés de Maria, em Vila Viçosa(Ecclesia)
2 - O CONCÍLIO VATICANO II ENCERROU HÁ 50 ANOS

A Igreja Católica assinala hoje, dia 8 de Dezembro, os 50 anos do encerramento do II Concílio do Vaticano (1962-1965), acontecimento que marcou o catolicismo contemporâneo na sua identidade e na sua relação com a sociedade.

O professor José Eduardo Borges de Pinho, da UCP, no contexto dos 50 anos do Concílio Ecuménico Vaticano II assinala que há “dificuldade” em situar a Igreja face às suas orientações mas “indiscutivelmente” a vida eclesial tem presente esses “frutos”. “No dia-a-dia da nossa vida na Igreja estamos mergulhados em muitas coisas que são fruto do Concílio, nem damos propriamente conta disso”. Destacam-se a “celebração litúrgica”, a “importância fundamental” dos leigos ou a “colegialidade episcopal”.

Borges de Pinho frisa que “indiscutivelmente” há muitos aspetos da vida da Igreja que são concretizações desta assembleia, ainda que “muita gente não tenha uma consciência” disso. “Hoje a tarefa que temos não é mais fácil porque há problemas que se tornam mais percetíveis. Temos de ser criativos para nos perguntarmos o que é aquilo que Deus pede hoje como cristãos católicos na receção do concílio, na sua aplicabilidade prática”.

 “Nem tudo o que na altura se sonhou já foi concretizado e sentimos que há limites, fragilidades da nossa própria vida eclesial que realmente poderiam e deveriam estar já superadas que não estão”. Neste contexto, o professor catedrático da Faculdade de Teologia recordou, por exemplo, a colegialidade episcopal que “foi um tema complicado”, a realidade dos cristãos leigos onde se deram passos “muito significativos, mas ainda muito pequenos” para o que pode e deve ser uma Igreja “verdadeiramente responsável no seu conjunto”. Destaca ainda que a palavra “diálogo” é um “elemento-chave” do Concílio Vaticano II, a começar pelo “acolhimento de Deus”. “Não há outra forma de anunciar o Evangelho senão numa atitude de diálogo”. (Ecclesia)


3 - JUBILEU DEDICADO À MISERICÓRDIA
...
Em Março, o Papa Francisco decidiu proclamar um “jubileu extraordinário”, com início a 8 de Dezembro, centrado na “misericórdia de Deus”. “Será um Ano Santo da Misericórdia. Queremos vivê-lo à luz da palavra do Senhor: ‘Sede misericordiosos como o Pai’.

Francisco explicou que a iniciativa nasceu da sua intenção de tornar “mais evidente” a missão da Igreja de ser “testemunha da misericórdia”. O Papa defendeu que “ninguém pode ser excluído da misericórdia de Deus” e que a Igreja “é a casa que acolhe todos e não recusa ninguém”. “As suas portas estão escancaradas para que todos os que são tocados pela graça possam encontrar a certeza do perdão. Quanto maior é o pecado, maior deve ser o amor que a Igreja manifesta aos que se convertem”.



É o 29.º jubileu na história da Igreja Católica, um Ano Santo extraordinário. “É um caminho que começa com uma conversão espiritual e temos de seguir por este caminho”.

A misericórdia é «a arquitrave que suporta a vida da Igreja». Por isso, deve ser reproposta «com novo entusiasmo e com renovada acção pastoral» à humanidade do nosso tempo. É desta consciência que nasce a iniciativa de celebrar o Ano santo da misericórdia: um «tempo extraordinário de graça» e de «regresso ao essencial», define-o Francisco na Bula de proclamaçãoMisericordiae vultus (Rosto de Misericórdia), entregue solenemente durante a celebração que teve lugar na tarde de 11 de Abril, na basílica de São Pedro.

«Chegou de novo para a Igreja o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão», explica o bispo de Roma, reiterando que «a credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo». A bula recorda que o jubileu terá início no dia 8 de Dezembro, dia em que se celebra a Solenidade da Imaculada Conceição e o 50º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II, com a abertura da «porta da misericórdia» em São Pedro e, em seguida, nas basílicas papais e inclusive nas catedrais, santuários ou igrejas particulares espalhadas pelo mundo, como «sinal visível da comunhão da Igreja inteira».

O fio condutor e «lema» do Ano Santo - que termina a 20 de Novembro de 2016, dia da solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, “rosto vivo da misericórdia do Pai”- será a palavra do Senhor: «Misericordiosos como o Pai». Entre os sinais peculiares da experiência jubilar, a bula indica sobretudo a peregrinação, as obras de misericórdia corporais e espirituais, o sacramento da penitência e a indulgência. Além disso, serão enviados «missionários da misericórdia», chamados a pregar «missões ao povo». (Ecclesia)

“Neste Ano Jubilar, que a Igreja se faça eco da Palavra de Deus que ressoa, forte e convincente, como uma palavra e um gesto de perdão, apoio, ajuda, amor. Que ela nunca se canse de oferecer misericórdia e seja sempre paciente a confortar e a perdoar. Que a Igreja se faça voz de cada homem e mulher e repita com confiança e sem cessar ‘Lembra-te, Senhor, da tua misericórdia e do teu amor, pois eles existem desde sempre’ (Sl 25, 6) ” (n.º 25).


domingo, 6 de dezembro de 2015

PAPA FRANCISCO - MIL DIAS DE PONTIFICADO

“Miserando atque eligendo” - “Olhou-o com misericórdia e escolheu-o”

Lema episcopal do Papa Francisco. Conservou-o, como Papa. Evoca uma passagem do Evangelho de Mateus.


Assinalam-se os primeiros 1000 dias do pontificado de Francisco. Eleito no dia 13 de março de 2013, Francisco completa 1000 dias de pontificado a 8 de Dezembro.

Jorge Mario Bergoglio, de 78 anos de idade, foi eleito como sucessor de Bento XVI após a renúncia do agora Papa emérito; Francisco é o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja e também o primeiro pontífice sul-americano.

Em 32 meses, o Papa argentino visitou o Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba e Estados Unidos da América, Quénia, Uganda e República Centro-Africana, bem como as cidades de Estrasburgo (França), onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia) e Sarajevo (Bósnia-Herzegovina).

Realizou também dez viagens em Itália, incluindo uma passagem pela ilha de Lampedusa e uma homenagem no centenário no início da I Guerra Mundial, para além de outras visitas a paróquias na Diocese de Roma.

As Filipinas acolheram a 18 de Janeiro a maior celebração do atual pontificado, junto ao estádio ‘Quirino Grandstand’, na área do Parque Rizal, com seis milhões de participantes, o que representa um recorde na história da Igreja Católica.

Entre os principais documentos do atual pontificado estão as encíclicas ‘Laudato si’, dedicada a questões ecológicas, a ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho).
O Papa argentino promoveu um Sínodo sobre a Família, em duas sessões, com consultas alargadas às comunidades católicas, e simplificou os processos de nulidade matrimonial.



Francisco está a promover uma reforma da Cúria Romana, a começar pelo setor administrativo-financeiro, com auditorias externas às contas do Vaticano e a criação de uma Secretaria para a Economia na Santa Sé, para além da implementação de medidas de transparência financeira no Instituto para as Obras de Religião (IOR, conhecido como Banco do Vaticano).

Além das várias críticas a um sistema económico e financeiro que “mata”, o Papa tem apelado à paz nas várias regiões do mundo afetadas por conflitos, assumindo a defesa dos cristãos no Médio Oriente, perseguidos pelo autoproclamado ‘Estado Islâmico’, e criticando quem justifica ataques terroristas com as suas convicções religiosas.


O Papa criou 38 novos cardeais, incluindo D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, e prelados de Cabo Verde, Etiópia, Mianmar, Panamá, Tonga, Tailândia e Vietname, entre outros.


Agência ECCLESIA

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

UM FIM DE MÊS EM GRANDE!
(27,28 e 29 de Novembro)

As Filhas da Caridade em todo o mundo, e também a Família Vicentina, têm um fim de mês de Novembro muito festivo e muito intenso.
As datas celebrativas ou comemorativas marcam ritmos e história e impelem ao serviço, ao testemunho, à fidelidade.
  


Em 27 de Novembro (1830) a Virgem Imaculada manifestou-se a uma Filha da Caridade, de seu nome Catarina Labouré, a Santa do silêncio. Nestas manifestações foi-nos legado um tesouro: a Medalha Milagrosa. É um património único da Família Vicentina e que leva multidões de pessoas de todos os tempos e lugares a implorar à Mãe do Céu, a Concebida sem pecado, que rogue por nós, que somos pecadores.

Logo no dia a seguir, a 28 de Novembro, Catarina Labouré (1806-1876), a interlocutora de Maria e que recebeu a mensagem, é celebrada como uma filha predilecta desta Companhia. Mais um dia festivo e referencial para melhor saborear o dom e a exigência da disponibilidade, da escuta, do serviço, do silêncio e da entrega.

29 de Novembro (1633) é um marco histórico. É fundada a Companhia das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo. Cuidavam, no início, dos pobres doentes no seu domicílio, nas cidades e nas aldeias. Depois, à medida que iam surgindo as necessidades, ocuparam-se dos doentes nos hospitais, na instrução das jovens, das crianças abandonadas, dos condenados às galés, dos soldados feridos, dos refugiados, das pessoas idosas, dos doentes mentais e de tantos outros que precisavam e precisam de alguém totalmente disponível para se ocupar deles e dos seus males.

S. Vicente de Paulo, em 13 de Fevereiro de 1643, diz-lhes: “Eis, minhas Filhas, qual foi o começo da vossa Companhia; como ela não era então o que é hoje, é que crer que não é ainda o que será, quando Deus a tiver conduzido até onde deseja”.


Desde então, a Companhia continua a pôr em prática o lema que a norteia: “a Caridade de Cristo crucificado nos impele.”  A Companhia é internacional e actualmente está presente em 94 países. O número de irmãs é de 21.000 distribuídas por 2.509 comunidades que formam 77 províncias.

É grande a diversidade de serviços como grande é a diversidade de pobrezas no mundo dos nossos dias! Onde há dor humana, situações de miséria, de injustiça, de falta de solidariedade e onde é urgente promover cada pessoa, aí está presente a Filha da Caridade.

P. Agostinho




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

MISSÃO EM CAMPEÃ - DIOCESE DE VILA REAL
11 A 25 DE OUTUBRO DE 2015

O P. Manuel Queirós, presbítero da Diocese de Vila Real, e os seus mais directos colaboradores entenderam que as Paróquias de Campeã, Vila Cova e Quintã deviam ser convocadas para uma Missão Popular. Após alguma busca sobre o modo de responder a este repto, entre as propostas disponíveis de “fazer missão”, chegaram à conclusão que a opção que mais se adequava ao "seu povo" seria a da Congregação da Missão (CM), ou seja, a Missão Popular Vicentina.
A pré-Missão decorreu durante cerca de 6 meses, orientada ora pelo P. Álvaro, ora pelo P. Fernando e com a presença, animação e participação activa do pároco, da equipa coordenadora, dos animadores e dos visitadores das casas.

Tempo forte da Missão: Comunidades,



O tempo forte da Missão decorreu de 11 a 25 de Outubro, mês Missionário. Para animar e orientar esta experiência de Missão formaram-se duas equipas, cada uma com um Padre vicentino e uma leiga Colaboradora da Missão.
Estavam previstas 32 Comunidades/Assembleias. Na realidade funcionaram 28, distribuídas pelas 22 aldeias das extensas Freguesias de Campeã, Vila Cova e Quintã. Estranhámos os nomes das localidades, dados por alguma história ou tradição. São eles: “Aveção, Aveçãozinho, Aveção do Cabo, Aveção do Meio, Boavista, Viariz da Poça, Viariz da Santa, Cotorinho, Parada, Pousada, Trás do Vale, Quintã, Vendas de Cima, Vendas de Baixo, Vila Cova, Pereiro, Pêpe, Chão Grande, Carvalheira, Vila Nova, Feira e Mascozelo”.
Seguindo o programa da Missão Popular, a primeira semana foi dedicada às Assembleias Familiares. Estas foram visitadas pelas duas equipas e pelo pároco que as guiava e acompanhava. Não foi tarefa fácil! Conseguimos visitar todas as Assembleias, mesmo aquelas que se realizavam às 17h00.

Ir ao encontro: Visita aos idosos e doentes
Na primeira semana, de manhã, celebramos a Eucaristia nas muitas Capelas espalhadas pela Freguesia e nas igrejas das paróquias da Quintã e de Vila Cova. O povo, na sua maioria mulheres idosas, acorria à celebração. A gente mais nova não podia participar pois trabalhava no campo ou fora da Freguesia.



No final da Missa, partíamos para visitar doentes, idosos, pessoas que, por qualquer motivo, não saíam de casa; nas duas semanas, em todas as aldeias, foram realizadas cerca de uma centena de visitas. Sentimos que os idosos são muito bem cuidados. Alguns filhos/as tiveram que deixar o emprego para se dedicarem exclusivamente ao cuidado dos seus familiares. Também houve oportunidade para visitarmos o Centro Social Paroquial de Campeã. Tem duas valências: internamentos/lar e Centro de Dia. Trata-se de um espaço amplo e com tudo muito bem organizado. Os idosos são muito bem acolhidos e acompanhados. É uma obra magnífica, pela construção e pelo que ali se vive. É motivo de orgulho para o Pároco, para quem ali trabalha e, também, para os habitantes daquela terra.

Comunidade de Comunidades
Muito antes de os Missionários anunciarem que as catequeses das Assembleias iriam ter continuidade, já alguns Animadores se haviam pronunciado ao afirmar que uma semana era muito pouco. Sentiam necessidade de muito mais e, no final, todos assumiram o compromisso de continuar a reunir.
Aqui ficam registados os nomes escolhidos por 22 das 28 Comunidades: “Corações de Luz, Pedras Vivas (2), Misericórdia/Esperança, Partilha e União, Unidos pela Fé, Eu sou o Sal da Terra, Unidade de Paz, Partilha, Coração de Maria, Comunidade da Feira, Esperança num Mundo Melhor, Comunidade Amiga, Deus connosco, Aliança, Fé, Luz Divina, Os seguidores, Alegria, Paz, Vinha do Senhor, A Família Cristã”.

Centro de Dia, Catequese e Jovens
Na segunda semana, fez-se a celebração dos Doentes, com a administração do Sacramento da Santa Unção. Também foram festejados os 100 anos do Sr. Manuel Chico, utente do Centro, sempre muito bem-disposto e alegre e, nesse dia, a alegria era ainda maior. Houve festa rija com a presença dos seus familiares que, apesar de residirem no estrangeiro, não quiseram faltar.
Uma centena de crianças da catequese estiveram connosco. O Pe. Fernando ensaiou alguns cânticos de mensagem. A pequenada, com muita descontração e entusiasmo, rapidamente aprendeu letra, música e gestos.
Para o dia 1 Novembro estava marcada a celebração da Confirmação. Cerca de 30 jovens fizeram uma caminhada de preparação para receberem o Sacramento do Santo Crisma. O P. Fernando teve um encontro com o grupo. Com a sua viola, cantou e encantou os jovens que enchiam o salão paroquial e pediu-lhes que 'escrevessem uma carta' ao Sr. Bispo dando-lhe a conhecer o motivo que os levava a fazerem o Crisma e qual o compromisso que se propunham assumir na comunidade paroquial. Nessa mesma missiva deviam também responder a uma questão muito importante: “Quem é Jesus para mim?”.



Encerramento: Presença do bispo diocesano
A Eucaristia de encerramento aconteceu no sábado, 24 de Outubro, com a presença alegre de D. Amândio, Bispo de Vila Real. Esta celebração foi também dedicada a Nossa Senhora. Foi pedido que cada pessoa trouxesse uma flor para ser entregue a Nossa Senhora da Conceição. Assim se cumpriu: os dois cestos quase não chegavam para tantas flores, frescas e de cores variadas. A Medalha Milagrosa foi distribuída por todos.
No final da celebração houve a festa de encerramento. No convívio pudemos degustar as várias iguarias transmontanas, onde não faltaram as castanhas. Ficamos a saber que há algumas variedades de castanhas, tais como: Bubim, judia, amoreira, longal e, certamente, mais alguma!

Avaliação: Uma Missão  feliz!
Antes de terminar o lanche houve tempo para uma breve reunião com alguns Animadores: “concluiu-se que todos aderiram às Assembleias e participaram activamente, não esperavam tanta gente; que se confirmou ter sido pouco tempo; que valeu a pena e foi positivo; foi uma experiência muito enriquecedora, muitas dúvidas, é para continuar; foi um momento de reconciliação entre pessoas; foi pena os sacerdotes não ficarem mais tempo nas visitas às Assembleias”.
Usando a frase muito repetida: “Estar na Missão Popular Vicentina é estar na Missão de Jesus Cristo” exprime bem o que foi acontecendo nestes quinze dias, nestas terras distantes, mas acolhedoras. Sentiu-se a presença de Cristo passava e que iluminava as pessoas, as casas, as comunidades. Houve graças derramadas e graças, acolhidas. Uma Missão feliz.
A Equipa Missionária


domingo, 8 de novembro de 2015

SEMANA DOS SEMINÁRIOS- 2015
OLHOU-OS COM MISERICÓRDIA...

A Semana Nacional dos Seminários (8 a 15 de Novembro) ocorre neste ano de 2015 pouco tempo antes do início do Ano Santo da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco como um ano jubilar de graça para a Igreja e para a humanidade. Em sintonia com a Igreja Universal, desejamos que o trabalho, a catequese e a oração pelas vocações sacerdotais, pelos seminários e pelos sacerdotes nasçam da certeza de que Deus é misericordioso com todos os seus filhos.



A caraterística fundamental do agir de Deus é a misericórdia, como nos revela a Escritura, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Toda a História da Salvação e cada uma das ações de Deus que dela fazem parte estão ao serviço da salvação da humanidade, podendo dizer-se que se trata da história da misericórdia de Deus com os homens. Ao dizer que Deus é amor, São João reafirma a centralidade da misericórdia na revelação feita por Jesus, Aquele que pelas suas palavras e ações nos deu a conhecer quem é Deus e como é Deus.
A Igreja fundada por Jesus Cristo é chamada a dar corpo ao desejo misericordioso de Deus de salvar toda a humanidade, em todos os tempos da história. Por meio do anúncio do Evangelho, da celebração do memorial da morte e ressurreição do Senhor, da comunhão da comunidade animada pelo Espírito Santo, a Igreja perpetua no tempo o mistério de Cristo Salvador, que verdadeiramente realiza a obra de Deus.
Deus, atento aos seus filhos, olha-os com misericórdia infinita, conhece cada um com as suas necessidades e anseios, ama cada pessoa com um amor único, tal como o pai ama cada um dos seus filhos. As suas entranhas comovem-se de misericórdia por todos, mas n’Ele há uma especial predileção pelos pobres, pelos doentes, pelos perdidos e pelos pecadores, aos quais procura incessantemente, pois quer acolhê-los com um abraço mais apertado, para que sintam a força do seu amor que reconcilia e salva.
A vocação sacerdotal nasce do coração misericordioso de Deus, que olha para os seus filhos e escolhe alguns para que sacramentalmente sejam configurados com Jesus Cristo, Pastor e Cabeça da Igreja. Os Evangelhos apresentam Jesus que passa pelos mais variados lugares onde se desenvolve a vida humana, olha com predileção para alguns, escolhe-os e chama-os para O seguirem. Sem explicações que satisfaçam a sua admiração e sem argumentos que respondam às suas interrogações, mas somente porque se sentiram tocados pelo seu amor misericordioso, deixaram tudo e seguiram-n’O.



No caso de Mateus, o cobrador de impostos, é ainda mais notória a atitude de Jesus, que olha com misericórdia para um homem considerado por todos como pecador e faz dele um discípulo. Nesse ato revela plenamente o coração de Deus que envia o seu Filho para os pecadores e doentes, isto é para os que precisam de perdão, de cura e de salvação.
O sacerdote, homem chamado e escolhido de entre os outros homens, é fruto do olhar misericordioso de Jesus, que quer salvar a todos. Não se trata de alguém perfeito, irrepreensível e santo, mas de alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia, sem explicação nem motivação compreensíveis. A vocação sacerdotal somente se compreende no contexto deste mistério do amor de Deus, que não se explica nem se justifica, mas que simplesmente se manifesta.
Os seminaristas, desejosos de conhecer o mistério da sua vocação, entrem no mistério do amor de Deus pela humanidade e por si mesmos, sintam-se sinceramente pecadores e doentes como todos os outros homens, e darão infinitas graças a Deus por os eleger e chamar a partilhar a grandeza da Sua companhia.
Aos jovens convidamos a entrar na contemplação do rosto misericordioso de Deus que os escolhe e os chama. Aceitem humildemente a sua condição de pecadores e necessitados da misericórdia de Deus e ela manifestar-se-á como fonte de perdão e de salvação.
Muitos sentirão o apelo a andar com o Senhor e a aprender d’Ele, conhecerão a vocação a que os chama e terão alegria e coragem para a seguir fielmente, porque quando alguém se deixa tocar pelo olhar misericordioso de Jesus, torna-se disponível para ficar com Ele para sempre.




Coimbra, 25 de Setembro de 2015
+ Virgílio do Nascimento Antunes

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

CIDADE DO VATICANO: SÍNODO

“Temos olhado para a família em toda a sua complexidade, nas suas luzes e sombras,
procurando iluminar as sombras e aplaudir as luzes”.


Tenho dado algumas notícias do Sínodo, mais sobre a sequência dos seus trabalhos do que daquilo que por cá se vai dizendo.

Agradeço os comentários e as partilhas que muitos dos meus amigos, no facebook, fizeram ao que fui noticiando. Como sabem, o que por cá se tem dito, nas Congregações Gerais e nos Círculos Menores, não é definitivo nem oficial.




Não viemos para fazer isso. Viemos, com humildade e espírito de serviço colegial, a convite do Santo Padre, para partilhar o que pensamos, sentimos, vemos e auguramos sobre os desafios, a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo, tendo também em conta o que as Igrejas particulares disseram. E tudo é, sem dúvida, de uma riqueza e diversidade extraordinárias, riqueza partilhada em espírito de grande colaboração, sem levantar muros mas rasgando horizontes e procurando abrir novos caminhos de ação pastoral. As diferenças culturais e distintas sensibilidades são mais convergentes e complementares do que discordantes ou contrapostas.

Mas tudo quanto se partilhou e irá partilhar nestes dias que faltam para o final do Sínodo, será apresentado ao Santo Padre para que ele tome as medidas que lhe aprouver e fale a toda a Igreja com conhecimento do que a mesma Igreja, espalhada por todo o mundo, pensa, vive e, na prática, faz. Acolherá, com certeza, com muita delicadeza e atenção, tudo quanto lhe é dito. Dirá, porém, como Pastor da Igreja Universal, o que, com a presença e ação do Espírito Santo, discernir e lhe parecer melhor para o bem da Igreja e, no caso, para o bem da família e da própria comunidade humana.




É evidente que a Igreja não se pode deixar condicionar por modelos errados de pensamento e ação ou por sentimentos de falsa compaixão, ferindo a verdade e a justiça. Não pode aplaudir quem queira promover os pecados e os vícios a direitos humanos. Não pode prometer o que não pode dar. Mas tem a obrigação de, em fidelidade ao Evangelho, o interpretar e anunciar em cada tempo, com beleza e encanto, de forma a provocar e facilitar que cada pessoa possa ter um encontro pessoal com Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, para que O siga com alegria e esperança.



Temos olhado para a família em toda a sua complexidade, nas suas luzes e sombras, procurando iluminar as sombras e aplaudir as luzes. E se estamos conscientes das dificuldades culturais e sociais que a família enfrenta, muito mais conscientes estamos do valor e importância da família, constituída por um homem e uma mulher e aberta aos filhos, para o progresso e humanização da sociedade.

Hoje, de manhã e de tarde, tivemos trabalho de grupos. Amanhã, de manhã, dia 20, voltaremos ao trabalho de grupos. De tarde, terá lugar a XIV Congregação Geral.
Roma, 19-10-2015
+ Antonino Dias

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

MISSÃO POPULAR: CAMPEÃ, VILA COVA E QUINTÃ
Outubro, é o mês missionário, por excelência. As dioceses e paróquias, as congregações e institutos de vida consagrada, os grupos e as famílias, dedicam mais tempo e investem mais na Missão. O Papa Francisco, a exemplo de outros anos e dos seus antecessores, ofereceu à Igreja uma nova mensagem para o Dia Mundial das Missões que se celebra, no próximo domingo, dia 18 de Outubro.




Diz o Santo Padre: “A missão não é proselitismo, nem mera estratégia; a missão faz parte da “gramática” da fé, é algo de imprescindível para quem se coloca à escuta da voz do Espírito, que sussurra “vem” e “vai”. Quem segue Cristo não pode deixar de tornar-se missionário, e sabe que Jesus “caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária” (Exort. ap. Evangelii gaudium, 266).
                                                                                                                     
“A missão é uma paixão por Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, uma paixão pelas pessoas. Quando nos detemos em oração diante de Jesus crucificado, reconhecemos a grandeza do seu amor, que nos dignifica e sustenta e, simultaneamente, apercebemo-nos de que aquele amor, saído do seu coração trespassado, estende-se a todo o povo de Deus e à humanidade inteira; e, precisamente deste modo, sentimos também que Ele quer servir-Se de nós para chegar cada vez mais perto do seu povo amado (cf. Ibid., 268) e de todos aqueles que O procuram de coração sincero.”

“Na ordem de Jesus – “Ide” –, estão contidos os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja. Nesta, todos são chamados a anunciar o Evangelho pelo testemunho da vida; e, de forma especial aos consagrados, é pedido para ouvirem a voz do Espírito que os chama a partir para as grandes periferias da missão, entre os povos onde ainda não chegou o Evangelho”.

“O cinquentenário do Decreto conciliar Ad gentesconvida-nos a reler e meditar este documento que suscitou um forte impulso missionário nos Institutos de Vida Consagrada. Nas comunidades contemplativas, recobrou luz e eloquência a figura de Santa Teresa do Menino Jesus, padroeira das missões, como inspiradora da íntima ligação que há entre a vida contemplativa e a missão.

Para muitas congregações religiosas de vida activa, a ânsia missionária surgida do Concilio Vaticano IIconcretizou-se numa extraordinária abertura à missão ad gentes, muitas vezes acompanhada pelo acolhimento de irmãos e irmãs provenientes das terras e culturas encontradas na evangelização, de modo que hoje pode-se falar de uma generalizada interculturalidade na vida consagrada”.

“Por isso mesmo, é urgente repropor o ideal da missão com o seu centro em Jesus Cristo e a sua exigência na doação total de si mesmo ao anúncio do Evangelho. Nisto não se pode transigir: quem acolhe, pela graça de Deus, a missão, é chamado a viver de missão”.

Missão, na Diocese de Vila Real
A diocese de Vila Real é uma das dioceses portuguesas que, de tempos a tempos, em vários arciprestados, tem apostado na Missão Popular, segundo o estilo de S. Vicente de Paulo.


Desde hoje, domingo, 11 de Outubro, até ao próximo dia 25, as Paróquias de Campeã, de Vila Cova e Quintã, vão experimentar e viver este tempo forte de Missão. Após algum tempo de estudo e de preparação, o pároco, P. Manuel Queirós, convocou a Missão.



Ao longo de quase seis meses, fizeram-se de reuniões com os animadores, visitadores e donos das casas, preparou-se o terreno, rezou-se na comunidade e nas famílias. A Missão já tinha começado: passo a passo, casa a casa, todos foram convidados a abrir casa e coração à Boa Nova de Jesus Cristo. A Missão está na rua!

A Equipa Missionária, enviada em Missão, é formada pelo P. Álvaro Cunha, CM, pela Arlete Vieira, CMV, de Lisboa e pelo P. Fernando Soares, CM e pela Célia Rodrigues, CMV, de Viseu.

Neste tempo da Missão, e sempre, tenhamos bem presente na nossa oração, os Missionários e o povo a quem são enviados, pois, “ quando nos detemos em oração diante de Jesus crucificado, reconhecemos a grandeza do seu amor, que nos dignifica e sustenta” (Papa Francisco).

P. Agostinho Sousa, CM