segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Mensagem do papa Francisco para a celebração do XLVII dia mundial da Paz

FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ

1º DE JANEIRO DE 2014


1. Nesta minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz, desejo formular a todos, indivíduos e povos, votos duma vida repleta de alegria e esperança. Com efeito, no coração de cada homem e mulher, habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar.
Na realidade, a fraternidade é uma dimensão essencial do homem, sendo ele um ser relacional. A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mormente do pai e da mãe. A família é a fonte de toda a fraternidade, sendo por isso mesmo também o fundamento e o caminho primário para a paz, já que, por vocação, deveria contagiar o mundo com o seu amor.

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domingo, 29 de dezembro de 2013

VISEU: VISITAS PASTORAIS


A diocese de Viseu está em Sínodo e o lema deste Ano Pastoral é:“É Domingo. Juntos na FÉsta!” O bispo diocesano, D. Ilídio Leandro está a fazer a Visita Pastoral aos vários Arciprestados.
Para preparar este momento forte e significativo na vida das paróquias, o P. Miguel Abreu contactou a Comunidade Vicentina de Viseu e pediu aos padres da Congregação da Missão que assumissem este trabalho de evangelização. O pedido feito tinha em mente uma missão renovada, sem as pregações tradicionais, mas com reuniões para casais e para jovens, com visita a doentes e preparação para o Sacramento da Confirmação. O tempo para esta preparação é variável (3, 4 ou 5 dias), conforme a disponibilidade de cada um dos sacerdotes.

Ofereceram-se para este serviço os padres Albertino Gonçalves, Manuel Magalhães, Manuel Martins e Fernando Soares. Todavia, e por fazer parte da comunidade de Viseu, o P. Fernando assumiu, quase por inteiro, este trabalho missionário.
As paróquias que têm Visita Pastoral pertencem ao Arciprestado de Viseu. São elas Boa Aldeia (21 a 27 de Outubro), Bodiosa (11 a 17 de Novembro), Calde (25 de Novembro a 01 de Dezembro), Coutos (9 a 15 de Dezembro), Campo (6 a 19 de Janeiro), Forminhão (27 a 02 de Fevereiro), Lordosa (10 a 16 de Fevereiro), Ribafeita (17 a 23 de Fevereiro), Vil de Soito (17 a 23 de Março) e Torredeita (24 a 30 de Março).
Pelos testemunhos do P. Fernando e pelas notícias nos órgãos de comunicação da Diocese de Viseu sabemos que a Visita Pastoral já feita, nas primeiras paróquias, tem corrido bem. Bendito seja Deus!


P. Agostinho Sousa, CM

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

SINES: AVALIAÇÃO E PÓS-MISSÃO


Aconteceu, recentemente, na paróquia do Salvador, em Sines, a Missão Popular. Passado um mês, os animadores das comunidades, o pároco e o responsável diocesano pela animação missionária, reuniram-se para fazer um balanço deste acontecimento de evangelização e para projectar e programar o futuro. O ambiente feliz e animado fazia transparecer o que foi vivido e experimentado, ao longo de quinze dias, na cidade de Sines.
A densidade populacional, a variedade de culturas e de proveniências, a diversidade de propostas e de ocupações, pesaram bastante na preparação e na montagem do tempo forte da Missão. Alguns medos, muitas resistências e certos comodismos levaram a desistências, fragilidades e interrogações.
À medida que se aproximava a data do início da Missão, com a força da oração e a persistência de uma mão cheia de homens e mulheres e com a abertura e ajuda de algumas instituições, como de mansinho e de dentro para fora, começou a operar-se uma mudança. A Fanfarra dos Bombeiros fazia sentir a sua presença e abria a rota e o andor da Senhora das Salas percorria as ruas que, pouco a pouco, se iam enchendo de gente. O largo da Igreja tornou-se pequeno e lá dentro, o templo estava repleto de fiéis. O olhar da Mãe cruzou-se com muitos olhares que acolheram o convite.
As 12 comunidades, ao longo das tardes e noites fizeram a experiência do encontro à luz da Palavra de Deus. Partilharam a fé, a oração e a vida e, na comunidade de comunidades, deram um belo testemunho da sua caminhada. Poderiam ter sido mais comunidades e muitas pessoas envolvidas neste primeiro tempo da Missão. Por este lado, ficou um sabor a pouco. Todavia, o caminho percorrido por estas 12, foi muito positivo e levou a que todas estivessem envolvidas de forma activa nas celebrações da 2ª semana e tivessem decidido continuar a reflexão na pós-missão.

Escolas, Santa Casa da Misericórdia e Bombeiros
A ida às escolas foi um dos trunfos da missão. Graças à abertura das escolas e ao apoio e acompanhamento da professora de EMRC, Ana Maria, foi possível o contacto com mais de 4 centenas de jovens que frequentam esta disciplina. De outro jeito, não seria possível este contacto directo, vivo e importante com esta faixa etária.
Os tempos de oração foram uma outra área que mobilizou as pessoas: todos os dias, entre três a quatro dezenas de pessoas, se juntavam para orar (oração da manhã e exposição do Santíssimo).
Com a colaboração e inter-ajuda da Santa Casa da Misericórdia e dos Grupos de Voluntárias e Visitadoras foi possível abrir uma frente de acção junto dos doentes e idosos, quer estivessem a viver na instituição, quer no domicílio próprio. A visita, o encontro, a conversa, a oração, os sacramentos, conforme a vivência de cada um, foram momentos belos, cheios de ternura, dedicação e alegria.
As celebrações festivas da 2ª semana foram muito vividas. Sempre a crescer em número, as pessoas não davam pelo correr da hora e alongavam a partilha para muito depois do final das mesmas. A celebração da Palavra, da Igreja da Reconciliação e das Famílias tocaram fundo naqueles que nelas participaram. De salientar, nestas duas últimas, a presença de D. António Vitalino e de perto de 4 dezenas de casais no dia das Famílias.
Foi dado relevo à particularidade de se envolvido na Missão várias áreas ou instituições, o que lhe deu uma dimensão mais alargada. Os Bombeiros e a Comunidade Cabo-Verdeana foram a expressão mais visível desta abertura.
Também se valorizou o “magusto paroquial”, quanto ao local (dentro do castelo), à numerosa participação das famílias e à animação feita pelos Catequistas e Juventude Mariana Vicentina.

Nem tudo foram rosas!
Houve aspectos que poderiam ter corrido melhor. No aspecto logístico, nada faltou e estamos agradecidos a quem abriu casas e portas para acolher: Todavia, esperava-se uma maior abertura para acolher a equipa missionária, para partilhar refeições com a mesma e o pároco (nas casas) e maior participação nas refeições partilhadas, aos domingos. No campo da Missão, era necessário duplicar ou triplicar o número de comunidades e de animadores. Para a área e população de Sines, exigia-se um pouco mais. Finalmente, a nível de comunicação, mesmo com os cartazes nas montras e as notícias da Rádio Sines, faltou o porta a porta e o empenho em levar a notícia. Foi tudo muito bom, mas poderia ser ainda melhor!

Pós-Missão
A reunião do passado dia 12 de Dezembro já foi um momento de pós-Missão. Após troca de ideias e partilha de opiniões e dentro das disponibilidades e pessoas foi decidido que a primeira reunião das Comunidades aconteça no dia 10 de Janeiro, seguindo o esquema do Guião “Vamos conhecer Deus”, entregue no dia do encerramento. Nesta reunião, os animadores vão calendarizar os dias das reuniões futuras, bem como os respectivos horários e locais.
A comunidade Cabo-Verdeana, que se envolveu muito na Missão, agendou dois encontros por mês (1º e 4º sábados) para dar continuidade a esta experiência de encontro, reflexão e de partilha. No próximo dia 28 de Dezembro (um sábado, às 16h30), em plena quadra natalícia, no espaço que acolheu a comunidade, vai ser celebrada Eucaristia, em que serão visíveis as tradições e ritmos africanos. Irão participar neste momento celebrativo da Sagrada Família, alguns membros das outras comunidades da Missão.
Uma vez que, em breve, vai acontecer a Missão em Porto Covo (19 de Janeiro a 2 de Fevereiro), as comunidades vão entregar a esta paróquia a imagem de Nossa Senhora das Missões, fazendo deste momento, um tempo de testemunho.
A Missão, começou em Sines…A semente foi lançada. Agora é tempo de cuidar da semente para que dê muito fruto; agora, é o tempo propício para tornar efectivo o compromisso nascido nas comunidades: “O Povo de Sines foi chamado pelo BOM PASTORDESPERTAR para a Missão. CAMINHANDO COM MARIA, homens e mulheres, de todas as idades, VIGILANTES e UNIDOS NA FÉ foram iluminados pelo FAROL DA BOA NOVA, para fazerem das suas vidas caminhos semeados de PEGADAS DE LUZ. Unidos a CRISTO JOVEM, a VIDEIRA verdadeira, como asOBREIRAS, querem ser PEDRAS VIVAS da Igreja, em VIDA PARTILHADA”.

P. Agostinho Sousa,
CDM/Beja

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Sonha também

Mensagem de Natal
Há dois mil anos Deus sonhou
E foi
Natal em Belém.
Sonha também.
Se o jumento corou
E o boi se ajoelhou,
Não deixes tu de orar também.

1. A notícia ecoou nos campos de Belém. Com o celeste recital que ali se deu, o céu ficou ao léu, a terra emudeceu de espanto, e os pastores dançaram tanto, tanto, que até os mansos animais entraram nesse canto.

2. Isaías 1,3 antecipou a cena, e gravou com o fulgor da sua pena o manso boi e o pacífico jumento comendo as flores de açucena da vara de José sentado ao lume, e bafejando depois suavemente o Menino de perfume. Enquanto os meigos animais vão comer à mão do dono, o meu povo, diz Deus, não me conhece, e perde-se nos buracos de ozono.

3. Nos campos lavrados passeiam cotovias, ondulam os trigais, e vê-se Rute a respigar o trigo ao lado dos pardais. Que estação é esta que reúne as estações e os anais? Abre-se ali num instante um caminho novo. Vê-se que passam Maria e José e o Menino, que salta logo do colo e suja as mãos na terra, tira da sacola estrelas todas de oiro, e semeia-as na terra com carinho.

4. Anda à sua volta um bando de boieiras, leves e ledas companheiras, correndo no mesmo chão de oiro semeado. E nós continuamos a passar ali ao lado daquela sementeira toda de oiro, que o Menino pobre acaricia, e logo se transforma em trigo loiro. Mas ninguém para, ninguém acredita que o Menino pode ser dono de um tal tesoiro.

5. Vem, Menino! E quando vieres para a tua doirada sementeira que logo cresce e se faz messe (João 4,35), quando assobiares às boieiras, chama também por mim, diz bem alto o meu nome, vamos os dois para o campo e para a eira, e enche-me de fome de um amor como o teu, pequenino e enorme.

6. Meu irmão de dezembro, levanta-te, olha em redor e vê que já nasceu o dia, e há-de andar por aí uma roda de alegria. Se não souberes a letra, a música ou a dança, não te admires, porque tudo é novo. Olha com mais atenção. Se mesmo assim ainda nada vires, então olha com os olhos fechados, olha apenas com o coração, que há-de bater à tua porta uma criança. Deixa-a entrar. Faz-lhe uma carícia. É ela que traz a música e a letra da canção. Ela é a Notícia.

Desejo a todos os meus irmãos, sacerdotes, diáconos, consagrados/as e fiéis leigos, doentes, idosos, jovens e crianças da Diocese de Lamego e da inteira Igreja de Cristo, um Santo Natal com Jesus e um Novo Ano cheio das Suas maravilhas.
Ele estará sempre connosco nos caminhos da missão e da Alegria do Evangelho.

Vem, Senhor Jesus. Bate à nossa porta.

D. António Couto, bispo de Lamego
e Presidente da Comissão Episcopal da Missão,

da Nova Evangelização e do Ecumenismo.

domingo, 22 de dezembro de 2013

sábado, 14 de dezembro de 2013

Mensagem do Papa Francisco «Uma só família humana, alimento para todos»



Caros irmãos e irmãs,

Sinto-me feliz por vos poder anunciar o arranque da campanha mundial contra a fome no mundo, promovida pela Caritas Internationalis e dizer-vos que é minha intenção dar-lhe todo o meu apoio.


Esta confederação, em conjunto com as 164 organizações que a ela pertencem, está hoje empenhada em 200 países e territórios de todo o mundo e o seu trabalho está no coração da missão da Igreja e da sua atenção para todos os que sofrem devido ao escândalo da fome, aqueles com quem o Senhor se identificou quando disse: “Eu tive fome e tu deste-me de comer”.

Quando os apóstolos disseram a Jesus que as pessoas que se juntavam para ouvir as suas palavras estavam com fome, ele incentivou-os a procurarem comida. Como eles também eram pobres, apenas encontraram cinco pães e dois peixes, mas, com a graça de Deus, conseguiram alimentar uma multidão de pessoas e chegou-se mesmo a recolher o que tinha sobrado para evitar o desperdício.

Estamos perante um escândalo mundial que afeta quase mil milhões. Mil milhões de pessoas que ainda hoje passam fome: Não podemos virar o nosso olhar para o lado e fingir que esta realidade não existe. Os alimentos que existem disponíveis no mundo seriam suficientes para alimentar todos. A parábola da multiplicação dos pães e dos peixes ensina-nos exatamente isto: se existir vontade, aquilo que temos nunca acaba. Pelo contrário, sobeja e não se perde!

Por isso, queridos irmãos e irmãs,
Convido-vos a encontrar espaço nos vossos corações para esta emergência, respeitando este direito que Deus deu a todos e que é o direito a ter acesso a uma alimentação adequada.

Partilhemos aquilo que temos, numa atitude de caridade cristã, com todos os que são obrigados a enfrentar numerosos obstáculos para poder satisfazer uma necessidade tão primária e, ao mesmo tempo, sejamos promotores de uma autêntica cooperação com os pobres para que através dos frutos do seu e do nosso trabalho possamos viver uma vida digna.

Convido todas as instituições do mundo, toda a Igreja e cada um de nós, como uma só família humana, a dar voz a todas as pessoas que sofrem silenciosamente por causa da fome, para que estas vozes se transformem num rugido capaz de fazer o mundo tremer.

Esta campanha quer ser também um convite a cada um de nós, para que tenhamos consciência da forma como escolhemos os nossos alimentos, que muitas vezes leva ao desperdício alimentar e a um mau uso dos recursos disponíveis. É também um apelo para que deixemos de pensar que as nossas ações diárias não têm um impacto direto naqueles que, longe ou perto, sofrem os efeitos da fome na sua própria pele.

Peço-vos, do fundo do coração, que apoiem a nossa Cáritas nesta campanha, para agir como uma só família, empenhada em assegurar alimentos para todos.

Rezemos para que o Senhor nos dê a graça de ver um mundo no qual não haja mais ninguém a morrer de fome. E, pedindo por esta intenção, vos dou a minha bênção.
Papa Francisco

10 de Dezembro 2013

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

SANTA MISSÃO EM ARÕES ENCERRAMENTO E AVALIAÇÃO (2)


O prometido é devido, diz o povo. Por isso, em estilo diferente, a Teresa Matos, enviou o seu sentir e viver a Missão. Já depois de ter mandado este “Anúncio do seu sim”, comunicou experiências bonitas e está a desenvolver e que transcrevo: Fico feliz pela semente que os padres vicentinos, vão lançando por todo o país. Temos a certeza que o Dono da messe vai fazer germinar e dar saborosos frutos de alegria, paz e verdade! Na próxima quarta-feira vou à Lomba, uma terra muito distante. Irei fazer a reunião para formar grupos de trabalho e ver se cativo alguém que aceite ser ministro extraordinário da  comunhão. Tem lá a capela da Nossa Senhora dos Milagres e tem sacrário. Como as pessoas estão muito isoladas, será uma forma de fazer celebração da Palavra e uma oportunidade para receber a sagrada comunhão. Nos próximos dias 18 e19 eu e um grupo de jovens e crianças com quem trabalho, vamos visitar os doentes e idosos de toda a paróquia, já o fazemos há vinte anos, pelo Natal. Já fizemos os postais para o Natal, levamos um miminho também. No próximo sábado vamos construir o presépio da igreja com materiais reciclados”. Isto é a Missão a continuar e a trilhar caminhos de luz. Força e ânimo, comunidades, animadores e gentes de Arões!
(P. Agostinho, CM)





ANÚNCIO DO MEU SIM!

Foi num dia de Primavera florida
Que uma proposta nos foi oferecida
Pelo senhor padre Álvaro, provincial vicentino.
Trouxe-nos um tema novo
Desconhecido por todo o povo,
Para ele partíamos, sem rumo nem destino.

Conseguiu despertar nossa atenção
Ao falar com tanta convicção
Tanta coragem, naturalidade e simpatia!
De logística, casa de acolhimento, animadores!
De correspondência, novos carteiros, os visitadores.
 Convicto e confiante, transformou medos em alegria!

Já vivíamos em Santa Missão!
Mesmo com tanta interrogação
Tínhamos coragem e disponibilidade.
Encurtamos distâncias, tempo e argumento
Para ouvirmos em cada momento
Falar de Cristo! Caminho, Vida e Verdade!

Com currículos tão enriquecedores
Cheios de experiência e amor
Os senhores Padres fizeram-nos partir destemidos
Deixamos o nosso eu, partimos em liberdade
Para construir comunidade
Com alma e coração convertidos!
No Outubro missionário
Recebemos tão grande salário
Que nossa alma transbordante fez sorrir!
Levamos entusiasmo e querer
Trouxemos esperança, partilha e crer
Tesouro de quem sabe servir!

Discutimos sobre Religião, ponto de partida,
 De Jesus nosso Irmão e Redentor, que por nós deu a Vida!
De Maria, Mãe e Mestra do povo cristão!
Alicerce onde a Família Igreja, se fundou
Cada um de nós, pelo batismo entrou
E nela permanece com todo o coração!

Os senhores padres Álvaro e Fernando
Com a irmã Célia, nos foram entusiasmando
Toda a confiança, em nós depositaram!
A sensação de que nesta terra nasceram
 Connosco trabalharam e viveram
Foi o que junto de nós revelaram!

Imitam S Vicente de Paulo, seu Fundador
Que pela causa dos pobres foi lutador
A semente da caridade semeou!
Em tão fértil terra foi acolhida
Até Hoje frutifica alegria e vida
Foi o amor que a nutriu e regou!

Agradecer ao Senhor esta Santa Missão
Oferta de alegria e comunhão
É dever de quem sente Seu grande Amor!
Ficamos com maior responsabilidade
Mas com a certeza que de verdade,
Ele nos acompanha na prosperidade e na dor!

Agradeço por me escolher para na Sua vinha trabalhar!
Para o Seu Reino de paz, de amor e verdade anunciar
Lhe ofereço meus passos, meu sorrir e minha dor!
 Vou ser instrumento fiel nas mãos do Artista
Quero ser fruto da Sua conquista
Ser o rosto do meu Salvador!

Teresa Matos
Arões 06/11/2013


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Vila de Muge: Missão em Advento



Com o início no Domingo de Cristo Rei, a Vila de Muge, foi convocada para a Missão Popular que se prolongou até ao dia da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Antes, porém, a propósito do encerramento do Ano da Fé, na Igreja Matriz de Muge, viveu-se uma Vigília de oração, a nível das seis Paróquias que compõem a Zona Pastoral de Salvaterra de Magos. Uma bela iniciativa para começar este tempo de Missão!
Ao longo de vários meses foi preparado o terreno para que todos, e de todas as idades, participassem nos vários momentos da Missão.
A equipa missionária vicentina (um sacerdote, uma religiosa e uma leiga), ao longo das duas semanas, percorreram as ruas de Muge, falando com as pessoas, visitando os doentes, indo ao encontro das crianças (na Creche e na Escola) e dos idosos (Lar D. Dinis e Centro de Dia).

As manhãs de cada dia ficaram marcadas pelos momentos de oração e adoração e as noites da primeira semana foram tempos de visita e apoio às comunidades familiares que, com os Animadores locais, foram reflectindo à luz da Palavra de Deus, os temas propostos para o tempo forte da Missão.

A presença do Bispo diocesano
A Comunidade das comunidades foi presidida por D. Manuel Pelino, que testemunhou a partilha dos 4 grupos. A partir dos nomes dados às comunidades e das mensagens de cada uma delas, o Bispo diocesano, fez a sua reflexão e lançou desafios para a vivência da fé, centrada em Jesus Cristo, tendo como Modelo, Maria e como companheiros de viagem, todos os homens. Caminhar em Missão, com Maria, a 1ª Cristã, faz-nos Irmãos unidos na Fé e Mensageiros da Palavra, é a síntese perfeita os vários testemunhos e descobertas. Assim se iniciou o tempo do Advento!
As crianças tiveram o seu dia no domingo: o acender da 1ª vela, o canto e o envolvimento na celebração ajudaram a aquecer o ambiente pois, como em todos os dias, as temperaturas eram muito baixas. Foi uma bela celebração e, mais à tarde, também as crianças tiveram a sua participação no momento mariano. Este sarau, em louvor de Maria, foi alargado a todos os animadores e membros das Comunidades da Missão das paróquias de Salvaterra de Magos. Além das crianças, o coro da Zona Pastoral, o Armando Calado, de Muge, a Irmã Adélia, FC, emprestaram a sua voz e animaram este encontro de oração, reflexão e de arte e mensagem musical.


Celebrações e vivências
Na segunda semana a igreja foi ponto de encontro e acolheu algumas dezenas de pessoas que, ao longo das várias noites e com um frio de rachar, viveram com entusiasmo e alegria todas as celebrações temáticas. Estas foram enriquecidas com os cenários alusivos a cada um dos temas e com a participação permanente das 4 comunidades.
Mais de trinta casas de velhinhos e doentes foram visitadas e aí aconteceu Missão: além da presença dos missionários, aconteceu o encontro com os sacramentos: reconciliação, unção dos doentes e eucaristia. O mesmo se viveu no Lar e no Centro de Dia, com uma participação mais numerosa.
Em reuniões diferentes e de programação para a continuidade da Missão, ficou decidido que as comunidades vão reunir de novo a 10 de Janeiro e que vai ser dado impulso ao nascimento de um grupo de jovens (JMV – Juventude Mariana Vicentina) e um núcleo da AMM (Associação da Medalha Milagrosa). Jovens e adultos, comprometeram-se a continuar a caminhada começada com o tempo da Missão.

Celebrar a Padroeira
O dia da Padroeira e do encerramento da Missão foi de Festa: houve um momento de homenagem á senhora Condessa D. Graziela, uma benfeitora de Muge e de outras localidades, e a Eucaristia e Procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição. A Banda de Música de Muge e a Fanfarra dos Bombeiros de Colares-Sintra, animaram um e outro momento.
A igreja paroquial encheu-se de gente que, logo de seguida, participou na longa procissão, com cânticos e a oração do Rosário, em louvor da Virgem Maria. Um dia belo, com momentos muito belos e significativos.
A Missão de Muge aconteceu em tempo de Advento: tempo de esperança, de caminhada, de encontro. Não se pode dizer que movimentou muita gente, que mexeu com todos, pois a população é reduzida e com muita idade e o frio foi demasiado e muito agressivo. Quem agarrou a Missão e se deixou prender por ela, foi persistente e resistente, não desarmou e participou com entusiasmo, dinamismo e determinação. A alegria foi uma constante e a vontade de crescer, uma certeza.
Maria, a Senhora do Advento e Senhora da Missão, abençoe e proteja este povo de Muge para que, como o barro nas mãos do oleiro, se deixe modelar à imagem de Cristo, o Salvador que nasceu para nós!

Equipa Missionária de Muge,
08 de Dezembro de 2013


sábado, 30 de novembro de 2013

SANTA MISSÃO EM ARÕES – UM TESTEMUNHO ENCERRAMENTO E AVALIAÇÃO


ANÚNCIO DO MEU SIM!
Quando sentimos que somos avaliados damos o nosso melhor, empregamos todo o esforço possível para que os outros descubram os nossos talentos, o nosso jeito de viver, de trabalhar, de comunicar, de captar oportunidades que nos possam tornar conhecidos e delas tirarmos proveito próprio.

Avaliar a Santa Missão é bem diferente. Somos e fazemo-nos avaliados, se formos capazes de percorrer o nosso interior fazendo brotar do fundo de nós mesmos, para transformar em testemunho de vida, os ensinamentos que durante a preparação e o tempo forte da Missão, os missionários foram semeando e nós enviando essa semente, para a grandiosa seara que é o nosso coração. Semente que Cristo quer fazer germinar com o sol da Sua graça, para que dela nasçam saborosos frutos que saciem a fome de Deus que muitos irmãos sentem, sem terem quem lhes mostre esse Amor que alimenta corações enfraquecidos e robustece os corpos acabrunhados, daqueles que desconhecem quanto a verdadeira alegria dá força e coragem para prosseguirmos, mesmo que na vida as tempestades do mal desencadeiem sobre nós.
Será através do nosso testemunho de vida renovada, vida nova em Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, que os nossos irmãos encontrarão novos rumos, que conduzem à verdadeira conversão!
A Santa Missão foi e continua a ser, uma oportunidade para nos transfigurarmos com Cristo. Para mostrarmos o Seu rosto, manifestando através da nossa alegria e da verdade do nosso viver, que só por Ele, n’Ele e com Ele, seremos capazes de fazer da nossa caminhada uma permanente Primavera florida, com perfume de Eternidade!
(A continuar, em breve, em verso!)
Teresa Matos
Arões 06/11/2013



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Começou a Missão em Muge



Apontamento geográfico e histórico

A vila de Muge está encostada à margem sul do Tejo, entre Salvaterra de Magos e Almeirim, sendo a última freguesia do concelho de Salvaterra, para quem sobe o rio ou para quem percorre a estrada Porto Alto – Almeirim. É, mesmo, esta estrada que divide a vila ao meio, com a igreja (bem espaçosa) a espreitar essa via de muito movimento e como que a abençoar quantos, de noite e de dia, por ali rolam.
Muge foi povoada pelos monges alcobacenses a partir do ano 1.200; foi protegida por D. Dinis que lhe deu foral em 1.304 e a sua localização junto ao Tejo, ao longo da história, proporcionou-lhe acesso relativamente fácil, aos grandes centros populacionais. A povoação é muito antiga, povoada desde o período mesolítico. Dessa época, foram descobertos nos anos 60 do século passado alguns concheiros e esqueletos humanos.
A sobressair do casario mais antigo, está a Casa de Cadaval, uma espécie de “casa-mãe” de toda aquela gente, até há bem pouco tempo. O certo é que os últimos anos viram surgir novas instituições (Centro de Bem-estar Social, Centro Dia, pequenos monumentos …) e, também, uma série de vivendas novas, que dão a Muge uma marca social bem diferente da tradicional.
Do ponto de vista cristão, os índices de prática dominical não devem andar muito longe do que é comum naquela margem sul do Tejo: 7 a 10 % para uma população de 1.270 pessoas (Census de 2011).


A Missão Popular
Em 1995 aconteceu a primeira Missão Popular na Vila de Muge. Na sequência de outras Missões que já aconteceram na Zona Pastoral de Salvaterra de Magos (Foros de Salvaterra, Granho, Glória do Ribatejo e Marinhais), de 24 de Novembro a 8 de Dezembro decorre nova Missão na paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Muge.
A propósito do encerramento do Ano da Fé, na noite de 23 de Novembro, foram convocadas as várias paróquias deste concelho para uma Vigília de Oração, que aconteceu na Igreja de Muge e que foi participada por várias dezenas de pessoas. Trouxeram o símbolo do Ano da Fé (A Barca), que foi apresentado no momento em que cada uma das seis paróquias proclamava a Palavra. Este encontro de oração, adoração e partilha serviu para lançar a Missão em Muge e para criar laços de unidade e comunhão.
No domingo de Cristo Rei, na eucaristia, presidida pelo P. António Teixeira, aconteceu o envio dos missionários locais (animadores e donos das casas) e da equipa missionária: P. Agostinho, CM, Irmã Adélia Laranjeiro, FC, da comunidade do Campo Grande e a Henriqueta, CMV, de Lisboa. Foi uma celebração animada em que participaram as diferentes idades.
Com as reuniões dos animadores e com os primeiros passos na rua, foram constituídas as 4 comunidades que reúnem à noite e a que funciona no Centro de Dia, à tarde. O tempo agreste (noites muito frias) não tem permitido uma participação muito numerosa nestes encontros de escuta e de reflexão. Mas, à medida que o tempo passa, já se nota um esforço maior por se sair de casa, rompendo a noite e o vento gélido que faz sentir.
O trabalho de rua continua. Desde os doentes às crianças da Creche e da Escola aos idosos do Lar D. Dinis e do Centro de Dia, os missionários vão desbravando o caminho e interpelado a todos para a vivência do tempo da Missão. O Bispo diocesano, D. Manuel Pelino, associa-se a este trabalho missionário e vem presidir à Comunidade de Comunidades.
Entretanto, nesta semana, não deixamos de falar às pessoas dos acontecimentos da Rue du Bac-Paris, em 1830: as manifestações de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré. Lembramos o pedido de Nossa Senhora: “Vinde ao pé deste altar. Aqui, as graças serão derramadas com abundância sobre aqueles que as pedirem com fé!” A Missão de Muge está confiada à protecção de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa a quem rezamos confiadamente: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!”


P. Agostinho Sousa, CM