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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Missão @dgentes: ide e anunciai

No passado fim-de-semana todos os caminhos foram dar a Fátima. Foram três dias fortes, muito diversificados e bastante concorridos.


1 – Reunião dos Directores diocesanos dos Secretariados das Missões.
Os responsáveis pelas Obras Missionárias Pontifícias (OMP) convocaram os directores diocesanos da animação missionária para permuta de experiências, de modo particular, sobre o Mês de Outubro Missionário (Obra da Propagação da Fé) e da Obra da Infância Missionária. Foram apresentados os materiais produzidos para estes dois momentos de oração, reflexão e partilha. Há iniciativas muito belas e desafiantes e também há vontade de fazer mais e melhor, abrangendo todas as dioceses do continente e ilhas.
Trocaram-se impressões sobre as Jornadas Missionárias, a Peregrinação da Missão, o levantamento dos missionários de cada diocese a trabalhar em território de Missão. Falou-se ainda da criação dos Centros Missionários Diocesanos (CDM) bem como dos Grupos Missionários Paroquiais (GMP) de modo a dar cumprimento à Carta dos Bispos “Para um Rosto Missionário da Igreja em Portugal”.

2 – XVI Jornada Missionária Nacional e II Jornada Nacional da Pastoral Juvenil
Pela primeira vez, a programação da Jornada Missionária foi em conjunto com a Pastoral Juvenil. Sabendo-se do grande crescimento da resposta jovem ao voluntariado missionário e na sequência da Jornada Mundial da Juventude, sua temática e envolvência, os responsáveis destes dois organismos, num rasgo de comunhão e de complementaridade, decidiram arriscar este modo de viver a Jornada. Foi uma aposta conseguida.
As quatro centenas de participantes, a linguagem e a animação, as questões explanadas e reflectidas, os testemunhos dados, mostraram que é possível caminhar juntos e viver a Missão, em sintonia de propostas e respostas. O programa variado, rico e bem orquestrado, agradou a todos. Esta constatação verificou-se na vivência dos três dias e levou os responsáveis a anunciar iniciativa idêntica no próximo ano.
“Missão @dgentes: Ide e anunciai” foi o tema geral. O Evangelho é o de sempre e para todos. O nosso tempo e as novas questões exigem métodos e linguagens diferentes e um ardor missionário mais audaz e mais interpelativo. O testemunho, a fidelidade e a humildade, são os melhores meios e modos para viver a Missão. A docilidade ao Espírito Santo e a vivência do mandato “Como Eu vos fiz, fazei vós também” são a melhor escola para aprender a ser missionário.



3 – Família Vicentina celebra os 200 anos de Ozanam
Vindos do norte e do sul, do interior e do litoral, membros dos vários Ramos da Família Vicentina rumaram a Fátima para celebrar a Caridade, tendo como modelo e protector, Frederico Ozanam. Perto de um milhar de pessoas, de todas as idades, leigos e consagrados, foram apreendendo, a partir das várias encenações e reflexões que foram apresentadas no palco do auditório do Centro Pastoral Paulo VI, a vida, o testemunho e a audácia de Ozanam e seus companheiros. O seu pensamento, sintetizado em pequenas e eloquentes frases, tais como: “vamos reunir o mundo numa rede de caridade”, ou é tempo de unirmos à palavra a acção e de demonstrarmos em obras a vitalidade de nossa fé", ou ainda“vamos aos pobres, socorrendo o nosso próximo, como fazia Jesus Cristo, colocando a nossa Fé sob a protecção da Caridade", expressam bem o amor que ele sentia pelos pobres, amor que incutiu aos que o rodeavam e que hoje, mais do que nunca, continua a ser um desafio permanente a exigir respostas concretas, não só à SSVP – Conferências vicentinas, mas a todos os que bebem de S. Vicente de Paulo a mística da Caridade e da Missão.

4 – Peregrinação do Apostolado da Oração
Centenas de estandartes anunciavam algo de importante: a peregrinação nacional do Apostolado da Oração. A figura do Coração de Jesus aparecia em todos estes sinais e uniam-se à grande estátua que está no centro do recinto da Cova da Iria. O acontecimento ia muito mais para além de estandartes e estátua pois significava o grande Amor de Cristo pela humanidade e também a oração de muitas e muitos, a qual é a grande “arma do apostolado”. Ir à fonte de onde brota o Amor é uma força vital para a Missão. Centros ou núcleos das terras mais pequenas ou maiores estavam ali para sentir o palpitar do Coração de Jesus e estar em comunhão com Ele. O oferecimento das obras de cada dia e a união com as intenções do Santo Padre são uma força que une corações e sentimentos e ajuda a ver a vida e o mundo com um novo olhar.
Neste grande encontro, aconteceu uma reunião com os directores nacionais do Movimento do Apostolado da Oração de quase todos os países da Europa, também ela, sinal de comunhão entre os povos.


5 – Envio em Missão
Está em pensamento, e começa a dar os primeiros passos, a Peregrinação da Missão. A Missão é a de Jesus Cristo: é de ontem, de hoje e de sempre.
Missão ad gentes ou Missão Popular, animadas e vividas pelos vários carismas de congregações e institutos religiosos, promovidas e apoiadas pelas dioceses, paróquias ou grupos, tudo é anúncio de Jesus Cristo, o único Salvador.
Este ano, na grande celebração internacional, a exemplo do ano anterior, para além do presidente da assembleia celebrativa pertencer á Comissão Episcopal da Missão, Nova Evangelização e Ecumenismo e de serem lidas as conclusões da Jornada Missionária, também houve o envio de Missionários: para a Missão ad gentes e para a Missão Popular. Após a imposição da cruz da Missão, de forma espontânea, a assembleia brindou os enviados com uma salva de palmas. Alguém comentava este gesto inédito: “É necessário que as multidões percebam o que é dar-se, partir, ser testemunha!”.  

Um fim-de-semana cheio de acontecimentos e momentos felizes. A diocese de Beja esteve presente em todos estes momentos. Daqui e dali, todos vieram e partiram. A alegria, o encontro, a partilha, a oração, a paixão pela missão e pela caridade, deram ânimo e força a todos os que, junto da Mãe e como Ela, quiseram abrir o coração a Deus para que Ele continue a fazer maravilhas na vida de todos e de cada um.

P. Agostinho Sousa, CM  

sexta-feira, 19 de abril de 2013

SANTA INFÂNCIA





As Obras Missionárias Pontifícias arrancaram ontem com um novo espaço, na Web, para a Infância Missionária (www.infancia.opf.pt ). O site onde todas as crianças, grupos de catequese e da santa infância poderão encontrar diversos materiais, actividades e jogos para explorar.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

“SULCOS DE MAR”






O P. Manuel Tolentino Quintal da Nóbrega, mais conhecido por P. Nóbrega, celebrou 50 anos de Sacerdócio em Julho passado e, em Marinhais (Zona Pastoral de Salvaterra de Magos), a 22 de Julho, no Salão das Festas daquela Vila, e na presença de centenas de amigos, foi apresentado o Livro “Sulcos de Mar”, composto por muitos e seleccionados textos e reflexões que ele foi fazendo ao longo dos anos e nas mais diversas circunstâncias.



Tive a honra e o privilégio de ser convidado para fazer a apresentação desta obra de saber e com sabor. Como o P. Nóbrega anda por muito lado, é conhecido por muita gente e muitos podem deliciar-se com estas páginas, transcrevo o texto da apresentação. O livro, esse pode ser pedido aos Colaboradores da Missão Vicentina ou procurado nas paróquias Vicentinas ou em qualquer dos Ramos da Família Vicentina. Este livro tem o preço de capa de 15€ (quinze euros), os quais se destinam totalmente à Missão.



“Uma saudação a todos e a todas que, neste dia, de perto e de longe, por amizade e por reconhecimento, quiseram manifestar a sua alegria e o seu contentamento, pelo dom dos 50 anos de sacerdócio do amigo P. Manuel Nóbrega e com ele quiseram dar graças a Deus, que se faz dom, nas pessoas e para as pessoas.



Começo por citar o Salmo 64 (65), que diz: “A Vós, ó Deus, é devido o louvor” e num dos seus versículos (11), reza: “Visitastes a terra, regais os seus sulcos e aplanais as leivas”, terminando deste modo: “tudo canta e grita de alegria”. A oração pelas vocações vicentinas, em determinado momento, pede ao Senhor da Messe que “visite a vinha que Sua mão plantou e que inunde de águas fecundas os seus sulcos.



Ao trazer a este momento estas duas formas de rezar, quis olhar para a terra que conhecemos e trabalhamos, com os seus sulcos necessitados de água fecunda, de água viva. Não vou apresentar um campo qualquer, mas a imensidão de um mar, azul e ondulante, misterioso e profundo, imenso e próximo: “Sulcos de Mar”, UM LIVRO, com nome e autor, com vida e entrega, com memória e com utopia.



Seu autor: Manuel Nóbrega, madeirense, padre, vicentino. Nascido na Madeira, entre o verde e as flores, habituou-se a ver o azul do céu e do mar. As estrelas, nos seus rastos levavam sonhos de menino; os sulcos do mar, abertos pela força dos barcos, rasgavam horizontes de vida, transportavam mensagens de esperança. Todos conhecemos o P. Nóbrega. Sem querer fazer uma biografia, penso que no mar imenso da sua vida, há duas linhas bem definidas: a fé e o dom. Estas linhas, entrelaçadas com a esperança, geraram o amor, o serviço, a disponibilidade, a clarividência, a lonjura de olhar e de pensamento. Habituado a atravessar mares, sempre soube encontrar a bonança e ser farol, em tempo de tempestades.



“Sulcos de Mar” é nome de livro mas, mais do que isso, é vida, é família, é meditação, é caminho, é partilha, é presença. Mensagens e poemas, reflexões e músicas, mil e um motivos e modos de dar à vida, um sabor novo e fresco, podem marcar encontro com quem quiser lançar-se à descoberta dos tesouros deste mar. A trama deste manancial de momentos de interioridade e de comunhão, foi tecida com linhas de presente e de futuro, com história de vida e de vidas, com a juventude de quem sonha e com a maturidade de quem pisa o chão da experiência e a sabedoria daqueles que se abrem aos dons do Alto.



Ao longo desta viagem, além da multiplicidade de temas que espelham a alma do autor, aparecem-nos três personagens que são os motores da vida e da história do homem-sacerdote, P. Manuel Nóbrega: Jesus Cristo, Irmão e Emanuel, a Virgem, Senhora do Sim, de olhar rasgado e mãos abertas, e Vicente de Paulo, o Santo da caridade. No desfiar as páginas, no beber das palavras, não é difícil descobrir o selo do Espírito, vento impetuoso ou calmo, que faz mover a vida daqueles que se abrem ao amor-comunhão com o Pai e com os irmãos.



A palavra, a cor, a imagem, oferecem-nos belas liturgias de louvor e de acção de graças: Natal e Páscoa, homens e mulheres, pobres e doentes, consagrados e famílias, acontecimentos e momentos, tudo se torna motivo para descobrir a beleza do Criador e das suas criaturas, as quais são convidadas a "fazer coisas belas, mas, sobretudo, a tornar as suas vidas lugares de beleza", como disse Bento XVI, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém.



António Machado, num seu poema, ao mesmo tempo, desafiante e interpelativo, diz: “Caminhante, são teus rastos / o caminho e nada mais; /Caminhante, não há caminho, / faz-se o caminho ao andar. / Ao andar faz-se o caminho, / e ao olhar-se para trás / vê-se a senda que jamais / se há-de voltar a pisar. / Caminhante, não há caminho, / somente sulcos no mar.”



Sulcos no mar e “Sulcos de Mar”, não são a mesma coisa, mas deixam marca. E, ao longo da vida, o desafio é fazer caminho e ser caminho, um caminho próprio, com rumo e meta. Tudo isto e muito mais, podemos encontrar neste Livro que hoje, em dia de Bodas de Ouro Sacerdotais do P. Nóbrega, nos é apresentado como testemunho de vida, expressão de fé, comunicação de experiência e de saber.



“Sulcos de Mar”, não tem idade. Ao longo de muitos anos, o P. Nóbrega, escreveu mensagens, fez poesias e músicas, fez-se voz na Marinhais FM, animou retiros e reflexões, em vários ambientes e para muita gente. Havia textos e contextos, imensos e ricos mas, apesar dos desafios e apelos, faltava um pretexto para a edição de um Livro. As Bodas de Ouro Sacerdotais foram a chave que abriu a porta para que este trabalho visse a luz do sol.



E, porque a amizade sincera e forte faz milagres, a Maria da Luz Barreira, com paciência, dedicação e persistência, procurou, selecionou e trabalhou todo um mar de documentos e de reflexões do P. Nóbrega, dando-lhe forma, sequência e visibilidade. Se, ao longo dos anos, sulcos havia, e em abundância, hoje, temos “Sulcos de Mar”, como bússola e bordão para o caminho. Um obrigado, grande e merecido, à Maria da Luz, pelo empenho e ousadia por fazer acontecer esta obra.



Como livro que é, tendo por autor um Padre da Missão, ao ser colocado à venda, “Sulcos de Mar”, continua a ser partilha em missão. O valor de capa do “Sulcos de Mar”, na sua totalidade, reverterá em favor da Missão Vicentina. De quem o fez é um gesto de gratuitidade e partilha, de quem o levar, para si ou para oferta, é colaborar e participar na obra da difusão da Boa Nova de Jesus Cristo.



Agradecendo a vossa paciência e atenção, desafio cada um dos presentes a atravessar o mar das distâncias e adquirir o livro, não apenas como recordação de uma efeméride, mas como um bom amigo que ajuda a ler com outros olhos a vida, as pessoas e o mundo. É preciso arriscar, sair do lugar, dar passos em frente, sentir-se interpelado!



Para terminar, e mesmo sem a presença da companheira fiel do P. Nóbrega, com seus acordes e melodias, neste momento apetece-me, com ele e convosco, cantar a uma só voz: “Vou cantar, Senhor, as Tuas maravilhas!” Parabéns, P. Nóbrega! Muito obrigado!“



(P. Agostinho Sousa, CM)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

DA MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XV




1 DE JANEIRO DE 2013



BEM-AVENTURADOS OS OBREIROS DA PAZ



Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Nesta perspectiva, peço a Deus, Pai da humanidade, que nos conceda a concórdia e a paz a fim de que possam tornar-se realidade, para todos, as aspirações duma vida feliz e próspera.

(…)

As inúmeras obras de paz, de que é rico o mundo, testemunham a vocação natural da humanidade à paz. Em cada pessoa, o desejo de paz é uma aspiração essencial e coincide, de certo modo, com o anelo por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princípio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunitário, e isto faz parte dos desígnios que Deus tem para o homem. Na verdade, o homem é feito para a paz, que é dom de Deus.



Tudo isso me sugeriu buscar inspiração, para esta Mensagem, às palavras de Jesus Cristo: «Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt. 5, 9).



Vaticano, 8 de Dezembro de 2012

BENEDICTUS PP XVI




segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

A família, berço da paz e comunidade evangelizadora


Estamos em tempo natalício, tempo para a família, momento para manter e reforçar laços, iluminados pela Luz daquele que quis nascer numa família, ser acolhido num regaço de mãe e acariciado pelas mãos trabalhadoras de um carpinteiro, seu pai adoptivo. À luz deste quadro terno e exemplar, pode-se descobrir o papel evangelizador da família.

O Sínodo sobre a Família apresentou a missão educativa da família cristã como um verdadeiro ministério, por meio do qual é transmitido e irradiado o Evangelho de modo que a própria vida familiar se torna itinerário de fé e, de algum modo, iniciação cristã e escola do seguimento de Cristo. Na família, consciente deste dom, como escreveu João Paulo II, “todos os membros evangelizam e são evangelizados" (F. C. 39).

Na família "os pais devem ser para os filhos os primeiros anunciadores da fé" (LG.11 e 41); os esposos devem ser "um para o outro e para os filhos testemunhas da fé e do amor de Cristo" (LG. 35); “cooperadores da fé, reciprocamente, em relação aos filhos e a todos os outros familiares" (AA.11).

Um casal cristão está pois investido de uma verdadeira missão evangelizadora: ser para os filhos, uma proposta viva e credível de fé. Preocupar-se-á em que a mensagem cristã lhes chegue com o máximo de autenticidade e compreensão. E a mensagem tornar-se-á mais credível pelo testemunho da sua experiência de fé.



Missão Popular e a Família

Desde logo, a Missão assenta na base familiar ao constituir-se em Assembleias ou Comunidades Familiares. Famílias que abrem as suas portas, que acolhem os vizinhos que, tal como as primeiras comunidades, se reúnem à volta da mesa da Palavra, reflectem e rezam; que abrem a sua “igreja doméstica” e a alargam a outras, para se tornar a comunidade de todos e para todos: crianças, jovens, adultos, homens e mulheres, e se interessa por todos, a começar pelos doentes e sozinhos.

Se na primeira semana há o envolvimento das famílias ao ponto de serem o núcleo da comunidade das comunidades, na segunda semana da Missão, torna-se rainha, na Festa da Família, com a participação activa dos casais em toda a celebração, de modo muito particular na renovação do compromisso matrimonial. Pais e filhos, em uníssono, dão graças a Deus pela família, pelo amor, pelo dom e entrega.

No pós-missão, na continuação dos encontros das assembleias, a família volta a ter destaque, quando os grupos se juntam para reflectir o tema:Família – Igreja doméstica; Como rezas, como vives? Aqui, de movo se fala dos âmbitos da missão evangelizadora da família que passam pelo testemunho em família, pelo compromisso na edificação da Igreja e pelocompromisso no mundo. "As famílias, quer singularmente, quer associadas, podem e devem dedicar-se a múltiplas obras de serviço social especialmente a favor dos pobres e de todas aquelas pessoas e situações que a organização da previdência e assistência públicas não consegue atingir”. (FC.44).



Cultivar a paixão pelo bem comum da família

Com as palavras de Bento XVI, na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz-2013, nas Missões ou fora delas, deve-se ter muito em conta que “os diversos obreiros da paz são chamados a cultivar a paixão pelo bem comum da família e pela justiça social, bem como o empenho por uma válida educação social” e que “ninguém pode ignorar ou subestimar o papel decisivo da família, célula básica da sociedade, dos pontos de vista demográfico, ético, pedagógico, económico e político, pois ela possui uma vocação natural para promover a vida: acompanha as pessoas no seu crescimento e estimula-as a enriquecerem-se entre si através do cuidado recíproco. De modo especial, a família cristã guarda em si o primordial projecto da educação das pessoas segundo a medida do amor divino. A família é um dos sujeitos sociais indispensáveis para a realização duma cultura da paz. É preciso tutelar o direito dos pais e o seu papel primário na educação dos filhos, nomeadamente nos âmbitos moral e religioso. Na família, nascem e crescem os obreiros da paz, os futuros promotores duma cultura da vida e do amor “ (nº 6).

A Sagrada Família fazia parte de um Povo, constantemente em peregrinação, o mesmo é dizer, um povo que se sabe, sempre a caminho: a caminho do Templo e a caminho do seu Deus. Fazem parte de uma caravana, de uma “comunidade de caminho” (synodia). Assim, a exemplo da família de Nazaré, cada um de nós, cada uma das nossas famílias, “num só coração e numa só alma”, devemos cultivar a paixão pela família de modo a que estas se tornem autênticas comunidades evangelizadoras e berço da paz.

P. Agostinho Sousa


domingo, 30 de dezembro de 2012

Abela: Testemunhar a Fé




“O mundo contemporâneo é sensível à relação entre fé e arte. Neste sentido se aconselha a valorização adequada com função catequética do património das obras de arte presentes nos lugares da acção pastoral”.
Em Ano da Fé e à luz de uma das indicações da Congregação para a Doutrina da Fé para a vivência deste acontecimento importante na vida da Igreja, o grupo de catequistas e catequisandos da paróquia da Abela (Nossa Senhora Abella), da unidade pastoral de Santiago do Cacém, assumiu esta forma de dar testemunho da fé.
Desde o início do Advento até à Festa do Baptismo do Senhor, na grande igreja paroquial da Abela, está patente ao público uma exposição com motivos religiosos. Muitos habitantes da freguesia têm visitado esta iniciativa, valorizando, deste modo, o trabalho e o empenho dos seus promotores. Para todos, grandes e pequenos, tornou-se uma catequese viva.

Incarnação, redenção, oração
A exposição, com várias mesas, dá destaque aos mistérios da Incarnação e da Redenção, com muitos presépios e cenas do calvário. Assume uma visibilidade muito grande o tema da oração. Nesta secção, estão expostos mais de duzentos rosários, pertença de uma pessoa da terra. Também é de notar a presença de imagens e medalhas da Virgem Maria, com seus diversos títulos e invocações.
As peças, mesmo não sendo de uma arte muito valiosa, exprimem o amor, a ternura e a presença de Deus, na vida das pessoas e são um sinal que as faz chegar até Deus, através da oração e da contemplação. Muitas dessas peças, encontram-se em pequenos altares”, nas casas das pessoas.
Entre as mesas temáticas há uma com pinturas, trabalhos em cortiça ou em outros materiais, feitos pelas crianças da catequese e alusivas, sobretudo, à quadra natalícia. Estes trabalhos foram colocados à venda e o seu produto destina-se a apoiar a catequese.
A iniciativa, a mobilização, o empenho, a valorização da arte e o testemunho patente na sua beleza e simplicidade, tornaram mais profunda a vivência do Natal e lançaram desafios para novos eventos que ajudem as várias gerações a conhecer e a transmitir a fé em Jesus Cristo, Salvador e Redentor da humanidade.

P. Agostinho Sousa