sexta-feira, 7 de outubro de 2016

NOVO VISITADOR DA PPCM


No dia 3 de Outubro, na Capela da Casa da Medalha Milagrosa, em Fátima, na Eucaristia presidida por D. Augusto César, bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco, o P. José Augusto Gonçalves Alves, assumiu a animação espiritual e pastoral dos confrades da Província Portuguesa da Congregação da Missão. Com data de 1 de Outubro, o P. Fernando Soares, Assistente do Visitador, leu a provisão de nomeação do novo Visitador, assinada pelo Superior Geral, P. Tomaž Mavrič.


Além do Visitador cessante, P. Álvaro Cunha, participaram na celebração eucarística a maioria dos confrades portugueses, bem como três membros da direcção da CEVIM, que se deslocaram a Fátima para a preparação da próxima assembleia daquele organismo europeu, agendada para o próximo mês de Abril.
A partir da liturgia do dia, o novo visitador, fez a homilia, partilhando as suas esperanças e anseios para este próximo triénio, na continuidade e vivência do carisma legado por Vicente de Paulo. Falando na Missão e Caridade como os dois pólos de convergência e dinamismo que tornarão mais viva e actuante a actualidade do carisma vicentino. Recordando passos da história, a propósito da celebração do jubileu dos 300 anos de presença da CM em Portugal, mencionou factos, feitos e pessoas que marcaram ritmos e desbravaram caminhos novos. Poder-se-á resumir esta reflexão do P. Alves deste modo: “Como é que tão poucos, com tão pouco, fizeram tanto, aquém e além-fronteiras?!”


Continuando a sua mensagem, o novo Visitador, reforçou a ideia de se investir nas Missões Populares onde já se fizeram ou onde ainda não aconteceram, seja nas nossas áreas pastorais ou em outras; frisou a necessidade do acompanhamento e formação dos animadores das comunidades, dos colaboradores da missão vicentina e dos zeladores; falou de um investimento maior na pastoral juvenil e vocacional. Não sendo um plano pastoral para o próximo triénio, o P. José Alves, sublinhou a necessidade da comunhão e da fraternidade entre todos, empenhando-se cada um em tudo fazer para o bem da comunidade, da Província e da Congregação.
Agradeceu a confiança que nele foi depositada, pediu a oração para poder levar a bom termo a responsabilidade que acabou de aceitar e louvou o P. Álvaro pelo trabalho sereno e intenso com que desempenhou o ministério de Visitador nos últimos dois triénios. Por fim, diante do Santíssimo Sacramento, da Virgem das Graças e dos Santos Vicentinos, o novo Visitador fez a Profissão de Fé. Seguiu-se o ofertório e na Eucaristia foram recordados os companheiros de caminho que construíram a Congregação e a Província.
Terminado festim eucarístico teve lugar a partilha do almoço de festa, preparado pelas Filhas da Caridade e seu pessoal de serviço. Ao partir do bolo, o P. Fernando fez um brinde ao novo Visitador e, entre votos de colaboração, empenho e disponibilidade, cantaram-se os tradicionais “Parabéns!”.


Por sua vez, o P. Agostinho deu a conhecer algum do material para este ano pastoral e a ser distribuído e apresentado em todas as nossas realidades pastorais: A oração a propósito dos 2 Jubileus, a tela alusiva ao evento, as inscrições para Colaboradores da Missão, entre outros. Por fim, o Visitador deu por terminado o Encontro e desejou, a todos, feliz regresso!

P. Agostinho Sousa, CM

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

12º ENCONTRO DA FAMÍLIA VICENTINA


“Um olhar de Misericórdia que vê longe”


A 1 de Outubro, num bonito dia de sol, de Trás os Montes ao Algarve, cerca de um milhar de membros da Família Vicentina rumaram a Fátima para celebrarem o seu 12º Encontro Nacional.O programa deste ano apresentou formato diferente. Concentrados na “Cruz Alta”, dirigiram-se para a Capelinha das Aparições, para a celebração do Terço do Rosário. Foi invocada a figura de S. Vicente de Paulo e a AIC presidiu à recitação do primeiro mistério.

Terminada a oração Mariana, esta pequena multidão dirigiu-se para a Basílica da Santíssima Trindade, para a Eucaristia, presidida pelo Bispo Emérito da diocese de Portalegre-Castelo Branco e animada pelo Coro Vicentino de Chaves.
Foi celebrada a liturgia de Santa Teresinha do Menino Jesus. No momento próprio, D. Augusto César, dirigiu-se à numerosa Assembleia, composta pelos muitos membros da Família Vicentina e de muitas paróquias e movimentos. Realçou a figuras de Job e da Doutora da Igreja que, nas suas épocas, deram um testemunho eloquente de humildade e confiança em Deus-Amor. Depois de enaltecer a Carmelita, Teresinha de Jesus, no seu amor ao Amado e à Igreja, traçou alguns flashes sobre Vicente de Paulo, desafiando os herdeiros do carisma vicentino a revisitar as origens e divulgar o pensamento e a obra do Santo da Caridade como imperativo do seu viver e agir. Recordou que o carisma vicentino é portador de um código genético de conteúdo espiritual que se transmite, de geração em geração, a todos os ramos da família. Esse núcleo de graça, que o Espírito anima, faz com que a Família Vicentina viva em saudável e contínua inconformidade com as coisas do mundo presente, num processo de busca constante. Chamados para evangelizar os pobres, têm como missão anunciar-lhes a paz e a justiça que vem com o Reino de Deus.



Tempo de abrir farnéis e de convívio
Após a partilha do Pão do Céu, teve lugar a partilha do pão de cada dia. Nas imediações do Centro Paulo VI, estenderam-se toalhas e abriram-se farnéis. Nem todos se preveniram com cestas e lancheiras. Alguns preferiram a Casa da Medalha Milagrosa e outros, um restaurante local. Com mais variedade ou ementas mais simples, todos ficaram saciados. O tempo disponível antes do início das actividades programadas, foi usado na conversa amena, na troca de informações e impressões. Faz parte da vida, esta comunhão e comunicação.

As Obras de Misericórdia pela lupa de um olhar que vê longe


Após a pausa para almoço, foi dado o início à sessão da tarde, no Salão do Bom Pastor. O P. Álvaro, speaker de serviço, foi acolhendo quem ia chegando, com cânticos de mensagem. O salão encheu-se e o Coro Vicentino executou o Hino de S. Vicente de Paulo. De seguida, um a um, foram chamados os Ramos da Família Vicentina, recebendo uma calorosa salva de palmas. Antes da apresentação do tema e seu desenvolvimento, o P. Álvaro Cunha, apresentou, o P. José Alves como o novo visitador da PPCM.

“Renascer p’ra Esperança”
Aproveitando a oportunidade, e ainda fora da programação prevista, a JMV, apoiada no testemunho-vídeo feito e enviado de propósito para o Encontro mostrou ao vivo a Missão “Mãos Abertas – Moçambique” que, neste momento, envolve a presença de 3 jovens, no Chirrundzo, onde dão apoios diversificados ao projecto “Renascer p’ra Esperança”. A resposta da JMV passa pelo envio de mais 2 jovens e o apelo lançado abarca a comunhão de oração e a partilha de bens essenciais para aquelas populações. Pode-se lembrar aqui o lema deste Outubro Missionário: “Não podes ir, mas podes ajudar!”.

Voz das crianças, imagens com leitura

As Filhas da Caridade, a Associação Internacional da Caridade e a Associação da Medalha Milagrosa trabalharam em conjunto. Em powerpoint, pegando em desenhos ilustrativos, colocaram-nos diante de crianças dos 3 aos 9 anos, e retiveram delas as suas reflexões e aplicações concretas nos vários ambientes que as rodeiam. Foi uma forma original de pensar as Obras de Misericórdia e dar voz às crianças. A intervenção terminou com uma pequena encenação, levada a efeito por alguns alunos do Externato de S. Vicente de Paulo.


“Na longa estrada de uma cela”
Coube à Sociedade de S. Vicente de Paulo apresentar “visitar presos” e “sofrer com paciência as fraquezas do próximo”. Paulo Neves, da Guarda, membro da equipa da coordenação da pastoral penitenciária expôs longamente toda a situação das cadeias e dos presos, em Portugal. Como Visitador de cadeias, foi desmontando algumas ideias erradas que a sociedade tem sobre este problema social. Com base na experiência pessoal e com muitas citações do Papa Francisco procurou fazer entender que cada preso é uma pessoa humana que erra, mas que pode libertar-se, que pode regenerar-se, tendo apresentado um elenco de formas de colaboração com este serviço.


Homenagem ao P. Manuel Nóbrega

Logo de seguida, e por decisão da Equipa de Responsáveis, foi feita uma homenagem ao P. Manuel Nóbrega, recentemente falecido. Depois de um breve tempo de silêncio e de uma oração pelos vivos e defuntos, foram repassadas muitas imagens da vida e missão deste sacerdote vicentino. Entre outras, foram enaltecidas as suas qualidades, tais como, a humildade, simplicidade, proximidade, perspicácia, sabedoria, capacidade de escuta, serenidade. Trabalhou com todos e para todos os Ramos da Família Vicentina e, de alguns deles, foi o fundador. Foi uma justa e merecida homenagem a quem nos deixou um testamento espiritual: “Para todos aqueles para quem fui um sinalzinho de Deus, não deixem de continuar a caminhar!”

“Vai e faz o mesmo!”
O relógio avançava e havia longas estradas a percorrer. Chegou o momento do Envio. O P. Álvaro agradeceu a todos a presença, o trabalho, as canseiras, a disponibilidade e anunciou a data do próximo Encontro que será a 5 de Outubro de 2017.
Depois, como quem soletra cada letra, foram aparecendo as doze letras que compõem a palavra ‘Misericórdia’. Depois de a palavra ‘Misericórdia’ estar totalmente constituída, fez-se a oração final, com palavras de S. Vicente: “…que sejamos MISERICORDIOSOS e usemos de MISERICÓRDIA para com todos…”. (SVP – Coste XI, 342).
“Vai e faz o mesmo!” (Lc. 25,37) É um apelo que se torna desafio permanente para todos.
E, entre gestos de despedida e votos de boa viagem, felizes e alegres por sermos Família Vicentina, regressamos aos nossos lares e trabalhos.

P. Agostinho Sousa, CM

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

NÃO PODES IR MAS PODES AJUDAR!…
A missão é de Deus na qual somos chamados a cooperar. O Mês Missionário tem a sua origem no Dia Mundial das Missões (penúltimo domingo do mês de outubro).
A data foi instituída pelo papa Pio XI em 1926, como um Dia de oração e ofertas em favor da evangelização dos povos.  O objectivo é incentivar, nas Igrejas locais, a cooperação missionária.
São apenas alguns os missionários e missionárias que partem. Porém, toda a comunidade tem o dever de participar ativamente na missão universal.
Essa cooperação realiza-se de três formas: 1º pela oração, sacrifício e testemunho de vida; 2º por meio da ajuda material aos projetos missionários; 3º colocando-se à disposição para servir na missão ad gentes.
As missões precisam de missionários e missionárias. Não podes ir, mas podes ajudar!...

OMP

terça-feira, 27 de setembro de 2016

FESTA DE S. VICENTE DE PAULO

27 de Setembro de 2016


Na carta que escreveu para a proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco invoca os santos…“que fizeram da misericórdia a sua missão vital”. E aqui estamos diante do nosso Santo Fundador, daquele que fez da sua vida uma total vivência da misericórdia: S. Vicente de Paulo, a ponto de ser chamado o Santo da Caridade.

“O Senho enviou-me para evangelizar os pobres”. O que dá sentido, unidade e dinamismo à vida e à obra de S. Vicente de Paulo é o seu grande e apaixonado amor pela pessoa de Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, que ele soube encontrar na pessoa dos pobres. No propósito de agir conforme o exemplo de Jesus, S. Vicente afirma que na missão o valor supremo e insubstituível é o amor, a misericórdia. A espiritualidade cristã revelada por Cristo como evangelizador dos pobres, é a que nos faz entender e conhecer o «Cristo Vicentino», aquele Cristo que «caminhou e trabalhou como nós». S. Vicente de Paulo é chamado o místico da ação, ou no dizer do novo Superior Geral, “místico da caridade”, porque para ele a evangelização e a recuperação da dignidade humana são a mesma coisa.



Ver o Cristo Missionário e Servidor é penetrar no núcleo central da mística vicentina. Cristo está no centro da espiritualidade vicentina e também da sua ação missionária. Somos apenas seus continuadores e Ele é o agente principal e o Missionário do Pai. Neste abrir horizontes para a celebração dos 400 anos do Carisma Vicentino, somos todos convidados a renovar a nossa vocação de entrega e serviço aos irmãos!

P. Álvaro Cunha, Visitador


Festa da família Vicentina


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Padres Vicentinos têm novo Provincial
Em Julho passado, na Assembleia Geral, em Chicago - EUA, a Congregação da Missão elegeu um novo Superior geral, o Padre Tomaž Mavrič.
Agora, porque o P. Álvaro António Esteves da Cunha termina o 2 º mandato de Superior Provincial (Visitador) da Província Portuguesa da Congregação da Missão, no próximo dia 30 de Setembro, foi eleito para lhe suceder neste serviço de animação, o P. José Augusto Gonçalves Alves.
O P. José Alves, como é mais conhecido, tem 70 anos de idade e quase 46 anos de presbítero. É natural da freguesia da Esperança, concelho de Póvoa de Lanhoso. Actualmente é superior da Comunidade vicentina do Seminário de S. José – Felgueiras e é o Animador e coordenador das actividades do Centro Vicentino de Evangelização (CVE) que funciona no mesmo edifício. É membro do actual Conselho Provincial.
Como sacerdote vicentino, esteve em Moçambique e, depois de regressar, estudou na UCP-Lisboa, foi o responsável pela animação vocacional, fez missões populares, trabalhou com religiosos e religiosas, sendo colocado posteriormente na Comunidade da Luz, assumindo o múnus de pároco. Além das tarefas pastorais e comunitárias, construiu, com a comunidade paroquial, o edifício da nova igreja da paróquia de S. Tomás de Aquino, inaugurada e benzida em 21 de Abril de 1996.
Depois de muitos anos a trabalhar no Patriarcado, de 2004 a 2010, o P. José Alves, exerceu o serviço de Visitador para o qual foi eleito novamente. Após a cessação de funções naquela data, o P. Alves rumou a Chaves, sendo superior daquela comunidade vicentina e pároco das paróquias da Madalena (cidade), de Eiras e Samaiões.

Após a passagem de testemunho, o P. José Alves, regressará a Lisboa, para a Casa Provincial dos Padres Vicentinos, instalada desde Julho de 2015, na Estrada da Luz..

domingo, 4 de setembro de 2016


Nos dias 17 e 18 de setembro, realizam-se em Fátima as Jornadas Missionárias 2016, subordinadas ao temaMissão Com Histórias de Misericórdia.
As Jornadas continuam o seu objectivo geral de descobrir, aprofundar e traçar novos caminhos de evangelização a partir de Cristo, focando-se este ano, de um modo particular, no incitamento do Papa Francisco a que olhemos "a missão ad gentes como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material" (Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2016). "Com efeito", continua o Papa, "todos somos convidados a «sair», como discípulos missionários, pondo cada um a render os seus talentos, a sua criatividade, a sua sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira."
As Jornadas Missionárias iniciam-se no dia 17 com a intervenção de D. Manuel Linda e o painel constituído pelo Pe. José Vieira, que esteve sete anos no Sudão, o Pe. Adelino Ascenso, dezasseis anos no Japão, e Luís Ventura Fernandez, nove anos na Amazónia. Durante a tarde, os participantes poderão percorrer seis "Tendas de Missão", onde se realizarão seis workshops em simultâneo, um deles - Misericórdia e Voluntariado - dinamizado pelo Grupo Missionário Ondjoyetu. Depois terá lugar um plenário, seguido da celebração da Santíssima Eucaristia. À noite, às 21h30, na Capelinha das Aparições, os missionários e todos os que se queiram juntar são convidados a participar no Terço e Procissão de Velas.
No segundo dia, a 18, teremos o testemunho da Irmã Myri, monja contemplativa portuguesa que pertence à Congregação das Monjas da Unidade de Antioquia e que vive actualmente no Mosteiro de São Tiago Mutilado, em Qara, a 90 quilómetros de Damasco, na Síria. Às 11h00, será celebrada no santuário a Eucaristia Dominical. À tarde, a partir das 15h00, teremos a intervenção de D. José Aguirre, bispo de Bangassou, diocese da República Centro Africana.
"É nos Evangelhos que o missionário descobre como agir à maneira de Jesus. Ele vê como Jesus se aproxima das pessoas, caminha com elas, ouve-as, faz-lhes perguntas, ensina-as com paciência, trata-as com ternura, mostra-lhes a sua misericórdia com gestos de amor, libertando-as de todo o mal.” 
Pe. António Lopes, SVD (Director Nacional OMP)
A organização do evento é da responsabilidade
da Comissão Episcopal de Missões,
Obras Missionárias Pontifícias e CIRP.

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Data limite de inscrições: 09 de Setembro