segunda-feira, 6 de maio de 2013

A Missão acontece em Vale de Água




Vale de Água é uma freguesia, integrada no Litoral Alentejano e foi criada a 12 de Julho de 1997, resultado da divisão da freguesia de S. Domingos. Tem características essencialmente rurais e situa-se entre as freguesias de S. Domingos e Cercal do Alentejo. Também é a paróquia mais nova da diocese de Beja e o padroeiro é Santo António.
Das onze freguesias do concelho de, Vale de Água é a mais recente. Fazem parte desta freguesia as localidades de Vale de Água, Vale das Éguas e Foros do Corujo, ocupando esta uma área de 83,034 km2 e com uma população de 627 habitantes (Census de 2013).
Algum do património cultural desta freguesia é formado pela igreja paroquial e as fontes de Saragoça e dos Nascedios. Ao nível do património natural existe a albufeira da barragem de Campilhas.
As principais actividades económicas são a produção de vinho da Herdade do Cebolal, sendo este muito conceituado pelos degustadores deste produto, bem como a agricultura e a pecuária, havendo pequenos focos de comércio. No que se refere a tradições, estas não são muitas, pois apenas existem as festas de Vale de Água e a de Vale das Éguas.

Vida religiosa e Missão
Sendo uma aldeia pequena, com tendências para crescer, Vale de Água tem sido palco, nos últimos anos, das Férias Missionárias de jovens da Associação Equipa d’África se dirige para Vale de Água para aí ficar quinze dias. Em Agosto passado os 5 jovens, vindos de Lisboa, testemunhavam: «O principal objectivo desta missão foi estar, ser acolhido e poder viver em comunidade, ajudando e servindo no que fosse preciso. Foi com muito carinho e amizade que toda a comunidade de Vale de Água nos acolheu e ajudou a nossa integração, disponibilizando-se para tudo o que precisássemos. Assim sendo, o nosso trabalho consistiu nas idas aos domicílios, animação no Centro de Dia, apoio e animação com as crianças de Vale de Água e integração na comunidade».
Também em 1999, mais propriamente de 20 de Novembro a 5 de Dezembro a população viveu um tempo forte de evangelização, preparando-se para o Grande Jubileu do Ano 2000, e para a elevação a paróquia, mediante a realização de uma Missão Popular. Já em tempos mais longínquos houve outra missão popular que decorreu de 26 de Junho a 10 de Julho de 1983, quando a actual igreja tinha as paredes e pouco mais.
Todos os domingos, pelas 15h00, um pequeno grupo reúne-se para celebrar a Eucaristia. A vida religiosa não tem muito movimento. Em 2012, houve 6 Baptismos, 7 Primeiras Comunhões, 9 óbitos e nenhum casamento. Frequentaram a catequese paroquial, 18 crianças. É neste ambiente e nestas circunstâncias que vai acontecer a Missão Popular de 5 a 18 de Maio.

Pelos inúmeros afazeres como Visitador o P. Álvaro, destacado para este tempo forte da Missão, não poderá estar presente em Vale de Água. Deste modo, formam a Equipa Missionária os Padres Francisco Sales (do Brasil e pároco em Alvalade e Ermidas-Sado), o P. Agostinho, a Irmã Vitória (Filha da Caridade), Arlete (Colaboradora da Missão) e o José Neves (leigo de Santiago do Cacém). Estão previstas três comunidades e no sábado, dia 18, haverá um Encontro de Formação para Animadores, sobre a Nova Evangelização. Acontecerá ainda a celebração da confirmação de um grupo de jovens e adultos que, ao longo de bastante tempo, fizeram a sua caminhada. Que o Espírito Santo os ilumine, bem como a toda a comunidade e Equipa Missionária de Vale de Água!

P.  Agostinho Sousa, CDM/Beja

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Tempo pascal, tempo de Missão em S. João de Negrilhos




Um antes – a Pré-Missão
Após o pedido do P. Paulo do Carmo, pároco, e da calendarização, no programa diocesano, da Missão em S. João de Negrilhos-Aljustrel, a 7 de Outubro foi feito anúncio da mesma, na festa de Santa Margarida. Antes deste acontecimento, já o pároco, através do Boletim paroquial, havia feito chegar a todas as casas a mensagem deste momento forte na vida da paróquia.
Nos últimos seis meses, e constituída a equipa de apoio, foram feitas seis reuniões preparatórias, com a presença de um número considerável de animadores e de donos das casas, bem como de visitadores e mensageiros. A equipa de apoio assumiu a preparação da missão, criando as condições indispensáveis para o bom funcionamento da mesma: residência para a equipa missionária, refeições, 9 locais para assembleias, divulgação do tempo da Missão, através dos contactos pessoais e de documentação (cartazes e boletim paroquial).
A equipa missionária foi constituída pelo P. Agostinho, pelo casal Norberto e Olímpia Dias e pela Irmã Celina que substituiu a Irmã Beatriz que, em virtude de uma queda, fracturou um braço. O início da Missão deu-se a 13 de Abril, com a chegada da imagem da Senhora das Missões, vinda do Seminário de Beja e acompanhada por mais de uma vintena de veículos.


Um durante – A Missão
A 14 de Abril deu-se o envio dos missionários. Presidiu o pároco, P. Paulo e, de seguida houve uma reunião com os animadores. Nos primeiros dias, os missionários, percorreram as ruas, contactando com as pessoas e descobrindo os locais das comunidades. De manhã, às 9h30, celebraram-se as Laudes e a Eucaristia e na segunda-feira houve um tempo de adoração do Santíssimo, tendo como intenção a Missão e as Vocações. Durante 4 dias, as 9 comunidades estudaram e partilharam os temas do Guião da Missão, fazendo uma caminhada de partilha, oração e de reflexão. Os nomes dados às 8 comunidades traduziram a caminhada feita e que se pode sintetizar na seguinte frase: “Lançada a Semente, Unidos pela Fé e animados pela Esperança, somos chamados a aprender o Caminho dasBem-aventuranças para sermos Fermento e Luz na nossa terra”. Foram descobrindo a alegria de ser comunidade e trouxeram essa alegria para a celebração da Comunidade das comunidades, bem como bens alimentares que foram partilhados com pessoas mais necessitadas.
As crianças, na escola e nos tempos de catequese e os velhinhos e doentes, em suas casas ou no lar, mereceram um contacto pessoal e um momento de encontro. Nas visitas a domicílio contamos com a colaboração dos visitadores de doentes dos três centros habitacionais. No último sábado, o senhor Bispo, visitou alguns desses doentes. Ao todo, no seu domicílio, foram visitadas mais de 40 pessoas que, pela idade ou pela doença não poderiam, de outro modo, participar na Missão.
Liturgicamente, a Missão esteve bem orientada e animada. Além do dinamismo do pároco, o grupo litúrgico, a Irmã Ribeiro, o organista e grupo coral, procuraram fazer das celebrações um momento solene e de louvor ao Senhor. Um dos pontos altos, nesta área, foi a apresentação de um grupo de novos acólitos, no dia do Bom Pastor.
A segunda semana, com temas e sinais interpelativos foi celebrada nos 3 locais de culto (Capela da Senhora dos Pobres-Aldeia Nova, Igreja de Jungeiros e Igreja Paroquial). A imagem do Padroeiro e da Senhora das Missões acompanharam estes momentos celebrativos. Embora a participação não fosse muito numerosa houve interesse, colaboração e adesão interior. Foram belas celebrações e delas escutamos lindos testemunhos. O último sábado, foi preenchido com um Encontro de Formação para Animadores e o domingo, com a Eucaristia de Encerramento, presidida por D. António Vitalino. À chegada, o Grupo Coral de S. João de Negrilhos acolheu o pastor diocesano com algumas canções do reportório alentejano. No final da Eucaristia, no salão paroquial, aconteceu o convívio que contou com a presença de muitas pessoas e onde, para além da partilha das iguarias, houve a presença do canto e do teatro. A dramatização da parábola dos talentos apresentada pelas crianças da catequese tornou-se um momento delicioso e sugestivo para o tempo que se segue.


Um depois – a Pós-Missão
O tempo dos quinze dias da Missão terminou. Foi um tempo forte. Assim como aconteceu uma pré-missão, também fica o desafio da pós-missão, a vários níveis: oração e reuniões de formação, nas comunidades. No final da Eucaristia de encerramento os animadores foram convocados pelo Senhor Bispo para continuar esta Missão. A todos os animadores, D. António Vitalino, entregou o Guião “A caminhada continua”, um caderno com 4 temas de reflexão, que se juntam aos temas do Sínodo diocesano. Além deste desafio, ficaram outros, bem concretos: o compromisso com a vivência dos Sacramentos, a começar pela Eucaristia e o encontro com os irmãos, de modo particular, os doentes e os velhinhos. A recitação do terço, por cada comunidade e a participação comprometida nas tarefas das várias áreas da vida da comunidade, são pontos concretos para a continuação do espírito da Missão.
Encontramos uma paróquia organizada, com os seus diversos grupos e conselhos paroquiais. Todavia, o Bom Pastor espera ainda mais de todos e de cada um, num compromisso permanente e dedicado. Agradecendo o testemunho de amizade, de presença, de dinamismo e de partilha do P. Paulo, das Irmãs Doroteias, do casal Gamito onde estivemos alojados, das pessoas que nos ofereceram as refeições e todos aqueles que rezaram por nós e connosco, pedimos ao Senhor da Messe que abençoe este trabalho e que todos nos sintamos enviados para darmos à Igreja de Jesus Cristo, presente na nossa Diocese e na paróquia de S. João de Negrilhos, um rosto cada vez mais missionário!
Equipa Missionária
28 de Abril de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Encontro de Formação para Animadores da Comunidade


No passado dia 27 de Abril teve lugar na paróquia de São João de Negrilhos, o 9º Encontro de Formação para Animadores. A exposição do tema do Encontro esteve a cargo do padre António Lopes, Director Nacional das Obras Missionárias Pontifícias (OMP) e contou com a participação do nosso Bispo, D. António Vitalino, do pároco desta paróquia, padre Paulo do Carmo, bem como do padre Agostinho, coordenador da animação missionária da nossa Diocese. Além da Equipa missionária, estiveram ainda presentes neste tempo de formação algumas religiosas e perto de 30 animadores provenientes de diversas paróquias da nossa diocese (S. João de Negrilhos, Aljustrel, S. Teotónio, Colos e Santa Luzia).

O tema sobre o qual nos debruçamos - “ Tudo, todos e sempre em Missão”, - foi retirado da mensagem que o Santo Padre emérito Bento XVI escreveu para o dia Mundial das Missões do ano de 2011.



O padre Agostinho deu início a este tempo de formação com um momento de oração e de reflexão, o que criou nos presentes um ambiente de encontro e comunhão com Jesus Cristo, que serviu de inspiração para as actividades realizadas ao longo do dia.

“A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade”

De seguida, o padre António Lopes foi desembrulhando passo a passo a importância e o sentido de ser animador missionário na Igreja de Jesus Cristo. Enquanto cristãos crentes, vivos e participativos, devemos procurar ser sempre a presença e a luz de Deus no meio do seu povo, dando testemunho vivo da palavra de Deus, no meio das comunidades às quais somos chamados a testemunhar, pois a Igreja existe para evangelizar. É o seu horizonte e o seu objectivo. A missão evangelizadora é a razão de ser da Igreja, onde todos aqueles que acreditam no evangelho têm a sua quota-parte de responsabilidade e importância na transmissão da palavra de Deus aos outros, e para com aqueles em que a mensagem evangelizadora não chegou ou ainda não tocou. A missão evangelizadora deve ser para aquele que anuncia, algo constante e duradouro (e não de forma esporádica ou apenas quando lhe dá jeito e até tem algum tempo disponível) permitindo assim que as portas da Igreja de Cristo se abram para o mundo de uma forma mais abrangente. Esta ideia de missão evangelizadora foi formulada no início do Concilio Vaticano II, pelo Santo Padre o Papa João XXIII há cinquenta anos atrás. Uma das conclusões a que se chegou foi: - “A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece.”

Num segundo ponto focou-se o quão importante é o missionário estar sempre em estado de missão. Este deve estar sempre em alerta, sempre pronto e sempre em missão. A animação missionária tem de ter uma atitude viva e dinâmica na pastoral da Igreja. É preciso que não nos contentemos com os caminhos já percorridos, mas também e sobretudo em abrir novos caminhos, nunca no entanto descuidando aqueles que já percorremos. Na Missão, só é discípulo de Jesus Cristo quem na verdade se encontra com Ele, e depois de estar com Jesus Cristo gosta de estar com Ele, sentindo-se enviado a anunciá-Lo. O fazer discípulos é para todos os homens que acreditam em Jesus Cristo.


Testemunhar a luz no coração da nossa história

Após o intervalo foram formados quatro grupos de reflexão, aos quais o padre António Lopes colocou uma única questão: “Como sentimos nós a responsabilidade de testemunhar a luz no coração da nossa história?”

Todos os grupos responderam de forma semelhante, sublinhando a responsabilidade que nos é atribuída com o baptismo: ser capazes de testemunhar, de ser luz e de ser missionário na comunidade paroquial, familiar, laboral e social. Mas aqui surgiu uma nova questão: enquanto missionários, como é que podemos chegar ao seio das nossas comunidades?


Em jeito de partilha, todos os participantes na formação partilharam algumas propostas, para ajudar a ultrapassar alguns obstáculos, com os quais os nossos missionários de deparam no decorrer das suas acções. A oração particular ou em comunidade, a constituição de um grupo missionário paroquial, o encontro com pessoas frágeis (doentes, velhinhos e sós), a dinamização das crianças incutindo-lhes o espírito missionário (Obra da Infância Missionária). Procurar sempre promover uma missão aberta e espontânea, foram algumas das ideias propostas e a procurar concretizar.

Por fim, o encontro terminou de uma forma animada e descontraída e com palavras encorajadoras proferidas pelo nosso Bispo, D. António. Encerrou-se este dia de formação, cantando o hino do Sínodo Diocesano e uma oração ao Espírito Santo. O próximo encontro será em Vale de Água (Santiago do Cacém), a 18 de Maio, com o Tema: "Nova Evangelização e Missão hoje”, apresentado pelo P. Tony Neves, Provincial dos Padres Espiritanos.

Paula Dias

S. João de Negrilhos

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Missão em S. João de Negrilhos






Missão e Presença



A Congregação das Irmãs de Santa Doroteia é uma congregação de religiosas, fundada em 12 de Agosto de 1834 por Santa Paola Frassinetti. Actualmente as Irmãs Doroteias estão presentes em várias partes do mundo e trabalham em colégios, paróquias e comunidades carentes. O seu carisma e missão é o serviço e entrega ao crescimento integral do homem através da educação evangelizadora, com preferência pela juventude e pelos mais pobres.

Desde há cerca de 40 anos (1975) que esta Congregação trabalha na Paróquia de S. João de Negrilhos. Presentemente, a comunidade é formada por 3 simpáticas “avozinhas”, as Irmãs Maria América Nuñez Frazão (coordenadora), Ludomina Dias Ribeiro e Maria Emília Gomes da Silva. Uma quarta irmã faz parte da comunidade, de seu nome Maria Amélia de Carvalho Figueiredo, mas está há bastantes anos a cuidar da sua mãe, em Ferreira do Alentejo.

As alegrias das Irmãs são as alegrias deste povo, e as tristezas do povo são as tristezas das Irmãs. Os muitos anos de dedicação, serviço, disponibilidade e missão fazem com que sejam tratadas com carinho e estima, que façam parte da família, do património humano da terra. Em ano de jubileu, e para assinalar a efeméride, a Comunidade de S. João de Negrilhos, colocou uma lápide na frontaria da igreja, em sinal de homenagem e gratidão: “Graças ao Sr. P. Olavo / a esta terra chegaram / nas escolas e catequese / nossas crianças educaram/. Para o Alentejo vieram / trabalhar em comunidade / nós todos agradecemos / com carinho e amizade” (homenagem do povo, em 22/OUT/2006).


Neste tempo de missão, nas visitas a doentes e velhinhos, nas conversas de rua com quem encontramos, além das Irmãs, torna-se bem presente a figura de um “santo velhinho”, não o Simeão do templo, mas o P. Olavo, carmelita, que durante anos a fio se dedicou a estas gentes. Só a muita idade e a falta de saúde o fizeram deixar este povo, a quem serviu, como bom pastor, com dedicação, abnegação e entrega (homenagem nas Bodas de Oiro Sacerdotais, em 08/DEZ/2004).




Bom Pastor, Comunidades, Acólitos

A semana que passou foi rica em iniciativas e acontecimentos. Foi a semana de oração pelas vocações e das reuniões das comunidades ou assembleias familiares. Começou com a Eucaristia do Envio. Um tempo de Adoração ao Santíssimo Sacramento, bastante participado, e a oração de laudes todos os dias, tiveram sempre presente esta intenção da igreja. As comunidades, em quatro sessões, fizeram a sua caminhada, que teve o seu momento forte na celebração da Comunidade de comunidades, na igreja paroquial. Os testemunhos e vivências dos 8 grupos podem sintetizar-se deste modo: “Lançada a Semente, Unidos pela Fé e animados pela Esperança, somos chamados a aprender o Caminho das Bem-aventuranças para sermos Fermento e Luz na nossa terra”. O encontro com os mais novos, na escola e na catequese, e a visita aos mais velhos em suas casas ou no Lar, tornaram-se lições de vida e momento de partilha.


Entretanto, por ser tempo de feira anual, as pessoas transcenderam-se em acções de voluntariado, de modo particular, a iniciativa “um dia pela vida”. O conhecimento da realidade a trabalhar exigiu uma adaptação de horários para que a presença e acção dos animadores e de outros membros da comunidade paroquial se tornasse visível, efectiva e comprometida.

Por fim, e no domingo do Bom Pastor, foram admitidos novos Acólitos que, revestidos das vestes próprias, serviram ao altar. Presidiu o pároco, P. Paulo do Carmo, e os familiares dos novos acólitos, os membros das comunidades, as crianças e catequistas animaram a Eucaristia. Foi o culminar de uma semana intensa e importante nesta Missão e foi a porta que se abriu para mais um tempo de celebrações temáticas, nos três lugares de culto. As imagens do padroeiro e de Nossa Senhora das Missões acompanharão este trabalho de anúncio, de catequese e de encontro. Um dos objectivos da Missão é congregar a todos, recriar uma comunidade comprometida. O tema do encontro de formação do próximo sábado dá o mote para a concretização deste desafio: “todos, tudo e sempre em Missão”.


P. Agostinho Sousa, CDM/Beja

sexta-feira, 19 de abril de 2013

SEMANA MISSIONÁRIA NA UNIDADE PASTORAL DE CERVA, LIMÕES E ALVADIA



-BREVE ANOTAÇÃO –

Decorreu, uma vez mais, desde o dia 7 a 14 de Abril deste ano, a Semana Missionária acima referida, com a presença de dois missionários vicentinos: o padre Álvaro e o padre Albertino, coadjuvados, a tempo pleno pelo pároco, o padre Joaquim Albertino Costa.
Foi uma semana de trabalho intenso, um pouco mais cansativo do que nos anos anteriores, pois que, em vez de serem três missionários, como habitualmente, neste ano éramos apenas dois. Mas, no fim da missão, chegámos á conclusão de que bastam dois missionários para esta atividade.

O trabalho mais empenhativo e, simultaneamente, mais enriquecedor, foi a confissão e comunhão de cerca de 120 doentes e idosos nas suas casas, apesar da chuva, por vezes torrencial, que caiu por aquelas terras transmontanas.
Houve tempo para a celebração do sacramento da penitência nas três paróquias, com a presença de seis confessores.
Todos os dias desta semana houve missa e pregação: em Cerva, às 8:00, e em Alvadia às 17:00, presidida pelo padre Álvaro; em Limões, às 8:30, presidida pelo padre Albertino. O tema da pregação era livre, embora incidisse habitualmente sobre a Fé, tema deste ano pastoral, tendo até como livro de apoio “Cinco pequenas catequeses sobre o Credo”. Esta semana de pregação culminou com a Festa em honra do Sagrado Coração de Jesus, em cada paróquia, seguida de procissão eucarística. O número de participantes foi aumentando ligeiramente, embora fosse notada a ausência de jovens e de crianças. Sinais dos tempos…?
Houve também lugar para uma“Celebração para o Ano da Fé”, às 21:00, em cada paróquia. Foi bonita, bem celebrada, embora com pouca gente…


No sábado à noite, como já vem sendo hábito, houve lugar para uma reunião de preparação para o crisma de 23 adolescentes. Consistiu na apresentação de um “Power point” sobre este sacramento, seguida da celebração do sacramento da reconciliação.
No fim, o pároco congratulou-se com o trabalho feito. Partilhou connosco as boas referências dadas pelos fiéis das três paróquias a respeito do trabalho levado a cabo. Também salientou a grande consonância que existiu entre o que os missionários pregaram e a habitual prática pastoral levada a cabo nesta Unidade Pastoral. E terminou dizendo que conta connosco para o próximo ano. Ficou até já assinalada a data para essa semana missionária: será desde o dia 28 de Abril até 4 de Maio de 2014.
Padre Albertino Gonçalves

SANTA INFÂNCIA





As Obras Missionárias Pontifícias arrancaram ontem com um novo espaço, na Web, para a Infância Missionária (www.infancia.opf.pt ). O site onde todas as crianças, grupos de catequese e da santa infância poderão encontrar diversos materiais, actividades e jogos para explorar.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

São João de Negrilhos acolhe a Missão Popular


São João de Negrilhos é uma freguesia do concelho de Aljustrel, com 76,59 km² de área e 1 468 habitantes (2011). Integra três povoações: Montes Velhos, Aldeia Nova e Jungeiros. A primeira referência à então denominada Aldeia de Negrilhos, ascende a 1532. No censo populacional dessa data refere-se que a localidade se situava a légua e meia a poente da Vila de Aljustrel.
Actualmente os seus habitantes vivem essencialmente da agricultura, com destaque para as culturas arvenses de sequeiro mas onde se destaca, pelo seu dinamismo, as culturas intensivas de regadio de tomate, milho, girassol, pimento, espargos e morangos. Com menos expressão, existe a exploração pecuária através da criação de bovinos, caprinos e ovinos.
A Igreja Matriz data de 1808 e foi mandada construir pelo Bispo da Diocese de Beja. Existe ainda uma capela cuja data exacta não se conhece, mas que terá perto de 400 anos. É a Ermida de Santa Margarida situada na Herdade do Monte S. João, cuja festa se celebra no fim-de-semana mais próximo do dia 7 de Outubro.



Vida paroquial e Missão
O pároco de Aljustrel, P. Paulo do Carmo Condeça, exerce o seu múnus pastoral nesta paróquia, onde até há bem pouco tempo, e durante muitos anos, trabalhou o P. Olavo. As Irmãs Doroteias têm nesta localidade uma comunidade onde vivem, há quase quatro décadas três religiosas: Irmãs Frazão, Ribeiro e Maria Emília.
A Missão Popular, uma aposta do plano pastoral paroquial, foi anunciada em 7 de Outubro do ano findo e realiza-se de 14 a 28 de Abril. Fizeram-se seis reuniões de preparação e, se Deus quiser e as pessoas ajudarem, vão funcionar 4 Comunidades em Montes Velhos, 3, na Aldeia Nova e 2, em Jungeiros. Começou com a chegada da imagem de Nossa Senhora de Fátima, desde há muito “baptizada” como Senhora das Missões. Depois de acompanhada desde o Seminário de Beja até aos limites da paróquia por uma caravana de mais de uma vintena de automóveis, a Imagem passou pelos 3 aglomerados populacionais e, a partir do centro de Montes Velhos, fez-se a Procissão de acolhimento e a entrega da Missão à protecção de Maria, Estrela da Evangelização.

A Eucaristia de Envio e a reunião com os animadores preencheram o domingo. Segue-se a semana das comunidades ou assembleias. A segunda semana, as celebrações temáticas, serão repartidas pelos três centros de culto. No penúltimo dia, haverá um encontro de formação para Animadores da Comunidade, orientado pelo P. António Lopes, director nacional das Obras Missionárias Pontifícias. No dia do encerramento desta acção missionária estará presente o Bispo diocesano, D. António Vitalino, que presidirá à Eucaristia.
A equipa Missionária é composta pelo P. Agostinho, CM, pela Irmã Celina, religiosa do Bom Pastor e pelo casal Norberto e Olímpia Dias, de Salvaterra de Magos.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja