quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Encontro de animação e formação missionária


Uma das resoluções da última reunião da Comissão Provincial das Missões Populares foi a de retomar o intercâmbio e partilha de experiências missionárias com as Províncias da CM de Espanha.


Abrir caminho
Contactado o confrade responsável por este sector, logo ele nos encaminhou para a participação no Encontro de Animação e Formação Missionária que se realiza no âmbito da Equipa Missionária Vicentina de Evangelização (EMVE) e que reúne elementos das várias Províncias e Ramos da Família Vicentina (FamVin) de Espanha. Como o P. Agostinho estava impedido de ir, pois estava em Missão, delegou em mim e na Célia Rodrigues (leiga missionária de Órgens-Viseu) a participação de Portugal.

Acolhimento e participantes
Assim, na belíssima e cheia de espiritualidade cidade de Ávila, reuniram-se mais de 40 missionários dos vários Ramos da FamVin. De salientar, desde já, uma muito boa participação de Jovens da JMV e MISEVI.
Fomos muitíssimo bem recebidos e acomodados na Casa de Espiritualidade “La Milagrosa”. Logo nos primeiros contactos, apercebemo-nos, da felicidade que sentiam por, desta vez, poder participar uma comitiva de Portugal. E íamos verificando que, apesar de sermos de outro país, não éramos os que vínhamos de mais longe. Com a recepção e acomodação dos vários participantes, o jantar e as indicações práticas para o dia seguinte, se cumpria o programa do primeiro dia.

Páscoa, centro da nossa vida
No sábado, iniciámos com oração da manhã em tom mariano. E, depois do pequeno-almoço, seguiram-se duas palestras: A Páscoa: encontro com o Deus da vida (perspectiva Cristológica) e Celebração da Páscoa (perspectiva litúrgica).
Após o almoço e a tradicional “ciesta”, continuou-se a formação, agora numa perspectiva mais pastoral, com a partilha de experiências, modelos e dinâmicas usadas nas “Páscoas Rurais” dinamizadas essencialmente pelos jovens…é uma experiência muito interessante de evangelização e de anúncio pascal de pequenas comunidades cristãs que de outra forma não teriam a possibilidade de celebrar e viver as festas pascais. Terminamos este longo dia de formação com a celebração da eucaristia da Apresentação do Senhor.

Novas e diferentes plataformas de evangelização

O domingo iniciou, novamente, com a oração da manhã. E depois do pequeno-almoço, seguiu-se mais uma apresentação, em forma de partilha, da utilização da pastoral penitenciária e educativa como plataformas de evangelização. De maneira fraterna, nos espaços de contacto individual e depois de cada uma das apresentações houve sempre muito tempo para o diálogo e para apresentarmos as experiências missionárias de Portugal.

Uma mais-valia e oportunidade de aprofundamento
Ficamos convictos da mais-valia desta relação estreita entre as Províncias da Ibéria e da vantagem em que estas iniciativas se repitam, pois, esta foi uma excelente oportunidade de contacto e aprofundamento do carisma vicentina numa das dimensões que lhe é mais peculiar: a evangelização e a formação.

P. Fernando Soares, cm

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Farol fez renascer e criar laços de Amor


De 19 de Janeiro a 2 de Fevereiro, na Paróquia de Nossa Senhora da Soledade de Porto Covo viveu um tempo forte de Missão. No domingo, dia 26 de Janeiro, na Eucaristia dominical, aconteceu a Comunidade das comunidades. Presidiu à celebração D. António Vitalino, bispo de Beja que, nessa manhã, em Sines presidiu à celebração evocativa do bicentenário do Bispo de Beja D. Frei Manuel do Cenáculo.
Depois de 4 noites a reunir em 3 casas de família, chegou o momento das comunidades darem testemunho do que viveram e como querem continuar a pós-Missão. Uma a uma, as comunidades fizeram a sua apresentação a partir do cartaz que construíram. Após o testemunho de cada uma delas, a assembleia aplaudia e cantava. Farol, Laços de Amor Renascer é o nome de baptismo de cada uma delas. A mensagem expressa nas palavras de cada um dos animadores foi resumida numa simples mas significativa quadra:
“Na Missão, Cristo, o FAROL / Passou no mar de Porto Covo: / Criou LAÇOS DE AMOR, / E fez RENASCER o povo”.


Animar e formar para a Missão
A partir do que viu e ouviu e da liturgia da Palavra que foi proclamada, o Bispo diocesano, transmitiu a alegria de poder testemunhar esta vivência de comunidade e de missão. Servindo-se do lema da Semana de Oração pela unidade dos Cristãos (Estará Cristo dividido?), apontou Cristo como o único farol a seguir, de modo a que sejam criados laços de amor. Tal modo de ser e agir, exige conversão, renascer de novo. “Sem identificação do que fazemos com o que somos, sem ardor apostólico, compromisso pelos outros, sobretudo os que mais precisam, sem fascínio e alegria pessoal e comunitária, não seremos testemunhas do Evangelho de Jesus Cristo”.
Apontando a figura, palavras e exemplo do Papa Francisco, D. António disse: “O Papa, exorta-nos a sermos uma Igreja em saída missionária, que vai às periferias urbanas e existenciais, ao encontro das pessoas, sobretudo dos pobres, dos doentes, dos jovens e dos idosos. Mas com que atitude, com que linguagem e objectivos saímos ao encontro das pessoas? Como evangelizar hoje? Como e onde começar? A evangelização tem de começar por nós mesmos, pelos que são chamados a ser discípulos missionários. A conversão, a adesão total a Jesus Cristo, a aprendizagem dos seus gestos, atitudes, modo de falar e agir, é fundamental para a missão da Igreja. Por isso temos que fixar o nosso olhar no rosto de Jesus, ouvir e meditar a sua Palavra, sermos seus bons discípulos. Não basta saber de cor o que Jesus disse e fez. Precisamos de assumir as suas atitudes. Ter um coração sensível e compassivo, para escutar bem as alegrias, dúvidas, angústias e tristezas dos nossos contemporâneos, para respondermos às perguntas que nos fazem ou desejariam saber”. E acrescentou: “Na Igreja precisamos de reaprender a escutar, comunicar, dialogar, partilhar, perdoar, reconciliar pessoas e ambientes, construir e reconstruir. Abrir a mente e o coração, para acolher e criar proximidade com Jesus, na sua mensagem e na pessoa dos que sofrem, dar-nos-á novamente a alegria de viver e agir na Igreja e no mundo”.

Encontro de Formação e encontros celebrativos
Em tempo de Missão já se tornou uma constante promover Encontros de Formação sobre diversos temas e destinados aos Animadores da Comunidade. Em Porto Covo, o Encontro foi orientado pelo Vigário Geral da diocese, o tema foi: “Iluminados pela Palavra” e foi participado por 3 dezenas de pessoas.
Ao longo da primeira semana foram possíveis encontros com doentes, com os utentes do Centro de Dia, com as crianças da escola e da catequese. Alguns desses momentos, repetiram-se na segunda semana.
Na igreja paroquial, ao longo das várias noites, com tempo agreste (chuva, vento e frio), viveram-se momentos celebrativos muito intensos e muito profundos. Valorizaram-se alguns sinais – Palavra – Luz – Água – Fogo – Aliança. Estes sinais e a sua encenação, emprestaram beleza à celebração e ajudaram a transmitir e a compreender a mensagem.
A oração de louvor, rezada todos os dias, congregava cerca de uma vintena de pessoas que, procuraram saborear ao máximo estes momentos, uma vez que, por norma, a igreja (“a fonte da aldeia”, no dizer de João XXIII) se encontra fechada.
Além destes momentos também se procurou valorizar a presença da Imagem da Senhora das Missões. No sábado, dia 25, a Procissão de Velas percorreu as ruas principais da povoação e foi animada pela Banda de Música do Cercal que fez questão de, em todas as execuções, apresentar cânticos marianos. Foram belos momentos de arte musical que convidaram à oração. Momento belo e único foi o silêncio que se fez escutar, enquanto a imagem da Senhora se aproximava do mar.


Momentos de dor tornaram-se tempo de missão
Por agora, Porto Covo não tem capela mortuária. Sempre que morre alguém, o velório é na igreja. A Junta de freguesia está decidida a alterar esta situação e já decidiu construir uma capela mortuária. O projecto está feito e as obras começaram recentemente.
Durante a missão houve dois funerais, ambos na segunda semana. Duas irmãs, partiram para a Casa do Pai. Com diálogo, serenidade e agilidade, estas duas situações tornaram-se tempo de missão. Numa delas, envolvendo a família da defunta, fez-se a celebração que estava programada. Foi um momento de paz, de oração e reflexão. Houve muito mais participantes. Todos se sentiram irmanados na dor e mais fortes no amor, porque iluminados pela mesma fé.
A segunda situação, porque aconteceu no dia da festa da família, exigiu que se fizesse a celebração num outro local. Transformar o lugar, dar a tónica do sagrado, empenhou as pessoas e serviu para ilustrar de uma forma visível o valor da casa de família, da igreja doméstica. Deus serviu-se destes sinais e momentos para continuar a falar ao seu povo.


Encerramento e continuidade
Em dia da Apresentação do Senhor fez-se o encerramento deste tempo forte da Missão. Além da mensagem recebida pela fidelidade de José e Maria ao plano de Deus, consagrando o Menino no Templo, foi realçada a profecia de Simeão: “Uma espada te trespassará o coração”. Sendo patrona da paróquia Nossa Senhora da Soledade, este dizer de Simeão ajudou a entender a Missão de Maria, desde o Sim da Anunciação ao Sim do Calvário.
No momento de acção de graças foi entregue o guião das catequeses que as 3 Comunidades vão reflectir a partir do dia 26 deste mês. No final da Eucaristia, no Refeitório da Junta houve um lanche ajantarado, partilhado por todos os que participaram nestes quinze dias de Missão. A alegria estava estampada no rosto das pessoas que fizeram uma avaliação muito positiva da missão. Além do compromisso da reunião das comunidades, foram apontados mais alguns que poderão ser assumidos e tornar visíveis os frutos da missão.
O primeiro deles é já no próximo domingo, quando Porto Covo levar a imagem da Senhora das Missões a Ermidas-Sado / Alvalade que entram em revitalização da Missão.
Ser agradecido faz parte da Missão. Agradecer a Deus esteve sempre na mente da equipa e das pessoas que participaram de forma efectiva e afectiva. Agradecer às instituições (escola, junta, cantina, biblioteca, centro de dia, banda, bombeiros e GNR) é justo; agradecer, a quem nos acolheu (disponibilidade de casa e mesa, famílias e restaurantes), é muito importante. A todos, Deus recompense com Sua bênção de Pai!
A semente foi lançada. Cristo, o Farol, passou no mar de Porto Covo e chamou!...

P. Agostinho Sousa,

CDM/Beja

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Encontro de animação e formação missionária, em Ávila



* Participação de missionários de Portugal *

Neste fim-de-semana, de 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro, realiza-se na Casa de Espiritualidade “La Milagrosa”, em Ávila, o 2º Encontro de Animação e Formação Missionária, promovido pela Equipa Missionária Vicentina de Evangelização. Destina-se aos membros dos vários Ramos da Família Vicentina e agentes da animação pastoral, de modo particular, para aqueles que têm participado na acção “Páscoa Rural”.

Objectivos
Os objectivos que norteiam este Encontro são: A partir do nosso carisma e diante dos desafios da Evangelização todos devem estar comprometidos na meta comum e são chamados a dar uma resposta renovada para a realidade do mundo de hoje; Avançar caminhos para uma missão aberta e partilhada com a Família vicentina; Criar espaço de reflexão para ajudar a aprofundar a descoberta da Páscoa como um espaço (tempo) privilegiado para um despertar para o Deus presente na nossa história.


Temática
Além da hospedagem, saudações, apresentação dos participantes e dos objectivos do Encontro, no primeiro dia, os temas são os seguintes: “Páscoa: Encontro com o Deus da Vida” (P. Luis Miguel Rojo Septién, CM); “Celebrar a Páscoa - perspectiva litúrgica” (P. Luis Miguel Rojo Septién, CM), e “Anunciar Jesus que morreu e ressuscitou” (powerpoint de uma Páscoa rural). À noite há um painel de experiências.
No segundo dia, o tema é muito específico: “As prisões e escolas como para e de evangelização”. De seguida, haverá um tempo para informação (relatório de actividades, calendário, projectos e envio). Em ambos os dias há Eucaristia, tempo de oração, de partilha e troca de experiências.

Equipa Missionária Vicentina de Evangelização - EMVE
A partir das reuniões da Comissão das Missões (Fátima, a 10 de Dezembro e, em Santa Quitéria, a 26 do mesmo mês), foi decidido que se reatasse a partilha de experiências e a permuta de materiais com as províncias de Espanha, trabalho que em tempos se fez e tido, na época, como salutar, pois fazia crescer e ajudava a ter perspectivas diferentes. Contactado o responsável deste sector, P. José Luís Castillo, da Província de Madrid e coordenador do EMVE (Equipa Missionária Vicentina de Evangelização), logo ele se fez presente, lançando-nos um desafio concreto.

Troca de experiências e de permuta de material
Eis o que ele nos disse: “Não sabes a tremenda alegria que me deu receber o teu correio. Creio que é necessário que se retomem aqueles caminhos de proximidade e de comunhão que foram empreendidos há alguns anos atrás. Neste momento, tenho dificuldade em enviar-te alguns materiais que estejam em suporte informático, porque a maior parte já são antigos e também já pensamos em actualizá-los. Envio-te um tríptico informativo do nosso próximo Encontro do EMVE. Se tu ou alguém da vossa equipa ou da Família Vicentina (leigo, confrade ou Filha da Caridade) e esteja disponível, podereis participar. Ficamos felizes por vos acolher! (…) No fim ou durante o Encontro, podemos conseguir algum tempo para troca de experiências, para permuta de material e para o mais que houver necessidade de fazer!”
Participação portuguesa
Depois de vários contactos com o P. Álvaro, Visitador, e na impossibilidade de ele participar (está em Nápoles – Seminário Interno) e porque eu, como coordenador deste sector na Província Portuguesa, neste momento, não estou disponível (estou em Missão em Porto Covo), pediu-se ao P. Fernando Soares, Assistente da Província e à Célia Rodrigues, missionária de Orgens-Viseu, que participassem neste Encontro.
Esperamos que seja um bom encontro! Como diz o P. José Luís “os novos tempos exigem novos caminhos nos quais todos nos devemos encontrar!”

P. Agostinho Sousa, CM

O Cartaz do encontro - AQUI



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Rumo à unidade

Começando a 18 e prolongando-se até 25 de Janeiro vivemos o oitavário de oração pela unidade dos cristãos e que este ano tem como tema a interrogação de S. Paulo na primeira carta aos Coríntios 1, 13: Estará Cristo dividido?

As divisões e contendas nunca ajudaram ninguém. Pelo contrário, muitas famílias, grupos e povos empobreceram e foram dominados por causa disso. Por isso, Cristo disse aos apóstolos na última ceia: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. E rezou pela unidade entre os seus discípulos.


Dos primeiros cristãos dizia-se que eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à oração em comum, à fracção do pão (Eucaristia) e à partilha fraterna, de modo que a ninguém faltava o essencial para viver. Era a unidade entre eles que atraía os pagãos e fazia aumentar o número dos cristãos.Vede como eles se amam!

No mundo global em que vivemos, mais visível se torna a divisão dos que se dizem cristãos, separados em diversas igrejas ou comunidades religiosas ou até mesmo dentro da mesma família religiosa. Isso não é vontade de Deus nem contribui para o bem da humanidade nem para o nosso próprio bem.

Que fazer? Como proceder? Comece cada um por si. Reze pelo outro e faça-lhe bem. A conversão e reconciliação têm de começar por nós mesmos, para sabermos amar como Jesus e nos tornarmos seus verdadeiros discípulos. Que em todas as comunidades se tenha bem presente esta intenção e pedido de Cristo e da Igreja. († António Vitalino, bispo de Beja)

Reconhecimento mútuo do Baptismo entre Igrejas cristãs

Representantes das Igrejas Católica, Lusitana, Presbiteriana, Metodista e Ortodoxa (Patriarcado Ecuménico de Constantinopla) em Portugal vão assinar no próximo dia 25, em Lisboa, uma declaração de reconhecimento mútuo do Baptismo.

A assinatura vai acontecer durante a celebração ecuménica nacional, na catedral Lusitana (Igreja Anglicana) de São Paulo, na presença de D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e de “outros representantes católicos e hierarcas das Igrejas do Conselho Português de Igrejas Cristãs”. Este “importante acontecimento” do reconhecimento mútuo do Baptismo representa “mais um passo no caminho de diálogo ecuménico entre as Igrejas envolvidas”.

“Este passo concreto reafirma o muito que já nos une em Cristo, como seus discípulos, um povo de batizados chamado a ser, no mundo e para o mundo, sinal credível do Evangelho”, sublinham os responsáveis cristãos. A assinatura, no dia conclusivo da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, acontecerá “num contexto orante, reunindo jovens e hierarcas das diversas Igrejas, juntos na escuta da Palavra e no assumir de um compromisso claro pela causa da reconciliação e da unidade”.
D. António Couto, presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização – que acompanha o diálogo ecuménico -, disse que esta decisão é um “acontecimento nacional” que vem coroar “muitos anos de trabalho".

decreto sobre o ecumenismo do Concílio Vaticano II, ‘Unitatis Redintegratio’, lembra no seu n.º 3 que todos os cristãos “justificados no Baptismo pela fé, são incorporados a Cristo, e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor”.


João Paulo II, na sua encíclica sobre a Unidade dos Cristãos, ‘Ut Unum Sint’ (n.º 42), assegurava que o reconhecimento dessa fraternidade “não é a consequência de um filantropismo liberal ou de um vago espírito de família, mas está enraizado no reconhecimento do único Batismo”. “Isto está muito para além de um simples acto de cortesia ecuménica e constitui uma afirmação básica de eclesiologia”. (Ecclesia)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Junto ao mar - Missão em Porto Covo



Com o mar azul em pano de fundo, Porto Covo envolve-nos pelas suas belas paisagens, seja de magníficas praias, seja de planícies tipicamente alentejanas. É uma das duas freguesias do concelho de Sines, com pouco mais de mil habitantes, e foi criada em 31 de Dezembro de 1984.
Junto ao mar, a vocação turística desta terra cumpre-se e é hoje o principal centro dessa actividade no concelho e um dos mais importantes do Alentejo. No Verão, Porto Covo é visitada por milhares de pessoas, vindas dos mais diversos lugares. As praias enchem-se de gente, as ruas têm muito movimento, ouve-se falar várias línguas ou um português, com muitos sotaques. Este fervilhar de gente cria um ritmo e um ambiente bem diferentes em outras épocas do ano.



Campo da Missão
No âmbito religioso, Porto Covo é uma paróquia que tem como padroeira Nossa Senhora da Soledade, cuja festa se celebra em finais de Agosto. Está confiada aos cuidados pastorais do pároco de Sines, P. José Pereira Fernandes. Todos os domingos, à tarde, é celebrada Eucaristia, na pequena Igreja, datada do século XVIII e situada num lugar bem central, o largo Marquês do Pombal.
Nesta paróquia, segundo rezam as crónicas, já houve Missão Popular em 1983 e 1989. Um dos relatos feitos nessa ocasião diz: “Valeu a pena? Todos sentimos que no final da Missão as pessoas de Porto Covo se deram conta de que aconteceu alguma coisa nova e boa. Jesus passou por ali! E tiveram pena de não terem aproveitado melhor. Outros sentiram que a Igreja pode ser outra coisa daquilo que vêm todos os dias. Momentos fortes foram a reunião das comunidades, a celebração para os Idosos (ao menos, alguém se lembrou de nós, diziam alguns) e as celebrações para as crianças. Estas deram o tom de festas à última parte da Missão”.
Foi assim em tempos idos. Agora, de 19 de Janeiro a 2 de Fevereiro, acontece um novo tempo de Missão. Tal como para a Missão de Sines, o anúncio foi feito no 2º domingo de Páscoa. Ao longo dos meses, pela oração e reflexão, preparou-se o terreno, desbravaram-se as dificuldades e levou-se a mensagem às pessoas. E chegou o dia!

Presença da imagem da Senhora das Missões e Envio

Sines e suas comunidades da Missão, entregaram à paróquia de Porto Covo a imagem da Senhora das Missões (oferta do Santuário de Fátima, e assim baptizada pelo povo, por acompanhar o trabalho da Missão). Transportada pelos Bombeiros Voluntários de Sines, foi acompanhada, em cortejo automóvel, por muitas pessoas. A imagem foi acolhida pelas gentes de Porto Covo e, de junto ao mar, todos, em procissão, percorreram a avenida central até á igreja. Foi a Mãe, a convocar os filhos desta terra para este tempo forte de evangelização.
Seguiu-se a Eucaristia, presidida pelo pároco, assistido pelos diáconos Joel e Simão. No momento próprio foi feito o envio dos missionários, dos animadores e dos donos das casas que acolhem as assembleias.
Às comunidades (quatro), às visitas às casas e aos “montes”, aos encontros com crianças e doentes, junta-se, a 25 de Janeiro, um dia de formação para Animadores da Comunidade, orientado pelo Vigário geral da diocese, P. Domingos Pereira, que vai tratar o tema “Iluminados pela Palavra”.
A equipa missionária é composta pelo P. Agostinho Sousa (CM) pela irmã Maria da Conceição Guimarães (Irmãs de Nª S.ª da Caridade do Bom Pastor – Colos) e pelo casal, António Vilhena e Marieta Costa (Paróquia de S. Domingos – Santiago do Cacém).

P. Agostinho Sousa,
CDM/Beja


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Revitalização da Missão em Ermidas-Sado e Alvalade


As paróquias de Ermidas-Sado e de Alvalade, confiadas ao cuidado pastoral do P. Francisco Sales Teixeira, de 09 a 23 de Fevereiro próximo, vão viver um tempo de revitalização da Missão Popular. Estas comunidades, com os seus diferentes párocos, têm mantido, com regularidade, uma vivência missionária.
Em 1989 e em 2003, Ermidas-Sado e Alvalade tiveram a Missão e, em 2009, a paróquia de Alvalade, repetiu esta experiência. Algumas das assembleias mantêm as suas reuniões. Todavia, para reavivar o espírito missionário, criou-se este tempo forte para um maior empenho e testemunho.
Após reuniões de apresentação da proposta e de reflexão com os representantes das duas comunidades, neste domingo, dia da Festa do Baptismo do Senhor, foi feito o anúncio deste acontecimento. Nas Eucaristias, e a partir da liturgia, a comunidade, através de alguns gestos e sinais, assumiu este desafio. A procissão à fonte baptismal, o acender da vela e a mensagem distribuída, comprometeu todas as pessoas.
Em Alvalade, este momento de anúncio, teve um programa mais solene: algumas crianças da catequese receberam o Baptismo. Estas e os colegas do 4º catecismo fizeram a 1ª Comunhão. A liturgia foi festiva e a assembleia participou activamente. O anúncio da revitalização da Missão foi feito a todos que, em voz alta, se comprometeram a empenhar-se na sua preparação, através da oração e das reuniões de programação, bem como a participar nas assembleias e momentos celebrativos.
Também, Santo André vai preparar um fim-de-semana de revitalização da Missão. No próximo dia 14 há uma reunião para esse efeito. É a primeira vez que o novo Pároco, P. Abílio Raposo, vai participar. Ele mesmo, e com a experiência missionária trazida de S. Teotónio, sua anterior paróquia, sugeriu este encontro.

P. Agostinho Sousa, CDM/Beja




sábado, 4 de janeiro de 2014

EPIFANIA DO SENHOR – DIA DA INFÂNCIA MISSIONÁRIA




A ESTRELA DA ESPERANÇA


1 - Era uma vez milhões e milhões de estrelas, espalhadas pelo céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, amarelas, prateadas, cor-de-rosa, vermelhas, azuis…

Um dia foram à procura de Deus, Senhor de todo o universo, e disseram-lhe: «Senhor, gostaríamos de viver na terra, no meio dos homens».
 «Seja como quereis», respondeu Deus. «Podeis descer à terra. Conservar-vos-ei pequeninas, como sois vistas pelos homens».

2 - Conta-se que, naquela noite, houve uma deslumbrante chuva de estrelas.

Acoitaram-se umas nas montanhas, enquanto outras se instalaram no meio dos brinquedos das crianças. Certo é que a terra ficou maravilhosamente iluminada.

3. Algum tempo depois, porém, as estrelas resolveram abandonar a terra, e voltaram para o céu. A terra ficou outra vez escura e triste. «Por que voltastes?», perguntou Deus.

Então as estrelas responderam: «Senhor, não aguentámos permanecer no meio de tanta miséria, violência, guerra, fome, doença, morte». Ao que Deus terá retorquido: «Tendes razão, estais melhor aqui no céu, em que tudo é sossego e perfeição, ao contrário da terra em que tudo é transitório e mortal».

4. Depois de todas as estrelas se terem apresentado e de ter conferido o seu número, Deus anotou: «Mas falta aqui uma estrela; ter-se-á perdido no caminho?» Ao que um anjo, que estava por perto, respondeu: «Houve uma estrela que resolveu ficar na terra, porque pensa que o seu lugar é exactamente no meio da imperfeição, onde as coisas não correm bem».

«Mas que estrela é essa?», perguntou novamente Deus. E o anjo respondeu: «por coincidência, Senhor, era a única estrela daquela cor». «Qual é a cor dessa estrela?», insistiu Deus. O anjo respondeu: «Essa estrela é verde, da cor da esperança».

5. Olharam então para a terra, mas a estrela verde, da esperança, já não estava só. A terra estava outra vez iluminada, com luzes em todas as janelas, porque ardia uma estrela no coração de cada ser humano.


A esperança, diz a tradição hebraica, é o único sentimento que o ser humano possui, e Deus não, porque, conhecendo o futuro, Deus já não espera. A esperança é própria do ser humano, que é imperfeito, que erra e que não sabe como será o dia de amanhã.

6. Peçamos ao Deus-Menino para que brilhe cada vez mais a estrela da esperança que arde em nós e na nossa casa. E a nossa terra pode ser mais céu. Sonho um mundo assim. E parece-me que só as crianças nos podem ensinar esta lição maravilhosa.

+ António Couto